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  • Fé e compromisso

    Fé e compromisso

    A Graça é uma inciativa divina, chegando como um convite que espera uma resposta: a fé (Efésios 2.7-10). Tendo sido alcançados pela Graça e respondido com a fé, começamos uma jornada que é fortalecida com as promessas publicadas na Bíblia e atestadas por nossa experiência.

    A fé é palavra rica que se desdobra em vários sentidos, sendo o primeiro aquela que faz com que nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida, cujo autor é Deus. Esta fé (que sela a salvação), uma vez abrigada em nossos corações, gera outro outro tipo de fé, que é a fé-confiança, que se alimenta da certeza de que as promessas de Deus para nós vão se tornar reais. Seguros, porque salvos, e animados, a fé cresce em forma de conhecimento, que vem pelo estudo da Bíblia, fonte divina, e de outros materiais, de autoria humana, aprovados pela divina autoridade.

    A fé para a salvação, a fé-confiança e a fé-conhecimento vão nos dando uma visão do presente e do futuro. Com esta visão, somos capacitados para discernir o presente e ver o que Deus ainda fará conosco ou através de nós.

    Todas estas faces da fé desembocam em outra faceta: a fidelidade, que nos faz ficar firmes e manter o amor manifesto no início da jornada, quando respondemos à chamada da cruz (fé para a salvação).

    A fé-fidelidade é uma espécie de compromisso que voluntariamente estabelecemos com Deus. Ela acontece sobretudo na igreja e através da igreja, apresentada pelo apóstolo Paulo como sendo à comunidade pela qual a sociedade conheçe a sabedoria de Deus (Efésios 3.10).

    A esta fé-fidelidade podemos chamar de compromisso, que nos faz viver de tal modo que a fé, que agora esposamos, seja entregue aos que ainda não foram alcançadas pela Graça.
    Nós chegamos à fé pelas mãos da igreja.

    É pelos pés da igreja que a fé chegará a outras pessoas.

    Como as pessoas ouvirão, se o Evangelho da Graça nãos lhes for levado?

    Esta fidelidade faz com que nos reunamos, oremos uns pelos outros e nos envolvamos na missão de iluminar o mundo com a verdade libertadora, pela qual Jesus viveu e morreu. E nós nos envolvemos tomando a iniciativa de atravessar fronteiras. Atravessamos fronteiras com nossos próprios pés e o faremos se, ao nosso redor, estiveram irmãos orando por nós. Atravessamos fronteiras quando, por meio de nossas mãos, entregamos nossos dízimos e ofertas, que possibilitam a proclamação da fé-conhecimento que nos foi entregue.

    A devolução de um percentual (10% ou 11%), por nos custar deixar de usar parte que nos foi entregue, é uma demonstração de fidelidade, que só faz sentido para quem responde ao convite da Graça, desenvolveu a confiança em Deus e tem visão do que sua visão pode fazer.

    Israel Belo de Azevedo
    www.prazerdapalavra.com.br

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  • Uma Utopia para Viver: SEM LEI. SEM LEI?

    Uma Utopia para Viver: SEM LEI. SEM LEI?

    Ao nos depararmos com o trecho final de Gálatas 5:19-23, Paulo fala de um modelo ideal de sociedade construída a partir de indivíduos regenerados por Deus. Ao contrário do que pensavam (e pensam!) os judaizantes, não era a Lei que resolveria o problema da carnalidade em suas mais variadas manifestações; nem tampouco a coibição da liberdade individual pela Lei. É pelo caminho da liberdade, sinal da presença do Espírito Santo (II Cor.3:17) que a exuberante vida espiritual se manifesta.

    Ao longo do citado texto, se fizermos uma leitura honesta diante da Palavra, muitas vezes vamos nos ver nas obras da carne (para nossa vergonha), e outras tantas vezes, conquanto queiramos, não nos veremos nos “sabores”, “gomos”, do Fruto do Espírito. De fato essa tomografia espiritual que Deus faz com todo aquele que lê a Bíblia de coração aberto é chocante, desconcertante. Por vezes descobrimos que temos menos do Novo e mais do Velho e não o ideal inverso.

    Mas não queria aqui, nesse momento, delinear a pequenez humana. Gostaria de convidar você a ter uma outra e nova visão, que ao longo e pela via do texto que se segue, sua mente fosse preenchida por essas santas imagens. É um convite para conhecer um lugar especial… ideal.

    Lugar este onde não há leis. A liberdade é plena, mas sua regulação está no interesse (desinteressado) pelo OUTRO. Lá, nenhuma ação espera retorno, reciprocidade; nem tampouco fazem da gratidão um motivo de espoliação, de dominação. Não há necessitados, pois todos vivem com aquilo que é suficiente. O amor reina, as diferenças se dissipam; a igualdade impera. Violência??? Ela inexiste naquele local. A justiça corre perene. Não meus queridos, a sociedade ideal não vem da Lava-Jato; vem da ausência de posto.

