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  • Fé e compromisso

    Fé e compromisso

    A Graça é uma inciativa divina, chegando como um convite que espera uma resposta: a fé (Efésios 2.7-10). Tendo sido alcançados pela Graça e respondido com a fé, começamos uma jornada que é fortalecida com as promessas publicadas na Bíblia e atestadas por nossa experiência.

    A fé é palavra rica que se desdobra em vários sentidos, sendo o primeiro aquela que faz com que nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida, cujo autor é Deus. Esta fé (que sela a salvação), uma vez abrigada em nossos corações, gera outro outro tipo de fé, que é a fé-confiança, que se alimenta da certeza de que as promessas de Deus para nós vão se tornar reais. Seguros, porque salvos, e animados, a fé cresce em forma de conhecimento, que vem pelo estudo da Bíblia, fonte divina, e de outros materiais, de autoria humana, aprovados pela divina autoridade.

    A fé para a salvação, a fé-confiança e a fé-conhecimento vão nos dando uma visão do presente e do futuro. Com esta visão, somos capacitados para discernir o presente e ver o que Deus ainda fará conosco ou através de nós.

    Todas estas faces da fé desembocam em outra faceta: a fidelidade, que nos faz ficar firmes e manter o amor manifesto no início da jornada, quando respondemos à chamada da cruz (fé para a salvação).

    A fé-fidelidade é uma espécie de compromisso que voluntariamente estabelecemos com Deus. Ela acontece sobretudo na igreja e através da igreja, apresentada pelo apóstolo Paulo como sendo à comunidade pela qual a sociedade conheçe a sabedoria de Deus (Efésios 3.10).

    A esta fé-fidelidade podemos chamar de compromisso, que nos faz viver de tal modo que a fé, que agora esposamos, seja entregue aos que ainda não foram alcançadas pela Graça.
    Nós chegamos à fé pelas mãos da igreja.

    É pelos pés da igreja que a fé chegará a outras pessoas.

    Como as pessoas ouvirão, se o Evangelho da Graça nãos lhes for levado?

    Esta fidelidade faz com que nos reunamos, oremos uns pelos outros e nos envolvamos na missão de iluminar o mundo com a verdade libertadora, pela qual Jesus viveu e morreu. E nós nos envolvemos tomando a iniciativa de atravessar fronteiras. Atravessamos fronteiras com nossos próprios pés e o faremos se, ao nosso redor, estiveram irmãos orando por nós. Atravessamos fronteiras quando, por meio de nossas mãos, entregamos nossos dízimos e ofertas, que possibilitam a proclamação da fé-conhecimento que nos foi entregue.

    A devolução de um percentual (10% ou 11%), por nos custar deixar de usar parte que nos foi entregue, é uma demonstração de fidelidade, que só faz sentido para quem responde ao convite da Graça, desenvolveu a confiança em Deus e tem visão do que sua visão pode fazer.

    Israel Belo de Azevedo
    www.prazerdapalavra.com.br

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  • Em busca do equilíbrio

    Em busca do equilíbrio

    Você ainda pode mobilizar os adolescentes de sua igreja para participarem do Congresso dos Adolescentes Batistas Cariocas (ABC), que acontece desde o dia 21, na Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca. O evento termina amanhã, com um culto especial de aniversário da ABC que trará executivos que marcaram gerações de adolescentes nos últimos 50 anos.

    Tratando do tema Equilíbrio entre a Fé e a Razão, a ABC conta com uma programação contextualizada, com ações que fomentam a comunhão entre participantes e reflexões que fortalecem a vida cristã. Hoje à noite, às 19h, tem culto com a participação especial do pr. Raphael Cheddid, jovem envolvido com um estilo de vida missional e com a denominação.

    Amanhã, a partir das 16h, moças e rapazes participam de um debate sério sobre maioridade penal. A discussão contará com a participação do pr. André Decotelli, pr. Rafael Rocha e Ronilso Pacheco. A programação será transmitida pela internet, através do canal UAI Tube, https://www.youtube.com/channel/UCyOjBXShxmbqDa0AVLhohsQ .

    Ontem também foi um dia de muita reflexão. No período da tarde, houve um workshop sobre Evangelismo Criativo com a equipe do JV na Estrada. O missionário Guilherme Gracindo Pinheiro, da Igreja Batista de Laranjeiras, conduziu este momento. “A gente fala sobre o que é evangelismo, criatividade, um panorama da evangelização, da ação social… A gente traçou um histórico dos três períodos principais da evangelização no Brasil, passando por métodos até chegar ao ponto do evangelismo restaurador que busca restaurar a imagem de Deus no homem; que se dá pelo relacionamento, pelo dia a dia, pelo discipulado. O desafio é que a gente saia daqui assumindo um estilo de vida evangelizador”, comentou Guilherme. À noite, louvor, mais momentos de despertamento missionário com as participações da organização Alfa e Ômega (evangelização de universitários) e do departamento de missões da Convenção Batista Carioca, e mensagem do pr. Henrique Araújo.

