Autor: Administrador

  • Estamos numa jornada de cooperação

    Estamos numa jornada de cooperação

    BATISTAS CARIOCAS! PEÇAMOS QUE DEUS POSSA IR À NOSSA FRENTE PARA QUE, “UNIDOS, GEREMOS VIDAS”!

    “Eu irei adiante de você e aplainarei montes; derrubarei portas de bronze e romperei trancas de ferro. Darei a você os tesouros das trevas, riquezas armazenadas em locais secretos, para que você saiba que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que o convoca pelo nome.” Is 45.2 e 3.

    Neste mês de julho, estamos em uma plena Jornada de Oração, em prol do povo carioca, incluindo nesse povo, todos os batistas cariocas, nossas igrejas e a Campanha de Missões Rio! Participe! Acesse o site missoesrio.com.br para ter acesso aos pedidos de oração. Se desejar orar conosco, em nossa sala Zoom, acesse batistacarioca.com.br/saladeoracao .

    JESUS, vendo as multidões que andavam desgarradas e errantes como ovelhas que não têm pastor, sua primeira iniciativa foi pedir aos seus discípulos que rogassem ao Senhor da seara para que enviasse mais ceifeiros para a sua seara (Mt 9.37-38). A primeira ação dos discípulos seria orar. Em Jerusalém (At 4.32,33), falam que “Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham. Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles”.

    Em Antioquia (At 13.1), a igreja orava quando o Espírito Santo mandou que separasse Paulo e Barnabé para a obra missionária. A oração não é apenas o invólucro da obra missionária, mas é seu recheio. Missões sem oração, é como celebrar um aniversário sem o aniversariante! É fazer a obra de Deus no poder do homem e na força humana! Quando o crente trabalha, colhe os frutos do seu trabalho, mas quando o crente ora, colhe os frutos do trabalho de Deus.

    Quanto temos investido em mensagens missionárias para que Deus quebrante o coração dos crentes para orar, ofertar e se colocar nas mãos do Senhor para que alcancemos os cariocas para Jesus, plantemos novas igrejas, auxiliemos as igrejas que estão em dificuldades e aumentemos o nosso investimento na obra social que os batistas cariocas realizam? O desafio maior não está na falta de pessoas para ouvir o Evangelho, mas na falta de crentes dispostos a serem usados por Deus no cumprimento da Sua Missão. É melhor não orar para Deus enviar obreiros se um ou mais desses obreiros fizerem falta em nossas famílias e igrejas! Será melhor não orar para que Deus envie mais sustento para a realização da obra se eu não estiver pronto a consagrar recursos, mensalmente, através de adoção, ou oferta missionária!

    Deus não tem mãos para abençoar, nem pés para ir, nem boca para falar e nem coração para sentir e amar, senão puder fazê-lo através da sua igreja e, por conseguinte, através de mim e de você. Que tal investirmos mais tempo na intercessão?! Oremos pelos perdidos que estão pertinho de nós (dentro de casa, vizinhos, amigos, colegas…) e pelos que estão nos hospitais, presídios, chorando seus mortos, atendidos no DEGASE, nos campos esportivos, no porto, nos ambientes estudantis e carentes de orientação para não se lançarem ao uso das drogas!

    Assuma também o compromisso de evangelizar e discipular os de perto; orar, contribuir e ir para alcançar os mais distantes. Se depender de você, conquistaremos ou não, o povo carioca para Jesus? É tempo de “Unidos, gerando vidas”. Oração e Missões: tudo a ver! Que sejamos incomodados por Deus! Ele irá a nossa frente!

    Se a igreja não tiver boletos para o envio do Plano Cooperativo, entre no site http://cbc.missoesrio.com.br/planocooperativo/ e imprima o seu boleto. Qualquer dúvida, entre em contato pelo e-mail financeiro@batistacarioca.com.br ou pelo telefone 2569-0988. Com a nova plataforma, pode-se gerar o boleto e logo pagar.

