Categoria: Notícias

  • RJ terá conselho de enfrentamento à intolerância religiosa

    RJ terá conselho de enfrentamento à intolerância religiosa

    Até o final deste ano, o estado do Rio de Janeiro terá um conselho de enfrentamento à intolerância religiosa. O comunicado foi feito na segunda-feira, pela secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Cristina Consentino, em meio a posse de novos integrantes do Grupo de Trabalho de Enfrentamento à Intolerância e Discriminação Religiosa.

    O grupo ganhou mais 44 membros, passando a representar 22 credos religiosos, além de ateus, agnósticos, representantes do poder público. “O conselho será criado por decreto e vai existir independente de secretário A ou B gostar ou não do tema”, declarou Consentino. “Além disso, será um órgão deliberativo. Então, as políticas públicas vão emanar de fato da sociedade civil, dos movimentos que estão na rua, que sentem diariamente o que é o preconceito, a intolerância religiosa”.

    Sobre a ampliação do grupo, o superintendente Cláudio Nascimento afirmou que havia uma necessidade de ampliar o grupo para a entrada de novos segmentos. Anteriormente, muitos participavam apenas como convidados, mas agora passam a ser titulares.

    Com atuação de pelo menos três anos, o grupo concluiu no ano passado o Plano Estadual de Enfrentamento à Intolerância Religiosa. Segundo Nascimento, a proposta será implementada a partir deste ano. “São metas de ações de curto, médio e longo prazos, para enfrentar a intolerância religiosa em diferentes áreas. O grupo vai acompanhar a implantação pelo governo do estado, e verificar se estão sendo seguidas todas as etapas, em um trabalho de controle social”.

    De acordo com o governo federal, a cada três dias surge uma denúncia de intolerância religiosa no país. A maioria feita por pessoas de religiões de matriz africana (35%). Em segundo lugar estão os evangélicos (27%). No Rio de Janeiro, 80% das denúncias estão relacionadas à intolerância contra religiões africanas.

    Para denunciar casos de intolerância religiosa no RJ, a população deve entrar em contato através do número 21 2334-9550, de 9h às 18h, de segunda a sexta-feira.

  • Traduzindo o evangelho para quem mora na rua

    Traduzindo o evangelho para quem mora na rua

    Marcelo Jaccoud da Costa
    Assistente social da Primeira Igreja Batista de Campo Grande

    Tente imaginar o que precisaria acontecer em sua vida para que você fosse morar na rua. Já fiz esse exercício e percebi o quanto pode ser assustadora essa situação. Teria que brigar com minha esposa, pais, irmãos, tios, primos, amigos. E precisaria perder meus dois empregos. Depois de romper com tudo e todos ao meu redor, só sobraria a rua para mim.

    O evangelho é a Boa Nova de reconciliação do homem com Deus. E reconciliação é o que as pessoas que moram na rua mais precisam. Por isso, só pode entender o que é reconciliação com Deus, quem experimenta o que é reconciliação com quem está próximo dele. Para quem mora na rua, o Evangelho pregado por alguém que não se torna seu próximo, que não cuida de suas feridas, que não caminha junto com ele o caminho inverso da sua trajetória de perdas que o levaram para a rua, não fará sentido. É como um pregador explicando o evangelho em português para quem não entende a língua.

    A Casa de Lázaro é um albergue noturno – funciona entre 20h e 7h – que acolhe homens entre 18 e 59 anos para auxiliá-los a seguir seus caminhos para a saída das ruas. Mantido pela Primeira Igreja Batista de Campo Grande – RJ, com apoio da Associação de Igrejas Batistas do Oeste Carioca, a casa tem espaço para receber até 30 homens.

    Os hóspedes têm uma cama e um armário, um endereço de referência, jantar, café da manhã, atendimento social e, principalmente, um ambiente acolhedor, que lhe dá perspectiva de que é possível sair dessa situação. Assim, garantindo meios para que quem mora na rua se reconcilie consigo mesmo, com sua família e a sociedade, a Casa de Lázaro é uma ferramenta importante para que o Evangelho seja entendido por essa parcela da população.