    Segundo Marcos Vinicius Chagas Jr, coordenador da ABC, o congresso é um evento que faz parte de uma estratégia com resultados a longo prazo, a partir de temas anuais que se conectam com a vida do adolescente. Para o próximo ano, a ideia é abordar o tema maturidade. “Desde o momento que ele alcança equilíbrio, ele precisa buscar a maturidade. E, se tudo der certo, a meta é para o terceiro ano já levá-los a um degrau a mais no crescimento espiritual”, afirma Marcos.

  • Ciladas à obediência

    Ciladas à obediência

    Pr. Eraldo Coelho Bernardo

     

    “Contudo, o homem idoso lhe respondeu: “Eu também sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do SENHOR: Faze-o voltar comigo à tua casa, para que coma pão e beba água. Todavia o velho profeta não estava dizendo a verdade.”
    1Reis 13.18 – BKJA

    O profeta mais jovem que Deus enviara de Judá (sul de Israel) para profetizar contra o altar da cidade de Betel, que ficava na região central, tinha a expressa ordem de Deus para realizar a sua missão e não comer pão e beber água alí e de retornar por um outro caminho. Ele fez tudo certo até certo momento, aquele em que um profeta idoso foi ao seu encontro e achou-o sentado sob um carvalho, no caminho para casa.

    O que o profeta idoso disse-lhe é o versículo em tela. O profeta vindo de Judá caiu nas CILADAS do profeta idoso. Ei-las:

    1a.) Ter a palavra de uma pessoa idosa, experiente, do mesmo ofício, já de cabelos brancos ACIMA daquilo que Deus disse expressamente.

    2a.) Impressionar-se com o dizer “UM ANJO ME FALOU por ordem do Senhor”. Hoje há muitos profetas falsos em meio à Igreja Evangélica Brasileira, como houve nos dias do profeta Jeremias, Ezequiel e outros profetas. Não há ANJO acima do que Deus disse. Deus é a autoridade máxima e não se contradiz. Cuidado com as “profetadas”, com o “Eis que te digo…” Paulo escreveu aos Gálatas: Ainda que um anjo vos anuncie outro Evangelho diferente desse que vos preguei, seja considerado amaldiçoado, anátema.

    3a.) Ceder às necessidades da carne. Pão é uma necessidade, água, também, tomar um bom banho, também, mas a OBEDIÊNCIA ao que Deus disse e diz tem que estar em PRIMEIRO LUGAR, para nosso bem. Jesus ao ser tentado pelo Diabo, chegou ao momento de ter fome e, então, foi induzido pelo Inimigo a transformar pedras em pães e comer, mas Ele rejeitou essa proposta e saiu VITORIOSO.

    A cartilha dos vitoriosos começa assim: O-B-D-C !

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  • Uma chamada que só tem resposta pela fé

    Uma chamada que só tem resposta pela fé

    Pr. Paulo José de Landes

    É aparentemente fácil entrar para o ministério pastoral e ser pastor. Creio, porém, que aquele que se diz chamado para tal ofício de Deus deve ser cauteloso e convicto, pois neste ministério existem flores com espinhos. A exemplo de Jesus na cruz, devemos dizer em sentido atual: “Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem”.

    Não é o homem, o pastor, a igreja, nem as instituições teológicas que chamam a pessoa para este ofício, o ministério pastoral, e sim Deus. A causa, o ofício, a obra é de Deus. Cabe a Ele chamar, vocacionar, designar o que fazer e sustenar o obreiro. Quem entra sem ser chamado, ou for empurrado, ficará frustrado, no tempo e no espaço, sem saber o que fazer. No ministério pastoral, o obreiro precisa saber o que fazer. Não se concebe alguém ser chamado, sem que Deus o tenha orientado.

    “E disse o Senhor Deus a Abraão: Sai-te da tua terra […] e vai para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12.1). “E disse Deus a Moisés: Vem, agora, pois eu te enviarei a faraó e tira o meu povo do Egito” (Ex 3.10). “E disse a Jonas: Levanta-te e vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela” (Jn 1.2). “E disse o Senhor a Samuel: Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é” (1 Sm 16.12). “Jesus chamou a Pedro, a André […] Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19). “E disse o Senhor a Ananias: Vai porque este é para mim um vaso escolhido” (At 9.15). “E disse o Espírito Santo à igreja de Antioquia: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.2).

