Tag: convenção batista carioca

  • Nasce a 528ª igreja da CBC

    Nasce a 528ª igreja da CBC

    Nasceu, no início de julho, a Segunda Igreja Batista na Vila Pinheiro. Liderada pelo pastor Helton Barbosa Diniz, a recém-fundada igreja conta com 26 membros e se torna a 528ª igreja filiada da Convenção Batista Carioca.

    A SIB na Vila Pinheiro é fruto do trabalho de evangelização e discipulado realizado pela PIB na Vila Pinheiro. Parabenizamos a todos e rogamos a Deus que este trabalho continue frutificando para a glória dEle.

  • teste de form

    [contact-form-7 id=”53950″ title=”Congresso de Educação 2022″]

  • Abertas as inscrições para o Congresso de Princípios Batistas

    Abertas as inscrições para o Congresso de Princípios Batistas

    O Congresso de Princípios Batistas é uma programação muito especial, pensada em você que deseja conhecer um pouco mais sobre as raízes da nossa denominação. Há muito tempo a CBC sonhava em realizar este evento, que vem não apenas reforçar nossa identidade, mas trazer ao centro de discussão os quatro princípios que nos diferenciam de outros grupos religiosos.

    Portanto, nos dias 5 a 7 de setembro, na Primeira Igreja Batista em Bangu, estaremos juntos, recebendo informações históricas e dialogando sobre os seguintes assuntos: a ordem democrática; a autonomia das igrejas locais, a liberdade religiosa e a separação entre igrejas e Estado.

    Então não perca tempo! As inscrições já estão abertas e você poderá garantir sua vaga, acessando www.batistacarioca.com.br/congressodeprincipiosbatistas

    Detalhes da Programação:

    5 e 6/09 (Noite)
    7/09 (Manhã)

    Local:
    PIB em Bangu – R. Silva Cardoso, 299 – Bangu

  • A ação do Espírito que gera intrepidez, cooperação e transformação

    A ação do Espírito que gera intrepidez, cooperação e transformação

    Atos 4

    A ação do Espírito gera intrepidez

    O texto de Atos 4 descreve a ação da igreja cheia do Espírito Santo, que com intrepidez anunciava o evangelho, curava os enfermos e, além disso, tinham tudo em comum e ninguém tinha falta de coisa alguma. Quando eu penso nesta sequência de ações, logo me vem à mente uma série de explicações teológicas e racionais para este compartilhar de recursos materiais, li alguns textos de comentaristas e pregações de teólogos famosos sobre este tema, mas o que mais me prende a atenção é perceber o Espírito Santo movendo corações para este compartilhar. Que intrepidez desta igreja!

    A ação do Espírito gera a cooperação

    Certamente, aqueles irmãos perceberam que estavam sob a proteção especial de Deus. O mesmo Deus que fez o mundo, que tinha falado pelos profetas, era o Pai de Jesus, agora estava com eles em todo o tempo. Talvez, eles imaginassem que mais milagres de cura promoveriam mais a causa do evangelho, mas, mesmo que não tenham percebido isso naquela época, sua unidade, amor, esperança, vontade de compartilhar seus bens, juntamente com sua intrépida influência, foram seus argumentos mais potentes. A ação do Espírito que gerou esta cooperação incomum, foi capaz de impactar desde os mais simples até mais os poderosos daquela sociedade. Talvez até mais do que outros milagres.

    A ação do Espírito gera a transformação

    A mesma ação do Espírito que gerou na igreja a intrepidez e a cooperação, gerou a transformação de vida de muitos, a começar pelos membros da igreja, e impactou toda aquela sociedade. Imagine o poder que esta ação pode ter hoje! Quanto este agir do Espírito pode transformar vidas na sociedade atual!

    O texto nos leva a concluir que aqueles irmãos tinham a consciência de que era a mão de Deus que estava realizando tudo, embora suas mãos fossem o canal imediato de suas operações beneficentes.