    Funcionando desde novembro de 2013, 38% das 95 pessoas que já passaram pela Casa de Lázaro conseguiram sair das ruas, o que nos tem encorajado a seguir em frente. Colabore com essa iniciativa e faça-nos uma visita.

  • Pastores cariocas têm nova diretoria

    Pastores cariocas têm nova diretoria

    A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – Seção Carioca apresentou sua nova diretoria após Assembleia Extraordinária realizada no dia 27 de junho, no templo da Igreja Batista do Catete (RJ), ficando assim definida:

    Presidente: David da Silva Curty, pr
    Vice- presidente: Pedro Rodrigues Santos, pr
    2º Vice-presidente: Josias Pereira da Silva, pr
    3º Vice- presidente: Paulo Sexto Bahia, pr
    Secretário: Cleuton Cardoso da Silva, pr
    2º Secretário: Flávio Pereira da Silva, pr
    3º Secretário: Ricardo Vicentino Ribeiro, pr

  • Portal da Transparência

    Portal da Transparência

    Missões Rio lançou nesta terça-feira o Portal da Transparência, um canal para a prestação de relatórios financeiros do departamento missionário da Convenção Batista Carioca. Acessando www.missoesrio.com.br os usuários já terão a possibilidade de visualizar o relatório do mês de maio.

    O Portal da Transparência é um passo importante para a CBC, que a cada dia mostra seu interesse em continuar avançando em unidade e compromisso com as igrejas batistas cariocas.

  • A força da cooperação

    A força da cooperação

    A unidade deu o tom da ação missionária que aconteceu em Vila Kennedy, cidade do Rio de Janeiro, onde a Primeira Igreja Batista do bairro, em parceria com irmãos norte-americanos, abriu suas portas à comunidade para prestação de atendimentos sociais. A mobilização aconteceu em meados de junho e mostrou que a junção de forças é o caminho para melhores resultados.

    Esta já foi a quarta ação missionária realizada com o apoio de irmãos do estado do Tennessee (EUA). Durante a passagem da caravana pela Vila Kennedy, realizam atendimentos médicos no templo e em salas de apoio e doação de medicamentos.

    O fluxo de moradores em busca de atendimento era grande. No geral, pessoas carentes que também traziam seus filhos para as consultas. Os que aguardavam atendimento, recebiam porções da Bíblia e aconselhamento cristão. Para as crianças, brincadeiras, pintura e contação de histórias.

    Irmã Sharon distribui senhas de atendimento médico
    Irmã Sharon distribui senhas de atendimento médico

    Sharon Fairchild é a líder da caravana de americanos. São 21 profissionais que utilizam a medicina para evangelizar. Ela explica que o amor do grupo pelo Brasil é antigo. “ Há pessoas nessa equipe que já fizeram cerca de 15 viagens para o Brasil. O Brasil conquistou o coração da gente”, conta Sharon. Além dos médicos, 16 intérpretes acompanharam o trabalho, facilitando a comunicação da equipe com os moradores.

    Fairchild é experiente em viagens missionárias. Já viajou o mundo inteiro realizando trabalhos de evangelização. Em todas as cidades por onde passou, viu a mesma necessidade: amor e esperança. “Todos nós temos coisas que estão quebradas e só Deus pode consertar. Essa palavra de esperança, não importa onde você está, o que você fez… é isso que uma pessoa quer ouvir”, afirma a missionária.

    Sua vida é uma lição de vigor e comprometimento. Quando o assunto é resgatar vidas, suas declarações não de rodeios. “Missões não é um lugar. É o que nós estamos fazendo no dia a dia. Você precisa ter uma visão de que o mundo está perdido e é nosso o trabalho de levar a palavra dele a essas pessoas; a palavra de transformação e esperança. O mundo inteiro está procurando por isso. Não quero estar na frente de meu Senhor e ter que dizer que não tive tempo de falar dele para alguém”.

    Unidade para fazer melhor
    Segundo o pr. Antonio Carlos de Jesus Silva, da PIB de Vila Kennedy, a ajuda americana tem sido de grande valor para a comunidade. “A associação de moradores nos agradece e as lideranças políticas nos agradecem. Têm sido um trabalho em que a igreja pode atender o ser-humano como um todo. No espiritual, no físico e emocional”, afirma.