    Lá não há tribunais, juízes, advogados, “partes”. Quando há divergências chega a ser constrangedor… cada um abrindo mão do seu direito… as pessoas resolvem as pendências com mansidão (cada qual abrindo mão do seu direito). Ora, se os “litigantes” abrem mão dos seus direitos, o que fazer?

    Não vi traição da confiança, nem soube da deslealdade nos relacionamentos. A fidelidade é um adorno, um broche lindo e visível em todos, do menor ao maior, do mais velho ao mais tenro.

    Há uma alegria contagiante no ar. As crianças brincam, as pessoas sorriem mesmo sem posarem para foto. É uma alegria sincera, daquelas que brotam do coração e formoseiam todo um rosto.

    Falo a vocês de um lugar onde não há partidos, dissensões, nem contendas. Quando muito, desentendimentos, mas que não chegam ao “status” de conflitos. Lugar no qual o oxigênio parece feito e com gosto de paz. Você não vê, mas sente aquele frescor renovador no ar. Cada esquina, avenida, ruela, é um convite convite ao descanso, ao relaxamento. Não vi redes, porém elas bem poderiam estar por ali…

    Nesse paraíso vi os mais inteligentes dispenderem tempo para explicar coisas realmente difíceis aos menos capacitados. Quando se trata do outro, não há a noção de perda de tempo. Até nisso a paciência podia ser vista. Mas também a vi sendo dispendida na direção daqueles que me pareceram ser mais inconvenientes, “chatinhos” talvez. Sim, havia uma glamourosa paciência, a qual era exercício para a boa convivência.

    Vi pessoas amantes do bem. Vi pessoas PRATICANTES do bem. Não encontrei uma pessoa sequer que não fosse boa. Não havia violência, nem tampouco vingança. Também pudera: naquele local não havia e não há retribuição. Isto porque o amor é vivido, doado, espargido. Não é à toa que as ruas dão grandiosas melancias do bem e doces abacaxis do que é bom.

    Contudo, certa hora vi aquilo que me pareceu ser um acidente. Um senhor, ao que tudo indica, desavisadamente, acabou machucando uma criança com seu veículo. Nada grave. Confesso, porém, que fiquei tenso ao ver o pai correndo para acudi-la. Só que a tensão foi transformada em surpresa, ao perceber que aquele pai não afrontara, não confrontara, nem agredira àquele senhor. No completo domínio de suas emoções, socorreu, ouviu o que acontecera, manifestando compreensão e lamento. Nunca havia visto nada assim…

    Qual é o nome deste lugar? IGREJA. Seu endereço: Av. das Estrelas, S/N (sem número duas vezes: a) primeiro porque não tem mesmo; b) segundo porque ela não tem número pré-estabelecido de integrantes…), Céu. MAS PODERIA SER AQUI, se:

    buscássemos a Deus, seu Espírito Santo;
    Andássemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
    Vivêssemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
    Déssemos o FRUTO do Espírito Santo.

    Não meu querido, minha querida. Não pense, nem diminua o sacrifício de Jesus à uma bendita salvação individual. Esta é só o começo… Ele quer construir uma sociedade ideal e a ela chamou de REINO DE DEUS. Essa construção começa no momento em que nossa liberdade se curva ao Seu Amor. Sim, porque diante do mais profundo Amor, do Seu Amor, toda liberdade se curva em verdadeira submissão.

    Essa sociedade ideal possui um singelo indicador. Quanto mais próxima dela estivermos, menos Lei (“contra estas coisas não há lei”), ao passo que quanto mais distante dessa sociedade ideal nos dispusermos, menos Fruto do Espírito e mais leis teremos.

    Se é verdade que todos precisamos de uma utopia para viver, posso dizer que a mais doce delas chama-se Reino de Deus. Não, meus caros leitores. A melhor utopia não provém do renascentista Thomas Moore, nem tampouco de socialistas utópicos como Saint-Simon e Louis Blanc. Ela vem da boca de Jesus; e “por-vir” de Deus quem sabe não seja passível de alguma realização na História?

    Pr. Sérgio Dusilek
    *Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

  • Longevidade “igrejal”

    Longevidade “igrejal”

    Gostaríamos de criar o neologismo ‘igrejal’ para apontar alguns aspectos que precisam sofrer uma avaliação por parte daqueles que se vangloriam de vida longa, em termos de experiência espiritual, em uma igreja local.

