Autor: Administrador

  • Vida transformada

    Vida transformada

    É difícil deixar um legado quando se caminha solitário. Manter a árdua tarefa missionária, vencer o desânimo e os índices que teimam em contrariar os planos para o Rio de Janeiro é de um peso enorme, que precisa ser compartilhado com homens e mulheres que não perderam a esperança no evangelho transformador.

    Atuar na Missão Socioeducativa é tentar apagar um grande incêndio com um simples balde de água. Mas é preciso fazer, cada um, a sua parte neste processo para que vidas como a de Lucas de Souza venham testemunhar da graça que o libertou das trevas. A seguir você conhecerá o depoimento desse jovem de apenas 18 anos, que aos 12 foi encaminhado ao Degase, sob a custódia do Estado, para o cumprimento de medidas socioeducativas. Seu final, para a Glória de Deus, foi feliz. Mas, sem o esforço missionário, sua vida poderia ter tido outro rumo.

    “Quando eu completei meus 12 anos de idade, fui apreendido como menor infrator, assinando o artigo 33 do Código Penal (Tráfico de Drogas) e mais alguns artigos que vieram no pacote. Antes de passar pelo Degase, eu tive contato com a igreja. Minha mãe era evangélica, assembleiana e diaconisa. Eu fui criado nesse meio, mas com 10 anos de idade fui me desviando. No começo deixei de ir para a igreja, deixei de estudar para jogar bola… depois nem jogava mais. Aí foi quando eu comecei a parar ao lado de más influências.

    O Degase é um lugar muito difícil de se viver. Um mês lá já é difícil e eu fiquei um ano e seis meses lá. Se, dentro de casa, irmãos já brigam, imagina um monte de internos juntos num lugar quente, no verão… é inquietação, caos e morte. Não desejo isso para ninguém. Mas eu creio que Deus tinha algo na minha vida ali.

    Apesar de tudo, aceitei a Jesus dentro do Degase. As palavras que o missionário lia, interpretava… me ajudaram a manter a calma naquele ambiente, que é um ambiente que tem tudo [de ruim] que você possa imaginar. As partes principais da minha transformação vieram pelo fato de Deus enviar as pessoas certas [para me ajudar].

    Tem pessoas que falam que Deus não liga, não dá a mão. Chegam a perguntar para Deus e Ele responde: e aquela pessoa que eu enviei para te ajudar? Você quer que eu apareça para você ou que eu apareça numa imagem? Não! [risos]

    Missionário Juan, à esquerda, ao lado de Lucas.

    Saí do Degase e fui para um projeto do qual faço parte. Fui batizado e hoje sou membro de uma igreja evangélica. Fui liberado para começar a trabalhar em janeiro de 2018, mas desde 2017 vinha tentando tirar minha carteira de trabalho sem muito sucesso. Fui para a entrevista de emprego pela fé. Felizmente consegui e quando peguei meu primeiro salário na mão eu falei assim: — Nossa…

    Bebi uma água e parecia que a água estava doce! Senti uma alegria no coração em falar:

    — Esse salário eu trabalhei por causa dele. Não foi em zoeira, em movimento… trabalhei por causa dele.

    Mesmo não merecendo Deus está honrando. Sou voluntário na 4.ª Igreja Batista do Rio de Janeiro, ajudando moradores de rua. É um trabalho voluntario. Contribuo, vou para a cozinha e ajudo a preparar almoço. E é uma comida de qualidade que nós oferecemos para eles!

    Em 2017 eu planejei me batizar, começar um namoro santo e consegui. Depois consegui o primeiro emprego, carteira assinada… fiel até o fim e consegui. Daqui para frente estou indo de planos em planos; e Deus está me dando força nisso.

    Deixo um recado para os irmãos não desistirem porque tem muita gente precisando ouvir do evangelho, escutar a palavra de Deus, bíblica, vinda do céu. Peço que não desistam e continuem investindo. De onde eu vim tem pessoas que querem mudar, mas não conseguem. Eu sei que, com a ajuda missionária, tem jeito.”

  • 31 Dias de Oração Pelo Rio

    31 Dias de Oração Pelo Rio

    Muitas batalhas são vencidas pela intercessão e queremos incentivar sua igreja a participar dos 31 Dias de Oração pelo Rio. No mês de JULHO, ao meio-dia, separe alguns minutos para orar pelos desafios missionários do Rio de Janeiro.

    Uma dica: Crie fichas de oração a partir dos pedidos abaixo e distribua para os membros de sua igreja. Você também poderá criar grupos, escolhendo 31 irmãos (ou famílias) que se comprometerão em orar pela ficha recebido.

    Dia 1 – Dia de Conscientização
    Oração, assim como a Bíblia, é um canal de diálogo com Deus. Por meio dessa conversa, colocamos diante dEle nossas inquietações e a de outras pessoas.

    Peça ao Espírito Santo que nos incomode sobre a necessidade que temos de nos relacionarmos com Deus diariamente. E que essa campanha de oração seja uma benção quanto à prática constante da oração.

    Dia 2 – Ore por um legado de esperança
    Deixar pegadas para a Esperança é uma responsabilidade que todo o cristão tem de discipular vidas a fim de que o evangelho tenha continuidade e alcance outras pessoas.

    Peça a Deus que deposite nos corações de seus servos o desejo de serem missionários para este tempo. Pessoas que não se envergonhem em proclamar o evangelho e que tenham disposição para nutrir os novos na fé.

    Dia 3 – Ore pela Capelania Hospitalar
    Enquanto você ora, oito missionários da Convenção Batista Carioca e seus voluntários estão levando o amor de Cristo a pacientes, seus familiares, e funcionários de várias unidades hospitalares do Rio de Janeiro.

    Ao todo são 10 unidades de saúde sendo impactadas com o evangelho. Peça a Deus pelo sustento desses servos e pelo engajamento das igrejas batistas nesta proposta missionária.

    Dia 4 – Ore pela Capelania aos Enlutados
    São quatro missionários dando assistência a familiares e amigos enlutados. Em conjunto, estes obreiros chegam a realizar mais de mil atendimentos por mês, em seis cemitérios do Rio de Janeiro.