    Quanto à oferta de MISSÕES RIO OU PAM RIO, entre no site www.missoesrio.com.br e imprima o seu boleto, clicando em “Oferta Anual”, e aparecerão as demais opções para serem escolhidas. Em seguida, serão solicitados alguns dados e seu boleto logo poderá ser emitido. Caso a igreja, congregação ou algum ofertante não possua e-mail, por especial favor, entre em contato com Missões Rio pelo telefone 2569-0988 e ficaremos profundamente gratos. Neste caso, enviaremos o boleto para o seu endereço, via Correio.

    Deus a todos abençoe. Com muita oração, profunda gratidão e servindo aos que servem,

    Pr. Nilton Antonio de Souza
    Diretor Geral da CBC

  • Viva um verdadeiro Avivamento

    Viva um verdadeiro Avivamento

    No livro de Atos, o Espírito Santo governava a igreja e dirigia a estratégia de avanço missionário, definindo quem iria e para onde iria. A Igreja estava submissa ao Espírito e oferecia o melhor para ser investido na obra. Os discípulos eram cristãos cheios do Espírito, reconhecidos por todos pelo estilo de vida; não recuavam; estavam totalmente focados e comprometidos com a missão. Isso tudo gerava unidade e fortalecia o ânimo. Mesmo tendo desafios bem superiores à capacidade de realização daqueles irmãos e irmãs, eles não desistiam.

    Esse passado se faz presente também em nossos dias. Quantos missionários e missionárias têm rejeitado tantas coisas e honras para estarem em lugares pouco vistos e frequentados, ou lugares de muita tristeza, choro e lágrimas! Dificuldades e desafios da obra missionária também existem no Rio de Janeiro. Ambientes pobres e miseráveis como nunca vi em outro lugar no Brasil ou em algumas partes do mundo. Nossa Jerusalém também tem Judéias, Samarias e confins da terra. Ainda não temos investido o nosso melhor em termos de oração, vida e recursos financeiros. Cada crente precisa entender que todos somos missionários e responsáveis para o exercício da Grande Comissão.

    Ninguém, nem qualquer organização humana é capaz de produzir um avivamento. Este santo derramar do Espírito Santo é algo que só Ele pode realizar. Mas, ao estudarmos a história dos grandes avivamentos, descobrimos que há algo em comum na diversidade de todos eles, apesar de terem acontecido em meio a tantas culturas diferentes e teológicas até divergentes, a única coisa comum em todos eles, era a fome, uma santa busca de Deus que alcançou os seus ouvidos e permitiu que o derramar da graça do altíssimo se revelasse. Precisamos buscar o poderoso Deus pela fé, invocar o seu nome, pedir que nos toque com sua graça e revele a Sua glória em nós e por meio de nós! Que nestes 31 dias de oração, busquemos a face do Senhor a clamar primeiro para que ouçamos sua voz, sermos tocados pelo seu poder e termos a nossa vida transformada pelo derramar da graça do céu.

    Pr. Nilton Antonio de Souza
    Diretor Geral da CBC

  • Missões: um contraponto ao egoísmo

    Missões: um contraponto ao egoísmo

    Se há algo que o ser humano faz bem é nutrir a si mesmo. Alguns se tornam tão especialistas, tão voltados para si, para sua autocontemplação, que são chamados de narcisistas. Sim, o “novo” natural, decorrente da chamada natureza decaída, é um convite ao egoísmo. Quer ver um exemplo? Pouco menos de 2500 pessoas concentram cerca de 50% dos recursos, das riquezas do mundo… tem algo muito errado, não é mesmo?

    Bom, missões é a gramática do autodescentramento. Só se faz missões quando o outro se torna tão importante para nós, que nos dispomos a sacrifícios pessoais. Os mais desprendidos se tornam missionários; vão aos campos, deixam família, país, comodidades, para cumprir um chamado. Os demais, somos convidados a sustenta-los: dispor do tempo em oração pelos missionários e ofertar para mantê-los realizando o ministério que nós, por diversas razões, não temos como fazê-lo.

    Missões é o convite de Deus olhar para fora de nós mesmos. Não por outro motivo, a fala de Jesus é para que levantemos os olhos para vermos os campos prontos para a colheita. Nunca é demais lembrar, que só levanta os olhos quem deixa de olhar para o próprio umbigo.

