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  • Missões e esporte

    Missões e esporte

    A Barra da Tijuca é um dos pontos de concentração do Movimento Braços Abertos (MBA). Com o Parque Olímpico do bairro, é possível alcançar muitas vidas com o evangelho. As ações acontecem quase que diariamente, com apresentações artísticas, esportivas e abordagens diretas.

    Na sexta-feira e sábado, dias 12 e 13, além das ações de evangelização, aconteceu a Conferência Missões e Esporte, na Primeira Igreja Batista da Barra da Tijuca. O evento foi uma realização da Convenção Batista Carioca, em parceria com os Atletas de Cristo e o MBA. Momentos de adoração, treinamento e prática, testemunhos de atletas e mensagens focadas nas necessidades de evangelização do Brasil e do mundo, com ênfase na utilização da linguagem esportiva.

    Uma das atletas que testemunharam no evento foi a Ciça Maia, um ícone do Karatê que coleciona vitórias em três Campeonatos Mundiais, quatro Jogos Pan-Americanos, cinco Campeonatos Sul-Americanos, 20 Campeonatos Estaduais e 20 Campeonatos Brasileiros.

    A atleta lembrou o período de sua conversão e a carência emocional que tinha. “Meu conceito sobre amor e sentimentos era muito diferente do verdadeiro amor. Por isso namorei muitos rapazes, na busca por ser amada e aceita. Foi quando um dia, mergulhada em meio a muitos problemas pessoais e drogas, fui apresentada a Jesus. Um amigo da família me convidou para participar de uma reunião de jovens na igreja. Em janeiro de 1991 entrei pela primeira vez em uma igreja evangélica. Aos poucos tive uma completa libertação quando descobri o verdadeiro amor: o amor incondicional de Deus”.

    Ciça é o que chamamos de “atleta-missionária”, falando abertamente de Cristo e preocupando-se com o bom testemunhos de suas atitudes e desempenho no esporte. Apesar da idade, possui o vigor da juventude e a certeza de que sua carreira como atleta está associada ao legado espiritual que vem desenvolvendo na nova geração de caratecas.

    Apoio local

    pastores
    (Da esq. para a dir) Pastor Ulisses Torres, coordenador de Missões Rio; Marcus Vinicius (Coordenador da ABC) ; e Pr. Hugo Sampaio (pastor de Juventude da PIB da Barra)

    O apoio da PIB da Barra ao Movimento Braços Abertos veio através do pastor de jovens e adolescentes Hugo Sampaio. Para ele, o foco missionário do movimento por si só já merece apoio e, além disso, a presença da igreja local é um facilitador ao processo de discipulado dos novos crentes que surgirão como resultado dessa operação. “Sinalizar um local para o crescimento e convívio das pessoas que querem caminhar no evangelho é super válido. Eles acabam encontrando e tendo a PIB da Barra como referência”, afirma.

    Ele lembra ainda que a igreja também acredita na força do esporte como ferramenta de evangelização. Apesar de não existir um ministério esportivo específico, a PIB da Barra realiza jogos semanais de futebol com jovens e adultos. E isso já tem gerado resultados. “Esse grupo já está gerando algum relacionamento com a comunidade. Novas pessoas começam a vir por conta do futebol. O pai já traz o filho e aos poucos eles começam a se incluir no convívio da igreja. As bases estão sendo firmadas e é um pouquinho do que o esporte agrega na evangelização”.

    José Maria de Souza, pastor titular da PIB da Barra, acredita que “toda a semente semeada certamente tem a probabilidade de produzir frutos, mas, sem semearmos, nada podemos colher”. Durante a conferência missionária, ele intercedeu por esta mobilização que seguirá até o final das Olimpíadas: “Que os gestos produzam resultados de amor e graça na vida das pessoas. Que Deus utilize cada experiência, cada convite, cada sorriso, cada aperto de mão, cada folheto… e que cada um tenha uma grande experiência com o Senhor e que, através deles, haja salvação e reconciliação. E que Deus utilize isso para a glória e honra de seu nome”.

    Foco em ganhar vidas
    Rosana Bernardino, da IB Central em SJ de Meriti, aceitou um convite de última hora para a participação no Movimento Braços Abertos. Na Praça do Ó encontrou vidas destruídas pelas drogas e as enxergou como alvos do amor de Deus. “Eu estava com uma roupa bastante atrativa para crianças, mas, quando vimos adolescentes usuários de drogas e percebemos que estavam ali para vender, tivemos a iniciativa de ir até eles”, lembrou a voluntária.

    Sem temor, ela, acompanhada da missionária Marilena Ribeiro (Capelania Prisional – Missões Rio), compartilhou o plano de salvação e, para sua surpresa, todos os cinco adolescentes aceitaram a Cristo como Senhor de suas vidas. “Foi um momento muito edificante. Se tivesse que vir aqui apenas para isso, para falar com aqueles adolescentes, já teria valido a pena. Foi impactante vê-los se rendendo aos pés do senhor Jesus”.

    Você também pode participar das ações de evangelização do MBA. Acesse o site www.mba2016.com.br ou acompanhe as informações divulgadas pela fanpage facebook.com/movimentobracosabertos para descobrir os pontos de evangelização e os horários das saídas de voluntários.