    Peça a Deus que sustente estes obreiros e seus voluntários. Ore ainda para que as vidas alcançadas por esta capelania encontrem a paz de Cristo e decidam viver ao lado dEle.

    Dia 5 – Ore pela Capelania Estudantil
    Temos o desafio de ampliar o alcance do evangelho nas escolas do Rio de Janeiro. Para isso, precisamos de mais missionários e voluntários.

    Deus tem levantado obreiros, mas precisamos de investimentos para o sustento de novos missionários. Peça a Deus que desperte igrejas e pessoas para a importância das parcerias mensais, através do PAM Rio – Parceiros na Ação Missionária.

    Dia 6 – Ore pela Capelania Prisional
    Em nossa cidade, dois missionários e alguns voluntários assumiram a responsabilidade de apoiar o desenvolvimento da igreja de Cristo nas unidades prisionais.

    Peça a Deus que desperte mais pessoas para este desafio e que conceda aos irmãos presidiários e egressos convertidos sabedoria e força para testemunharem dentro e fora das prisões.

    Dia 7 – Ore pela Capelania Socioeducativa
    A missão é levar o evangelho a adolescentes em conflito com a lei nas unidades de socioeducação. E apenas dois obreiros e seus voluntários carregam essa responsabilidade em nome dos batistas cariocas.

    Peça a Deus pela saúde física e emocional desses missionários e interceda pela despertamento de igrejas, para que não apenas sustentem financeiramente estes projetos, como se interessem em somar força neste campo missionário urbano.

    Dia 8 – Ore pela Capelania de Prevenção à Dependência Química
    A prevenção sempre foi a melhor maneira de trabalhar a questão das drogas. Peça a Deus que abra as portas das escolas para que a mensagem de conscientização sobre o uso das drogas possa ser compartilhada com nossas crianças, adolescentes e jovens.

    Interceda ainda pelo missionário dessa capelania, pedindo a Deus por saúde e por parceiros que entendam a necessidade de investimentos nesse projeto.

    Dia 9 – Ore pela Capelania Portuária
    Não é fácil ficar longos dias distante da família. Por este motivo, a solidão se torna uma grande inimiga para os marinheiros. Apoiá-los e garantir o bem-estar deles acaba virando uma oportunidade de evangelização para nossos capelães portuários.

    Peça a Deus que encoraje nossos missionários portuários. Interceda por portas abertas nos navios, para que o evangelho alcance seus tripulantes e transforme vidas.

    Dia 10 – Ore pela Capelania Esportiva
    A Transformação do Rio começa com o evangelho e passa por iniciativas que promovam a saúde e dignidade da população.

    Peça a Deus por igrejas que possam suas abrir portas para a implantação de projetos esportivos. Ore também pelos missionários desta capelania, a fim de que Deus continue dando graça, sustentando-os em suas necessidades.

    Dia 11 – Ore pelos vocacionados a Missões 
    Como ouvirão se não há quem pregue? Se desejamos um Rio transformado, precisamos apoiar nossos vocacionados.

    Peça a Deus que levante obreiros para a seara e que igrejas sejam despertadas para promoverem ações de valorização de seus vocacionados. Ore ainda pelos que estão se preparando para o ministério missionário, a fim de que o Pai os sustentem em todas as etapas dessa caminhada.

    Dia 12 – Ore pela participação da igreja local na evangelização do Rio
    Tudo começa na igreja local. Ministérios são erguidos e líderes nascem para a transformação de realidades próximas.

    Peça a Deus que fortaleça a visão ministerial local de cada batista carioca. Que haja comprometimento e unidade capazes de alavancar grandes mobilizações para a glória de Deus.

    Dia 13 – Ore pela parceria das igrejas em Missões Rio
    Missões urbanas é o esforço cooperativo das igrejas na obra de evangelização da cidade. Investir em Missões Rio é, portanto, contribuir com o alcance de vidas, com a redução dos índices de violência e outras mazelas sociais.
    Peça a Deus por igrejas envolvidas com a proposta missionária urbana, com lideranças atentas ao clamor da sociedade.

    Dia 14 – Ore pela situação de violência na cidade
    Como igreja, precisamos agir, intercedendo e batalhando pela transformação do Rio.
    Peça a Deus por sabedoria aos líderes de nossa cidade, a fim de que suas ações possam promover a paz. Ore também por direcionamento dos céus para que nossas igrejas consigam fazer a diferença nesse contexto desafiador.

    Dia 15 – Ore pela saúde municipal
    A falta de investimentos gera o sofrimento da população e dificulta o trabalho das equipes da área de saúde.
    Peça a Deus que levante bons gestores, pessoas que consigam dar as respostas que favoreçam o bom atendimento aos que precisam. Ore também pelos profissionais que, mesmo em meio a tantas dificuldades, dão seu melhor em favor do bem-estar do próximo.

    Dia 16 – Ore pela educação na cidade
    Sabemos que a educação é um dos grandes pilares da sociedade. Investir nessa área é gerar desenvolvimento e cidadania.
    Através do Colégio Batista Shepard, temos formado cidadão conscientes e uma juventude disposta a ser agente transformadora do mundo. Peça a Deus que sustente o CBS, dando sabedoria aos seus gestores para a continuidade de um ambiente educacional de qualidade.

    Dia 17 – Ore pelas crianças do Rio
    Nossas crianças precisam de amor e proteção. Muitas sofrem abusos ou estão privados de direitos fundamentais.
    Peça a Deus que as proteja e que manifeste seu amor por meio de sua igreja. Que possamos ser referência de cuidado e compromisso para com os pequeninos.

    Dia 18 – Ore pelas famílias do Rio
    A todo momento, as famílias têm sido atacadas por valores prejudiciais ao convívio harmonioso e saudável.
    Peça a Deus por pais dedicados e filhos obedientes. Que todos possam estar comprometidos com as verdades do evangelho, funcionando como um farol para parentes e amigos.

    Dia 19 – Ore pelas autoridades do Rio
    Quando os líderes são sábios, todos vivem em paz e com dignidade.
    Peça a Deus que abençoe nossas autoridades, dando instrução para que conduzam as ações municipais com eficiência.