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    Pr. Antonio Carlos defende a unidade denominacional para o alcance de melhores resultados

    Para o pastor, a cooperação de igrejas e organizações é a melhor forma de vencer os desafios de evangelização. Ele espera que a unidade em torno das organizações batistas possa aumentar a fim de que essas ações sejam viáveis a todas as igrejas, especialmente as que estão iniciando seus trabalhos. “Meu sonho é que a gente possa ladear com as nossas associações, convenções e juntas. Fazer algo mais. Talvez uma situação para uma igreja sozinha fica muito difícil, ela não consegue dar conta disso tudo. Imagina o que podemos fazer aqui com as mais de 500 igrejas de nossa Convenção carioca? Vai depender de nossa vontade de fazer”, concluiu.

     

    Confira as imagens da ação missionária

  • Pela liberdade de crença

    Uma manifestação contra a intolerância religiosa e o preconceito, realizada na manhã do último domingo, marcou a cidade do Rio de Janeiro. A ação, que contou com a presença de representantes de várias religiões, teve início com uma concentração no Largo do Bicão , na Vila da Penha, seguida de uma passeata em direção ao local onde a menina Kaillane Campos foi apedrejada na cabeça.
    Cerca de mil pessoas participaram do ato de repúdio à violência que chocou o Rio. Entre os representantes religiosos, era expressiva a presença dos evangélicos, que empunhavam cartazes em favor da paz.

    Um dos primeiros a chegar foi o irmão Sinval Viana, da Segunda Igreja Batista de Petrópolis. Ao ouvir o comunicado de que haveria a manifestação, decidiu apoiar essa causa em fazer da liberdade de fé e da paz. Enquanto aguardava o início da manifestação, conversava e tirava foto ao lado de representantes do candomblé, mostrando que ser cristão é ser representante do amor.
    “Hoje temos um fundamentalismo que praticamente exala uma violência que não coaduna com o povo batista e com nenhum cristão. Principalmente não coaduna com os ensinamentos de Jesus Cristo. Então eu acho muito válida essa manifestação, esse ato público. Vi que teria esse ato não em defesa de Deus porque Deus não precisa de defesa, mas que nos reuníssemos para colocar nossa indignação frente a essas questões”, afirmou Sinval.

    A menina Kaillane chegou ao local da concentração por volta das 11h. Caminhava entre sua mãe, que é evangélica, e sua avó, também do candomblé. O turbante em sua cabeça escondia parte do curativo colocado para tratar da ferida em sua cabeça. Ferida esta que continua aberta na mente de todos que defendem a liberdade de culto. “A pedrada da Kaillane foi em todo mundo, foi no Brasil, foi em toda pessoa do bem. Essa pedrada não foi só na Kaillane. Ela foi o veículo para que a gente possa gritar e exigir que achem esses culpados, e eles sejam condenados como bandidos. Eles não são religiosos”, disse Katia Marinho, avó de Kaillane Campos.

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    Pr. João (PIB Vila da Penha) ao lado de Kaillane

    O pastor da 1ª Igreja Batista de Vila da Penha, João Luiz Sá Melo, teve a oportunidade de falar ao público presente. Sua igreja tem sido fundamental nesse momento. Após ter sido procurado pela mãe de Kaillane, Karina Marinho, pr. João tem aconselhado a família e aproveitou a oportunidade para pedir desculpas em nome dos evangélicos.  “A mãe da menina é evangélica e nos procurou. Estivemos inclusive com a menina, pedindo perdão por conta da agressão dessas pessoas que não são evangélicas, são agressores. E nós, como igreja batista, sempre lutamos pela liberdade religiosa para que entendam que nós respeitamos a religião dos outros. Repudiamos qualquer ato de intolerância e anunciamos um Deus que é paz e amor. Nossa presença aqui é para passar a mensagem de que somos de Cristo, somos da paz, contra a violência e contra a intolerância porque Jesus jamais ficaria dentro das quatro paredes… ele estaria perto das pessoas que falam de paz. É ali que ele estaria e é por isso que estamos aqui”, afirmou pr. João.