  • Movimento Braços Abertos

    Movimento Braços Abertos

    O ano de 2016 traz grandes acontecimentos para a cidade do Rio de Janeiro. Os Jogos Olímpicos, um dos mais importantes eventos esportivos do mundo, trará à Cidade Maravilhosa atletas e torcedores de várias nacionalidades. Maior oportunidade para a evangelização do mundo não há. Por isso, um esforço missionário tem surgido nos últimos meses, fruto da unidade dos evangélicos. Esse movimento de evangelização está sendo chamado de Movimento Braços Abertos e conta com o apoio do departamento de Missões da Convenção Batista Carioca (CBC).

    O pastor Ulisses Torres, que coordena os projetos missionários da CBC, tem cuidado para que essa rede de relacionamentos interdenominacional e transcultural flua de maneira otimizada. Abaixo ele explica como surgiu o Movimento Braços Abertos, seus objetivos e como igrejas e voluntários podem se engajar nessa proposta.

    Pr. Ulisses Torres, coord. de Missões da CBC
    Pr. Ulisses Torres, coord. de Missões da CBC

    Como surgiu o movimento Braços Abertos?
    O movimento Braços Abertos surge da ideia de fazermos um esforço evangelístico das igrejas e denominações e também agências missionárias que estão no Rio de Janeiro para pregar o evangelho através dos grandes eventos esportivos. Ele surge desse desejo em conjunto. A gente entendeu que juntos podemos ter um efeito muito maior na pregação do evangelho. Por isso o nome é Braços Abertos. Estamos de braços abertos para o perdido, para os voluntários que estão na nossa região ou de todo o Brasil e de braços abertos para os voluntários que vêm de fora do país para pregarmos o evangelho.

    Além da divulgação do Reino, que benefícios as igrejas do Rio podem obter com a participação no movimento?
    O objetivo final é fortalecer a igreja local aqui no Rio de Janeiro, mas como vamos fazer isso? Evangelizando e discipulando. Mas não vamos evangelizar só pessoas que moram no Rio de Janeiro, mas todo o mundo. O mundo vai passar pelo Rio de Janeiro, pessoas que têm outras experiências religiosas vão estar aqui e Deus está permitindo que a gente pregue o evangelho independente das nações de onde elas vieram ou do credo.

    “O maior legado que deixaremos não é a evangelização em massa, 
    mas pessoas que entenderam a beleza da causa do mestre e irão
    se engajar localmente numa igreja próxima de sua casa.”

     

     

    Como a CBC tem servido a Deus no desafio proposto pelo Braços Abertos?
    A Convenção Batista Carioca tem um papel fundamental de network. A gente está gerando relacionamento, mas não apenas isso. Hoje os nossos missionários e a estrutura da Convenção estão servindo a esse movimento com aquilo que ela tem de melhor. Porque as igrejas batistas do campo carioca têm o desejo de evangelizar, de servir e de cooperar. Então a CBC tem sido catalizadora dessas agências e a gente tem facilitado o relacionamento e ajudado na liderança desse movimento.

    E como as pessoas e igrejas podem participar dessa proposta?
    Pra participar, você precisar acessar o site www.mba2016.com.br . Você terá todas as informações! Inclusive, todo mês a gente está se reunindo para orar em alguma igreja na cidade do Rio de Janeiro. Começamos às 22h e vamos até às 6h para buscar a orientação do Senhor. Como você vai saber onde vai ser a próxima vigília? Entrando no site. Como vai saber como participar como intérprete, pregando o evangelho, recebendo pessoas em sua casa ou na igreja? No site.

    É possível ver Deus trabalhando nos corações para que a unidade seja a chave da conquista da cidade para Cristo. O que você acha?
    A beleza desse movimento surge do desejo de servir. Igrejas e agências missionárias têm desejado servir juntas. Isso é muito legal porque a gente pode sentar numa mesa com a Jocum, com as igrejas batistas, com a Sara Nossa Terra, com o Exército da Salvação, com a Coalização Brasileira de Esportes, com as juntas missionárias, com os Atletas de Cristo, Atletas em Missão, Christian Scape, Conexão em Campo, agências internacionais… sentamos à mesa e discutimos como podemos servir a Deus e às igrejas aqui no Rio de Janeiro. Isso tem sido maravilhoso porque temos percebido o mover de Deus no desejo de servir. Você vai perceber que esse movimento é feito por pessoas que querem pregar o evangelho e que tem o desejo de servir. Então todos trabalhamos juntos e temos a filosofia da cooperação. Então a pergunta que se faz é “onde minha agência ou igreja podem servir a Deus nesse projeto?”.

    Deixe uma palavra final aos leitores dessa entrevista.
    Pessoas de outras nações estão entrando em contato com a gente e fazendo a mesma pergunta: “Como podemos servir a Deus e a vocês nesse movimento? ”. Quem sabe sua igreja não pode nos ajudar a hospedar essas pessoas que vêm de tão longe para nos apoiar? Ou também enviar voluntários da própria igreja para pregar o evangelho em certas áreas dos jogos? O maior legado que deixaremos não é a evangelização em massa, mas pessoas que entenderam a beleza da causa do mestre e irão se engajar localmente numa igreja próxima de sua casa.