    Ao realizarmos a campanha em prol de Missões Rio, estamos exercitando esse olhar para fora, buscando uma semelhança com Deus, que, segundo o linguajar bíblico, antes da fundação do mundo (Ap.13:8) já tinha previsto/acontecido o sacrifício do Cordeiro, Jesus Cristo. Nosso Deus é missionário, seu caráter não é autocentrado; por isso Ele é Luz (I João 1:5 – irradia para os outros) e Amor (I João 4:8 – voltado para o outro).

    Então, a pergunta que fica é: qual o sacrifício pessoal que você está disposto a fazer para que alcancemos, como Igrejas Batistas Cariocas, como Convenção Batista Carioca, o nosso alvo? Ore, se coloque diante de Deus e deixe que o Espírito indique ao seu coração a oferta a ser dada. Afinal, queremos que a mesma Palavra de salvação que nos alcançou, chegue a outros também.

    Que Deus nos abençoe
    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Missões Rio

    Missões Rio

    Pense:

    1) Em um detento que, ao cumprir sua pena em regime fechado, tem o coração aberto pela Palavra de Deus e muda sua vida, entregando-a para Jesus. Justamente no internato compulsório onde os criminosos são esculpidos (presídio), a vida que há em Jesus é nele gerada. Ao invés de sair pior, ele sai transformado!

    2) Em uma pessoa que, após sofrer um acidente, acorda num hospital sem saber o que aconteceu e nem ter um prognóstico. Assustada, ela encontra ao seu lado uma palavra de conforto e ânimo através da ação de um missionário capelão. Seu medo é trocado pela paz após uma oração.

    3) Em uma família dilacerada pela dor da perda de um ente amado. Sem assistência espiritual, sem pastor, sem sacerdote, sem ninguém para apoiar na hora mais difícil que é a da partida. Nesse momento, um missionário capelão aos enlutados encosta, lê a Bíblia, e as janelas do céu se abrem trazendo bálsamo, cura, e conforto no meio de tanta dor.

    Pensou? Bom, estas ações exemplificam o que ocorre todo dia, em diferentes partes de nossa cidade, através dos missionários das Igrejas Batistas pertencentes à Convenção Batista Carioca. Elas são possíveis porque você e sua igreja participam com ofertas para Missões Rio. Pessoas são abençoadas e outras tantas salvas porque oramos, e também damos suporte financeiro para que estes ministérios sejam desenvolvidos.

    Chegou a época do ano em que precisamos renovar nosso apoio e sustento aos nossos missionários. Trata-se da Campanha de Missões Rio. Qual é seu alvo pessoal? E o alvo de sua Igreja? É possível, inclusive, ultrapassá-lo: mas isso depende de sua sensibilidade ao Espírito Santo e de sua, nossa, participação.

    Participe como puder! Orando e/ou contribuindo com o melhor que você puder fazer em resposta ao que Deus colocar no seu coração.

    Com expectativa debaixo de oração,

    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Uma assembleia marcada pela unidade

    Uma assembleia marcada pela unidade

    Um propósito de unidade tem norteado a Convenção Batista Carioca, motivando-a a realizar, nos dias 24 a 27 de maio deste ano, na Igreja Batista em Abolição, sua 118ª Assembleia Anual. Diferente do que aconteceu nos últimos anos, quando as preocupações organizacionais tomaram o lugar da comunhão e da construção de visões importantes, o encontro teve ênfase inspirativa e, com foco no tema “Unidos, Gerando Vidas”, contou com pregações que apresentaram diferentes perspectivas acerca dessa unidade, mostrando que é possível caminhar em um só coração apesar da existente diversidade.

    Participaram como palestrantes os líderes: Pr. Rogério Rezende Alves, da IB. Jardim Santíssimo; Pr. Carlos César Peff Novaes, da IB. Barão da Taquara; Pr. Celso Ribeiro Filho, da PIB Petrópolis; Pr. Jayr dos Santos Filho, da PIB Paciência; Pr. Vitor Gonçalves Nascimento , da PIB Ramos; Irª Nancy Gonçalves Dusilek, da IB Itacuruçá; e, celebrando os 80 anos da IB Abolição, Pr. Fausto Aguiar de Vasconcelos, da IB Liberdade (SP).