    Para o babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, intolerância é um fato que acontece todos os dias no país. Ele ressalta que o apedrejamento sofrido por Kaillane foi expressão facista, condenável por uma sociedade que prega a liberdade de culto. “Isso não é uma atitude bem-vinda para ninguém numa sociedade democrática como a nossa. Primeiro vão nos perseguir, mas depois virão os outros. Não quero acreditar que isso é uma postura da maioria dos cristãos porque não é, mas o silêncio da maioria faz com que esses grupos se coloquem da forma como tem se colocado”, explicou Ivanir. Segundo o representante do candomblé, tão fundamental quanto a identificação dos criminosos que apedrejaram a menina, é a identificação de doutrinas que pregam o ódio e o preconceito aos fiéis. “Do ponto de vista religioso isso é uma blasfêmia porque existe o livre-arbítrio. Essa pedra foi muito mais longe do que a gente possa pensar. Ela não foi só na menina, foi na sociedade brasileira, na democracia”.

    Outros representantes da Convenção Batista Carioca (CBC) marcaram presença na manifestação, entre eles Ronan Lima, executivo da Juventude Batista Carioca, e o presidente da CBC, pr. Dejalmir da Cunha Waldhelm. Para eles, esta é uma oportunidade que não pode ser perdida, como explica o presidente: “Entendemos como CBC que não poderíamos ficar de fora para manifestar nosso posicionamento com respeito a essa intolerância, essa atitude que foi tomada contra essa menina. Nós batistas sempre levantamos essa bandeira, no sentido de que cada um possa ter a sua liberdade. Colocamos aqui nosso posicionamento de que não aceitamos essa violência e que propagamos a paz de Cristo. Pra mim é importante participarmos desse momento histórico aqui na cidade do Rio de Janeiro.

    Confira nossa galeria:

    Veja também:

    Batistas emitem nota de repúdio ao ato de violência sofrido por Kaillane Campos

  • Batistas Cariocas contra a intolerância e o preconceito

    Batistas Cariocas contra a intolerância e o preconceito

    “Não haverá paz no mundo,
    se as religiões não aprenderem a conviver em paz”.
    (Hans Küng, teólogo)

    Nós, batistas cariocas, em face da agressão sofrida por menina de 11 anos que, no domingo 14 de junho, foi vítima de intolerância religiosa, queremos expor publicamente nosso repúdio a qualquer ato contra a dignidade do ser humano, mesmo — e especialmente — em nome de Deus e da religião.

    E o fazemos porque os batistas defendem, desde o século XVII, dois princípios fundamentais para qualquer regime democrático: a liberdade religiosa e a separação entre igreja e Estado.
    Poucos sabem que, se hoje em nosso país uma pessoa tem, por lei, o direito de adotar a confissão religiosa que achar por bem, e se do estado é requerido que mantenha sua posição laica, sem a interferência de uma religião oficial, muito se deve a esses dois princípios que os batistas, desde suas origens na Inglaterra, em 1610, lutam para defender e propagar.

    Qual é o verdadeiro sentido de paz? Não pode ser meramente ausência de problemas ou adversidades. A paz que o Senhor Jesus Cristo nos dá, conforme a revelação do evangelho, existe apesar das aflições, das enfermidades e dos problemas em geral. Não podemos reduzi-la a poucos momentos de tranquilidade, pois ela precisa e pode ser vivenciada em meio às ansiedades desta vida. A Paz que tanto necessitamos como seres humanos não vem de fora, nem pode ser obtida pelo uso de força ou de violência, sob pena de se tornar apenas uma breve tregua que, aguardando por vingança, gerará ainda mais violência, numa espiral sem fim.

    As Escrituras afirmam que “não há paz para o homem sem Deus” (Isaías 57:21) e que Jesus é o Príncipe da Paz (Isaías 9:6). Também nos mostra que cada um deve ter paz consigo mesmo, pois isso é essencial para que haja paz com os outros.

