Autor: Gilvan Cunha

  • Movimento Braços Abertos

    Movimento Braços Abertos

    O ano de 2016 traz grandes acontecimentos para a cidade do Rio de Janeiro. Os Jogos Olímpicos, um dos mais importantes eventos esportivos do mundo, trará à Cidade Maravilhosa atletas e torcedores de várias nacionalidades. Maior oportunidade para a evangelização do mundo não há. Por isso, um esforço missionário tem surgido nos últimos meses, fruto da unidade dos evangélicos. Esse movimento de evangelização está sendo chamado de Movimento Braços Abertos e conta com o apoio do departamento de Missões da Convenção Batista Carioca (CBC).

    O pastor Ulisses Torres, que coordena os projetos missionários da CBC, tem cuidado para que essa rede de relacionamentos interdenominacional e transcultural flua de maneira otimizada. Abaixo ele explica como surgiu o Movimento Braços Abertos, seus objetivos e como igrejas e voluntários podem se engajar nessa proposta.

    Pr. Ulisses Torres, coord. de Missões da CBC
    Pr. Ulisses Torres, coord. de Missões da CBC

    Como surgiu o movimento Braços Abertos?
    O movimento Braços Abertos surge da ideia de fazermos um esforço evangelístico das igrejas e denominações e também agências missionárias que estão no Rio de Janeiro para pregar o evangelho através dos grandes eventos esportivos. Ele surge desse desejo em conjunto. A gente entendeu que juntos podemos ter um efeito muito maior na pregação do evangelho. Por isso o nome é Braços Abertos. Estamos de braços abertos para o perdido, para os voluntários que estão na nossa região ou de todo o Brasil e de braços abertos para os voluntários que vêm de fora do país para pregarmos o evangelho.

    Além da divulgação do Reino, que benefícios as igrejas do Rio podem obter com a participação no movimento?
    O objetivo final é fortalecer a igreja local aqui no Rio de Janeiro, mas como vamos fazer isso? Evangelizando e discipulando. Mas não vamos evangelizar só pessoas que moram no Rio de Janeiro, mas todo o mundo. O mundo vai passar pelo Rio de Janeiro, pessoas que têm outras experiências religiosas vão estar aqui e Deus está permitindo que a gente pregue o evangelho independente das nações de onde elas vieram ou do credo.

    “O maior legado que deixaremos não é a evangelização em massa, 
    mas pessoas que entenderam a beleza da causa do mestre e irão
    se engajar localmente numa igreja próxima de sua casa.”

     

     

    Como a CBC tem servido a Deus no desafio proposto pelo Braços Abertos?
    A Convenção Batista Carioca tem um papel fundamental de network. A gente está gerando relacionamento, mas não apenas isso. Hoje os nossos missionários e a estrutura da Convenção estão servindo a esse movimento com aquilo que ela tem de melhor. Porque as igrejas batistas do campo carioca têm o desejo de evangelizar, de servir e de cooperar. Então a CBC tem sido catalizadora dessas agências e a gente tem facilitado o relacionamento e ajudado na liderança desse movimento.

    E como as pessoas e igrejas podem participar dessa proposta?
    Pra participar, você precisar acessar o site www.mba2016.com.br . Você terá todas as informações! Inclusive, todo mês a gente está se reunindo para orar em alguma igreja na cidade do Rio de Janeiro. Começamos às 22h e vamos até às 6h para buscar a orientação do Senhor. Como você vai saber onde vai ser a próxima vigília? Entrando no site. Como vai saber como participar como intérprete, pregando o evangelho, recebendo pessoas em sua casa ou na igreja? No site.