    Dentre os grandes momentos dessa assembleia, a pregação do pastor Novaes mexeu de uma forma especial com os presentes e com os que assistiam à programação pela Internet. Fazendo uma exposição bíblica e histórica, ele mostrou que as igrejas do Novo Testamento são caracterizadas pela diversidade. “Não vamos encontrar um bloco formal, monolítico, no Novo Testamento. O NT é um leque aberto de diversidade de igrejas… Essa diversidade é refletida em Pedro e Paulo. Paulo parte para os gentios e Pedro teve que ser praticamente arrastado para dentro da casa de Cornélio”, comentou o pregador.

    Acerca dos batistas, ele disse ainda que a herança de uma reforma radical, do movimento inglês do século XVII, de grupos multifacetados, repercutiu numa mentalidade de convívio com a diversidade, mas que, a partir do landmarkismo do Sul dos Estados Unidos, fomos marcados por uma visão que nos isolou. “Eles criaram uma ideia de que são os únicos cristãos verdadeiros, vindo de Jerusalém até hoje. Essa arrogância, esse triunfalismo, fez com que a gente se isolasse… nos colocou dentro de uma bolha”.

    Outra participação, a do pastor Celso Ribeiro Filho, veio em tempo oportuno. Na terceira sessão, sua reflexão sobre a base da unidade foi ilustrada pela forma como as igrejas da CBC se mobilizaram em assistência à população petropolitana atingida pelas chuvas. Foi o testemunho vivo do que é possível fazer quando se caminha em visão de cooperação. “O que sensibiliza as pessoas é saber que tem gente descarregando toneladas de alimentos somente por amor. As pessoas não querem saber se a igreja tem uma banda extraordinária, jogo de luz, etc. Elas querem saber se a igreja tem um só coração. Isso faz diferença no tempo em que estamos vivendo”, disse o pastor. Essa mensagem e todas as outras estão disponíveis, na íntegra, no canal do Youtube https://www.youtube.com/c/BatistaCarioca . Vale à pena conferir.

    O ápice da mensagem de unidade, tão pregada nesta assembleia, se manifestou no lançamento da campanha de Missões Rio, que aconteceu na sétima sessão. Carregando o mesmo tema da CBC, “Unidos, Gerando Vidas”, missionários que atuam na cidade do Rio de janeiro deram seus testemunhos e mostraram que, de mãos dadas, é possível uma atuação relevante na sociedade, transformando realidades em hospitais, escolas, presídios, unidades de socioeducação, região portuária, cemitérios, através de projetos sociais como o Lar Batista do Idoso ou como o Programa Barnabé, que apoia ministérios em vulnerabilidade social. A campanha missionária acontece nos meses de junho, julho e agosto, período quando os cariocas poderão mobilizar suas igrejas.

  • Igrejas sem pastor & Igrejas com vários pastores

    Igrejas sem pastor & Igrejas com vários pastores

    Eventualmente nossa igrejas entram em processo de sucessão pastoral. É um tempo que precisa ser aproveitado para que a Igreja busque intensamente a direção de Deus sobre seu novo pastor, líder. Processos de sucessão não ungidos, manietados, conduzidos, invariavelmente trazem muita dor para os pastores escolhidos e também para a igreja. É preciso que haja um casamento entre a escolha de Deus e da Igreja.

    Nessas horas de vacância pastoral, não são todas as igrejas que contam com pastores membros no seu rol, a ponto de ajudar a liderança com o púlpito, aconselhamento e, porque não, instruindo o processo de sucessão pastoral. Além dos muitos afazeres que cada irmão e irmã da liderança tem, a ocupação de atividades pastorais costuma sobrecarregar esses queridos líderes e, não poucas vezes, precipitando o processo de sucessão. Os atalhos, a pressa, comprometem a melhor escolha, o melhor discernimento espiritual.

    Por esta razão, a Convenção Batista Carioca se propôs a ajudar as igrejas, sendo a ponte entre as que estão sem pastor e aquelas que possuem pastores no seu rol de membros. O objetivo é que as que possuem pastores no seu rol de membros, uma vez demandadas por igrejas em sucessão pastoral, forneçam uma escala de púlpito pelo tempo que a igreja sem pastor precisar.