    Daí, a paz com o próximo é um alvo a ser buscado e alcançado todos os dias, pois somos diferentes. Somos oriundos de estilos de criação diferentes, de formação educacional diferente e de orientações religiosas diferentes. No entanto, somos todos seres humanos criados à imagem de Deus, chamados a um relacionamento íntimo com Ele mesmo e com as pessoas que nos cercam. Por essa razão, posicionamo-nos contra toda e qualquer intolerância, seja religiosa, étnica, econômica, social e de outros matizes e formas.

    Jesus veio por amor, viveu e entregou sua vida por amor, ressuscitou e venceu a morte por amor. Aprendemos e cremos que o amor gera a paz, enquanto a intolerância gera a violência. A Palavra de Deus proclama a paz em todo tempo:

    “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12.18).
    “Guardai a paz uns com os outros”(Marcos 9.50).
    “Sigamos as coisas que servem para a paz” (Romanos 14:19).
    “Porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz” (1Coríntios 14.33).
    “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hebreus 12.14,15).
    “O fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz” (Tiago 3.18).
    “Quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano; aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a” (1Pedro 3.10,11).

    Que esse amor de Jesus esteja em todos os corações, fazendo com que de dentro para fora haja paz na terra, como os anjos que anunciaram o nascimento de Jesus proclamaram: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lucas 2.14).

    Convenção Batista Carioca

  • 42ª Assembleia da União Masculina

    42ª Assembleia da União Masculina

    A União Masculina Missionária Batista Carioca realiza, no dia 4 de julho, sua 42ª Assembleia que neste acontece na Igreja Batista Betel em Pavuna. Na edição deste ano, a assembleia da UMMBC traz ano traz ao centro de reflexão o tema Unificados em Cristo, baseado no texto bíblico de 1 Coríntios 12.12 – “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.”

    Das 9h às 17h, o evento divide sua programação entre o momento da Assembleia, conclaves de Embaixadores do Rei e oficinas. O Coro Masculino da IB Betel em Pavuna também terá uma participação especial.

    A Igreja Batista Betel em Pavuna está localizada à Rua Sargento de Milícias, 580 – Pavuna, Rio de Janeiro (RJ)

  • Atitude com inspiração: uma breve passada pelo Atitude 2015

    Por Comunicação JBC

    “Glórias a Deus, por mais esse congresso!”, com certeza (quase absoluta) essas foram as últimas palavras do Diretor Executivo da JBC, Ronan Lima, e de toda a equipe no fim do congresso Atitude 2015, realizado nos dias 4 a 6 de junho. Foram três dias de grande aprendizado e tremenda motivação, muito bem vividos ali na PIB da Penha, zona Leopoldinense do RJ, onde os jovens foram convidados a já tomarem uma atitude diferente, entregando um quilo de alimento não perecível ou 1l de leite na entrada do congresso.

    O primeiro dia foi iniciado com um fórum sobre “Maioridade Penal”, realizado em parceria com a Juventude Batista Brasileira, com a participação de mais de 100 jovens e as contribuições de Thaiz Nascimento, nossa representante do COJUERJ, Pedro Gabrois, filósofo pela UERJ, e Pr. Everton Willian da JASC (Junta de Ação Social Carioca), representando a RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social). Não tinha como não imaginar que ele traria, além de conhecimento espiritual, um despertamento de uma ATITUDE perante a sociedade. Louvores inexprimíveis foram entoados por cada ministério musical que ali esteve. O Ministério de louvor da JBL (Juventude Batista Leopoldinense), a banda MusicAviva e o Louvor JBC foram responsáveis por momentos marcantes e dignos de muita recordação no coração de cada pessoa que ali esteve. Tinham de desempenhar o papel dos homens de frente de um exército, dando início a um culto desafiador (afinal essa era a proposta do tema), além de desempenhar um papel transitório, em que saímos do momento de reflexão e fomos ao momento de desafio.

