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  • Para falar do evangelho e vivê-lo hoje (3/5)

    Para falar do evangelho e vivê-lo hoje (3/5)

    Pr. José Carlos Torres

     

    Meus queridos irmãos:

    Nas duas primeiras reflexões desta pequena série definimos logo no início que o nosso propósito, ao desenvolvê-la, é o de enfocar alguns assuntos de fundamental importância para a formação de cada um de nós, como servos de Cristo, e contribuir para avivar a relevância e a atualidade da pregação cristã. Para tanto, nos propusemos a abordar dois grandes males que prejudicam a comunicação da mensagem do evangelho e, como consequência, a vida da igreja e, assim, dos cristãos deste nosso tempo: a defasagem e a imprecisão linguísticas, e a indefinição conceitual.
    Consideramos já, nas reflexões anteriores, dois exemplos referentes à defasagem e imprecisão linguísticas. Hoje, na próxima e penúltima reflexões desta pequena série, vamos considerar dois exemplos referentes à indefinição conceitual que deixa os crentes perdidos diante dos desafios cristãos que, de forma imprecisa, lhe são apresentados, .

    O primeiro exemplo a considerar é o do desafio de desenvolvimento espiritual que é posto diante de cada crente. O problema, aqui, não está na apresentação deste desafio, mas na falta de definição do que ele seja. Afinal, onde encontramos uma definição do seja espiritual e, mais ainda, do que seja cristãmente espiritual?

    O fato real, meus irmãos e amigos, é que, também de forma incompreensível e que agride a inteligência, as lideranças, os pensadores e os mestres cristãos se têm recusado a conceituar espiritualidade cristã ou, o que é pior, não têm chegado à percepção da importância de que isso seja feito, e logo.

    Dizemos a todos os crentes que sejam espirituais e que cresçam espiritualmente, mas não lhes dizemos o que isso significa, não lhes apresentamos um conjunto de conceitos básicos que os orientem em sua caminhada nesta direção. Não surpreende o fato de que, inicialmente confusos diante do que fazer, depois desanimados por não perceberem nada de especial em suas vidas, muitos crentes depois disso assumam uma postura (mesmo inconsciente) do tipo “deixa isso prá lá”, e assim continuem vivendo.

    Existe uma espiritualidade, uma proposta de vida espiritual, própria do cristianismo? Para nós é claro que sim, e os conceitos e contornos básicos que a definem e compõem estão assentados nos ensinos de Jesus, expostos nos evangelhos e depois refletidos nos demais escritos neotestamentários. A espiritualidade (não a religião) proposta e ensinada por Jesus foi e é a maior e mais rica novidade que revolucionou a história da humanidade e que, redescoberta e fielmente atualizada, pode ser, de novo, o caminho das revolucionárias mudanças espirituais e, por consequência, humanas e sociais de que estamos precisando hoje em todo o mundo.

    Será a espiritualidade cristã igual à espiritualidade kardecista, à budista, à muçulmana? E dentro do cristianismo, será a espiritualidade cristã batista igual à católica, à anglicana, à luterana, à metodista, à presbiteriana, à pentecostal e à neopentecostal? Não teria cada uma delas nuances e aspectos próprios que as distinguiriam umas das outras e, como tal, ajudariam a definir mais claramente a sua identidade e a identidade dos seus fiéis?

    Diante da crise que estamos vivendo nos segmentos religiosos, quando tanto se fala da perda da unidade e da identidade, bem como do mergulho no sincretismo e no uso de estratégias de marketing de mercado (ao menos na prática, uma vez que as doutrinas nem mais são consideradas), com toda certeza esta imprecisão de conceito sobre o que seja a espiritualidade própria do grupo, a ser compreendida, vivida e praticada é o mais forte dos seus componentes. Afinal, um grupo social, de qualquer natureza, somente desenvolve sua unidade quando claramente compreende e percebe o que o identifica e quais são os seus propósitos. A falta disso gerou o quadro sincrético (de salada de conceitos, ou falta deles, e de práticas exóticas, heréticas e absurdas) que contemplamos hoje.