    O que é preciso fazer? Você pastor, que possui outros colegas na membresia de sua igreja e que se dispõe a ajudar igrejas em processo de sucessão pastoral fornecendo uma escala de púlpito, contate o escritório da Convenção Batista Carioca (CBC). Deixe ali seu nome e Igreja, assinalando assim a disponibilidade.

    A você que faz parte da liderança de uma igreja que hoje está sem pastor, e que gostaria de não se preocupar com uma escala de pregação, de púlpito, contate a CBC. A Convenção irá fazer a ponte entre a necessidade de sua igreja e a possibilidade em ajudar de outra igreja. Ela tão somente colocará as duas igrejas em contato. A partir daí a cooperação se estabelece entre as coirmãs.

    Por fim uma dica: no site da Convenção Batista Brasileira há um pdf gratuito fornecendo diretrizes para a sucessão pastoral de uma Igreja.

    Em cooperação,

    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Pastores se cansam

    Pastores se cansam

    Algum tempo atrás presenciei uma conversa em que um membro de igreja evangélica se mostrava surpreso com a informação de que pastor tira férias. Para ele isso era inconcebível… afinal, como um pastor pode deixar de ganhar almas, dar uma pausa nessa magnífica missão? Na sua compreensão havia, logicamente, algumas distorções: a de que o pastor é quem ganha almas (fruto do papel do púlpito no movimento puritano), de que pastor não se cansa até mesmo porque não trabalha (segundo alguns, numa clara confusão de ausência de uma agenda definida com as demandas do ministério.
    Fato é que pastores se cansam. Jesus se cansou. Não foram poucas as vezes que o Mestre se retirou para um monte para orar e descansar da demanda das multidões.

    Mas o cansaço pastoral é bom sinal? Eu diria que sim, caso seja observado como um sinalizador para uma parada. Isso porque uma igreja que tem um pastor que se cansa pode ter consigo o privilégio de ter alguém que é humano e que tem realmente um coração pastoral. Isto posto, gostaria de sugerir uma pequena lista (que não se esgota em si mesma) de fatores que podem levar ao cansaço pastoral:

    1. Peso institucional: há certas comunidades que possuem tanto “script” a ser cumprido que as relações perdem sua naturalidade e se tornam artificializadas. Todos ali cumprindo seus papéis, o que termina fomentando a criação de máscaras. A falta de autenticidade gera perda de combustível emocional, cansando os que ali estão.

    2. O excesso de demanda também cansa. Há comunidades que absorvem demais o pastor. Ou porque são imaturas demais para poder lidar com suas questões, trazendo ao líder tudo que acontece; ou porque o pastor é tão bom que dá vontade de ficar perto dele o tempo todo. Não há “Moisés” que consiga se manter com saúde emocional diante de uma demanda que ultrapassa os limites do que é razoável. Igrejas imaturas não caminham sozinhas.

    3. A crítica desgasta, especialmente aquela que é fruto de incompreensão. Pastores que são “julgados” numa determinada situação, quando os membros não sabem da história e passam a desconsiderar a trajetória daquele líder que diz exatamente o contrário do que se passou a pensar e a verbalizar sobre ele. Essa incompreensão desgasta muito e acaba por drenar a energia emocional do pastor.

    4. Perseguição. Há alguns membros que elencam o pastor como alvo de suas frustrações. Outros, por motivações infernais, passam a perseguir o líder. Como ao pastor não cabe retribuir na mesma moeda, a perseguição o conduz para o enfado e, não raras vezes, à precipitação do tempo de ministério pastoral numa localidade.

    5. Desgaste familiar. A família pastoral é composta de gente. Por esta razão, sofre por vezes com conflitos. Nem o pastor, nem ninguém mais, tem família perfeita; portanto, a igreja precisa ter certa dose de compreensão e apoio para com a família pastoral, especialmente com os filhos. Se o pastor e a esposa estavam cônscios de sua missão como casal, ou mesmo da missão do marido, os filhos por sua vez não foram chamados a opinar. Por vezes o cansaço do pastor advém do seu abatimento ao ver a insana expectativa que é colocada sobre seus filhos, como se “pastorzinhos” fossem.