    Oremos por esta ação do Espírito hoje e que gere este impacto em nós e através de nós!

    Pr. Maurício Porto
    Rede Sul – PIB Urca

  • A capitalidade do Rio

    A capitalidade do Rio

    “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa”. (Mt 5:15).

    Brasília pode ser a nossa capital administrativa. São Paulo, por sua vez, pode ser o lugar que movimenta a nossa economia. Contudo, no Brasil, somente o Rio de Janeiro pode ser reconhecido como uma cidade com “capitalidade”.

    Você sabe o que é “capitalidade”? O italiano Giulio Carlo Argan, em seu livro A Europa das Capitais, disse que cidades capitais são aquelas que foram vocacionadas como o coração e o cérebro de seus países. Em sua perspectiva, elas possuem três características singulares: pluralidade, visibilidade e vanguarda. Em outras palavras, uma cidade com capitalidade é multifacetada. É o cartão postal do seu país. É o eixo que irradia as principais mudanças políticas e culturais da nação. Sim! O Rio de Janeiro é uma cidade capital.

    Em nosso distrito temos múltiplas realidades. Afinal, todo carioca sabe que o Rio do Jacarezinho é um e o Rio do Leblon é outro. Além disso, somos a vitrine do Brasil. Toda vez que o nosso país é citado no exterior, as primeiras imagens projetadas sempre são o Cristo Redentor, Arcos da Lapa e Pão de Açúcar. Enfim, somos uma cidade vanguardista. O Rio de Janeiro é um centro de irradiação. Fomos a capital na colônia, no império e na república. Historicamente, tudo que ocorre no país, ou começa ou passa por aqui.

    Tudo isso me faz pensar que não somos uma cidade qualquer. Somos a vitrine do Brasil. Em linhas gerais, toda vez que me pego pensando acerca destas coisas me pergunto: “Quais seriam as dimensões de um avivamento genuíno no Rio de Janeiro?”; “Onde nossas igrejas poderiam chegar se amassem a missão e os perdidos que se encontram nas ruas cariocas?” Deus possui um sonho para a nossa cidade. Repito! Somos a vitrine do Brasil. Somos o coração do nosso país! Que a Luz que um dia nos alcançou irradie as trevas da nossa nação. Amém.

    Pr. Ramon Oliveira
    Pastor de Jovens e Adolescentes na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (PIBRJ); Professor Tutor no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB); Segundo Presidente da Convenção Batista Carioca (CBC).

  • Estamos numa jornada de cooperação

    Estamos numa jornada de cooperação

    BATISTAS CARIOCAS! PEÇAMOS QUE DEUS POSSA IR À NOSSA FRENTE PARA QUE, “UNIDOS, GEREMOS VIDAS”!

    “Eu irei adiante de você e aplainarei montes; derrubarei portas de bronze e romperei trancas de ferro. Darei a você os tesouros das trevas, riquezas armazenadas em locais secretos, para que você saiba que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que o convoca pelo nome.” Is 45.2 e 3.

    Neste mês de julho, estamos em uma plena Jornada de Oração, em prol do povo carioca, incluindo nesse povo, todos os batistas cariocas, nossas igrejas e a Campanha de Missões Rio! Participe! Acesse o site missoesrio.com.br para ter acesso aos pedidos de oração. Se desejar orar conosco, em nossa sala Zoom, acesse batistacarioca.com.br/saladeoracao .

    JESUS, vendo as multidões que andavam desgarradas e errantes como ovelhas que não têm pastor, sua primeira iniciativa foi pedir aos seus discípulos que rogassem ao Senhor da seara para que enviasse mais ceifeiros para a sua seara (Mt 9.37-38). A primeira ação dos discípulos seria orar. Em Jerusalém (At 4.32,33), falam que “Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham. Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus, e grandiosa graça estava sobre todos eles”.