    Devemos fazer um exercício de reminiscência (lembrança) dos princípios que regem a vida daqueles que servem a Deus, afirmando que longevidade (termo ligado à duração da vida) ‘igrejal’ não significa maturidade em hipótese alguma. O autor bíblico ressalta: “Embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido!” (Hb 5.12-NVI). O atraso no desenvolvimento espiritual mostra que muitas pessoas estão experimentando longevidade ‘igrejal’, nos termos já apontados acima, mas ainda vivem de forma imatura, necessitando de crescimento e alimento sólido. John F. MacArthur Jr. afirma que “Não se mede crescimento espiritual pelo calendário”.[1]

    Quando longevidade ‘igrejal’ não se transforma em vida em Deus e com Cristo, encontramos um desvio do propósito celestial, pois a vivência no espaço da fé sem conformidade com o caráter de Cristo evidencia duração de comportamento religioso aprendido sem transformação real. A denúncia de Jesus sempre teve como objetivo confrontar a não percepção de realidades espirituais por parte daqueles que deveriam vivenciá-la. Longevidade ‘igrejal’ precisa ser acompanhada por indicadores de transformação como evidência da ação divina e da Palavra experimentada no coração.

    Constatamos uma realidade evangélica apontada por números que reluzem, mas que demonstram improdutividade e distanciamento dos valores do Reino de Deus. Aqueles que pertencem ao Pai, que estão sujeitos a Ele, não vivem apenas um calendário religioso, mas somam na missão de reconciliação como servos obedientes.

    Longevidade ‘igrejal’ pode ser considerada uma bênção quando acompanhada de uma visão profunda da vontade de Deus e por sua concretização no cotidiano, afetando o mundo de forma real. Longevidade ‘igrejal’ precisa resultar em vida com Cristo, em quebrantamento que produz atos de arrependimento, reconciliação com Deus e com o próximo, consagração de vida, estranhamento da injustiça que envolve atos de misericórdia e testemunho inteligente no mundo.

    Longevidade ‘igrejal’ em si mesma denuncia um equívoco na vida daqueles que assumiram um compromisso com Deus, mas deixaram de ser atingidos de uma maneira profunda pela Palavra do Pai, se escravizaram nas formas e rituais, nos guetos denominacionais e se distanciaram do projeto divino ao longo do processo da caminhada da fé.

    Longevidade ‘igrejal’ pode ser positiva e benfazeja, conquanto traduza uma experiência de fé centralizada na pessoa de Cristo (“Fui crucificado com Cristo” – Gl 2.20), acompanhe os princípios do Reino de Deus (“Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo” – Rm 14.17) e revele uma ação profunda do Espírito Santo (“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” – Rm 8.14).

    Evaldo Rocha

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  • Sobre restaurações

    Sobre restaurações

    Há conhecimentos que adquirimos e nunca mais esquecemos. Muitas vezes fazemos um esforço sobre-humano para aprendermos ou memorizarmos algo importante quando tantas outras coisas menos relevantes são absorvidas pelo nosso cérebro de forma natural e permanente. Por exemplo, eu nunca esqueci que o irmão da estagiária da minha professora da alfabetização morreu num acidente de moto em Teresópolis, no entanto nunca consigo me lembrar do número de telefone da minha irmã.

    Dentre todas as coisas que entraram no meu cérebro sem esforço, está uma aula de patologia sobre processos de restauração tecidual e cicatrização. Tive essa aula no terceiro período da faculdade de medicina e nunca mais me esqueci do que foi dito ali: “Quando um tecido sofre lesão ele sempre será restaurado, seja por regeneração ou cicatrização”. Ao sofrermos uma lesão superficial, passamos pelo processo de regeneração que não deixa marcas no tecido, permitindo que a pele retorne exatamente ao aspecto original. Já uma lesão mais grave, dessas que são profundas e sangram à beça, passa pelo processo de cicatrização. A cicatrização acontece em lesões maiores, mais importantes, exige mais tempo, mais colágeno e deixa uma marca eterna. É raro nos lembrarmos de machucados leves porque não vemos seus resquícios, mas quando temos uma cicatriz, nunca esquecemos o que aconteceu ali e muitas vezes não conseguimos esconder a injúria.

    No entanto, quando perfeitamente fechado o ferimento, a cicatriz não dói, não coça, não incomoda e só nos lembramos do acontecido quando olhamos pra ela. Lembramos do que não deu certo e sabemos que não podemos repetir aquele feito. Ficamos mais cuidadosos porque a cicatriz nos lembra da dor que sentimos e o quanto custou até que a ferida secasse. Percebemos que nosso corpo encontrou uma forma de se restaurar, às vezes com ajuda de uns pontos ou curativos. Nossa tendência é fechar feridas, superá-las e voltarmos ao nosso funcionamento normal. Frustrações, decepções, perdas, mágoas, traições, rejeições, lutos e toda a sorte de dramas são capazes de provocar cortes gravíssimos, mas infalivelmente é feita a cicatrização. Sempre somos restaurados, por mais que doa e que demore, fomos feitos fortes e eficientes pra isso, temos essa capacidade, aliás, é mais que capacidade, é inevitável. Não sabemos fazer de outra forma se não ir fechando, regenerando, juntando as bordas, expondo menos o interior até que fica apenas a marca do que passou e cá entre nós, tem cicatrizes que rendem histórias incríveis.