    Aí está uma razão extremamente forte para que as lideranças cristãs de qualquer segmento do cristianismo, hoje atuando no limite da irresponsabilidade no que concerne à indefinição conceitual, assumam seu papel formador, pedagógico, e trabalhem com o devido senso de prioridade e urgência, junto com o povo a que serve, na formulação ou na redescoberta e atualização da espiritualidade do seu grupo.

    Quanto a mim, cristão batista que sou e retomando apontamentos trabalhados com uma classe especial sobre este assunto que ministrei a irmãos da Igreja Batista Memorial da Tijuca, proponho-me, desde hoje, a dialogar com quem o deseje para a construção de definições fundamentais sobre o que seja a espiritualidade cristã batista. E você é meu convidado!

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  • Festa na Cidade Batista

    Festa na Cidade Batista

    No próximo feriado, dia 12 de outubro, a Junta de Ação Social da Convenção Batista Carioca se prepara para mais uma edição da Festa na Cidade Batista. Sua presença, como sempre, é muito importante para a organização, que aproveitará a ocasião para arrecadar recursos para seus projetos sociais.

    A programação terá início às 9h e irá até às 17h, contando com muitos brinquedos para diversão das crianças visitantes, atrações musicais, comidas típicas e torneio de futebol.

    A Cidade Batista fica na Rua Estrada dos Caboclos, 359 – Campo Grande – Rio de Janeiro (RJ). Leve sua família e divirta-se!

  • Vou orar

    Vou orar

    Pr. Eraldo Coelho Bernardo

    Há atitudes lindas e eficazes que se perderam ao longo das últimas décadas no meio do povo de Deus.

    Lembro-me de ouvir, de pronto, dos lábios dos pastores, dos diáconos, dos líderes das organizações da igreja e mesmo de seus membros, ao receberem uma proposta, um convite, o seguinte: “Vou orar sobre isso ao Senhor e, depois, lhe respondo”. Não estou ouvindo mais isto com frequência. Os crentes estão decidindo segundo suas cabeças, segundo as suas vontades. Vivemos o tempo do “rápido”.

    Fico encantado com o rei Davi, servo de Deus, ao ler os livros de 1º e 2º Samuel e os livros das Crônicas. Como ele só acertava! Como conseguia vitórias pelo fato de consultar ao Senhor antes de agir! Veja o que lemos em 1 Crôn.14:10 “Então Davi consultou a Deus, dizendo: subirei contra os filisteus, e nas minhas mãos os entregarás? E o Senhor lhe disse: Sobe, porque os entregarei nas tuas mãos”. No versículo 14, lemos: “Tornou Davi a consultar a Deus, que lhe respondeu: Não subirás atrás deles; mas rodeia-os por detrás e vem sobre eles por defronte dos balsameiros” (IBB, de acordo com os melhores textos).

    Vale à pena consultar e ter o Deus dos Exércitos do nosso lado! Dessa forma Davi ia vencendo os inimigos de Israel. Consultava ao Senhor, Ele lhe respondia e era só vitória.

    Aqui vai uma experiência pessoal. Converti-me ao Evangelho aos 15 anos. Entendi que devia buscar a direção de Deus em tudo. Aos 19 anos transferi-me para outra igreja batista. Alí, já certo da chamada para o Ministério Pastoral, comecei a interessar-me por uma jovem, membro da igreja. Mesmo antes de começarmos oficialmente a namorar consultei insistentemente a Deus em oração e Ele me deu paz e certeza de que ela era a jovem. Então, seria uma questão de tempo o começo de nosso namoro. Em outubro de 1970 começamos a namorar e em maio de 1974 nos casamos e estamos casados e felizes há 38 anos. Formamos uma linda família! Nesse tempo experimentamos turbulências, mas a certeza da vontade de Deus foi uma âncora firme que nos manteve.

    Penso que se os (as) jovens de nossas igrejas consultassem ao Senhor antes de começarem os seus namoros não perderiam tempo e concentração no que estão fazendo. Não trocariam de namorado (a) como se troca de camisa ou de blusa. Consultar ao Senhor é não perder tempo e é caminhar com tranqüilidade e segurança.