    Dia 20 – Ore pela diretoria da CBC e pelo Conselho Geral de Administração
    Peça a Deus que encha nossos líderes de sabedoria para que nossos projetos venham ser abençoadores e relevantes para a cidade do Rio.

    Dia 21 – Ore pelos pastores e diáconos batistas cariocas
    Peça a Deus que enriqueça suas vocações, fazendo-os liderar com amor e responsabilidade.
    Ore também para que Deus os sustente, juntamente com suas famílias, dando força e motivação para o cumprimento da chamada que receberam.

    Dia 22 – Ore pelos jovens e adolescentes batistas cariocas
    Peça a Deus que fortaleça suas vidas, mantendo-os no caminho da Verdade.

    Ore para que eles sejam testemunhas de Cristo onde estiverem, superando os desafios da vida e mantendo uma conduta íntegra diante de todos.

    Dia 23 – Ore pelos Homens Batistas Cariocas
    Peça a Deus que fortaleça os rumos dessa organização, ajudando-os na manutenção da visão de cooperação missionária através do GAM e Embaixadores do Rei.

    Dia 24 – Ore pelas mulheres batistas
    Através da União Feminina Missionária Batista Carioca vidas são abençoadas em vários níveis, desde a realização de projetos da própria organização às parcerias com projetos missionários.
    Peça a Deus que continue iluminando a liderança da UFMBC e que dê unidade a todas que se dedicam ao desenvolvimento dessa organização.

    Dia 25 – Ore pelos seminaristas
    Seminaristas passam por um período importante de preparo e amadurecimento ministerial. Sobre eles está a responsabilidade de continuar guiando igrejas numa visão bíblica.
    Ore para que Deus fortaleça seus passos e garanta uma trajetória ministerial cheia de vitórias.

    Dia 26 – Ore pelas igrejas em comunidades
    Elas enfrentam o problema do poder paralelo de traficantes, mas têm resistido pela graça de Deus.
    Peça ao Senhor que fortaleça esses irmãos e que continue abençoando a liderança de igrejas em áreas de risco. Que eles recebam do céu visão de trabalho que garanta a multiplicação de discípulos nesse contexto.

    Dia 27 – Ore pela Junta de Ação Social da CBC
    Além do Lar do Ancião, a JASC realiza atividades destinadas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes socialmente vulneráveis.
    Peça a Deus que envie voluntários e parceiros para a manutenção Desses projetos. Que o Senhor direcione os gestores e inspire igrejas à cooperação.

    Dia 28 – Ore pelos educadores batistas cariocas
    Ensinar a sã doutrina é uma grande responsabilidade. Requer conhecimento e pedagogia.
    Peça a Deus que dê visão aos nossos educadores para que desenvolvam em nossas igrejas espaços de aprendizado bíblico repletos de inspiração.

    Dia 29 – Ore pelos músicos batistas cariocas
    Ministrar o louvor com qualidade e espiritualidade, construindo uma atmosfera de adoração é, ao mesmo tempo, uma honra e um desafio.
    Ore ao Senhor para que Ele levante músicos servos, interessados em apoiar suas igrejas com humildade e dedicação.

    Dia 30 – Ore pelos funcionários e colaboradores da Convenção Batista Carioca
    Ore ao Senhor para que Ele derrame bênçãos sobre essa equipe, que tem lutado pela manutenção da unidade das igrejas batistas do Rio de Janeiro. Que Ele conceda saúde, força e sabedoria em cada processo administrativo.

    Dia 31 – Ore pela Cooperação entre igrejas batistas
    O Pacto Cooperativo entre igrejas batistas é histórico. Ele faz parte do nosso DNA e precisamos resgatar sua importância. Não se trata apenas de contribuição financeira, mas de ajuda em qualquer situação.
    Peça a Deus que nos dê um espirito de cooperação, de forma que avancemos juntos, levando luz a esta cidade que perece em trevas.

  • Regimento Operacional aprovado

    Os Batistas Cariocas, reunidos na noite de 12 de Abril, sexta-feira, participaram da Assembleia Extraordinária, sediada pela Igreja Batista do Méier, com a finalidade de tratar do novo projeto de Regimento Operacional. O material foi apresentado aos presentes, que puderam tirar suas dúvidas, bem como interagir com a equipe responsável pela proposta compilada e sua exposição. Às 22h15, o Presidente da Convenção Batista Carioca, Pr João Reinaldo Purin, encerrou os trabalhos, tendo em vista a aprovação pelo plenário da matéria.

    SESSÃO DE SÁBADO É DISPENSADA – tendo em vista a aprovação do Projeto Regimento Operacional, na ocasião da primeira sessão, sexta-feira, 12, no turno da noite, o Presidente da CBC, Pr. João Reinaldo Purin informa que ficam dispensados os trabalhos, anteriormente convocados, para o sábado, dia 13

  • Campanha solidária SOS Rio

    Campanha solidária SOS Rio

    A Convenção Batista Carioca está promovendo uma campanha solidária, em apoio aos que estão desabrigados e/ou perderam bens por conta das chuvas que atingiram a cidade do Rio de Janeiro.

    Alguns líderes de igrejas atingidas estão entrando em contato com a liderança da CBC para informar as perdas de seus membros. A Igreja Batista em Vila Alexandrino foi uma das prejudicadas com as enchentes, que chegaram a atingir o templo com 1m de água. O pastor da igreja, Robson Faria, afirmou que muitas pessoas perderam móveis e há várias famílias desabrigadas.

    Para ajudar as vítimas, sua igreja pode enviar água, leite, alimentos não perecíveis, roupas para crianças e adultos e material de higiene pessoal.

    Confira os pontos de coleta de doações:

    Igreja Batista Vitória
    Estrada Santa Eugênia,1.995 – Quadra 4, Lote 20 – Paciência.
    Contato: (21) 98855-9375 – Pr. Almeida.

