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Cerca de 260 pessoas ligadas à educação religiosa estiveram reunidas, no último sábado (20), na Primeira Igreja Batista da Fundação, no bairro de Guadalupe, no Rio de Janeiro (RJ), para o desenvolvimento de uma reflexão sobre a relação da educação na construção de uma teologia prática. O VI Congresso de Educação Cristã, realizado pela Associação de Educadores Religiosos Cristãos Batista Carioca (AERCBC), mais uma vez fomentou debates preciosos sobre a valorização de uma estrutura que reforce o ensino das Escrituras, bem como uma visão doutrinária alinhada aos valores denominacionais.
Participaram como preletores os pastores Welleson Magalhães e Eli Fernandes, abordando a relevância do ensino cristão para a transformação de vidas e a relação da educação cristã e a teologia pragmática, respectivamente.
“A gente precisa parar de ter medo de trazer aspectos técnicos para dentro da igreja. Os pressupostos pedagógicos. Estamos discutindo quais as propostas que as pessoas têm para a educação. No geral falamos de Escola Bíblica Dominical, mas deveríamos falar de algo mais amplo, mais amplificado do que simplesmente a EBD. Muitas vezes ofendemos a inteligência dos nossos alunos porque a gente coloca os professores sem nenhum preparo. Às vezes a pessoa tem um coração grande para o ensino, mas não tem ferramenta. Ao tempo em que temos pessoas com ferramentas, mas petulantes, então não transmitem vida e não exercem influência sobre seus alunos”, afirmou o Pr. Wedson, que defende projetos educacionais mais contextualizados, que despertem nos membros de igrejas a sede pelo aprendizado e pela aplicação de tudo o que aprendem, a ponto de desenvolverem intimidade com Deus e mudança de vida.
Para o Pr. Eli Fernandes, a relação do ensino com a igreja vem da própria origem da Grande Comissão. “Ensinar e fazer discípulos estão presentes nesse momento fantástico! Assim nasceu a Igreja Primitiva, debaixo do ensino. Quando iniciamos uma igreja geralmente começamos pelo templo, mas deveríamos começar pelo prédio de educação.” A igreja nasce sob a égide do ensino”, disse. Sobre o pragmatismo e os seus sinais na contemporaneidade, ele completa: “Se você usa o pragmatismo para fazer juízo do que é certo ou errado, daquilo que funciona, você colide contra a bíblia. Os conceitos, que dentro de nossa percepção se mostram relevantes, acabam sendo descartados. Nunca vi, lamentavelmente, tanta canção de erro teológico quanto hoje. E você e eu ficamos em pé a cantar essas canções de pecado teológico imenso. Imagine os educadores presentes que sabem que os que cantam não participam do plano educacional da igreja?”
Além das palestras, o congresso abriu espaço para cinco oficinas que ampliaram as reflexões fomentadas pela manhã. Os participantes optaram por dois dos seguintes temas: Igreja na EBD – Como é possível? (E.R. Eliete Celestino); Métodos para o ensino infantil (Cátia Pires); Jovens fortes para uma geração desafiadora (líderes de juniores, adolescentes e jovens) (Thiago Pires); Como organizar um Ministério com famílias eficaz (Pr. Nataniel Sabino); e Pequenos Grupos Multiplicadores (Pr. Eli Fernandes). Foi uma oportunidade única de aperfeiçoamento e compartilhamento de visões ministeriais.
Durante a programação, a AERCBC realizou sorteios de livros e ofereceu aos participantes uma área com stands para a aquisição de material de apoio em diversas áreas, fechando assim o leque de oportunidades de capacitação.
O evento contou com o apoio da Convenção Batista Carioca (CBC), cujo diretor geral, Pr. Nilton Antonio de Souza, se fez presente, e do Departamento de Associações da CBC.
“O VI Congresso de Educação foi surpreendente! Surpreendente pelo número de inscritos, pela participação ativa dos congressistas fazendo perguntas e formulando pensamentos consistentes e coerentes sobre os temas propostos nas plenárias e oficinas relacionando à sua realidade cotidiana. Foi surpreendente a colaboração voluntária de educadores no apoio técnico que foi necessário ao grande número de inscritos. Nos ajudaram na distribuição do material, na reorganização dos espaços das oficinas, na orientação do programa… foi realmente um congresso de educação. Ficamos muito felizes e esperançosos de ser ainda melhor no VII Congresso”, concluiu a Educ. Priscila Mariano Mota, coordenadora da AERCBC.
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