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  • A missão de levar esperança aos marinheiros

    A missão de levar esperança aos marinheiros

    Certa vez, enquanto um missionário visitava um navio vietnamita, um marinheiro veio até ele e perguntou: “Lembra-se de mim, capelão?”. Antes que pudesse responder, o marinheiro continuou: “Pastor, espere um minuto. Eu vou à minha cabine e já volto”. Minutos depois ele retornou com uma bíblia que trazia uma dedicatória do capelão, que dizia: “Que Jesus esteja sempre nas tuas palavras”.

    A data da dedicatória era de seis anos atrás, ocasião em que o marinheiro havia participado de seu primeiro culto na zona portuária do Rio. O marinheiro contou que ele e sua família haviam se convertido e viviam em Ho Chi Minh, no Vietnã.

    O testemunho acima exemplifica a importância das ações realizadas pela Convenção Batista Carioca através de seu departamento de Missões. O caso específico é fruto do ministério de Capelania Portuária, que há anos alcança pessoas de várias partes do mundo, marinheiros que estão longe de seu lar e que, muitas vezes, estão de corações abertos para palavras de esperança.

    Pr. Bahman em ação no porto do Rio
    Pr. Bahman (de costas) em ação no porto do Rio

    Além do pastor Bahman Amirazodi, o capelão da história acima, a equipe de missionários portuários da CBC é formada por Regina Borges de Paula e Gilvan da Cunha Silva. O trio oferece cuidados e serviços pastorais aos tripulantes a bordo dos navios, tais como: aconselhamentos, realização de cultos e distribuição de bíblias e outras literaturas; transporte de ida e volta ao porto, apoio na comunicação com familiares por meio de telefone, correio e internet móvel; visitação aos marinheiros presos ou hospitalizados; e provisão de roupas e alimento, quando necessário.

    “Eles só passam de três a quatro meses em casa. Na outra parte do tempo estão navegando”, conta a missionária Regina. Segundo ela, a grande necessidade desses marinheiros é fazer contato com suas famílias e foi essa a abertura que o projeto encontrou para focar sua atuação. “Então quando eles chegam ao porto, nós entramos no navio e oferecemos o sinal de wifi gratuito a bordo do navio. Eles vêm. Trazem seus equipamentos e podem falar com seus familiares. A CBC em parceria com a Saylor Society, possui veículos para realizar o transporte desses marinheiros. É uma oportunidade fantástica para, estando em terra, ter contato com outras pessoas”, explica a missionária.

    Apesar da estrutura com a qual o projeto conta, o grande desafio continua sendo a participação de voluntários que possam somar ao grupo para que mais marinheiros sejam alcançados. Atualmente, cerca de 4.900 embarcações passam anualmente pela zona portuária do Rio. Para dar conta desse índice, é preciso um grande esforço missionário. Quem comenta sobre esse desafio é o pastor Bahman: “O trabalho de voluntariado é muito importante e o conhecimento de língua inglesa é a base para se comunicar com os marinheiros. A maioria deles fala inglês e os voluntários precisam desse conhecimento. Por isso temos tanta limitação na área de voluntariado. Precisamos que aqueles que falem essa língua se apresentem”.

    Para se voluntariar ao trabalho de capelania portuária, é preciso entrar em contato através do e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br , informando seu desejo em participar deste projeto.