    jbc3Neste ano tivemos uma novidade: cada celebração noturna tinha dois momentos para a palavra, chamados “Reflexão” e “Desafio”. Os preletores da primeira parte, “Reflexão”, trouxeram palavras de despertamento e motivação, através de atitudes que eles já têm tomado para transformar o cenário social carioca. Foi notório o movimento de Deus! Gente de qualidade, como Pr. Everton Willian, da JASC, Miss. Pablo, do projeto IDE Missões e Arte e Fabinho Fernandes, levaram cerca de 400 jovens a reflexão sobre “Mazelas sociais da juventude”, “Mundo de Oportunidades” e “Juventude Inspiradora”, respectivamente. Cada mensagem foi especial e transitória para o momento do “Desafio”. Muito além dos jovens, cada pessoa ali presente sentiu-se desafiada a fazer algo para mudar a realidade em que vivemos. Você já pensou em “Os desafios da pós-modernidade”, ou em “Quem te inspira hoje?”, ou como sobre como “Inspiração gera ação”? Temas altamente desafiadores que foram abordados e tratados com maestria, dignidade e base bíblica pelo Pr. Henrique Araujo, da CB Vida, André Myshilin, do SKATEologia, e Pedro do Borel.

    No sábado à tarde, último dia do congresso, foi realizada a eleição do novo conselho e diretoria 2015-2016. Foi a despedida da diretoria 2014-2015 e de alguns conselheiros. Nosso conselho recebeu 14 novos membros eleitos pela Assembleia, que também elegeu Matheus Machado, da PIB Cosmos, como presidente; Pr. Ciro Vinícius, da PIB Sulacap, como 1º Vice-Presidente; Thiago André, da IB Liberdade, como 2º Vice-Presidente; Stella Leão, da PIB Irajá, como 1ª Secretária; Élida Aquino, da PIB parque Anchieta, como 2ª Secretária; e Gustavo Barreto, da IB Tauá, como 3º Secretário. Que o Pai conduza a caminhada de cada um e haja um lindo movimento nesta juventude.

    Sem dúvida, o ATITUDE 2015 nos inspirou, nos despertou e nos gerou o desejo de viver em ação. Agradecemos a equipe PIB Penha que abraçou esta iniciativa, ao Pr. Vitor Hugo que nos deixou a vontade em sua “casa”. Fica um gosto de quero mais, de desejo mais, uma vontade maior de querer ser jovem batista carioca relevante. E que venha o Teu Reino, que o Soberano cumpra seus propósitos através desta geração!

    Depoimentos de jovens que foram ao ATITUDE 2015:

    jbc2“Deus falou muito comigo e falou exatamente o que eu precisava ouvir, sobre ter mais compaixão com aqueles q não conhecem a Deus, e fazer mais para que a Sua palavra e o Seu amor chegue a essas vidas. Foi muito bom ver como Deus trabalha através da vida de algumas pessoas, fazendo coisas incríveis! Agora é ter atitude e colocar em prática tudo aquilo pelo qual Deus nos chamou”. Rebeca Vieira, 18 anos, estudante.

    “Desde o primeiro dia de congresso, Deus martelou a minha cabeça, me mostrando que eu preciso ser mais luz pra quem ainda não viu a Luz, mais relevante em todos os lugares. Refletir tudo que Deus quer mostrar através de mim”. Estevão Sampaio, 26 anos, professor de educação física.

    “Foi uma aventura eu chegar até a igreja, mas foi mega edificante na minha vida este sábado! Foi algo q me trouxe o real sentido da palavra ATITUDE = A TI TUDO, conforme o homem de Deus, Pedro do Borel, revelou… Espero poder participar mais e mais, Deus os abençoe !!” Pamela Messias, 27 anos, designer gráfica.

  • Ação social no presídio feminino Talavera Bruce

    Ação social no presídio feminino Talavera Bruce

    Uma parceria envolvendo a Convenção Batista Carioca (CBC) e um grupo de médicos resultou em uma tarde de atendimentos sociais realizados na última sexta-feira (12), no presídio feminino Talavera Bruce, em Bangu, zona Oeste do Rio de Janeiro. Cerca de 15 profissionais dedicaram o período da tarde para a ação solidária que alcançou 220 mulheres em situação de cárcere.
    A ação contou com a participação dos Médicos de Cristo e Santa Casa da Misericórdia, reunindo 12 profissionais da área de saúde nas seguintes especialidades: dermatologia, nefrologia, infectologia e clínica geral. A presença do grupo no presídio foi coordenada pela missionária Marilena Ribeiro, capelã prisional e socioeducativa da CBC que já atua no local prestando aconselhamento e ensinando sobre a Palavra de Deus às 384 mulheres que cumprem pena nesta unidade. Os movimentos de assistência social são braços deste ministério, mostrando que a compaixão precisa ser exercida para que vidas sejam transformadas.