    Fomos criados com essa vontade e capacidade de superar e nunca precisamos fazer isso sozinhos. Até podemos, mas coisa boa é saber que Deus faz a limpeza dos nossos machucados, troca nossos curativos e nos coloca inteiros novamente. Ele nos ensina a evitarmos que as feridas inflamem, nos poupa de agentes infecciosos e permite uma nova chance a cada machucado.
    Eu não sei qual é a sua ferida nem onde ela foi feita, mas o prognóstico é bom: você vai sobreviver, mesmo com a cicatriz. Você foi criado pra isso e tem o médico dos médicos esperando seu chamado de emergência.

    Luisa Moté Novaes

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  • Comemorar ou lamentar?

    Comemorar ou lamentar?

    Nancy Dusilek*

    Mulheres bem-sucedidas, mulheres violentadas. Mulheres com altos salários, mulheres sem salário. Mulheres com diplomas, mulheres analfabetas. Mulheres com filhos saudáveis e em boas escolas, mulheres com muitos filhos e sem perspectiva de vida. Mulheres bem casadas e amadas, mulheres abandonadas pelos consortes. Mulheres estruturadas emocionalmente, mulheres precisando de ajuda. A lista é longa e sempre inclui mulheres.

    Ao criar a mulher, Deus fez uma ajudadora idônea, ou seja, adequada e competente. A palavra “ezer”, que significa “ajuda”, é usada várias vezes no Antigo Testamento, mas nunca se referindo a um ajudador subordinado. Vejamos este exemplo: “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro (‘ezer’)?” (Sl 121.1-2). A preposição “neged” significa “apropriado para”. Assim, “ezer” + “neged” significa “apropriado” e “competente”. Além disso, Deus formou o homem primeiro e descobriu que ele estava só. Então o fez dormir e criou a mulher. Nisso vemos a beleza do tratamento de Deus para conosco. A mulher conheceu a Deus antes de conhecer o homem. Foi Deus quem apresentou um ao outro. A relação ser humano–Criador não depende do gênero e Jesus, no Novo Testamento, ratifica essa singularidade. Ao pecarem, homem e mulher perdem as mordomias do jardim. A justiça de Deus não pretere nem prefere nenhum dos dois. Deus fez a mulher diferente, mas não inferior; fez o homem diferente, mas não superior. Somos distintos na maneira de pensar, de agir e de ver o mundo. Porém, essas diferenças não fazem com que um seja melhor que o outro. Na cruz de Cristo, Deus nos trata com o mesmo carinho e amor, mas também com a mesma justiça.

    Recentemente o presidente dos Estados Unidos decretou que o salário das mulheres, que era 30% menor que o dos homens, deve se igualar a este. O fato de a mulher ter as mesmas responsabilidades dos homens, mas receber um salário menor que o deles é discriminação, e vemos isso diariamente ao nosso redor. A mulher tem ganhado espaço nas áreas tecnológicas e científicas, antes de predomínio masculino. Isso deve ser celebrado. Não se trata de levantar a bandeira a favor de um e contra o outro, mas de entender que Deus nos fez diferentes, porém igualmente competentes.

    No meio evangélico, no entanto, ainda há certo preconceito, por mais que se negue. As mulheres podem trabalhar muito bem, mas no seu “quadrado” feminino. A mensagem é: “Todo o espaço é de vocês, mas lá. Não ameacem a nossa liderança!” As armas são sutis. Porém, percebemos nas entrelinhas e, às vezes, nos discursos de apologia à mulher os muros construídos. Como nosso compromisso é com Jesus, seguimos em frente. Em alguns grupos denominacionais, a mulher é “apta” para todo trabalho, menos para ser pastora, presbítera, diaconisa ou mensageira pública da Palavra; ou seja, cargos de liderança espiritual, não. Alguns usam textos bíblicos para justificar suas posições, mas a mensagem é que trata-se de um espaço de poder que não pode ser compartilhado, pois isso seria uma ameaça.

    Também é lamentável ver ainda tanta violência contra a mulher, inclusive dentro dos arraiais evangélicos. Há homens que são líderes na igreja, mas em casa agridem e desrespeitam a esposa. Comportamentos assim resultam de uma concepção errada do que é a criação de Deus — homem e mulher com direitos e deveres, não de um para com o outro, mas de ambos consigo mesmo, com o outro e com Deus.