    Primeira Igreja Batista Jardim Monteiro
    Travessa Jurari, 148 – Guaratiba
    Contato: (21) 98673-2659 – Pr. Marcelo

    Igreja Batista Memorial em Santa Cruz
    Rua dos Bandeirantes, 18 – Santa Cruz
    Contato: (21) 98523-6486 – Pr. Augusto Carlos

    Colégio Batista Shepard
    R. José Higino, 416 – Tijuca
    Contato: (21) 2105-0555

    Igreja Batista do Méier
    Rua Hermengarda, 31 – Méier
    Contato: (21) 2599-3000

    Para doações financeiras:

    Bradesco
    AG.: 0552-5
    CC. 6051-8
    CNPJ:42.105.455/0001-86
    Favorecido: Junta de Ação Social Carioca

  • Congresso de Administração Eclesiástica chega à região Oeste

    Congresso de Administração Eclesiástica chega à região Oeste

    Em sua sétima edição, o Congresso de Administração Eclesiástica da Convenção Batista Carioca chegou ao bairro de Paciência para beneficiar irmãos de igrejas batistas da zona Oeste do Rio de Janeiro. Criada para levar capacitação em atividades essenciais de uma igreja organizada, a programação contou com a participação de mais de 200 participantes interessados em melhorar departamentos como tesouraria, conselho fiscal, ministério de louvor, promotoria de missões, entre outros.

    A programação, sediada na Primeira Igreja Batista de Paciência, foi totalmente gratuita. Com início às 9h, os participantes foram conduzidos a momentos de adoração a Deus e oração. Em um segundo momento, foi dada a palavra ao Pr. Carlos Elias de Souza Santos (Sênior da PIB de Campo Grande), que falou sobre o tema “Princípios da cooperação e da fidelidade”.

    Dentre os apontamentos feitos pelo pastor, destacou a necessidade de um convívio harmonioso em projetos e parcerias, pastores e lideranças, membros e a denominação. Para isso, ressaltou que é preciso eliminar do meio batista o sentimento de concorrência e competição e substitui-los por projetos dotados de propósito.

    Pastor Carlos Elias disse ainda que é preciso melhorar a transparência denominacional e ampliar o conceito de cooperação, que vai muito além de um voto de pagamento mensal. Concluiu também que parte da falta de cooperação batista reside no “exercício indevido da autonomia da igreja local”.

    Pr. Carlos Elias, da PIB de Campo Grande.

    “Cabe ao líder ou pastor o desafio de explicar e colocar claramente à sua igreja o que é de fato o princípio da autonomia. Estamos criando igrejas desqualificadas no conceito de interdependência. Geramos crentes egoístas e vaidosos, que estão focados nas igrejas para desenvolver projetos pessoais e seus sonhos, mas os nossos projetos denominacionais e o sonho de Deus para a unidade da Igreja vai ficando de lado. Logo o desafio da cooperação muitas vezes esbarra na autonomia… Criamos um filho para ser independente e autônomo, que possam crescer e casar. Mas se não desenvolvo o senso de cooperação na família, quando estivermos velhos, nos abandonarão”.

    A segunda palestra foi ministrada pela psicóloga Dra Sandra Mara de Souza, na qual apresentou a importância de administrar emoções para a manutenção de relacionamentos saudáveis. Isso porque as reações e a forma inteligente como lidamos com o outro, em certa medida, pode ser a chave para ministérios e igrejas sadias e cooperantes.

    “Como podemos definir inteligência emocional? É conseguir reconhecer as emoções em si e no outro. O valor da emoção nos relacionamentos é quando eu consigo interpretar o que está acontecendo com o outro. Do que adianta você ser tão inteligente e não ter a capacidade de se relacionar com as pessoas? Já vi templos suntuosos, bonitos, pastor pregando teologicamente e a igreja estar vazia. E já vi igrejas cujo pastor não tem tanta oratória e a igreja estar cheia, com todos trabalhando e fazendo porque levo inteligência aos meus relacionamentos”, apontou Drª Sandra.

    Drª Sandra Mara, falando sobre o controle emocional na administração de relacionamentos.

    Se, por um lado, cooperação e inteligência emocional andam juntas, por outro a capacidade técnica e operacional também são aspectos a serem levados em conta no ambiente eclesiástico. Pensando na qualificação de membros, foram realizadas sete oficinas no período da tarde, tratando dos seguintes assuntos: Secretaria – elaboração de atas, com o pastor David Curty; Atribuições e responsabilidades de um Conselho Fiscal e a iminente cassação do CNPJ das igrejas, com o pastor Luciano Garcia; Ministério com Idosos, com a assistente social Elaine Nolding;Como ser um tesoureiro eficiente, com o pastor Clayton Alvin; Como promover missões e o PAM na Igreja Local, com o pastor Fernando Leiros; Ministério de culto e louvor e como elaborar uma ordem de culto, com a ministra de música Rachel Abreu Pereira; e Aposentadoria: leis atuais, contribuições e possibilidades, com o advogado e pr. Roberto Abreu.

    A Convenção Batista Carioca agradece a Deus pela cooperação dos irmãos da Primeira Igreja Batista de Paciência, ao recepcionarem cada congressista com alegria. Que o Senhor possa continuar fortalecendo estes irmãos na tarefa de proclamação e testemunho do evangelho.

    Clique aqui e confira o álbum do congresso em nossa página, no Facebook.

  • O braço social batista carioca

    O braço social batista carioca

    A Junta de Ação Social Carioca (JASC) é a organização responsável por representar o esforço coletivo da denominação na cidade do Rio de Janeiro, em termos de atividades solidárias e de valorização do ser humano. Seus projetos assistem crianças, adolescentes e, especialmente, idosos.

    Ao longo de sua existência, a organização tem passado por grandes desafios. Atualmente, a escassez de recursos que sustentem todas as suas atividades é a grande antagonista, o que obrigou a JASC a apelar por mantenedores.

    Em entrevista ao Batista Carioca News, a assistente social Elaine Nolding explica detalhes dos atuais desafios da JASC e ressalta que as ações desenvolvidas continuam sendo relevantes para a comunidade local, bem como importantes para a representação batista na região.

    Atualmente, quais os projetos desenvolvidos pela JASC e qual o perfil das pessoas beneficiadas?