    Consultar ao Senhor quando à vocação é algo básico, fundamental, especialmente se é na Obra dEle. Como permanecer frutiferamente em um Ministério Pastoral local ou em um campo missionário sem estar dentro da vontade dEle?…

    Penso que se voltássemos a consultar ao Senhor antes das decisões se evitaria muita tristeza, muita frustração pessoal e coletiva.

    Que tal voltarmos a dizer assim: “Vou orar a Deus sobre isso…” . Que tal resgatarmos essa linda atitude de filhos sábios, obedientes e carinhosos com o Pai?

  • Mês de gratidão

    Mês de gratidão

    Começam, no próximo final de semana, as celebrações do 9° aniversário da Igreja Batista Zona Norte. A igreja, que é presidida pelo pastor Fabiano Fialho, traz uma programação repleta de convidados e ainda fará, no sábado, a inauguração de salas responsáveis por atendimentos sociais na comunidade do Morro dos Macacos.

    As programações do mês de aniversário da Igreja Batista Zona Norte começam no sábado, data do culto de inauguração das alas do Projeto Amar e Impacto Evangelístico e Social. Serão uma manhã e tarde (9h às 17h) de muitas alegrias e testemunho do evangelho.

    No domingo, às 19h, a igreja convida para as noites de celebração que acontecerão no templo situado na Rua Teodoro da Silva, 689, em Vila Isabel. Como mensageiro da noite, participa o pastor Henrique Araújo, da Igreja Batista Comunidade Vida. No dia 11, haverá celebração da Ceia do Senhor e a presença do pastor Adriano Martins, de Foz do Iguaçu. Já no dia 18, haverá batismos de novos membros da Igreja Batista Zona Norte e da Igreja Batista em Libras – projeto de inclusão para o alcance de surdos.

    No último dia de celebração, dia 25, a igreja recebe o pastor Paulo Guiducci, da Igreja Nova Vida de Olaria. Na mesma noite haverá apresentações de teatro e dança, encerrando este período de gratidão a Deus por tudo quanto tem feito aos irmãos dessa comunidade.

    Se você está livre em uma dessas datas e está próximo à Igreja Batista Zona Norte, aproveite e faça uma visita. Sua presença está sendo aguardada!

  • Igrejas plantando igrejas

    Igrejas plantando igrejas

    As igrejas do campo carioca estão se multiplicando e impactando outros estados. Na última semana, recebemos a visita do Pr. Wilson Rodrigues Lourinho Junior, da área de Estratégia Missionária da PIB de Vila Penha, para a apresentação do Pr. Luís Henrique Assis dos Santos, que seguirá para Campos Novos, em Santa Catarina.

    Pr. Luís está se filiando à OPBB-RJ e assumirá a Congregação Batista em Campos Novos, trabalho iniciado em 1987 pelo Pr. Nilton Antonio de Souza, atual diretor executivo da CBC, em parceria com a PIB da Vila da Penha. Esta frente missionária será organizada em igreja no dia 12 de dezembro deste ano.

    Campos Novos localiza-se a oeste da capital do estado. Sua população foi estimada em 2013 em 34.386 habitantes, sendo então o 40º mais populoso do estado. Cerca de 82,44% da população vive na zona urbana.

     

     

  • Conquistas missionárias

    Conquistas missionárias

    Os presídios e unidades socioeducativas experimentaram um grande momento de colheita nos últimos meses. Desde agosto, pelo menos 90 pessoas se converteram ou se reconciliaram com Cristo através do trabalho de capelania realizado por missionários da Convenção Batista Carioca (CBC).

    A equipe, formada por quatro missionários e vários voluntários oriundos de igrejas cariocas, realizam trabalhos constantes nas unidades, que vão desde os aconselhamentos às ações de assistência médica, psicológica, distribuição de materiais de higiene pessoal, entre outras.

    Uma das mais recentes conquistas dessa capelania foi a inauguração do Espaço Bíblico na biblioteca montada pela CBC no presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão. O acervo foi doado pela Sociedade Bíblica do Brasil, contando com vários exemplares das Bíblias de Estudo produzidas pela SBB e material acadêmico de pesquisa e estudo Bíblico. Ao todo, são 206 exemplares.
    Este projeto foi destaque no site da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária: http://www.rj.gov.br/web/seap/exibeconteudo?article-id=2551137 . Durante a inauguração, os internos encenaram uma peça teatral sobre a Bíblia Sagrada e a vida humana. Com este material, os internos alcançados pelo evangelho de Cristo nesta Unidade Penal certamente crescerão em conhecimento e graça, gerando frutos abençoadores para a glória do nosso Deus.