    É possível ver Deus trabalhando nos corações para que a unidade seja a chave da conquista da cidade para Cristo. O que você acha?
    A beleza desse movimento surge do desejo de servir. Igrejas e agências missionárias têm desejado servir juntas. Isso é muito legal porque a gente pode sentar numa mesa com a Jocum, com as igrejas batistas, com a Sara Nossa Terra, com o Exército da Salvação, com a Coalização Brasileira de Esportes, com as juntas missionárias, com os Atletas de Cristo, Atletas em Missão, Christian Scape, Conexão em Campo, agências internacionais… sentamos à mesa e discutimos como podemos servir a Deus e às igrejas aqui no Rio de Janeiro. Isso tem sido maravilhoso porque temos percebido o mover de Deus no desejo de servir. Você vai perceber que esse movimento é feito por pessoas que querem pregar o evangelho e que tem o desejo de servir. Então todos trabalhamos juntos e temos a filosofia da cooperação. Então a pergunta que se faz é “onde minha agência ou igreja podem servir a Deus nesse projeto?”.

    Deixe uma palavra final aos leitores dessa entrevista.
    Pessoas de outras nações estão entrando em contato com a gente e fazendo a mesma pergunta: “Como podemos servir a Deus e a vocês nesse movimento? ”. Quem sabe sua igreja não pode nos ajudar a hospedar essas pessoas que vêm de tão longe para nos apoiar? Ou também enviar voluntários da própria igreja para pregar o evangelho em certas áreas dos jogos? O maior legado que deixaremos não é a evangelização em massa, mas pessoas que entenderam a beleza da causa do mestre e irão se engajar localmente numa igreja próxima de sua casa.

  • A missão de levar esperança aos marinheiros

    A missão de levar esperança aos marinheiros

    Certa vez, enquanto um missionário visitava um navio vietnamita, um marinheiro veio até ele e perguntou: “Lembra-se de mim, capelão?”. Antes que pudesse responder, o marinheiro continuou: “Pastor, espere um minuto. Eu vou à minha cabine e já volto”. Minutos depois ele retornou com uma bíblia que trazia uma dedicatória do capelão, que dizia: “Que Jesus esteja sempre nas tuas palavras”.

    A data da dedicatória era de seis anos atrás, ocasião em que o marinheiro havia participado de seu primeiro culto na zona portuária do Rio. O marinheiro contou que ele e sua família haviam se convertido e viviam em Ho Chi Minh, no Vietnã.

    O testemunho acima exemplifica a importância das ações realizadas pela Convenção Batista Carioca através de seu departamento de Missões. O caso específico é fruto do ministério de Capelania Portuária, que há anos alcança pessoas de várias partes do mundo, marinheiros que estão longe de seu lar e que, muitas vezes, estão de corações abertos para palavras de esperança.

    Pr. Bahman em ação no porto do Rio
    Pr. Bahman (de costas) em ação no porto do Rio

    Além do pastor Bahman Amirazodi, o capelão da história acima, a equipe de missionários portuários da CBC é formada por Regina Borges de Paula e Gilvan da Cunha Silva. O trio oferece cuidados e serviços pastorais aos tripulantes a bordo dos navios, tais como: aconselhamentos, realização de cultos e distribuição de bíblias e outras literaturas; transporte de ida e volta ao porto, apoio na comunicação com familiares por meio de telefone, correio e internet móvel; visitação aos marinheiros presos ou hospitalizados; e provisão de roupas e alimento, quando necessário.

    “Eles só passam de três a quatro meses em casa. Na outra parte do tempo estão navegando”, conta a missionária Regina. Segundo ela, a grande necessidade desses marinheiros é fazer contato com suas famílias e foi essa a abertura que o projeto encontrou para focar sua atuação. “Então quando eles chegam ao porto, nós entramos no navio e oferecemos o sinal de wifi gratuito a bordo do navio. Eles vêm. Trazem seus equipamentos e podem falar com seus familiares. A CBC em parceria com a Saylor Society, possui veículos para realizar o transporte desses marinheiros. É uma oportunidade fantástica para, estando em terra, ter contato com outras pessoas”, explica a missionária.