    Atualmente, os projetos desenvolvidos pela JASC são: Jasc Esporte & Cultura, Madrugada do Carinho e Lar Batista do Ancião.

    No Projeto JASC Esporte & Cultura são atendidas crianças e adolescentes da comunidade ao entorno, através das atividades de futebol e karatê. Em frente à sede da JASC, existem três condomínios de casas populares do Programa Minha Casa, Minha Vida, onde boa parte dos moradores encontrava-se em situação de risco social e foi assentada nestes condomínios pela Prefeitura do Rio. Percebemos muita vulnerabilidade, desemprego, evasão escolar, adolescentes e jovens sem perspectivas de futuro. A JASC tem sido parceira do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS Cecília Meirelles), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que atende os moradores de nosso bairro em nosso espaço.

    A Madrugada do Carinho, na década de 90, reunia em torno de 500 irmãos na PIB do Rio, sob a liderança do irmão Henrique Cézar. Foi um trabalho de grande expressão e que, desde 2014, tem sido realizado sob a liderança do Diácono Ielmo Valentim, remanescente deste projeto. Atualmente, o ponto de encontro ocorre na PIB de Marechal Hermes, onde se direcionam para a Região Norte e Centro do Rio. No percurso, outras igrejas batistas e de outras denominações vão se encontrando. O foco é abordar as pessoas que se encontram em situação de rua, levando alimento material e espiritual e, em alguns casos, há encaminhamentos para instituições de acolhimento e tratamento em dependência química. Nosso objetivo é tornar essa abordagem mais técnica, enquadrando-o como um braço da Política de Assistência Social, mas não abrindo mão da esfera espiritual que faz toda a diferença.

    O Lar Batista do Ancião é o trabalho de mais peso e mais complexo realizado pela JASC, pois atende cerca de 50 idosos institucionalizados ininterruptamente. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) reconhece essa faixa etária como vulnerável, onde prevê proteção, garantia de direitos e responsabilização em caso de violação de direitos e omissão. É um trabalho extremamente caro, pois trata do processo de envelhecimento do ser humano que está em declínio, onde surgem diversas patologias. Amparar e atender um idoso institucionalmente requer amor e paciência, mas é primordial conhecimento técnico, gerontológico e muita responsabilidade.

    Em média, quantas pessoas são assistidas pelos projetos da Jasc?

    A JASC atende em torno de 200 pessoas/mês através de seus projetos.

    Qual a origem dos recursos para o desenvolvimento dessas atividades?

    Devido ao grande esforço financeiro para realizar o atendimento institucional a idosos – que demanda uma folha de pagamento mensal, o Lar Batista do Ancião conta com subsídios financeiro de familiares de idosos. Já os projetos JASC Esporte & Cultura e Madrugada do Carinho realizam suas atividades com ações totalmente voluntárias.

    Quantos colaboradores atuam na JASC e quais as maiores demandas da instituição?

    Em torno de 45 pessoas diretamente, onde 35 destas possuem vínculo trabalhista devido ao alto nível de responsabilidade no atendimento institucional a idosos que ficam sob nossos cuidados por tempo integral. Numa instituição sem fins lucrativos, o maior desafio é custear uma folha de pagamento e arcar com despesas como alimentação, limpeza e serviços essenciais como água, energia e gás. Difícil definir qual seja a maior demanda, mas algo que é fácil de se doar seria alimentos e material de limpeza. O item alimentar mais usado é o leite (500 litros mensais).

    A JASC tem ampliado sua influência na sociedade através da participação de seus entes em comissões específicas nas esferas públicas. Poderia nos contar algo sobre essas participações e como elas têm beneficiado a instituição e a comunidade ao redor?

    A JASC, como organização social, está inscrita nos Conselhos de Direitos do Município do Rio de Janeiro. São eles: Conselho Municipal de Assistência Social, Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescentes e Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, neste último fomos eleitos conselheiros e fazemos parte da mesa diretora, onde temos atuado ativamente na construção de uma política pública municipal que garanta os direitos e a dignidade da pessoa idosa. Temos também parceria com o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), onde disponibilizamos o nosso espaço para realização de atividades de convivência e fortalecimento de vínculos de crianças e adolescentes. A equipe técnica deste equipamento público municipal também nos auxilia nas demandas com nosso projetos. Nos reunimos sempre que necessário para planejar ações em conjunto em prol da comunidade local.

    Existe alguma perspectiva de ampliação do leque de projetos da Jasc? Poderia comentar?

    Existe sim, temos a expectativa de tornar nossos projetos JASC Esporte & Cultura e Madrugada do Carinho mais técnicos e robustos, com possibilidades de captação de recursos externos, contribuindo no combate às desigualdades sociais, trazendo relevância do trabalho social batista em nosso município.

    Sobre o Lar Batista do Ancião, quais as atividades terapêuticas oferecidas aos idosos assistidos pela instituição?

    O Lar Batista do Ancião é uma instituição de longa permanência para idosos, caracterizada como uma prestação de serviço, onde suas atividades realizadas estão preconizadas em legislações específicas que normatizam esse serviço, como a ANVISA, Vigilância Sanitária Municipal e Legislação Estadual. O Local deve funcionar como uma residência coletiva, desta forma é necessário prover serviços básicos, como alimentação, limpeza, lavanderia, profissionais nos cuidados diários, técnico de enfermagem, enfermeiro, médico geriatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista, psicólogo e assistente social. Essa é uma equipe básica, mais seria muito interessante e enriquecedor a presença de outros profissionais que estimulassem os idosos, como um fonoaudiólogo e um musicoterapeuta.

    Como funciona a entrada de novos internos no lar?

    Para entrada de novos idosos é necessário um agendamento prévio para a realização de uma entrevista de avaliação para identificarmos em qual grau de dependência o idoso se encontra, se é perfil da nossa modalidade de atendimento. Pois, por exemplo, idosos com sonda de qualquer tipo a vigilância sanitária não permite recebermos. Nesta entrevista, se for identificado que o idoso se enquadra no grau de dependência que podemos receber, entregamos uma lista com exames, documentação e enxoval a serem providenciados. Após o cumprimento da lista, agendamos a admissão do idoso. Vale ressaltar que o idoso que possui família é de responsabilidade da mesma cuidá-lo ou custear para que o idoso receba cuidados para sua sobrevivência e dignidade.