    Eis aqui uma riqueza bíblica de quem foi chamado e designado para o que precisava ser feito. Muitos outros foram escolhidos e chamados, mas ocuparia um grande espaço nesta escruta.
    Pastores, obreiros que Deus chamou e colocou na sua seara – A igreja deve cuidar e zelar por estes homens e eles, prudentemente, devem cuidar do rebanho de Jesus.

    Certo homem, membro de uma igreja, nela compareceu num culto, vestido de roupa de dormir (de pijama). Causou um espanto geral. O pastor que já havia iniciado o culto não se importou com aquele homem, uma vez que entrou e sentou, quieto, e o culto transcorreu normalmente. No final do culto, o pastor e dois diáconos chamaram aquele membro para uma conversa. O pastor aconselhou-o a não frequentar a igreja com aquela roupa e lhe ofereceu outra roupa, se é que estava precisando de uma roupa adequada para andar na rua e ir à igreja. O homem se sentiu ofendido e passou a ofender o pastor e os diáconos.

    Diante da atitude do ofensor, ele foi submetido à disciplina cirúrgica da igreja. Houve votos contra a sua exclusão. Assim, “a bola do homem do pijama encheu”. A igreja, porém, manteve-se firme em sua decisão.

    Infelizmente, o homem de Deus se sujeita a uma queda nesta hora, por causa das “raposas e raposinhas aninhadas” (são os espinhos – Ct 2.15). Deus cuida daqueles que chama e coloca em sua obra. Dizem que “Deus tarda mas não falha”. Eu digo que Deus faz tudo no tempo próprio. O tamanho e o peso do seu amor é igual ao tamanho de sua justiça.

    Aquele homem trabalhava, tinha família e uma vida normal. Era de boa aparência, mas tinha um desequilíbrio mental. Tempos depois ele foi demitido do seu trabalho. Recebeu o justo valor de sua demissão. Naquele mesmo dia, encontrou e entregou todo dinheiro de sua indenização a um agiota, em troca de um embrulho de jornais velhos. Restou-lhe apenas uma grande frustração pelos danos sofridos, do seu lado uma esposa decepcionada, por causa dos filhos que o casal tinha. O tempo passou e um novo emprego não apareceu. A família começou a padecer necessidade. O amor, a bondade e avisão beneficente da igreja, rompendo o orgulho pecaminoso daquele marido e pai, supriu com bolsas de alimentos aquela casa, até que a esposa resolver deixar o marido, indo morar com seus pais. Isto porque já não havia mais gás para fazer comida e a Light cortara a energia elétrica da casa, por falta de pagamento. A casa estava no escuro, o aluguel estava atrasado.

    Aquele homem passou a perambular pelas ruas, sujo, barbudo, cabeludo e maltrapilho (um mendigo), catando restos nas latas de lixo, para se alimentar. Estava vivendo na completa miséria. Até que, num dia de sorte, encontrou uma fortuna: uns níqueis, em eufórico esbravejo de uma mente doente. O primeiro pensamento foi guardar aquele tesouro, mas há muitos dias não tomava um café quentinho. O desejo e a necessidade de tomar o café foram maiores. Então, conferiu que a fortuna dava apenas para um copo de café e um pão com manteiga. Lá ele foi fazer a cobiçada refeição, já sentindo o gosto da mesma. Ele havia levado uma lata de lixo para recolher o café e saboreá-lo mais adiante, para não ser incomodado. Foi atendio, pagou o devido preço e saiu do boteco.

    Histérico, olhava e delirava com o que tinha diante de si. Estando nas nuvens, não percebeu outro mendigo se aproximando, a fim de lhe tomar a refeição. Era semelhante a um cão querendo tomar o osso de um viralata. A tempo, ele segurou a comida em suas mãos, travando-se uma luta pelo alimento (briga de cachorro grande). O café, então, entornou e o pão, por estar seguro na mão que socava o inimigo, no esforço de não deixar escapar, o mesmo virou um palito. Dias depois, por causa do golpe que levou na cabeça, o homem do pijama morreu, mas não lembrou de sua exclusão da igreja.

    Amado colega pastor, eu creio na justiça de Deus na vida de seus obreiros, em duas direções: 1) no nosso visual, fortalecendo nossa fé no que ele nos confiou, naturalmente se vivermos dentro da sua vontade. 2) naquele grande dia, diante do Cordeiro, quando todos daremos provas dos nossos feitos neste mundo.

    Só devemos, humildemente, cativar um coração de amor. “E todas as demais coisas nos serão acrescentadas.” Homens de pijamas já foram previstos por Jesus, que fariam parte do rebanho e da lavoura de Deus”, onde precisa trabalhar o homem de Deus, exercendo sua fé. Deus cuida deste seu servo.

    “Deus cuidará de ti, em cada dia proverá” (hino 344 CC). Cuida de você porque o chamou e o colocou em sua obra.

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