    Em Antioquia (At 13.1), a igreja orava quando o Espírito Santo mandou que separasse Paulo e Barnabé para a obra missionária. A oração não é apenas o invólucro da obra missionária, mas é seu recheio. Missões sem oração, é como celebrar um aniversário sem o aniversariante! É fazer a obra de Deus no poder do homem e na força humana! Quando o crente trabalha, colhe os frutos do seu trabalho, mas quando o crente ora, colhe os frutos do trabalho de Deus.

    Quanto temos investido em mensagens missionárias para que Deus quebrante o coração dos crentes para orar, ofertar e se colocar nas mãos do Senhor para que alcancemos os cariocas para Jesus, plantemos novas igrejas, auxiliemos as igrejas que estão em dificuldades e aumentemos o nosso investimento na obra social que os batistas cariocas realizam? O desafio maior não está na falta de pessoas para ouvir o Evangelho, mas na falta de crentes dispostos a serem usados por Deus no cumprimento da Sua Missão. É melhor não orar para Deus enviar obreiros se um ou mais desses obreiros fizerem falta em nossas famílias e igrejas! Será melhor não orar para que Deus envie mais sustento para a realização da obra se eu não estiver pronto a consagrar recursos, mensalmente, através de adoção, ou oferta missionária!

    Deus não tem mãos para abençoar, nem pés para ir, nem boca para falar e nem coração para sentir e amar, senão puder fazê-lo através da sua igreja e, por conseguinte, através de mim e de você. Que tal investirmos mais tempo na intercessão?! Oremos pelos perdidos que estão pertinho de nós (dentro de casa, vizinhos, amigos, colegas…) e pelos que estão nos hospitais, presídios, chorando seus mortos, atendidos no DEGASE, nos campos esportivos, no porto, nos ambientes estudantis e carentes de orientação para não se lançarem ao uso das drogas!

    Assuma também o compromisso de evangelizar e discipular os de perto; orar, contribuir e ir para alcançar os mais distantes. Se depender de você, conquistaremos ou não, o povo carioca para Jesus? É tempo de “Unidos, gerando vidas”. Oração e Missões: tudo a ver! Que sejamos incomodados por Deus! Ele irá a nossa frente!

    Se a igreja não tiver boletos para o envio do Plano Cooperativo, entre no site http://cbc.missoesrio.com.br/planocooperativo/ e imprima o seu boleto. Qualquer dúvida, entre em contato pelo e-mail financeiro@batistacarioca.com.br ou pelo telefone 2569-0988. Com a nova plataforma, pode-se gerar o boleto e logo pagar.

    Quanto à oferta de MISSÕES RIO OU PAM RIO, entre no site www.missoesrio.com.br e imprima o seu boleto, clicando em “Oferta Anual”, e aparecerão as demais opções para serem escolhidas. Em seguida, serão solicitados alguns dados e seu boleto logo poderá ser emitido. Caso a igreja, congregação ou algum ofertante não possua e-mail, por especial favor, entre em contato com Missões Rio pelo telefone 2569-0988 e ficaremos profundamente gratos. Neste caso, enviaremos o boleto para o seu endereço, via Correio.

    Deus a todos abençoe. Com muita oração, profunda gratidão e servindo aos que servem,

    Pr. Nilton Antonio de Souza
    Diretor Geral da CBC

  • Viva um verdadeiro Avivamento

    Viva um verdadeiro Avivamento

    No livro de Atos, o Espírito Santo governava a igreja e dirigia a estratégia de avanço missionário, definindo quem iria e para onde iria. A Igreja estava submissa ao Espírito e oferecia o melhor para ser investido na obra. Os discípulos eram cristãos cheios do Espírito, reconhecidos por todos pelo estilo de vida; não recuavam; estavam totalmente focados e comprometidos com a missão. Isso tudo gerava unidade e fortalecia o ânimo. Mesmo tendo desafios bem superiores à capacidade de realização daqueles irmãos e irmãs, eles não desistiam.