    O LBA promoveu, há alguns dias, uma campanha para a compra de colchões e cadeiras. O objetivo foi alcançado? Quais as atuais urgências do lar?

    Alcançamos 40% da Campanha dos colchões. Das cadeiras higiênicas, uma única igreja nos doou de Natal. Temos vivenciado um tempo muito difícil, onde tudo tem sido urgente. A receita arrecadada só cobre a folha de pagamento dos funcionários e seria muito interessante a doação sistemática de alimentos e material de limpeza, realização de campanhas, almoços e festas para compra e renovação de utensílios de cozinha e materiais duráveis e móveis.

    De que forma as igrejas e irmãos podem apoiar os projetos da Jasc?

    Sendo mantenedor financeiro, doando alimentos, material de limpeza, fraldas, material de enfermagem, doando seu tempo, oferecendo algum serviço de atendimento direto ao idoso ou à estrutura administrativa e predial do Lar Batista do Ancião. Doação de lanche para as crianças do futebol e karatê, alimentos para serem preparados e distribuídos na Madrugada do Carinho.

    De que forma a Jasc pode oferecer apoio, com sua expertise, aos batistas cariocas?

    A JASC tem enfrentado um grande desafio para alcançar a sustentabilidade do Lar Batista do Ancião, o que de certa forma nos impede de caminhar em outras ações. Mas é notório o potencial que a JASC tem de ser uma fomentadora de projetos sociais básicos nas igrejas que desejam atender sua comunidade local. Temos, há um tempo, estudado a possibilidade da JASC ter pólos em igrejas locais, onde ela poderá ser a gerenciadora e a igreja a executora de projeto social local. Nessa vivência com idoso institucionalizado, sem dúvida, hoje é a área onde temos mais expertise.

    Entre em contato com a Junta de Ação Social Carioca pelo telefone (21) 99617-1514 ou pelo e-mail auxiliaradm.jasc@gmail.com

  • ‘É difícil aceitar, mas o mundo é dinâmico’

    ‘É difícil aceitar, mas o mundo é dinâmico’

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    Ao longo de sua história, a Igreja sempre foi desafiada a crescer em tempos de crise e perseguição, mantendo o foco na dependência do Espírito, na unidade e cooperação. Mas, nos últimos anos, quando nos despedimos da pós-modernidade e seguimos para uma nova era de desafios e oportunidades, necessitamos de líderes que, além de uma visão de fé, sejam dotados de ferramentas capazes de interpretar e conduzir um rebanho crítico.

    Pautados nessas questões, os pastores batistas cariocas optaram por novos rumos à OPBB-Ca. Trocaram a antiga ênfase nas questões estatutárias pela compreensão das necessidades de seus pares. Flexibilizaram processos e atualizaram seu sistema de gestão, que passou a abranger não apenas a função de ministro, mas questões existenciais do indivíduo e sua família. Tudo isso aconteceu paralelamente à crise econômica brasileira, quando os recursos permanecem escassos. Porém, vimos surgir uma equipe coesa, com discurso unificado e uma vontade grande de presentear a OPBB-Ca com um legado de bênçãos.

    Em entrevista ao site Batista Carioca, Rômulo Borges, coordenador executivo da Ordem dos Pastores do Brasil – Seção Carioca, fala sobre a nova fase experimentada pela organização, seus desafios e desejos para o estabelecimento de uma visão que traga esperança e resultados sólidos.

    Vemos, na denominação como um todo, uma crise no tocante ao cooperativismo. A OPBB Carioca tem visto alguma melhora nesta área em suas programações e demais atividades?

    Há uma onda que impulsiona a competitividade. Fruto de diversos fatores de mudança no mundo. Nós precisamos revisitar o conceito de cooperatividade, e dizer porque ele é importante. Atualmente, a competitividade é sinônimo de maior eficiência e resultados. Contra isso não há o que dizer. A cooperatividade denominacional precisa se associar à eficiência de gestão e resultados. Somente assim resgataremos o ideal cooperativo. É necessário uma revisão séria, comprometida com a modernização da denominação, envolvendo gente do mundo corporativo, aplicando os métodos de gestão estratégica, e abandonando o personalismo. Não creio que o caminho da reforma estatutária seja o percurso melhor. A nossa referência não deve ser o Congresso Nacional. Não devemos reproduzi-lo…

    Falando em modernização, como a OPBB identificou a necessidade de dar luz a temas que, originariamente, vieram do ambiente empresarial (workshops de planejamento e eventos sobre performance)? De que maneira eles podem ajudar nossos líderes a desenvolverem seus ministérios?

    É difícil aceitar, mas o mundo é dinâmico. E com isso as estruturas tendem a se renovar. Novas ferramentas começam a surgir, que fazem parte da inteligência humana para o melhor desenvolvimento das técnicas e sistemas. Mas “por que” eu digo “ser difícil aceitar”, isso se deve ao fato de que a igreja como estrutura se atualiza também. O ser humano deve ser desenvolvido, a partir de habilidades. Alguns terão isso geneticamente mais visível, outros nem tanto. Há, contudo, uma necessidade imensa de integrar as ferramentas de gestão, atualizações de informação com o ministério pastoral. Isso não significa perder a identidade. Apenas, entender que o mundo é dinâmico, os processos se movem, modificam-se. O líder é aquele que precisa ter consciência disso. Liderança esta associado à aprendizagem. Se o líder deixa de aprender, deixará de liderar, tornar-se-á obsoleto. Acontece nesse momento, um “achatamento da sua liderança”. E as consequências são graves. Ser pastor é ser líder…

    E como anda o desenvolvimento do planejamento estratégico da OPBB-CA e quais os resultados esperados para 2025, quando se encerra o ciclo desse planejamento?


    Workshop de Planejamento Estratégico para Instituições do Terceiro Setor. Uma realização da OPBB Carioca.