    6. Falta de descanso programado. Há pastores que não respeitam sua folga semanal, necessária para recarregar baterias. Há muitos irmãos que também não respeitam essa folga, esperando um problema agudizar, explodir, para então chamar o pastor. E como explodem situações nos dias de folga e feriado! Perceba: há coisas que acontecem de modo inesperado, como uma perda. No entanto, há outras que podiam ser tratadas antes, evitando a explosão. O fato que ao ultrapassar os limites do descanso, princípio estabelecido por Deus na Criação, e fazendo-o de modo sistemático, o cansaço se acumula minando a saúde pastoral.

    7. A traição da liderança é outro fator de desgaste. É um componente ético-emocional. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha e que de repente rompem com sua liderança. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha sobre as quais se descobre posteriormente (daí a estupefação e o cansaço dela decorrente) que elas já estavam rompidas com todo projeto de liderança cristã, de santidade e coerência que o Reino requer. Essa traição é doída, e por ser assim enrijece o coração. O problema é que não há ministério possível com coração endurecido. Essa é uma área de extremo enfado… e deserto.

    8. A imaturidade dos membros que criam tensões desnecessárias. Pequenos choques sem reconciliações ou alguém com uma palavra de sabedoria para contornar essas rusgas acabam respingando no pastor. Ao fazê-lo, há uma perda de energia emocional, a qual vai sendo sugada a conta-gotas. Contudo, o fato de sair aos poucos não desmerece pra onde ela aponta: o esvaziamento do tanque emocional.

    9. Falta de retorno da Igreja. Uma igreja que não responde, nem “sim”, nem “não”, às demandas, provocações e ideias pastorais, pode trazer um profundo desgosto e questionamento de chamado ao pastor. É quando o ralo está dentro do coração pastoral, escoando toda a energia emocional ali presente. Essa frustração ministerial ao lidar com “walkingdeads” eclesiásticos desgasta o coração do pastor.

    10. Uma igreja essencialmente carnal. Lidar com uma igreja que busca o lenitivo espiritual e pastoral, ao mesmo tempo que se fere com o pecado, fere o pastor. Embora ele esteja ali também para escutar os membros mediante aconselhamento pastoral, é muito angustiante para o pastor ver suas ovelhas se machucando nos arames farpados do pecado. Ouvir como algumas, embora com a vida (ou seria sobrevida?) preservadas, tiveram pedaços inteiros arrancados pelas garras de lobos, ursos e leões, dói. Faz o coração chorar! Por fim, cansa ver tanta gente cansada e que insiste nesse projeto de vida que na verdade é um convite à morte diária.

    Ao propor esta lista, não quero dizer que não existam outros fatores que fomentem o cansaço pastoral. Nem tampouco quero dizer que ministério se faz sem se cansar. Aliás, tendo a pensar que pastores que não se cansam são aproveitadores, falsos profetas, sugadores da gordura alheia. Entretanto, ao expor e propor essa lista, convido-lhe:

    a) a orar e a cuidar do seu pastor. Cabe aos membros da igreja este cuidado com o pastor. Está percebendo seu pastor mais irritadiço, mais cansado, menos atento? Sugere a ele e à liderança um tempo de descanso… se a igreja puder, envie o pastor e sua esposa para uma pousada. Investir no cuidado e na família pastoral beneficia a própria igreja.

    b) aos queridos colegas, sugiro que se leiam, se percebam. Uma vez cansados, é melhor parar um pouco, para depois poder terminar a corrida. Em meio de maratona, exausto, não é hora de se dar um “Sprint”. Pare, respire um pouco, volte andando e se sentir condições, corra novamente.

    Um desavisado poderia dizer nesse momento: mas eu não gosto e nem corro maratonas. Para você eu responderia: você é uma pessoa excelente e útil em muitas coisas; contudo, muito possivelmente não sirva para o ministério pastoral.

    Aos pastores que exercem o ministério com dedicação, comprometimento e que por isso estão cansados, minha admiração e oração para que vocês sejam renovados. Há muito mais à nossa frente. Que Deus nos abençoe.