    Em Bangu, na unidade Jonas Lopes, missionários celebraram o batismo de seis internos. Já na unidade de internação feminina do Degase, Professor Antonio Carlos Gomes da Costa, mais um projeto missionário foi iniciado, alcançando 40 adolescentes.

    Somos gratos a Deus e a você por cada conquista. Sua contribuição, através do projeto PAM (Parceria na Ação Missionária), tem feito com que a igreja chegue a lugares onde a luz de Cristo precisa brilhar.

  • Para falar do Evangelho e vivê-lo hoje (2/5)

    Para falar do Evangelho e vivê-lo hoje (2/5)

    Pastor José Carlos Torres

    Na primeira das cinco breves reflexões que comporão esta série, dissemos que nosso propósito é o de conversar com vocês sobre alguns assuntos de fundamental importância para a formação de cada um de nós, como servos de Cristo, e para avivar a relevância e a atualidade da pregação cristã.

    Comecei dizendo que iria destacar dois grandes males que muito prejudicam a vida da igreja e, assim, dos cristãos deste nosso tempo: a defasagem e a imprecisão linguísticas, e a indefinição conceitual.

    O primeiro exemplo de defasagem e imprecisão linguísticas considerado foi o da ênfase ainda dada na pregação cristã à mudança de coração que o crente deve experimentar, como se mudando o coração de uma pessoa, transformada fosse também a sua vida.

    O segundo exemplo está no inapropriado, equivocado e prejudicial uso da imagem do templo como identificador da igreja.

    É inexplicável, considerando o ensino sobre a igreja no Novo Testamento, que continuemos chamando as pessoas para irem à igreja, continuemos estacionando carros na igreja e tendo reuniões na igreja. Tudo isso, sacramentado pelas pregações que são proferidas dos nossos púlpitos, no que elas apenas ratificam conceitos nada bíblicos e próprios, no nosso caso, do sistema conceitual da cultura brasileira.

    Mas a Bíblia é tão clara! Igreja é um milagre da graça e da ação do Espírito Santo que faz nascer os filhos de Deus, e eles, sim, é que são igreja de Cristo, povo de Deus, corpo de Cristo. Eles, sim, formavam as igrejas que se reuniam nas casas dos crentes, como é mostrado nos Atos dos Apóstolos e nos demais livros do Novo Testamento. Em nenhum momento, nesses textos bíblicos, é dito que os crentes se reuniam na ou nas igrejas.

    O resultado, neste caso é a impossibilidade de se trabalhar e se firmar na consciência dos crentes em Cristo o verdadeiro conceito cristão de igreja. Pastores e demais cristãos que repetem este conceito de templo como igreja são os mesmos que geram “igrejas templocêntricas”, com todas as suas distorções, e nem se dão conta disso. Soma-se a isso, a falta de consciência que marca a maior parte deles, de que eles mesmos é que são a igreja e o povo de Deus no mundo, com uma missão, como nos fala Pedro, em sua segunda carta, capítulo 2, versos 9 e 10:

    “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo de propriedade exclusiva de Deus, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.”

    No caso da formação de “igrejas templocêntricas”, acima referido, realçamos apenas quatro males que lhe são consequentes:

    – O templo é o centro de tudo na vida dessas igrejas. Como consequência tudo de significativo na vida delas acontece apenas dentro do templo. Fora dela, nada de relevante ocorre.
    – O templo e não o mundo é, também, o espaço onde se vive a missão. Por isso, o conceito distorcido de “missionário” aplicado apenas aos que vão para lugares distantes e específicos pregar o evangelho. Os outros, “os que não vão”, os que ficam, são, forçosamente, mesmo que não de forma declarada, os “demissionários”, os demitidos da missão.
    – Se a vida da igreja acontece e quase se esgota totalmente no templo, pode-se abandonar a educação cristã, a formação consciente de discípulos de cristo que sejam cristãos e não apenas se comportem como se fossem.
    – No templo, como espaço por excelência de atuação da igreja, a ética se torna desnecessária. Basta comporta-se segundo a forma culturalmente aceita como o comportamento adequado a um cristão.