    O planejamento é o marco da nossa gestão. Eu, por exemplo, quando assumi, o fiz um compromisso de condição. Não seguiria, nesta causa, sem a ferramenta do Planejamento e Práticas de Gestão Estratégica. Como o Conselho comprou a ideia, colocamos em curso essa “missão”. O grande desafio é olhar a história, criticar o presente, e focar no futuro. Muitas coisas deixadas foram benéficas, outras nem tanto. Transitar um ciclo cultural para outro demora. Creio que em 2025 estaremos com o trem em outros trilhos. A partir daí, veremos resultados, que são em sua grande maioria médio a longo prazo.

    Percebemos que ‘mentoria, capacitação e família’ são temas recorrentes na OPBB. De que maneira eles se relacionam com os desejos da organização para seus pastores?

    Bom. Estamos passando por uma transição. Percebemos que, com o tempo, esquecemos e distanciamos o olhar para quem realmente importa no contexto da OPBB Carioca: o pastor. Não são as Assembleias, Estatutos, Regimentos, Procedimentos Administrativos. Isso tudo faz parte, mas não podemos girar em torno disso. Entendemos também que o pastor não está sozinho. Existe uma conjuntura de oportunidades que integram o ministério pastoral. Decidimos por ir nessa direção. E a mentoria, capacitação e família pastoral fazem parte do conceito holístico.

    E quanto aos projetos de auxílio a pastores do campo carioca. Como funciona esse apoio?

    Este ponto é um dos mais difíceis para nós. Atualmente, ajudamos os pastores pontualmente. Hoje, a Convenção atua com o FAM – Fundo de Apoio Ministerial. Mas é necessário aprimorar. Precisamos de algo que diminua a fragilidade que existe no sustento do ministério pastoral atualmente. Creio que exista interesse das grandes igrejas, e de alguns pastores e empresários, de financiar alguns ministérios. Entretanto, para colocarmos essa proposta em curso, é necessário estabelecer as regras. Vamos esperar o Planejamento Estratégico. Ele promete revisitar tudo isso.

    Quais os grandes desafios da OPBB Carioca para 2019?

    1 – Despersonalização jurídica;
    2 – Finalização da 2ª etapa do Planejamento Estratégico;
    3 – Reestruturação do Modo de Governança a partir do Planejamento, definindo como será o modo de operação, depois de aprovado os novos conceitos institucionais;
    4 – Envisionar e mostrar a importância das mudanças (deslocamento cultural);
    6 – Ampliar o Programa de Mentoria Carioca para mais regiões;
    7 – Desenvolver projetos para as Esposas de Pastores; entre outros…

     

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    Rômulo Borges é executivo da OPBB Seção Carioca, formado em Teologia pela STBSB; Graduando em Psicologia; Graduando em Administração.

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  • Aprovado o novo Estatuto da Convenção Batista Carioca

    Aprovado o novo Estatuto da Convenção Batista Carioca

    Na noite do dia 15 de Fevereiro, a matéria “Revisão Estatutária” que fora aprovada e encaminhada pelo Conselho Geral de Administração da CBC, também teve sua aprovação na primeira sessão da Assembleia Extraordinária, convocada para os dias 15 e 16 de Fevereiro.

    O encontro foi sediado pela Igreja Batista do Méier, e segue as etapas do processo da reestruturação do modo de Governança, Operação e Serviço da CBC às Igrejas Cariocas. Os mensageiros puderam acessar o documento com antecedência, fazendo, se necessário, apontamentos durante a sessão no plenário.

    A Comissão designada, responsável por essa etapa, não somente apresentou proposta, como também, esteve disponível para recebimento de sugestões durante o período de construção do Novo Estatuto.

    O encontro fica marcado na história como um passo importante em direção resignificação do trabalho Batista Carioca.

    MENSAGEM IMPORTANTE ! SESSÕES DE SÁBADO DISPENSADAS

    O Presidente da CBC, Pr. João Reinaldo Purin Jr, informa que, por conta da aprovação do novo Estatuto em primeira sessão, ficam dispensados os trabalhos, anteriormente convocados para dia 16/02, sábado.

  • Por que o Lar Batista do Ancião precisa de doação mesmo cobrando mensalidade?

    Por que o Lar Batista do Ancião precisa de doação mesmo cobrando mensalidade?

    Há seis anos trabalhando no Lar Batista do Ancião, inúmeras vezes já me fizeram esse questionamento. Confesso que, como instituição confessional cristã, ela deveria, sim, viver somente de doações. Mas, na realidade, um serviço de acolhimento institucional ao idoso não é algo simples e muito menos barato.

    Na última década tivemos mudanças significativas no que diz respeito ao atendimento institucional ao idoso. Após o escândalo da Clínica Santa Genoveva, em 1996, onde 156 idoso morreram num período de cinco meses, levantou-se a questão sobre que tipo de atendimento era oferecido aos idosos institucionalizados, visto que nessa época não existia legislação específica que fiscalizasse esses espaços. Em 2003, é sancionada a Lei 10.741 – O Estatuto do Idoso – momento quando se reconhece legalmente a vulnerabilidade do idoso e da garantia de direito à proteção.

    Partindo do Estatuto do Idoso, surgem outras legislações que regulamentam as instituições totais que atendem idosos em caráter permanente, alterando a nomenclatura de “ASILO” para ILPI (Instituição de longa permanência para idosos), exigindo uma prestação de serviço de acolhimento não pode ser pautada na caridade e boa vontade somente, sendo primordial um atendimento técnico e especializado em gerontologia. Sendo assim, as instituições de idosos no Município do Rio de Janeiro devem corresponder em seu atendimento às atuais legislações vigentes: 283/05 ANVISA, Resolução Municipal 2.719/15, Lei estadual 8.049/18, passíveis de fiscalização da Vigilância Sanitária, Ministério Público, Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa e outros previstos em lei. O conjunto destas legislações apresenta a importância da prestação de serviços ao idoso institucionalizado por uma equipe multidisciplinar, tais como: técnico de enfermagem, cuidador de idosos, cozinheiros e auxiliares de limpeza, manutenção e lavanderia.