    Apesar de tudo, tenho esperança de que nossas filhas e netas verão novos tempos. As mudanças de paradigma no âmbito religioso são sempre muito lentas.

    Independente do nosso perfil, da crise ou da situação que estejamos passando, somos criação de Deus e, acima disso, filhas adotadas por meio de Jesus Cristo.

    Comemoremos as possibilidades que surgem quando homem e mulher, com suas diferenças, se colocam ao dispor de Deus para abençoar as pessoas.

    *Nancy Dusilek é 2ª Vice-presidente da Convenção Batista Carioca e autora do livro “Mulher sem nome”

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  • Para falar do evangelho e vivê-lo hoje (3/5)

    Para falar do evangelho e vivê-lo hoje (3/5)

    Pr. José Carlos Torres

     

    Meus queridos irmãos:

    Nas duas primeiras reflexões desta pequena série definimos logo no início que o nosso propósito, ao desenvolvê-la, é o de enfocar alguns assuntos de fundamental importância para a formação de cada um de nós, como servos de Cristo, e contribuir para avivar a relevância e a atualidade da pregação cristã. Para tanto, nos propusemos a abordar dois grandes males que prejudicam a comunicação da mensagem do evangelho e, como consequência, a vida da igreja e, assim, dos cristãos deste nosso tempo: a defasagem e a imprecisão linguísticas, e a indefinição conceitual.
    Consideramos já, nas reflexões anteriores, dois exemplos referentes à defasagem e imprecisão linguísticas. Hoje, na próxima e penúltima reflexões desta pequena série, vamos considerar dois exemplos referentes à indefinição conceitual que deixa os crentes perdidos diante dos desafios cristãos que, de forma imprecisa, lhe são apresentados, .

    O primeiro exemplo a considerar é o do desafio de desenvolvimento espiritual que é posto diante de cada crente. O problema, aqui, não está na apresentação deste desafio, mas na falta de definição do que ele seja. Afinal, onde encontramos uma definição do seja espiritual e, mais ainda, do que seja cristãmente espiritual?

    O fato real, meus irmãos e amigos, é que, também de forma incompreensível e que agride a inteligência, as lideranças, os pensadores e os mestres cristãos se têm recusado a conceituar espiritualidade cristã ou, o que é pior, não têm chegado à percepção da importância de que isso seja feito, e logo.

    Dizemos a todos os crentes que sejam espirituais e que cresçam espiritualmente, mas não lhes dizemos o que isso significa, não lhes apresentamos um conjunto de conceitos básicos que os orientem em sua caminhada nesta direção. Não surpreende o fato de que, inicialmente confusos diante do que fazer, depois desanimados por não perceberem nada de especial em suas vidas, muitos crentes depois disso assumam uma postura (mesmo inconsciente) do tipo “deixa isso prá lá”, e assim continuem vivendo.

    Existe uma espiritualidade, uma proposta de vida espiritual, própria do cristianismo? Para nós é claro que sim, e os conceitos e contornos básicos que a definem e compõem estão assentados nos ensinos de Jesus, expostos nos evangelhos e depois refletidos nos demais escritos neotestamentários. A espiritualidade (não a religião) proposta e ensinada por Jesus foi e é a maior e mais rica novidade que revolucionou a história da humanidade e que, redescoberta e fielmente atualizada, pode ser, de novo, o caminho das revolucionárias mudanças espirituais e, por consequência, humanas e sociais de que estamos precisando hoje em todo o mundo.

    Será a espiritualidade cristã igual à espiritualidade kardecista, à budista, à muçulmana? E dentro do cristianismo, será a espiritualidade cristã batista igual à católica, à anglicana, à luterana, à metodista, à presbiteriana, à pentecostal e à neopentecostal? Não teria cada uma delas nuances e aspectos próprios que as distinguiriam umas das outras e, como tal, ajudariam a definir mais claramente a sua identidade e a identidade dos seus fiéis?

    Diante da crise que estamos vivendo nos segmentos religiosos, quando tanto se fala da perda da unidade e da identidade, bem como do mergulho no sincretismo e no uso de estratégias de marketing de mercado (ao menos na prática, uma vez que as doutrinas nem mais são consideradas), com toda certeza esta imprecisão de conceito sobre o que seja a espiritualidade própria do grupo, a ser compreendida, vivida e praticada é o mais forte dos seus componentes. Afinal, um grupo social, de qualquer natureza, somente desenvolve sua unidade quando claramente compreende e percebe o que o identifica e quais são os seus propósitos. A falta disso gerou o quadro sincrético (de salada de conceitos, ou falta deles, e de práticas exóticas, heréticas e absurdas) que contemplamos hoje.