    Para concluir esta reflexão, pergunto: Como podem ser igreja, e se identificar como igreja de Jesus Cristo, crentes que não têm consciência de que eles mesmos são igreja, e que, ainda por cima, estão cercados por um conjunto de conceitos equivocados repetidos a eles de forma exaustiva?

    Este e o que foi enfocado na reflexão anterior são apenas dois exemplos de conceitos e pensamentos equivocados que dominam aquilo que podemos chamar de o nosso “inconsciente coletivo”, prejudicando enormemente e na fonte a nossa caminhada rumo ao ser cristão e ser igreja conforme os padrões neotestamentários. Estes exemplos foram aqui tratados muito perifericamente, mas merecem ser bem aprofundados com urgência e tratados com a devida seriedade pelas diversas lideranças cristãs verdadeiramente responsáveis.

    Continua…

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  • Tempo de capacitação

    Tempo de capacitação

    A despeito do trabalho realizado pelas instituições de ensino teológico, há um consenso sobre a necessidade de capacitação prática e continuada a pastores que iniciam suas jornadas ministeriais. Por isso, no último sábado (12), a Convenção Batista Carioca realizou o Congresso Beginners (principiantes). O evento, realizado na Igreja Batista do Catete, contou com a presença de cerca de 50 pastores. O foco da programação foi levar aos líderes a experiência de quem soube semear com sabedoria e humildade e que, por isso, hoje colhe os frutos de um ministério abençoado por Deus.

    Participaram como palestrantes os pastores João Luiz de Sá Melo (PIB de Vila da Penha), Josué Campanhã (Presidente da Sepal e Coordenador do projeto Envisionar), Eraldo Sena Campos (IB do Catete), Valdeci Pereira (Igreja Batista no Dona Marta) e Luciano Brito Garcia.

    Abrindo o Congresso Beginners, o Pr. João Melo, que também é vice-presidente da Convenção Batista Carioca, compartilhou suas experiências ministeriais, abordando os momentos de dificuldade e deixando aos presentes princípios para o início da caminhada. “Pastorear é amar pessoas que você não conhece”, declarou o pastor, que destacou ainda que esse amor passa por aqueles que te odeiam e que dificultam seu ministério.

    Pr. João mostrou ainda a importância de se começar um ministério com cautela, sem a afobação típica de iniciante “porque a gente vai acelerado, mas no início do ministério você tem que enfrentar as adaptações da família ao seu ministério e da igreja à sua forma de pastorear. No início, um grupo pode te odiar de graça ao tempo em que outro grupo te ama, e ainda há os indecisos”. O pastor falou também sobre a importância de ser o exemplo de vida cristã para a igreja, de valorização da família e de saber se distanciar dos problemas nos momentos certos para que estes não afetem a vida pessoal.

    Na sequência, as características de um líder-servo foram destaques na palestra do pastor Josué Campanhã. Autor de vários livros sobre liderança e presidente da Sepal, uma organização focada em capacitação de líderes, ele mencionou que muitos líderes não tiveram a oportunidade de aprender que liderar é, na verdade, servir. Pr. Josué revela também que é preciso tomar cuidado com os “símbolos de poder” no ministério, tais como a simbologia do púlpito, a vaga exclusiva na garagem da igreja e outros que fazem com que a função pastoral ganhe tom de status. “Jesus se humilhou a ponto de se submeter à missão. O servo não usa o que faz para se gloriar. O foco de sua vida é ser útil para a comunidade”, declarou.

    Sobre a perspectiva que o Congresso Beginners trouxe aos pastores e a necessidade de mudanças na visão de liderança, o Pr. Josué afirmou: “Dentro desse desafio da igreja brasileira, hoje precisamos, em primeiro lugar, fazer discípulos e torna-los líderes segundo o padrão de Jesus, que é o padrão da bacia e da toalha, que é servir para que a igreja não apenas cresça numericamente, mas em profundidade. Em suas raízes e estrutura de relacionamento entre as pessoas e com Deus”.