    Apesar da estrutura com a qual o projeto conta, o grande desafio continua sendo a participação de voluntários que possam somar ao grupo para que mais marinheiros sejam alcançados. Atualmente, cerca de 4.900 embarcações passam anualmente pela zona portuária do Rio. Para dar conta desse índice, é preciso um grande esforço missionário. Quem comenta sobre esse desafio é o pastor Bahman: “O trabalho de voluntariado é muito importante e o conhecimento de língua inglesa é a base para se comunicar com os marinheiros. A maioria deles fala inglês e os voluntários precisam desse conhecimento. Por isso temos tanta limitação na área de voluntariado. Precisamos que aqueles que falem essa língua se apresentem”.

    Para se voluntariar ao trabalho de capelania portuária, é preciso entrar em contato através do e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br , informando seu desejo em participar deste projeto.

  • Líderes, devolvam minha igreja

    Líderes, devolvam minha igreja

    Por Ariovaldo Ramos

    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. Perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que iam sendo salvos” (Atos 2:42-47).

    Líderes, devolvam a minha igreja.

    Eu confesso que acho esta frase um pouco pesada. Mas admito que ela faz sentido em se tratando da Igreja Evangélica no Brasil. Partindo, então, deste princípio, em que os líderes estariam usurpando a igreja de Jesus?

    1 – Na ênfase da pregação

    Em toda a história da Igreja Evangélica no Brasil, nunca se vendeu tantos livros e se fez tantas palestras e conferências sobre como fazer uma igreja crescer. Esse processo evidencia que algumas lideranças estão trocando a ênfase dada por Jesus no amadurecimento da igreja pela lógica do crescimento. É preciso entender que o crescimento da igreja é problema do Espírito Santo. O texto bíblico acima mostra que os apóstolos ensinavam e os discípulos perseveravam nas doutrinas, aprendendo que a obra de Deus é o próprio homem, aprendendo que estão sendo transformados segundo a imagem de Jesus Cristo.

    Deus quer que tenhamos o caráter de Jesus. Ser cristão é sair do estado de rebelião para o estado de adoração, e adorar é reconhecer que a vontade de Deus é o que existe de correto no universo. Cultuar a Deus é fazer tudo que Jesus faria se estivesse em nosso lugar. Na igreja de Jerusalém os membros estavam crescendo em ser como Jesus, e crescer é viver em comunidade.

    Os líderes precisam compreender que pastorear não é trabalhar até que se tenha uma congregação imensa, mas investir no ser humano de tal modo que ele aprenda a ser como Jesus e a amar cada vez mais os outros irmãos. Quando a ovelha está com um problema, ensina-se a ele a lidar com aquela situação da forma como Jesus lidaria. Se ela desenvolve antipatia por um semelhante, mostra-se a ela que é preciso olhar para aquela pessoa como Jesus olharia.

    Mas este movimento que faz as lideranças buscarem desesperadamente pelo crescimento numérico está levando a igreja a ficar cada vez mais egoísta. As músicas demonstram isso. Onde está o “nós”? As canções só se referem à primeira pessoa, como se não fosse importante que a obra de Deus alcançasse a comunidade, mas apenas o indivíduo. Isso está fazendo o homem acreditar que tudo é para ele.

    Olhando para a história bíblica, veremos que Moisés abriu o mar, quando estava libertando escravos; Jesus dominou o vento e a tempestade quando estava indo libertar o gadareno; o mesmo Cristo multiplicou os pães e os peixes para alimentar uma multidão. Mas, hoje, qual é a motivação para se buscar milagres?

    Os apóstolos levavam os discípulos a orar, a ler a Bíblia, a crescer espiritualmente em prol da comunidade. Na congregação desenvolvia-se o sentimento de união, de solidariedade. Os líderes atuais, entretanto, precisam tomar estes exemplos, pois usurpamos a igreja e transformamos Deus em um criado.

    2 – Na mensagem

    Ao iniciar o seu ministério, Jesus dizia que o reino de Deus estava chegando. As pessoas deviam se arrepender de suas práticas e jeito de ser errados. Elas deviam reconhecer que carregavam dentro de si o mal. E, hoje, a mensagem continua sendo a mesma, as pessoas continuam precisando admitir sua condição decaída de pecado, continuam precisando reconhecer que são criaturas fora do padrão de Deus.