    Esse passado se faz presente também em nossos dias. Quantos missionários e missionárias têm rejeitado tantas coisas e honras para estarem em lugares pouco vistos e frequentados, ou lugares de muita tristeza, choro e lágrimas! Dificuldades e desafios da obra missionária também existem no Rio de Janeiro. Ambientes pobres e miseráveis como nunca vi em outro lugar no Brasil ou em algumas partes do mundo. Nossa Jerusalém também tem Judéias, Samarias e confins da terra. Ainda não temos investido o nosso melhor em termos de oração, vida e recursos financeiros. Cada crente precisa entender que todos somos missionários e responsáveis para o exercício da Grande Comissão.

    Ninguém, nem qualquer organização humana é capaz de produzir um avivamento. Este santo derramar do Espírito Santo é algo que só Ele pode realizar. Mas, ao estudarmos a história dos grandes avivamentos, descobrimos que há algo em comum na diversidade de todos eles, apesar de terem acontecido em meio a tantas culturas diferentes e teológicas até divergentes, a única coisa comum em todos eles, era a fome, uma santa busca de Deus que alcançou os seus ouvidos e permitiu que o derramar da graça do altíssimo se revelasse. Precisamos buscar o poderoso Deus pela fé, invocar o seu nome, pedir que nos toque com sua graça e revele a Sua glória em nós e por meio de nós! Que nestes 31 dias de oração, busquemos a face do Senhor a clamar primeiro para que ouçamos sua voz, sermos tocados pelo seu poder e termos a nossa vida transformada pelo derramar da graça do céu.

    Pr. Nilton Antonio de Souza
    Diretor Geral da CBC

  • Uma assembleia marcada pela unidade

    Uma assembleia marcada pela unidade

    Um propósito de unidade tem norteado a Convenção Batista Carioca, motivando-a a realizar, nos dias 24 a 27 de maio deste ano, na Igreja Batista em Abolição, sua 118ª Assembleia Anual. Diferente do que aconteceu nos últimos anos, quando as preocupações organizacionais tomaram o lugar da comunhão e da construção de visões importantes, o encontro teve ênfase inspirativa e, com foco no tema “Unidos, Gerando Vidas”, contou com pregações que apresentaram diferentes perspectivas acerca dessa unidade, mostrando que é possível caminhar em um só coração apesar da existente diversidade.

    Participaram como palestrantes os líderes: Pr. Rogério Rezende Alves, da IB. Jardim Santíssimo; Pr. Carlos César Peff Novaes, da IB. Barão da Taquara; Pr. Celso Ribeiro Filho, da PIB Petrópolis; Pr. Jayr dos Santos Filho, da PIB Paciência; Pr. Vitor Gonçalves Nascimento , da PIB Ramos; Irª Nancy Gonçalves Dusilek, da IB Itacuruçá; e, celebrando os 80 anos da IB Abolição, Pr. Fausto Aguiar de Vasconcelos, da IB Liberdade (SP).

    Dentre os grandes momentos dessa assembleia, a pregação do pastor Novaes mexeu de uma forma especial com os presentes e com os que assistiam à programação pela Internet. Fazendo uma exposição bíblica e histórica, ele mostrou que as igrejas do Novo Testamento são caracterizadas pela diversidade. “Não vamos encontrar um bloco formal, monolítico, no Novo Testamento. O NT é um leque aberto de diversidade de igrejas… Essa diversidade é refletida em Pedro e Paulo. Paulo parte para os gentios e Pedro teve que ser praticamente arrastado para dentro da casa de Cornélio”, comentou o pregador.