    O Pr. Eraldo, presidente da Igreja Batista do Catete há 37 anos, e Pr. Valdeci, pastor da Igreja Batista Dona Marta – uma comunidade carente do Rio de Janeiro, também deram testemunho de suas jornadas ministeriais. O primeiro mencionou as dificuldades de construção de um templo em um centro urbano, a criação de hábitos saudáveis e o respeito às diferentes visões dos membros. Já o segundo falou sobre os desafios de tornar sua igreja relevante para uma comunidade em fase de mudanças sociais. Uma igreja sem muitos recursos financeiros, mas plena e conectada socialmente.

    Por último, mas não menos importante, o Pr. Luciano Garcia falou sobre os direitos e obrigações legais que permeiam o universo eclesiástico brasileiro. Esclareceu dúvidas sobre os aspectos contábeis e patrimoniais, as tributações e a remuneração pastoral.

    O Beginners é uma realização importante para o campo carioca. Sua concepção é explicada pelo diretor-geral da CBC, Pr. Nilton Antonio de Souza: “Alguém já disse que entre o passado – onde estão as nossas recordações – e o futuro – onde estão as nossas esperanças – existe o presente – onde estão as nossas responsabilidades. Então nós queremos que o obreiro que está começando priorize pelo menos quatros ‘Cs’: priorize o seu Caráter, seu Coração, cuide bem de sua Competência e da Combinação, que nós chamamos de relacionamento”. Segundo ele, o desejo da CBC é que seus obreiros comecem e terminem bem com suas famílias, ministérios e, sobretudo, com Deus.

    Agradecimentos
    Para Flávio Pereira, pastor-presidente da IB de Abolição, o Beginners é a concretização de um sonho. “Como pastor jovem, sempre tive a necessidade e busquei em outros lugares a possibilidade de capacitação. Agora, com a Convenção Batista Carioca oferecendo esse curso a pastores novos do nosso campo, com a presença também do pastor Josué Campanhã, que é uma referência na área, foi tudo de bom. Quero convidar a todos que não estiveram nesta edição a estarem conosco no próximo porque é tempo de capacitação”.

    Emilson Nunes, pastor na PIB no Caju, afirmou que o congresso superou suas expectativas. “Eu vim com uma expectativa e esse evento ultrapassou! O que estou aprendendo aqui, mais sobre o servir, é uma coisa que também tenho trabalhado com a igreja local. Tem sido muito bom ouvir os testemunhos dos pastores, conhecer seus ministérios e ver o que Deus tem feito na vida deles. Quero agradecer à Convenção Batista Carioca por esse convite”.

    Beginners em imagens

  • Para falar do Evangelho e vivê-lo hoje – parte 1

    Para falar do Evangelho e vivê-lo hoje – parte 1

    Pastor José Carlos Torres

    Hoje e em mais quatro breves reflexões vou conversar com vocês sobre alguns assuntos que avalio como de fundamental importância para a formação de cada um de nós, como servos de Cristo, e para contribuir na restauração da relevância da pregação cristã. Nesta primeira reflexão, tomo como referência o texto de Paulo, no capítulo 12 da carta aos Romanos, versos 1 e 2:
    “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que possais experimentar qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

    Começo destacando dois grandes males que muito prejudicam a vida da igreja e, assim, dos cristãos deste nosso tempo: a defasagem e a imprecisão linguísticas, e a indefinição conceitual.
    Para enfrentar a realidade da defasagem e da imprecisão linguísticas que geram a obsolescência do discurso cristão hoje e dificultam sua compreensão, não basta tentar traduzir a Bíblia para a linguagem de hoje. É necessário, também, livrar-nos da pesada carga cultural de conceitos que não servem à boa comunicação do evangelho e, até mesmo, se constituem em duros empecilhos para o entendimento de algumas verdades bíblicas muitíssimo importantes para a compreensão dos ensinos de Jesus e a consequente prática dos mesmos. Vejamos dois exemplos disso.

    O primeiro, estampado na ênfase que ainda se faz na mudança de coração que o crente deve experimentar, sem qualquer consideração à compreensão da fisiologia humana que hoje temos e das funções que coração e cérebro desempenham em nossos corpos e em toda a nossa vida. Hoje, sabe-se sobejamente que coração não pensa, não sente, não é sede de atitudes, não tem vontade, não é sede da memória e não pensa. Se assim é, como mudar o coração, de tal maneira que uma vida seja transformada?

