Tag: capelania esportiva

  • Vidas alcançadas através do Esporte

    Vidas alcançadas através do Esporte

    Diante das diversas formas de propagação do evangelho de Cristo no Rio de Janeiro, um dos meios utilizados por Missões Rio é o esporte. Com o objetivo de fornecer acesso a práticas esportivas, a Missão Esportiva, coordenada pelo pastor Ulisses Torres, busca apoio das igrejas locais para que este trabalho se torne mais abrangente na cidade.

    Os ministérios esportivos das igrejas locais, que contam com o apoio de Missões Rio, estão sendo associados ao Circuito Carioca de Qualidade de Vida (CCQV) – um projeto abrangente que une formação de liderança, capelania e evangelização através do esporte. A Igreja Batista Jardim Novo Realengo é uma dessas igrejas que se tornaram parceiras do CCQV. Há alguns meses vem desenvolvendo a prática do Jiu-Jitsu e pregando valores cristãos para a comunidade onde está inserida.

    Walter Davi, professor de Jiu-Jitsu que também exerce atividades de capelania na IB Jardim Novo Realengo, afirma que o esporte é uma ferramenta poderosa de evangelização para um grupo específico de pessoas. “As pessoas não entrariam na igreja para assistir a um culto, mas, através do esporte, elas vêm para buscar uma atividade física e a gente pode levar a palavra de Deus”, contou. Todas as atividades realizadas pelos missionários e voluntários engajados nessa causa tem propósito ministerial com foco no evangelismo da comunidade envolvida, e nisso consiste todo esforço dedicado a essa missão.

    O projeto esportivo também promove a reconciliação de vidas, como foi o caso do aluno Rodrigo Oliveira. Ele lembrou que estava afastado do evangelho quando recebeu o convite para praticar o Jiu-Jitsu na igreja. Na medida em que foi se desenvolvendo, viu reascender em seu coração o amor de Cristo. “Este projeto está sendo uma bênção em minha vida. Está me ajudando a retornar para Deus”, afirmou.

    O pastor da igreja, Leonardo Matias, conta que os resultados positivos já podem ser observados: “Além da prática esportiva, o evangelho tem sido pregado e as crianças têm absorvido o evangelho com muita naturalidade. Elas têm recebido a semente da palavra de Deus, e certamente isso já tem feito um grande diferencial na vida delas”. Ele ainda afirmou que, hoje, a Capelania Esportiva é muito relevante para a sua comunidade de fé e para a comunidade do entorno.

    Muitas vidas podem ser alcançadas mediante este trabalho, portanto é necessário que haja envolvimento e comprometimento de mais igrejas e pessoas, para que os projetos cheguem a outros bairros fornecendo acesso ao esporte e propagando o evangelho.

    Para participar da rede de ministérios esportivos CCQV (Circuito Carioca de Qualidade de Vida), entre em contato com Missões Rio, pelo e-mail missaoesportiva@batistacarioca.com.br ou pelo telefone da Convenção Batista Carioca (21) 2569-0988 (peça para transferir para o departamento Missões Rio).

  • Fazendo a diferença através do judô

    Fazendo a diferença através do judô

    Já dissemos em outra postagem que o Circuito Carioca de Qualidade de Vida (CCQV) é uma rede de parcerias que conecta ministérios esportivos das igrejas batistas, oportunizando a troca de informações e treinamentos de liderança a partir de uma metodologia missionária. Além de detalhar o CCQV, a postagem apresentou um projeto de futebol que tem sido um farol de Deus para crianças socialmente vulneráveis. Agora, queremos dar sequência à amostra de parceiros do Circuito Carioca de Qualidade de Vida, entrevistando Marcello Nóbrega, o responsável por um trabalho que já conta com cinco filiais, sendo quatro em diferentes bairros do Rio de Janeiro e uma na Baixada Fluminense. Apresentamos a você o Judô Nintai.

    Quem é Marcello Nóbrega e como surgiu sua paixão pelo esporte?
    Sou batista, diácono da Igreja Comunidade Batista Vida e casado com a Rosana. Tenho 53 anos, sou natural do Rio de janeiro, faixa preta 3º DAN de judô, árbitro nacional pela Confederação Brasileira de Judô e formando em Educação Física pela Faculdade Celso Lisboa (3º período). Minha paixão vem desde os 10 anos de idade, quando iniciei no judô. Porém, devido a dificuldades, meus pais precisaram me tirar das aulas. Anos depois, em 1999, coloquei meus filhos no judô e o professor deles, ao saber que eu já havia praticado, me convidou para retornar aos treinos. Então, aos 34 anos, voltei a treinar e não parei mais.

    Qual foi sua motivação para desenvolver um ministério esportivo?
    Após minha conversão, em 2009, senti a necessidade por estímulo do pastor Ulisses Torres – que ainda era seminarista – a utilizar o judô como meio de evangelização e discipulado.

    Marcello com alunos de Belford Roxo

    Onde o projeto de judô está instalado e como você descreveria a realidade social dessa região?
    Temos diversos polos em funcionamento:

    1) Oswaldo Cruz
    Funciona na Primeira Igreja Batista de Oswaldo Cruz, com aulas acontecendo às terças e quintas. A realidade das crianças é bem favorável. Elas são acompanhados pelos pais durante os treinos, pois não é uma região de crianças carentes.
    Estamos nesse trabalho desde 2011.

