Uma ação cultural realizada na última segunda-feira (dia 6), no Educandário Santo Expedito (Unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas), em Bangu, reuniu voluntários para a apresentação de um workshop sobre instrumentos musicais. A visita foi intermediada pela missionária Marilena Nascimento, que atua no ministério de capelania prisional e socioeducativa da Convenção Batista Carioca (CBC).
Quatro voluntários se mobilizaram para fomentar os talentos musicais dos internos acolhidos no Degase. Durante a apresentação, foram executadas duas canções evangélicas, explicadas suas origens e a forma de utilização de quatro instrumentos: saxofone, violão, violino e cajon. A aula foi ministrada a 29 adolescentes, todos do sexo masculino. Eles também tiveram a oportunidade de se familiarizar com cada instrumento, experimentando suas sonoridades. Todos os adolescentes que participaram do workshop receberam certificados de participação, emitidos pela CBC.
A ação, que atende ao item de desenvolvimento cultural de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação, recebeu total apoio do diretor Gustavo Silva. Mas sua realização só foi possível através do envolvimento de Lenine Henrique de Oliveira, bacharel em música da Igreja Batista Central de Bangu. Enxergando seu bairro como um campo missionário a ser alcançado, mobilizou Vinícius Souza, André Aguilar, Adriano Basto, Filipe Mateus e Rosana Gomes para colaborarem com o projeto. “Deus nos deu a oportunidade de ir ao DEGASE para cumprir a Sua vontade, levando o amor que um dia chegou a nós. Nossos corações carnais não fazem ideia de como o poder de Deus pode transformar a vida de alguém. Aprendemos com Jesus em João 3:17 que Ele não veio pra julgar e sim salvar. Esta mensagem está gravada em nossos corações e nos impulsiona a agir. Só peço a Deus que dê mais oportunidades para o nosso ministério (Jovens Fortes Sem Fronteiras) para fazer missões”, comentou Lenine.
O apelo também envolveu a voluntária Cristina Sant’Anna, membro da Igreja Batista da Ponte Preta, em Queimados. Ainda que não pudesse estar presente no workshop, o fruto de sua contribuição – os certificados confeccionados – chegou às mãos dos internos e será guardado como uma chave preciosa para uma porta cheia de oportunidades.
A alegria pela descoberta de um novo mundo era notória no rosto de cada participante. “Maneiro! Posso ser um músico com o violão. A aula é melhoria pra gente, posso ter uma profissão”, disse P, que já sonha em seguir carreira de músico. Para outro interno, M, o curso foi uma janela aberta para a liberdade. Feliz pela oportunidade, seu desejo é que mais ações como esta possam chegar à unidade onde se encontra acolhido. “Foi ótimo! Mudou a rotina. Senti como se estivesse em liberdade. Quem derá fosse todo dia… Pensei em formar uma banda quando sair daqui”.
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