    Pr. Sérgio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Por uma cooperação abrangente

    Por uma cooperação abrangente

    Dentre as muitas razões elencadas e percebidas para que queridos líderes e maravilhosas igrejas não participem da obra denominacional, elenquei somente três para sua reflexão. O desejo é que você reflita e ore sobre o que passará a ler a partir deste momento (garanto a você que não passa de 10 minutos…). Segue então a exposição destes três possíveis (não únicos) e mais comuns motivos para a não participação denominacional:

    1) Quando a igreja é engolida, embevecida por sua autonomia.
    Convenhamos, pouquíssimas são as igrejas do nosso campo carioca
    que foram formadas sem o apoio da Convenção, de uma ou mais igrejas de uma mesma associação, ou ainda de uma ajuda externa, como de uma Junta Missionária da CBB ou de um grupo de americanos, por exemplo. A grande maioria das igrejas, uma vez organizadas, foi estabelecida como fruto de apoio ministerial, financeiro e de recursos humanos oriundos da igreja-mãe. Pastores que ampliaram, pela Graça de Deus, as tendas de um ministério, o fizeram, em sua esmagadora maioria, a partir de um investimento inicial feito. Quantos ministérios não começaram com um lote já comprado, com um templo erguido
    em parceria com grupos de irmãos construtores da América (por exemplo)?

    Ocorre que a necessidade do início por vezes não se traduz na continuidade da ajuda. Ao ter a benção do crescimento, muitas igrejas se
    voltam para si, num movimento de endógeno, até mesmo de entropia negativa. Maximizam sua autonomia sem que ela reconheça a benção da interdependência. Passam a viver para si, confiando somente em si. É o caso de quem não contribui, porque não confia na administração alheia. (se quiser acesse: https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/18/as-contribuicoes-sao-biblicas-2-ou-ainda-quem-administra-o-dinheiro-do-senhor-sou-eu/).

    2) Quando a igreja perde a visão dos princípios batistas
    Trabalhamos em cooperação. Ofertamos por fé e esta nada mais é
    do que uma forma espiritual de visão. Alguns acham que a vida com Deus se faz com a sobra (do tempo, dos recursos, etc.). Pode até ser para uma vida espiritual medíocre. No entanto o vigor espiritual vem da primazia a Deus:

    “Buscai PRIMEIRAMENTE o Reino de Deus…”.

    Quando um crente perde a visão espiritual, ele deixa de contribuir.
    Quando uma igreja perde a visão espiritual, esta que está impregnada nos princípios batistas, ela deixa de contribuir. (se puder, e quiser, leia:
    https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/23/as-contribuicoes-sao-biblicas-3-ou-ainda-nao-contribuo-porque-nunca-sobra/).

    O problema é que isso por vezes é transmitido à membresia. A acomodação colaborativa por vezes desemboca numa acomodação participativa. E perceba: no cálculo do Reino não é o que entrou, mas o que poderia ter entrado na casa do tesouro, porém ficou de fora.

    3) Quando a igreja contraditoriamente não investe em estrutura, mas na missão
    Pensamento louvável, numa primeira análise. No entanto, no mundo em que vivemos, que missão se realiza sem o mínimo de estrutura? Pense na própria igreja local: investir em manutenção de patrimônio, na conta de luz, em zeladoria, em transporte, no próprio ministério pastoral, não é também uma forma de investimento em estrutura? Claro que sim! A questão então é se a estrutura está voltada e adequada para a Missão e não o pressuposto de que a “máquina” não pode receber recursos… Esse discurso de parte da liderança não está muito distante da fala de
    muitos membros (se puder e quiser, leia: https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/28/as-contribuicoes-sao-biblicas-3-ou-ainda-nao-dou-dinheiro-para-pastor/).

    A própria linguagem bíblica fala sobre isso. Condições foram estabelecidas e dadas para que os sacerdotes e levitas pudessem se dedicar ao serviço no Templo. De igual modo, pessoas doaram para manter o itinerante Jesus, assim como pessoas doavam para manter o trabalho apostólico. A contribuição é bíblica (se puder e quiser, leia:
    ( https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/10/as-contribuicoes-sao-biblicas/). O apoio entre as igrejas também é. Não fique de fora do privilégio que Deus concedeu a todos nós, pastores, diáconos, membros de igrejas, de participarmos do sustento e expansão da Sua obra.