    Aí está uma razão extremamente forte para que as lideranças cristãs de qualquer segmento do cristianismo, hoje atuando no limite da irresponsabilidade no que concerne à indefinição conceitual, assumam seu papel formador, pedagógico, e trabalhem com o devido senso de prioridade e urgência, junto com o povo a que serve, na formulação ou na redescoberta e atualização da espiritualidade do seu grupo.

    Quanto a mim, cristão batista que sou e retomando apontamentos trabalhados com uma classe especial sobre este assunto que ministrei a irmãos da Igreja Batista Memorial da Tijuca, proponho-me, desde hoje, a dialogar com quem o deseje para a construção de definições fundamentais sobre o que seja a espiritualidade cristã batista. E você é meu convidado!

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  • O evangelho e o ciclo olímpico: oportunidades para a igreja

    O evangelho e o ciclo olímpico: oportunidades para a igreja

    Pr. Ulisses Souza Torres* 

    No dia 12 de agosto de 2012 encerraram-se as Olimpíadas em Londres e um termo passou a fazer parte do nosso dia a dia: o “Ciclo Olímpico”. Mas o que significa isso? O Ciclo Olímpico inicia-se no encerramento de uma Olimpíada e vai até a cerimônia de encerramento da próxima Olimpíada. Envolve, a preparação do país receptor do evento, a descoberta e qualificação de atletas, construção e melhoria das dependências para prática de diversas modalidades esportivas.

    A próxima Olimpíada ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro em 2016. E os evangélicos poderão ter grande participação em todo esse período de Ciclo Olímpico, servindo ao propósito de Deus nesta geração (At. 13.36a). A grande pergunta que surge é: Qual é a relação entre o evangelho e o Ciclo Olímpico? O voluntariado! Pessoas dispostas a dedicarem tempo em ações de serviço e evangelização em eventos esportivos.

    Paulo afirma em sua carta aos Efésios 2.10: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos”. Enquanto Igreja de Cristo, precisamos nos engajar nesse grande movimento e nos voluntariarmos para que a sociedade perceba o nosso desejo em servi-la. Como Pedro afirma em sua primeira carta, capítulo 4, verso 2: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas”.

    Enquanto servos de Jesus, a igreja brasileira precisa se preparar para poder compartilhar do amor de Jesus através do serviço. As igrejas podem se organizar, ensinando línguas estrangeiras para sua membresia e comunidades antes da realização do evento. Podem preparar suas estruturas para receberem missionários. Despertar e enviar líderes para capacitação em evangelização através dos ministérios esportivos. Nos dias de jogos, oferecer copos com água ou informações através de missionários preparados para tais funções.

    Teremos a oportunidade de evangelizar o mundo, sem sair do nosso país. No nosso bairro, poderemos evangelizar pessoas da Europa, da Ásia, da Oceania, da África e das Américas. Deus está dando uma grande oportunidade para nossa geração. Precisamos nos preparar para compartilhar do amor do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para aqueles “que aguardam com ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus” (Rom. 8.19).

    Eu quero participar de tudo que Deus está fazendo nesse Ciclo Olímpico, e você? Vamos buscar a capacitação da nossa igreja para participarmos desta ação divina em nosso país, cidade, bairro e igreja local. Estamos a disposição para auxiliar na capacitação e auxilio na estruturação deste ministério esportivo na sua igreja.
    Entre em contato conosco (evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br), vamos fazer parte desse time que vai mudar a história.

    *Coordenador de Missões e Evangelização da Convenção Batista Carioca

  • Quando uma coisa não cabe num lugar

    Quando uma coisa não cabe num lugar

    Pr.Sergio Dusilek

    2Coríntios 6:14c – “Que comunhão há entre a luz e as trevas?”

    Já faz algum tempo que li uma coluna de Marta Medeiros, do O GLOBO, em que ela comentava um acontecimento que presenciou. Na saída de uma escola, na Zona Sul carioca, uma mulher tentava parar um carro do tamanho de um Santa Fé da Hyundai numa vaga que se coubesse um Picanto da Kia era muito. Lógico que apesar da destreza da motorista, da sua persistência, e de suas renovadas tentativas, ela não conseguiu parar seu carro naquela vaga.

    Esse relato tem muito a ver com a vida de cada um de nós. Por vezes queremos acondicionar coisas incompatíveis num mesmo espaço. Achamos que nossa persistência, nossa habilidade, nossa destreza, e até mesmo as renovadas tentativas em algum momento vão conseguir compactar o que todos sabem que não cabe. Nessa hora manifestamos nossa teimosia, perdemos tempo, energia, e deixamos de ver “outras vagas”, outras oportunidades que estão ali, bem perto de nós. Mas em nossa cabeça pensamos é melhor uma pequenina vaga do que nenhum espaço… será?