    Toda essa estrutura de Recursos Humanos demanda relações trabalhistas, geradora de um alto e principal custo financeiro na realização dessa Missão de cuidar de idosos que é ininterrupta, onde o trabalho voluntário só deve ser considerado em caráter complementar. Pois o mesmo traz em si fragilidades que prejudicam o atendimento ao idoso – que depende de terceiros para realizar suas atividade de vida diária.

    Diante da realidade atual e baixíssima cooperação financeira convencional, o Lar Batista do Ancião tem sobrevivido através de fixação de uma mensalidade para custear a folha de pagamento dos profissionais contratados. Mas, se tratando de uma instituição cristã, não tratamos essa relação financeira de forma fria, buscando sempre considerar as necessidades para o pleno funcionamento do Lar, tendo em vista que 75% da receita são absorvidas com recursos humanos. Desta forma, as doações de diversas formas nos ajudam a complementar ou reduzir custos em busca de um almejado equilíbrio financeiro e um atendimento de qualidade.

    Sendo assim, meus irmãos, nós Batistas Cariocas podemos mudar essa realidade e transformar o Lar Batista do Ancião num lugar acessível a qualquer idoso que necessitar de amparo, mas só é possível se unirmos forças. E Deus, que faz o impossível, completará a obra que não é de homens, pois os homens passam, como uma flor do campo que murcha e cai, pois, enquanto Jesus não vier buscar sua igreja, as mazelas do pecado multiplicam-se e continuam. Por isso convido aos irmãos: foquem na Missão!

    Se você ainda não conhece o Lar Batista do Ancião, venha nos conhecer. São diversas as oportunidades de nos ajudar!

    Elaine F. Alves Nolding
    Assistente Social da Junta de Ação Social da Convenção Batista Carioca e do Lar Batista do Ancião em Campo Grande, Rio de Janeiro – RJ

  • Convenção Batista Carioca inicia projeto de prevenção ao suicídio

    Convenção Batista Carioca inicia projeto de prevenção ao suicídio

    Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cada 40 segundos alguém no mundo tira a própria vida. O índice é preocupante e, quando se trata de países em desenvolvimento, como o Brasil, o suicídio ocorre a cada 45 minutos.

    Os maiores atingidos pelo triste fenômeno são jovens, de 15 a 29 anos. Os números cada vez mais crescentes de casos estimulam novos estudos sobre as formas de se prevenir o suicídio, mas ainda não foi possível chegar à estratégia ideal quando se pensa na interrupção dessa onda de dissabor pela vida.

    Especialistas afirmam que 90% dos suicídios poderiam ser evitados com acesso a tratamentos de doenças emocionais e mentais. Mas a falta de esclarecimento sobre o tema tem lançado vidas à escuridão de suas próprias existências. De acordo com o presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina, Antônio Geraldo da Silva, a prevenção e a conscientização continuam sendo as melhores maneiras de tratar a questão do suicídio. “90% dos suicídios poderiam ser evitados se as pessoas tivessem acesso a tratamento e pudessem tratar a doença que leva ao suicídio”, afirmou.

    Preocupada em ajudar pessoas que estão desistindo de viver, a Capelania aos Enlutados, da Convenção Batista Carioca, lançou o projeto de apoio emocional e espiritual Amparo Pleno em Cristo.” Os números concernentes ao suicídio são alarmantes e nós como igreja de Cristo precisamos fazer alguma coisa. Então temos um número de telefone que irmãos voluntários se disponibilizam a estar do outro lado da linha para ouvir, orar e aconselhar”, explica o idealizador do projeto, Pr. Filipe da Conceição – coordenador da Capelania.

    Filipe já foi voluntário do Centro de Valorização da Vida e conta que, no período em que passou pela ONG, estudou sobre formas de prevenção ao suicídio e entendeu a lacuna missionária e a grande contribuição que a igreja tem para oferecer à sociedade. “Além da escuta, nós [igreja] temos a ferramenta do evangelho de Cristo. Através dele não apenas ouvimos, mas podemos orar e orientar”.

    Pastor Filipe da Conceição, capelão aos enlutados da Convenção Batista Carioca.

    O Amparo Pleno em Cristo conta, atualmente, com o apoio de 19 voluntários ativos e outras 31 pessoas em treinamento. Sua base de atendimento está instalada no Seminário Teológico Betel, no bairro do Rocha, no Rio de Janeiro. De braços abertos a quem desejar ajudar, o APC oferece treinamento para quem fica atrás da linha telefônica, sendo 12 encontros de orientação ao voluntário que, após aprovado, passa a dedicar 3h semanais aos atendimentos telefônicos.

    Falar sobre suicídio ainda é um tabu no meio evangélico, como aponta Filipe. Segundo ele, muitos acreditam que debater sobre o tema pode gerar ideação, mas, “na verdade, a questão é como falar. Você não pode censurar o assunto e ignorar um tema tão importante de ser conversado e orientado, mas também não pode agir com sensacionalismo, fazer com que as pessoas tenham a informação sem um respaldo de conscientização. Então, as igrejas evangélicas precisam conscientizar seus membros, conscientizar as pessoas, conscientizar seus ministros a respeito da prevenção de suicídio, mas não somente de conscientizar, mas precisam orar e agir em prol da prevenção de suicídio.”

    O capelão aponta ainda duas importantes causas suicidas: a fragilidade espiritual e emocional. Segundo ele, cultivar uma espiritualidade profunda pode, de alguma forma, evitar a ideação suicida. Porém, além disso, as pessoas também precisam preservar suas emoções, seus sentimentos. “Então, o outro agravante é o esgotamento emocional. Pastores se esgotam emocionalmente, membros se esgotam emocionalmente… então nós precisamos agir de uma forma que não esgote o emocional das pessoas, que elas não cheguem a última gota, ao contrário, que elas possam vivenciar uma vida sadia e saudável de vida de oração e de vida emocional”, concluiu.

    As ligações recebidas pelo APC são sigilosas, com atendimentos sendo feitos pelo telefone (21) 2035-3487 e obedecendo os seguintes horários:

    • Segunda: 6h às 12h | 18h às 21h
    • Terça à sexta: 9h às 12h
    • Sábado: 12h às 15h