    Acerca dos batistas, ele disse ainda que a herança de uma reforma radical, do movimento inglês do século XVII, de grupos multifacetados, repercutiu numa mentalidade de convívio com a diversidade, mas que, a partir do landmarkismo do Sul dos Estados Unidos, fomos marcados por uma visão que nos isolou. “Eles criaram uma ideia de que são os únicos cristãos verdadeiros, vindo de Jerusalém até hoje. Essa arrogância, esse triunfalismo, fez com que a gente se isolasse… nos colocou dentro de uma bolha”.

    Outra participação, a do pastor Celso Ribeiro Filho, veio em tempo oportuno. Na terceira sessão, sua reflexão sobre a base da unidade foi ilustrada pela forma como as igrejas da CBC se mobilizaram em assistência à população petropolitana atingida pelas chuvas. Foi o testemunho vivo do que é possível fazer quando se caminha em visão de cooperação. “O que sensibiliza as pessoas é saber que tem gente descarregando toneladas de alimentos somente por amor. As pessoas não querem saber se a igreja tem uma banda extraordinária, jogo de luz, etc. Elas querem saber se a igreja tem um só coração. Isso faz diferença no tempo em que estamos vivendo”, disse o pastor. Essa mensagem e todas as outras estão disponíveis, na íntegra, no canal do Youtube https://www.youtube.com/c/BatistaCarioca . Vale à pena conferir.

    O ápice da mensagem de unidade, tão pregada nesta assembleia, se manifestou no lançamento da campanha de Missões Rio, que aconteceu na sétima sessão. Carregando o mesmo tema da CBC, “Unidos, Gerando Vidas”, missionários que atuam na cidade do Rio de janeiro deram seus testemunhos e mostraram que, de mãos dadas, é possível uma atuação relevante na sociedade, transformando realidades em hospitais, escolas, presídios, unidades de socioeducação, região portuária, cemitérios, através de projetos sociais como o Lar Batista do Idoso ou como o Programa Barnabé, que apoia ministérios em vulnerabilidade social. A campanha missionária acontece nos meses de junho, julho e agosto, período quando os cariocas poderão mobilizar suas igrejas.

  • Igrejas sem pastor & Igrejas com vários pastores

    Igrejas sem pastor & Igrejas com vários pastores

    Eventualmente nossa igrejas entram em processo de sucessão pastoral. É um tempo que precisa ser aproveitado para que a Igreja busque intensamente a direção de Deus sobre seu novo pastor, líder. Processos de sucessão não ungidos, manietados, conduzidos, invariavelmente trazem muita dor para os pastores escolhidos e também para a igreja. É preciso que haja um casamento entre a escolha de Deus e da Igreja.

    Nessas horas de vacância pastoral, não são todas as igrejas que contam com pastores membros no seu rol, a ponto de ajudar a liderança com o púlpito, aconselhamento e, porque não, instruindo o processo de sucessão pastoral. Além dos muitos afazeres que cada irmão e irmã da liderança tem, a ocupação de atividades pastorais costuma sobrecarregar esses queridos líderes e, não poucas vezes, precipitando o processo de sucessão. Os atalhos, a pressa, comprometem a melhor escolha, o melhor discernimento espiritual.

    Por esta razão, a Convenção Batista Carioca se propôs a ajudar as igrejas, sendo a ponte entre as que estão sem pastor e aquelas que possuem pastores no seu rol de membros. O objetivo é que as que possuem pastores no seu rol de membros, uma vez demandadas por igrejas em sucessão pastoral, forneçam uma escala de púlpito pelo tempo que a igreja sem pastor precisar.

    O que é preciso fazer? Você pastor, que possui outros colegas na membresia de sua igreja e que se dispõe a ajudar igrejas em processo de sucessão pastoral fornecendo uma escala de púlpito, contate o escritório da Convenção Batista Carioca (CBC). Deixe ali seu nome e Igreja, assinalando assim a disponibilidade.

    A você que faz parte da liderança de uma igreja que hoje está sem pastor, e que gostaria de não se preocupar com uma escala de pregação, de púlpito, contate a CBC. A Convenção irá fazer a ponte entre a necessidade de sua igreja e a possibilidade em ajudar de outra igreja. Ela tão somente colocará as duas igrejas em contato. A partir daí a cooperação se estabelece entre as coirmãs.