    Joana Madeira Ferreira, 33 anos, foi presa em 2013, ao tentar entrar com drogas dentro de um presídio. Ela foi uma das mulheres atendidas pelo grupo de médicos e fala sobre a importância da participação da sociedade para quem vive os desafios do cárcere. “Queria agradecer a este grupo que veio aqui. Isso mostra que, independente dos erros cometidos no passado, não estamos abandonadas. Há pessoas prestes a nos ajudar”.

    Desde o dia em que foi presa, Joana não tem recebido visitas de sua família. Ela conta que nunca foi tão próxima dos pais, mas sua voz embargou diante da lembrança de seus dois filhos: uma menina de 12 anos e um menino de 14. “Pretendo ter uma vida bem diferente do que eu tinha antes, quero cuidar dos meus filhos. A princípio, quando sair daqui, quero procurá-los. Pedir perdão por esse tempo, pelos meus erros. Queria dizer para eles que quero construir e ter minha vida de volta.”

    Enquanto aguarda o progresso da pena, Joana nutre o sonho de ser arquiteta. Na cadeia, usa o desenho como ferramenta de esperança e a fé em Deus como base de sua transformação. Na parede da biblioteca do presídio, exibe com orgulho a pintura de um livro com a frase de Clarice Lispector: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”.

    A estagiária de Odontologia Letícia Ladislau da Silva, 20 anos, fez parte do grupo de atendimento às presidiárias. Ela conta que ficou surpresa pela forma como foram bem recebidos e que essa experiência jogou por terra a visão que tinha do ambiente prisional. “Achei que ia ficar mal por causa do ambiente ‘barra pesada’, mas confesso que saí melhor do que entrei. Todas se mostraram muito sensíveis, sentindo nossos gestos de amor, nossa dedicação em estar ali. Algumas chegaram a chorar, abrindo o coração, e tive a oportunidade de falar de Deus durante os atendimentos. Muitas tinham histórias de vida muito críticas e vi nessas histórias o reflexo da falta da presença do Estado nas comunidades onde viviam. No final já estavam perguntando quando íamos voltar”, afirma Letícia.

    A diretora da unidade prisional Talavera Bruce, Andreia Oliveira, busca, em sua gestão, garantir parcerias em prol da ressocialização das presas. Ela abre as portas de sua unidade para que a sociedade tenha a oportunidade de ver com os próprios olhos o trabalho que vem sendo realizado e, mais que isso, tenham o desejo de contribuir com o que puderem. “Meu modus operandi é acreditar que só com o Estado não temos condições de avançar. Eu acredito na parceria. Então eu convido aqueles que querem conhecer… saber que existe um trabalho sério sendo feito. Como cristã e cidadã, eu acredito que posso fazer a diferença. Ainda que eu consiga fazer pouco, esse pouco faz a diferença na vida de alguém. Então convido a se sensibilizarem com aquilo que pode ser feito”.

    A ação social no Talavera Bruce foi um passo importante para o crescimento do evangelho no universo carcerário. Como explica Marilena, “construir uma parceria junto à direção de uma unidade prisional é muito difícil, pois ela tende a ver o assistente religioso como um usuário do sistema. A parceria no TB com a diretora Andréa Vieira abriu uma oportunidade da CBC ser identificada como parceira para o bem das mulheres e profissionais que estão na unidade”.

    Os trabalhos missionários da CBC são realizados semanalmente nos presídios do Rio de Janeiro. Uma das grandes necessidades dos projetos de Capelania Prisional e Socioeducativa é a participação de voluntários. Se você acredita na transformação do Rio e se sente chamado para esta tarefa, entre em contato conosco pelo e-mail evangelismoemissoes@batistacarioa.com.br .

    Conheça o trabalho dos Médicos de Cristo pelo site www.medicosdecristo.org