    Mas não se fala mais que o indivíduo está em rebelião contra Deus. Temos transferido a culpa para o diabo. No entanto, precisamos entender que são os homens que abriram a porta do coração para ele entrar. E, ao invés de chamar a atenção do homem para esta situação, os profetas estão trocando a mensagem do arrependimento pela mensagem da bênção. “Venha buscar a sua bênção”, é o que se anuncia.

    É por isso que vemos tanta gente convertida, comprometendo-se em mudar mas sem condição de assumir um novo caráter. Elas passam a freqüentar igrejas, mas não conseguem deixar de mentir, adulterar, drogar-se, cobiçar. O interior delas não está sendo trabalhado, a mensagem do arrependimento e da mudança de direção não está sendo pregada, as pessoas não estão indo às igrejas para se tornarem semelhantes a Jesus. Usar o nome de Deus com interesses próprios, para ganhar dinheiro e status, é blasfêmia, porque é blasfêmia confundir o que santo com o que é humano. E a igreja não está se importando, porque perdeu o temor de Deus.

    A igreja não se incomoda mais em se relacionar com Deus só para receber coisas. Outro dia, soube de um rapaz que afirmou ficar sem dar glória a Deus até que o Senhor lhe respondesse positivamente ao pedido que fez. O povo está perdendo o temor de Deus, e quando se perde o temor de Deus, ganha-se medo do diabo, tornando-se alguém supersticioso. Usurpamos quando não ensinamos que o homem deve temer a Deus. A mensagem não pode mais ser “Venha buscar a sua bênção”. A mensagem tem que ser “Arrependei-vos”.

    Conclusão

    A Bíblia ensina que pastorear é ser exemplo. E ser exemplo é dizer ao rebanho o que Paulo disse: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” (I Co 11:1). Primeiro, é necessário ser exemplo de arrependimento, mostrar que está em constante quebrantamento diante do Pai celeste e que só está de pé porque Ele sustém. O líder também tem de ser exemplo do que é ser ovelha de Jesus. Afinal de contas, se não formos como Jesus, seremos como quem?

    Fonte: Instituto Jetro

     

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

  • Retiro dos Pastores Batistas Cariocas

    Retiro dos Pastores Batistas Cariocas

    Nos dias 20 a 23 de maio, os pastores têm encontro marcado no Retiro de Pastores Batistas Cariocas, que acontece no Acampamento Batista de Rio Bonito (RJ). Nesse ano, os líderes discutirão o tema “Vida Pastoral: os desafios do serviço e da santidade”, tendo como preletor oficial o Pr. Ariovaldo Ramos.

    O Retiro de Pastores da Carioca é um evento anual, que acontece com o objetivo de capacitar e garantir a comunhão de líderes. É uma oportunidade imperdível tanto para a igreja que envia seu pastor – investindo em seu ministério, quanto para o próprio líder, que encontra um espaço para compartilhar desafios e apoiar outros colegas.

    Além do tema principal, os pastores contam com mensagens sobre saúde emocional (Pr. Wander Gomes), finanças (Roberto Navarro – coaching financeiro) e, é claro, os pressupostos de uma vida em santidade (Pr. Carlos Novaes).

    Para participar do Retiro de Pastores da Carioca, você deve entrar em contato com a OPBB – Carioca pelos telefones (21) 98487-4449 ; (21) 2596-0988 (212) ou pelo e-mail administracao@opbbcarioca.com.br e efetuar o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$230,00. Corra e garanta sua vaga!

    Serviço:

    Acampamento Batista de Rio Bonito
    End.: Rodovia BR 101. Km 267 – Rio Bonito (RJ)

  • Plano Cooperativo

    Caso já tenha cadastro no sistema da nossa convenção siga os passo abaixo para emitir seu boleto do plano cooperativo:

    1- Selecione o tipo (pessoa física, igreja ou congregação

    2- Preencha o campo com o código de cpf para pessoa física, cnpj para igrejas ou código para congregação.

    OBS. Se ainda não tiver seu cadastro entre em contato com a secretaria da CBC.