    Por fim uma dica: no site da Convenção Batista Brasileira há um pdf gratuito fornecendo diretrizes para a sucessão pastoral de uma Igreja.

    Em cooperação,

    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Pastores se cansam

    Pastores se cansam

    Algum tempo atrás presenciei uma conversa em que um membro de igreja evangélica se mostrava surpreso com a informação de que pastor tira férias. Para ele isso era inconcebível… afinal, como um pastor pode deixar de ganhar almas, dar uma pausa nessa magnífica missão? Na sua compreensão havia, logicamente, algumas distorções: a de que o pastor é quem ganha almas (fruto do papel do púlpito no movimento puritano), de que pastor não se cansa até mesmo porque não trabalha (segundo alguns, numa clara confusão de ausência de uma agenda definida com as demandas do ministério.
    Fato é que pastores se cansam. Jesus se cansou. Não foram poucas as vezes que o Mestre se retirou para um monte para orar e descansar da demanda das multidões.

    Mas o cansaço pastoral é bom sinal? Eu diria que sim, caso seja observado como um sinalizador para uma parada. Isso porque uma igreja que tem um pastor que se cansa pode ter consigo o privilégio de ter alguém que é humano e que tem realmente um coração pastoral. Isto posto, gostaria de sugerir uma pequena lista (que não se esgota em si mesma) de fatores que podem levar ao cansaço pastoral:

    1. Peso institucional: há certas comunidades que possuem tanto “script” a ser cumprido que as relações perdem sua naturalidade e se tornam artificializadas. Todos ali cumprindo seus papéis, o que termina fomentando a criação de máscaras. A falta de autenticidade gera perda de combustível emocional, cansando os que ali estão.

    2. O excesso de demanda também cansa. Há comunidades que absorvem demais o pastor. Ou porque são imaturas demais para poder lidar com suas questões, trazendo ao líder tudo que acontece; ou porque o pastor é tão bom que dá vontade de ficar perto dele o tempo todo. Não há “Moisés” que consiga se manter com saúde emocional diante de uma demanda que ultrapassa os limites do que é razoável. Igrejas imaturas não caminham sozinhas.

    3. A crítica desgasta, especialmente aquela que é fruto de incompreensão. Pastores que são “julgados” numa determinada situação, quando os membros não sabem da história e passam a desconsiderar a trajetória daquele líder que diz exatamente o contrário do que se passou a pensar e a verbalizar sobre ele. Essa incompreensão desgasta muito e acaba por drenar a energia emocional do pastor.

    4. Perseguição. Há alguns membros que elencam o pastor como alvo de suas frustrações. Outros, por motivações infernais, passam a perseguir o líder. Como ao pastor não cabe retribuir na mesma moeda, a perseguição o conduz para o enfado e, não raras vezes, à precipitação do tempo de ministério pastoral numa localidade.

    5. Desgaste familiar. A família pastoral é composta de gente. Por esta razão, sofre por vezes com conflitos. Nem o pastor, nem ninguém mais, tem família perfeita; portanto, a igreja precisa ter certa dose de compreensão e apoio para com a família pastoral, especialmente com os filhos. Se o pastor e a esposa estavam cônscios de sua missão como casal, ou mesmo da missão do marido, os filhos por sua vez não foram chamados a opinar. Por vezes o cansaço do pastor advém do seu abatimento ao ver a insana expectativa que é colocada sobre seus filhos, como se “pastorzinhos” fossem.

