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  • Uma Utopia para Viver: SEM LEI. SEM LEI?

    Uma Utopia para Viver: SEM LEI. SEM LEI?

    Ao nos depararmos com o trecho final de Gálatas 5:19-23, Paulo fala de um modelo ideal de sociedade construída a partir de indivíduos regenerados por Deus. Ao contrário do que pensavam (e pensam!) os judaizantes, não era a Lei que resolveria o problema da carnalidade em suas mais variadas manifestações; nem tampouco a coibição da liberdade individual pela Lei. É pelo caminho da liberdade, sinal da presença do Espírito Santo (II Cor.3:17) que a exuberante vida espiritual se manifesta.

    Ao longo do citado texto, se fizermos uma leitura honesta diante da Palavra, muitas vezes vamos nos ver nas obras da carne (para nossa vergonha), e outras tantas vezes, conquanto queiramos, não nos veremos nos “sabores”, “gomos”, do Fruto do Espírito. De fato essa tomografia espiritual que Deus faz com todo aquele que lê a Bíblia de coração aberto é chocante, desconcertante. Por vezes descobrimos que temos menos do Novo e mais do Velho e não o ideal inverso.

    Mas não queria aqui, nesse momento, delinear a pequenez humana. Gostaria de convidar você a ter uma outra e nova visão, que ao longo e pela via do texto que se segue, sua mente fosse preenchida por essas santas imagens. É um convite para conhecer um lugar especial… ideal.

    Lugar este onde não há leis. A liberdade é plena, mas sua regulação está no interesse (desinteressado) pelo OUTRO. Lá, nenhuma ação espera retorno, reciprocidade; nem tampouco fazem da gratidão um motivo de espoliação, de dominação. Não há necessitados, pois todos vivem com aquilo que é suficiente. O amor reina, as diferenças se dissipam; a igualdade impera. Violência??? Ela inexiste naquele local. A justiça corre perene. Não meus queridos, a sociedade ideal não vem da Lava-Jato; vem da ausência de posto.

    Lá não há tribunais, juízes, advogados, “partes”. Quando há divergências chega a ser constrangedor… cada um abrindo mão do seu direito… as pessoas resolvem as pendências com mansidão (cada qual abrindo mão do seu direito). Ora, se os “litigantes” abrem mão dos seus direitos, o que fazer?

    Não vi traição da confiança, nem soube da deslealdade nos relacionamentos. A fidelidade é um adorno, um broche lindo e visível em todos, do menor ao maior, do mais velho ao mais tenro.

    Há uma alegria contagiante no ar. As crianças brincam, as pessoas sorriem mesmo sem posarem para foto. É uma alegria sincera, daquelas que brotam do coração e formoseiam todo um rosto.

    Falo a vocês de um lugar onde não há partidos, dissensões, nem contendas. Quando muito, desentendimentos, mas que não chegam ao “status” de conflitos. Lugar no qual o oxigênio parece feito e com gosto de paz. Você não vê, mas sente aquele frescor renovador no ar. Cada esquina, avenida, ruela, é um convite convite ao descanso, ao relaxamento. Não vi redes, porém elas bem poderiam estar por ali…

    Nesse paraíso vi os mais inteligentes dispenderem tempo para explicar coisas realmente difíceis aos menos capacitados. Quando se trata do outro, não há a noção de perda de tempo. Até nisso a paciência podia ser vista. Mas também a vi sendo dispendida na direção daqueles que me pareceram ser mais inconvenientes, “chatinhos” talvez. Sim, havia uma glamourosa paciência, a qual era exercício para a boa convivência.

    Vi pessoas amantes do bem. Vi pessoas PRATICANTES do bem. Não encontrei uma pessoa sequer que não fosse boa. Não havia violência, nem tampouco vingança. Também pudera: naquele local não havia e não há retribuição. Isto porque o amor é vivido, doado, espargido. Não é à toa que as ruas dão grandiosas melancias do bem e doces abacaxis do que é bom.

    Contudo, certa hora vi aquilo que me pareceu ser um acidente. Um senhor, ao que tudo indica, desavisadamente, acabou machucando uma criança com seu veículo. Nada grave. Confesso, porém, que fiquei tenso ao ver o pai correndo para acudi-la. Só que a tensão foi transformada em surpresa, ao perceber que aquele pai não afrontara, não confrontara, nem agredira àquele senhor. No completo domínio de suas emoções, socorreu, ouviu o que acontecera, manifestando compreensão e lamento. Nunca havia visto nada assim…

    Qual é o nome deste lugar? IGREJA. Seu endereço: Av. das Estrelas, S/N (sem número duas vezes: a) primeiro porque não tem mesmo; b) segundo porque ela não tem número pré-estabelecido de integrantes…), Céu. MAS PODERIA SER AQUI, se:

    buscássemos a Deus, seu Espírito Santo;
    Andássemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
    Vivêssemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
    Déssemos o FRUTO do Espírito Santo.

    Não meu querido, minha querida. Não pense, nem diminua o sacrifício de Jesus à uma bendita salvação individual. Esta é só o começo… Ele quer construir uma sociedade ideal e a ela chamou de REINO DE DEUS. Essa construção começa no momento em que nossa liberdade se curva ao Seu Amor. Sim, porque diante do mais profundo Amor, do Seu Amor, toda liberdade se curva em verdadeira submissão.

    Essa sociedade ideal possui um singelo indicador. Quanto mais próxima dela estivermos, menos Lei (“contra estas coisas não há lei”), ao passo que quanto mais distante dessa sociedade ideal nos dispusermos, menos Fruto do Espírito e mais leis teremos.