    Que Deus abençoe sua colheita e amplie suas tendas e celeiros.

    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Inscrições abertas para a Assembleia Anual da CBC

    Inscrições abertas para a Assembleia Anual da CBC

    [et_pb_section admin_label=”section”]
    [et_pb_row admin_label=”row”]
    [et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text admin_label=”Text”]Estão abertas as inscrições para a 118ª Assembleia Anual da CBC, que acontece entre os dias 24 a 27 de maio, na IB Abolição. As igrejas interessadas poderão garantir a participação de seus mensageiros pelo site http://cbc.missoesrio.com.br/assembleiaanual , seguindo os parâmetros do Artigo 18 § 3° do Regimento Operacional: “Cada igreja filiada poderá credenciar mensageiros na quantidade de até 05 (cinco), por sua condição de ser igreja, mais 01 (um) por grupo de 50 (cinquenta) membros ou fração, limitado este credenciamento ao número máximo de 30 (trinta) representantes por igreja”.

    A inscrição será de R$ 80,00 (oitenta reais) para o Livro Impresso, limitado às 80 primeiras inscrições que fizerem esta opção; e R$ 50,00 (cinqüenta reais) para mensageiros que optarem pelo Livro Digital.

    As vagas são limitadas. Inscreva-se!

    Confira o calendário de participações:
    24 de MAIO – 1ª Sessão | 3ª feira – 19h
    “Para que Unidade?”
    Pr. Rogério Rezende Alves
    IB. Jardim Santíssimo

    25 de MAIO – 2ª Sessão | 4ª feira – 14h
    “Que Unidade? ”
    Pr. Carlos César Peff Novaes
    IB. Barão da Taquara

    25 de MAIO – 3ª. Sessão | 4ª feira – 19h
    “O Coração, no que se baseia a nossa unidade: Jesus”
    Pr. Celso Ribeiro Filho
    PIB Petrópolis

    26 de MAIO – 4ª Sessão | 5ª feira – 14h
    “Qual é o preço da Unidade?”
    Pr. Jayr dos Santos Filho
    PIB Paciência

    26 de MAIO – 5ª Sessão | 5ª feira – 19h
    “A Urgência da Unidade”
    Pr. Vitor Gonçalves Nascimento
    PIB Ramos

    27 de MAIO – 6ª Sessão | 6ª feira – 14h
    “Há limites para a unidade?”
    Pr. Israel Belo de Azevedo
    IB Itacuruçá

    27 de MAIO – 7ª. Sessão | 6ª feira – 19h
    Celebrando os 80 anos da IB Abolição
    Pr. Fausto Aguiar de Vasconcelos
    IB Liberdade (SP)[/et_pb_text][/et_pb_column]
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  • Encontro Literário

    Encontro Literário

    No próximo sábado, dia 9 de abril, na IB Memorial da Tijuca, a ERCBC promove o Encontro Literário com o tema ‘Literando de Várias Formas’.

    Segundo os educadores, a ideia é incentivar a leitura e o acesso a materiais literários por meio do interesse pessoal dos inscritos. O evento reunirá autores de livros, poetisas, contadores de histórias infantis, artistas e músicos que realizarão rodas de conversa e oficinas (Bíblia Anote, Lettering e Música com Literatura). O encontro traz ainda stands com a venda de livros dos autores participantes, da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), material do Ateliê D&G Artesanato (Recursos Visuais) e outros.

    A programação, que será realizada das 9h às 17h, está sendo especialmente preparada para atender a toda a família. Portanto, os que desejarem, poderão levar seus filhos, que terão um espaço dedicado a eles.

    A Igreja Batista Memorial da Tijuca fica localizada à Rua Conde de Bonfim, 789 – Tijuca, Rio de Janeiro.

    O evento está sendo parcialmente custeado por igrejas batistas cariocas que investem no Plano Cooperativo. Com isso, a participação na plenária central é gratuita. Apenas os interessados em participar das oficinas deverão efetuar pagamento de taxa no valor simbólico de R$10.

    Inscreva-se através do link http://cbc.missoesrio.com.br/encontro-literario/

    OBS: Venda de lanche e almoço no local