    6. Falta de descanso programado. Há pastores que não respeitam sua folga semanal, necessária para recarregar baterias. Há muitos irmãos que também não respeitam essa folga, esperando um problema agudizar, explodir, para então chamar o pastor. E como explodem situações nos dias de folga e feriado! Perceba: há coisas que acontecem de modo inesperado, como uma perda. No entanto, há outras que podiam ser tratadas antes, evitando a explosão. O fato que ao ultrapassar os limites do descanso, princípio estabelecido por Deus na Criação, e fazendo-o de modo sistemático, o cansaço se acumula minando a saúde pastoral.

    7. A traição da liderança é outro fator de desgaste. É um componente ético-emocional. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha e que de repente rompem com sua liderança. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha sobre as quais se descobre posteriormente (daí a estupefação e o cansaço dela decorrente) que elas já estavam rompidas com todo projeto de liderança cristã, de santidade e coerência que o Reino requer. Essa traição é doída, e por ser assim enrijece o coração. O problema é que não há ministério possível com coração endurecido. Essa é uma área de extremo enfado… e deserto.

    8. A imaturidade dos membros que criam tensões desnecessárias. Pequenos choques sem reconciliações ou alguém com uma palavra de sabedoria para contornar essas rusgas acabam respingando no pastor. Ao fazê-lo, há uma perda de energia emocional, a qual vai sendo sugada a conta-gotas. Contudo, o fato de sair aos poucos não desmerece pra onde ela aponta: o esvaziamento do tanque emocional.

    9. Falta de retorno da Igreja. Uma igreja que não responde, nem “sim”, nem “não”, às demandas, provocações e ideias pastorais, pode trazer um profundo desgosto e questionamento de chamado ao pastor. É quando o ralo está dentro do coração pastoral, escoando toda a energia emocional ali presente. Essa frustração ministerial ao lidar com “walkingdeads” eclesiásticos desgasta o coração do pastor.

    10. Uma igreja essencialmente carnal. Lidar com uma igreja que busca o lenitivo espiritual e pastoral, ao mesmo tempo que se fere com o pecado, fere o pastor. Embora ele esteja ali também para escutar os membros mediante aconselhamento pastoral, é muito angustiante para o pastor ver suas ovelhas se machucando nos arames farpados do pecado. Ouvir como algumas, embora com a vida (ou seria sobrevida?) preservadas, tiveram pedaços inteiros arrancados pelas garras de lobos, ursos e leões, dói. Faz o coração chorar! Por fim, cansa ver tanta gente cansada e que insiste nesse projeto de vida que na verdade é um convite à morte diária.

    Ao propor esta lista, não quero dizer que não existam outros fatores que fomentem o cansaço pastoral. Nem tampouco quero dizer que ministério se faz sem se cansar. Aliás, tendo a pensar que pastores que não se cansam são aproveitadores, falsos profetas, sugadores da gordura alheia. Entretanto, ao expor e propor essa lista, convido-lhe:

    a) a orar e a cuidar do seu pastor. Cabe aos membros da igreja este cuidado com o pastor. Está percebendo seu pastor mais irritadiço, mais cansado, menos atento? Sugere a ele e à liderança um tempo de descanso… se a igreja puder, envie o pastor e sua esposa para uma pousada. Investir no cuidado e na família pastoral beneficia a própria igreja.

    b) aos queridos colegas, sugiro que se leiam, se percebam. Uma vez cansados, é melhor parar um pouco, para depois poder terminar a corrida. Em meio de maratona, exausto, não é hora de se dar um “Sprint”. Pare, respire um pouco, volte andando e se sentir condições, corra novamente.

    Um desavisado poderia dizer nesse momento: mas eu não gosto e nem corro maratonas. Para você eu responderia: você é uma pessoa excelente e útil em muitas coisas; contudo, muito possivelmente não sirva para o ministério pastoral.

    Aos pastores que exercem o ministério com dedicação, comprometimento e que por isso estão cansados, minha admiração e oração para que vocês sejam renovados. Há muito mais à nossa frente. Que Deus nos abençoe.

    Pr. Sérgio Dusilek
    Presidente da CBC