    Há coisas que são incompatíveis. Você sabe que não dá, no fundo do coração você já foi convencida de que o motivo de sua insistência será também a causa do seu fracasso. No entanto, mesmo lá dentro sabendo, você insiste. Talvez por medo de não “achar outra vaga”; talvez por domínio, por relação de poder, para dizer que tem algo que lhe pertence, ainda que esse algo honestamente não lhe sirva; talvez por consideração ou mesmo apego ao que tem de ser perdido… Entenda algo de uma vez por todas: o tempo não traz compatibilidade; ele petrifica aquilo que é incompatível, o que implica num prolongamento desse incômodo. Em outras palavras: ou você adia o fim, ou ele virá sobre “essa vaga de estacionamento”, ou mesmo sobre você, tornando-a uma pessoa irreconhecível.

    De certo modo é isso que Paulo está dizendo no texto acima. Sem me alongar, quero somente dizer que Paulo não condenava a amizade de crente com não crente. Ele condenava a associação para o mal. Na sua época o CDL (“clube de diretores lojistas”) de Corinto exercia forte e maléfica influência sobre os comerciantes. Era quase uma “milícia”. Quem não rezava a cartilha podia perder o negócio. E essa reza passava por celebrações ao Diabo e por prostituição. Com gente com vida assim, dá para ter contato, mas não dá para “ter tudo em comum” (= koinonia – comunhão). De fato jamais haverá plena identificação entre luz e trevas. Ambas estão figuradas no “Feitiço de Áquila” (lembra do filme?): quando uma aparece a outra some. De fato, plena comunhão jamais haverá. Se tem algo que puxa você para longe de Deus, em algum momento você terá que escolher o que vai querer: Deus ou essa coisa/situação/pessoa. Nesse sentido o Feitiço de Áquila se torna um exemplo também que essas partes podem se tocar, por um instante, mas não há como permanecerem juntas.

    Se tem algo que não cabe, não insista. Aconselho a você a orar e a buscar em Deus força para desapegar. Insistir só vai ferir você ainda mais, visto que a nossa teimosia não tem o poder de mudar a realidade.

    Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

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  • Para falar do Evangelho e vivê-lo hoje (2/5)

    Para falar do Evangelho e vivê-lo hoje (2/5)

    Pastor José Carlos Torres

    Na primeira das cinco breves reflexões que comporão esta série, dissemos que nosso propósito é o de conversar com vocês sobre alguns assuntos de fundamental importância para a formação de cada um de nós, como servos de Cristo, e para avivar a relevância e a atualidade da pregação cristã.

    Comecei dizendo que iria destacar dois grandes males que muito prejudicam a vida da igreja e, assim, dos cristãos deste nosso tempo: a defasagem e a imprecisão linguísticas, e a indefinição conceitual.

    O primeiro exemplo de defasagem e imprecisão linguísticas considerado foi o da ênfase ainda dada na pregação cristã à mudança de coração que o crente deve experimentar, como se mudando o coração de uma pessoa, transformada fosse também a sua vida.

    O segundo exemplo está no inapropriado, equivocado e prejudicial uso da imagem do templo como identificador da igreja.

    É inexplicável, considerando o ensino sobre a igreja no Novo Testamento, que continuemos chamando as pessoas para irem à igreja, continuemos estacionando carros na igreja e tendo reuniões na igreja. Tudo isso, sacramentado pelas pregações que são proferidas dos nossos púlpitos, no que elas apenas ratificam conceitos nada bíblicos e próprios, no nosso caso, do sistema conceitual da cultura brasileira.

    Mas a Bíblia é tão clara! Igreja é um milagre da graça e da ação do Espírito Santo que faz nascer os filhos de Deus, e eles, sim, é que são igreja de Cristo, povo de Deus, corpo de Cristo. Eles, sim, formavam as igrejas que se reuniam nas casas dos crentes, como é mostrado nos Atos dos Apóstolos e nos demais livros do Novo Testamento. Em nenhum momento, nesses textos bíblicos, é dito que os crentes se reuniam na ou nas igrejas.

    O resultado, neste caso é a impossibilidade de se trabalhar e se firmar na consciência dos crentes em Cristo o verdadeiro conceito cristão de igreja. Pastores e demais cristãos que repetem este conceito de templo como igreja são os mesmos que geram “igrejas templocêntricas”, com todas as suas distorções, e nem se dão conta disso. Soma-se a isso, a falta de consciência que marca a maior parte deles, de que eles mesmos é que são a igreja e o povo de Deus no mundo, com uma missão, como nos fala Pedro, em sua segunda carta, capítulo 2, versos 9 e 10:

    “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo de propriedade exclusiva de Deus, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.”