    Vidas não são transformadas mudando corações, mas mudando mentes (isso é coisa que se dá no nosso cérebro), isto é, pensamentos, atitudes e comportamentos, e estes, não por mimetismo ou por imitação, mas pela expressão do que verdadeiramente se é como pessoa.

    Só há uma forma de mudar o coração de uma pessoa, e esta acontece através de um transplante, resultante de uma cirurgia, e isso não leva a mudar a sua vida. O transplantado continua a ser a pessoa que era antes, sem maiores transformações que os benefícios e limitações que alcançam a todos os que passam por este tipo de cirurgia.

    Hoje, sabe-se que as grandes mudanças que ocorrem na vida de qualquer ser humano, em qualquer lugar do mundo, dão-se através da mudança da sua mente e dos pensamentos centrais e seminais que a ela dão forma. Foi esta compreensão que levou o apóstolo a dizer, em Romanos 12:2, aqui numa tradução livre: “Busquem todos vocês a transformação das suas mentes, para que vocês possam discernir e experimentar vivencialmente toda a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

    Em tese, o apóstolo propõe que permitamos que o Espírito Santo (e aí está o que somente o Espírito pode fazer) vá formando em nós uma nova mentalidade, “a mente de Cristo”, como Paulo a chama, e extirpando de nós tudo aquilo que, da nossa mente formada segundo os padrões do nosso mundo e sua cultura, não se harmoniza com o evangelho e nos impede de ser e viver como cristãos genuínos, e nos conduz a viver segundo a mente formada pelo mundo, isto é, pela cultura da sociedade em que vivemos.

    É na mente, onde se dá a grande batalha entre evangelho e cultura, entre a vontade de Deus e o pecado, Esta compreensão nos leva também a um novo entendimento do caminho que o salmista propõe a si mesmo para viver segundo a vontade de Deus, dizendo: “Escondi a tua palavra em minha mente, para eu não pecar contra ti, ó Deus.” É na mente do novo convertido que se decide se Jesus é o Senhor da sua vida, ou se o mundo e sua cultura continuam reinando sobre ele.

    Por isso, é urgente e vital a compreensão desta realidade e com ela, a construção de novas formulações conceituais (especialmente na área da antropologia teológica) e, simultaneamente, uma nova proposta de educação cristã afinada com esta realidade e com as exigências deste novo tempo que estamos vivendo.

    O segundo exemplo de defasagem e imprecisão linguísticas está no inapropriado, equivocado e prejudicial uso da imagem do templo como identificador da igreja, mas este será o nosso assunto na segunda reflexão desta série, a ser postada na próxima semana.

    Continua…

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  • A filosofia e a existência de Deus

    A filosofia e a existência de Deus

    Foi defendendo a existência de Deus que Francisco de Assis Mariano foi aprovado no curso de mestrado em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba. “Argumento Moral a favor da Existência de Deus” foi o tema escolhido por ele.

    Assis, como é conhecido pelos amigos, havia feito a seguinte declaração em seu perfil no Facebook: “Vou defender a existência de Deus, usando a moralidade humana objetiva como evidência, através das ferramentas da filosofia analítica (Lógica, Informação e Linguística)”.

    Ele, que é cristão, afirmou que a tese foi baseada na fé e que a filosofia não é contrária À existência de Deus. Segundo ele, há uma rica interação entre o conhecimento filosófico e Deus. A falsa fama da filosofia que vai contra o pensamento da existência do Criador tem a ver com a forma como os filósofos vinham sendo educados, numa época onde só se poderia estudar assuntos que pudessem ser verificados pela ciência.

    “Se Deus não existe, valores e deveres morais objetivos não existem”; “Valores e deveres morais objetivos existem”; “Deus existe”. Estes foram os três pontos que fundamentaram a tese de Assis. Ele afirma ainda que a defesa pela existência de Deus no meio filosófico não é novidade em outros países, mas que, no Brasil, esta separação (filosofia/Deus) ainda é marcante, especialmente nas universidades públicas.