    2) Acarí
    Funciona na Congregação Batista de Acari, filha da Igreja Batista Dona Marta. As aulas acontecem todas as segundas-feiras.
    Por se tratar de uma comunidade carente, a realidade é diferente. As crianças não contam com a companhia dos pais, muitas são criadas pelas mães e não possuem condições de adquirir quimonos para treinar. Estamos nesse trabalho desde 2017.

    3) Rocha
    Funciona na Igreja Batista do Rocha e as aulas acontecem às terças e quintas. Atendemos crianças de uma realidade bem complicada, incluindo moradores de uma região de invasão chamada de Bairro Carioca e das redondezas de Triagem. São crianças que vêm direto da rua para os treinos. Elas não vêm acompanhadas pelos pais, pois muitos dos responsáveis estão pela cidade, catando material para reciclagem. Estamos nesse trabalho desde 2017.

    4) Colégio
    Funciona na Congregação Família Betel, filha da Comunidade Batista Vida. As aulas acontecem todas as quartas-feiras.
    A realidade é semelhante a das crianças do Rocha. O pastor da congregação tem que, na maioria das vezes, buscar as crianças na comunidade. São crianças que, quando não estão na escola, ficam nas ruas. Essas também não têm condições de comprar os kimonos para os treinos. Estamos nesse trabalho desde 2018.

    5) Belford Roxo
    Funciona na Terceira Igreja Batista de Areia Branca. As aulas acontecem todas as sextas-feiras.
    A realidade é semelhante a das crianças de Oswaldo Cruz, uma vez que não moram dentro de uma comunidade carente. Os pais vêm aos treinos acompanhando os filhos e, na sua maioria, conseguem adquirir seus kimonos para o treino. Estamos nesse trabalho desde 2018.

    Como você conheceu a proposta esportiva de Missões Rio e por que decidiu participar dessa parceria?
    Sou ovelha do pastor Ulisses, que é capelão esportivo de Missões Rio. Assim, fui convidado para essa parceria, uma vez que já tenho um trabalho em andamento.

    Crianças de Acari aprendem os primeiros passos do Judô

    Quantas pessoas são beneficiadas pelo seu trabalho e que tipo de transformação você espera ver nelas?
    Atendemos em média 80 crianças. Queremos dar esperança a essas crianças. Mostrar que são capazes de realizar seus projetos de vida, por meio da proclamação do evangelho, por meio do esporte como ferramenta de desenvolvimento de saúde, desenvolvimento da autoestima, por exemplo… Sem falar em ganhos cognitivos, socialização e valores morais e éticos, fundamentais para o desenvolvimento humano.

    Quais as maiores dificuldades enfrentadas pelo seu ministério?
    Por vezes, necessitamos de um suporte de pessoas da igreja local para dar continuidade ao trabalho depois dos treinos. No sentido de criar uma relação com os alunos para, dessa forma, trazer tanto a criança como a sua família ao convívio da Igreja.

    Além disso, temos como necessidades o sustento missionário, kimonos para as crianças que não podem adquirir, ajuda de custo para inscrever alunos em competições para o seu pleno desenvolvimento enquanto atleta e para dar testemunho ao trabalho que realizamos com essas crianças. Por fim, em alguns polos, como Acari e Belford Roxo, temos a necessidade de tatames.

  • Equipe da CBC adquire experiência em eventos esportivos

    11219623_10203194207536261_5665962726734859225_nComeça nesta sexta-feira os jogos Pan-Americanos do Canadá. Neste ano, o maior evento esportivo das Américas conta com a participação de 6 mil atletas e 41 nacionalidades, disputando pódio em 36 modalidades esportivas. Como vem acontecendo há alguns anos, durante os jogos, igrejas se reúnem para proclamar a mensagem cristã por meio da ação de voluntários. Uma equipe de missionários da Convenção Batista Carioca também se faz presente nesta ocasião, somando ao grupo de 44 brasileiros que foram a Toronto (cidade-sede dos jogos) para evangelizar.

    A caravana de brasileiros conta com a coordenação da ONG Conexão Voluntários, liderada pelo Pr. marcos Grava. Em parceria com a organização More the Gold (Mais que ouro), levam o amor de Cristo a atletas e seus familiares, profissionais envolvidos com os jogos, voluntários, moradores e turistas. Com relação à CBC, o objetivo é observar e aprender com grupos mais experientes como a igreja carioca pode evangelizar e servir durante os Jogos Olímpicos 2016. ” Nossa expectativa é voltar com bastante conteúdo para somar com o Movimento Braços Abertos 2016 (www.mba2016.com.br) e evangelizar o mundo todo sem sair da nossa cidade”, afirma o coordenador de Missões Rio, pr. Ulisses Torres. Junto a ele estão a missionária Francine Oliveira e o pastor da congregação Estrela de Ouro (no Morro dos Macacos), Vagner Carlos.

    A abertura oficial dos Jogos Pan-Americanos acontece nesta sexta-feira, mas na última terça-feira (7) equipes brasileiras masculina e feminina de pólo aquático enfrentaram os canadenses. Enquanto elas empataram com um placar de 7 a 7, eles ganharam por 11 a 9.

    O Brasil vai participar dos jogos com uma delegação de 600 atletas. É a segunda maior participação brasileira em Pan-Americanos, perdendo apenas para os Jogos feitos no Rio de Janeiro, em 2007, que chegou a reunir 670 atletas.