    No caso da formação de “igrejas templocêntricas”, acima referido, realçamos apenas quatro males que lhe são consequentes:

    – O templo é o centro de tudo na vida dessas igrejas. Como consequência tudo de significativo na vida delas acontece apenas dentro do templo. Fora dela, nada de relevante ocorre.
    – O templo e não o mundo é, também, o espaço onde se vive a missão. Por isso, o conceito distorcido de “missionário” aplicado apenas aos que vão para lugares distantes e específicos pregar o evangelho. Os outros, “os que não vão”, os que ficam, são, forçosamente, mesmo que não de forma declarada, os “demissionários”, os demitidos da missão.
    – Se a vida da igreja acontece e quase se esgota totalmente no templo, pode-se abandonar a educação cristã, a formação consciente de discípulos de cristo que sejam cristãos e não apenas se comportem como se fossem.
    – No templo, como espaço por excelência de atuação da igreja, a ética se torna desnecessária. Basta comporta-se segundo a forma culturalmente aceita como o comportamento adequado a um cristão.

    Para concluir esta reflexão, pergunto: Como podem ser igreja, e se identificar como igreja de Jesus Cristo, crentes que não têm consciência de que eles mesmos são igreja, e que, ainda por cima, estão cercados por um conjunto de conceitos equivocados repetidos a eles de forma exaustiva?

    Este e o que foi enfocado na reflexão anterior são apenas dois exemplos de conceitos e pensamentos equivocados que dominam aquilo que podemos chamar de o nosso “inconsciente coletivo”, prejudicando enormemente e na fonte a nossa caminhada rumo ao ser cristão e ser igreja conforme os padrões neotestamentários. Estes exemplos foram aqui tratados muito perifericamente, mas merecem ser bem aprofundados com urgência e tratados com a devida seriedade pelas diversas lideranças cristãs verdadeiramente responsáveis.

    Continua…

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  • Saindo da zona de conforto

    Saindo da zona de conforto

    Por Pr. Eraldo Coelho Bernardo

    O pastor e seu filho adolescente saíam costumeiramente aos domingos à tarde para visitar de casa em casa. Em um domingo que prometia chover o pastor disse ao filho que naquela tarde ele não iria. O filho lhe disse: pai, eu vou então sozinho.

    Chegando a uma determinada casa, tocou a campainha, e aguardou. Tocou pela segunda vez, pela terceira, pela quarta, então, veio ao portão uma senhora e quis saber o que ele queria. Ele então disse: “Eu vim aqui à sua casa para lhe dizer que Deus a ama. Que Ele enviou ao mundo o Seu filho Jesus Cristo para salvá-la, para lhe dar o perdão de todos os seus pecados e que Ele recebe a senhora como está. Jesus lhe dá razão para viver se O aceitar em seu coração”. Entregou-lhe um folheto que continha o endereço de sua igreja e os horários de cultos e foi embora.

    No domingo seguinte, no culto matutino, aquela senhora foi à igreja e assentou-se no primeiro banco. Pediu ao pastor para dar um breve testemunho. Mesmo sem conhecê-la, ele assentiu, e passou-lhe o microfone, ela, então, disse o seguinte: “No domingo passado, na parte da tarde, eu estava em casa preparando-me para suicidar-me com uma corda, quando ouvi a campainha tocar uma, duas, três, quatro vezes. Então, face à insistência de quem estava à porta, fui atender e, apontando para o filho do pastor, disse: ele, como um anjo de Deus, me falou que Deus me amava e que Jesus Cristo perdoaria todos os meus pecados e que havia esperança para mim. Naquele momento quando que ele se despediu de mim, entrei e compreendi que Deus o havia mandado a minha casa naquela hora. Entreguei meu coração a Jesus e desisti de dar cabo à minha vida”.

    Amados, esta história verídica é também a história de muitas outras pessoas que foram salvas, porque alguém, em nome de Deus, chegou na hora certa para desviá-las de propósitos malignos.

    Tenho tido a alegria de sair aos domingos à tarde com grupos da igreja que pastoreio para fazer o que esse pastor e filho faziam. As experiências têm sido muito gratificantes, voltamos radiantes por saber que quando nos sacrificamos um pouco, saindo de nossa zona de conforto, vidas ouvem de um Jesus, filho de Deus, que veio para nos ajudar e salvar e são salvas e libertas.

    Creio que o que temos que fazer Deus não fará. Nosso Mestre disse que precisaríamos “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura”. Essa é tarefa minha e sua. Podemos visitar uma pessoa ou uma família, não só no domingo à tarde, mas nos demais dias da semana, quando uma história de salvação como essa poderá se repetir.

    Crendo que a solução está em Jesus Cristo e que o que devemos fazer Deus não fará.

     
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