    Se é verdade que todos precisamos de uma utopia para viver, posso dizer que a mais doce delas chama-se Reino de Deus. Não, meus caros leitores. A melhor utopia não provém do renascentista Thomas Moore, nem tampouco de socialistas utópicos como Saint-Simon e Louis Blanc. Ela vem da boca de Jesus; e “por-vir” de Deus quem sabe não seja passível de alguma realização na História?

    Pr. Sérgio Dusilek
    *Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

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  • Nova igreja em Campo Grande

    Nova igreja em Campo Grande

    (Fotos: Caio Costa)

    No último sábado, dia 7 de janeiro, pastores e líderes batistas se reuniram em Campo Grande para o culto de concílio e organização da Comunidade Batista Atos 29, filha da Primeira Igreja Batista do Recreio dos Bandeirantes.

    A cerimônia teve início às 18h, sendo presidida pelo pastor sênior da igreja mãe, Pr. Wander Gomes. Foram mais de 20 pastores apoiando o concílio, além de mensageiros de várias igrejas visitantes e da presença do Pr. Nilton Antonio de Souza, diretor geral da Convenção Batista Carioca.

    Após o exame conciliar, onde os membros da congregação responderam a perguntas de cunho doutrinário, o Pr. Nilton deixou uma palavra a todos e orou ao Senhor, consagrando essa nova igreja.
    De acordo com o pastor da igreja, Deivison Bahia, a comunidade é composta por maioria jovem. Ao lado de sua esposa, Luange Bahia, a ideia é construir um trabalho de vanguarda na região onde está inserida.

    A Comunidade Batista Atos 29 está localizada à Rua São Basílio, 42 – Campo Grande – Rio de Janeiro.

  • Igreja e política

    Igreja e política

    Pedir votos ou fazer qualquer associação política em templos religiosos são práticas proibidas no Brasil, com sanções que chegam à cassação do registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral. Mas, mesmo assim, alguns líderes religiosos insistem em beneficiar candidatos nas igrejas.

    Foi o que aconteceu em Campinas (SP), quando, no dia 10 de setembro, um pastor foi flagrado pedindo apoio dos fiéis a uma candidata. No vídeo divulgado pelo site da UOL, o ministro religioso declarava:

    “Quantas igrejas já perdemos, foram fechadas e lacradas porque não tivemos quem defendesse a nossa causa? Então, em função disso, Deus deu uma direção ao nosso líder, ao nosso pastor e neste ano, no dia 2 de outubro, nós já temos algo determinado por Deus e pela nossa liderança. Nós vamos daqui até lá fazer 15.444 orações. Diga 15.444”.

    O pastor afirmou também que, se fosse eleita, a candidata seria representante das igrejas na Câmara. A associação clara do número de orações ao número da candidata em questão fez com que o caso fosse denunciado ao Ministério Público.

    Segundo um membro da igreja, que não quis se identificar, o pastor e a candidata ainda percorreram três outras igrejas do mesmo ministério para a continuação do trabalho de divulgação. “Eu achei muito exagerado. Eles interromperam o sermão de um pastor convidado para fazer campanha. Isso atrapalhou o culto e muita gente levantou e foi embora. E depois eu soube que eles fizeram a mesma coisa em outras duas igrejas”.

  • Dar dinheiro na Igreja

    Dar dinheiro na Igreja

    Por Ed René Kivitz

    Dar dinheiro na igreja tem sido uma prática cada vez mais questionada. Certamente, em virtude dos abusos de lideranças religiosas de caráter duvidoso e da suspeita de que os recursos destinados à causa acabam no bolso dos apóstolos, bispos e pastores, não são poucas as pessoas que se sentem desestimuladas a contribuir financeiramente. Outras tantas se sentem enganadas, e algumas o foram de fato. Há ainda os que preferem fazer o bem sem a intermediação institucional. Mas o fato é que as igrejas e suas respectivas ações de solidariedade vivem das ofertas financeiras de seus frequentadores e fiéis. Entre as instituições que mais recebem doações, as igrejas ocupam de longe o primeiro lugar na lista de valores arrecadados. Por que, então, as pessoas contribuem financeiramente nas igrejas.

    Não são poucas as pessoas que tratam suas contribuições financeiras como investimento. Contribuem na perspectiva da negociação: dou 10% da minha renda e sou abençoado com 100% de retorno. Tentar fazer negócios com Deus é um contrassenso, pois quem negocia sua doação está preocupado com o benefício próprio, doa por motivação egoísta, imaginando levar vantagem na transação. É fato que quem muito semeia, muito colhe. Mas essa não é a melhor motivação para a contribuição financeira na igreja.

    Há quem contribua por obrigação. É verdade que a Bíblia ensina que a contribuição financeira é um dever de todo cristão. A prática do dízimo, instituída no Antigo Testamento na relação de Deus com seu povo Israel foi referida por Jesus aos seus discípulos, que deveriam não apenas dar o dízimo, mas ir além, doando medida maior, excedendo em justiça. A medida maior era na verdade muito maior. Os religiosos doam 10%, os cristãos abrem mão de tudo, pois creem que não apenas o dízimo pertence a Deus, mas todos os recursos e riquezas que têm em mãos pertencem a Deus e estão apenas sob seus cuidados.

    Alguns mais nobres doam por gratidão. Pensam, “estou recebendo tanto de Deus, que devo retribuir contribuindo de alguma maneira”. Nesse caso, correm o risco de doar apenas enquanto têm ou apenas enquanto estão sendo abençoados. A gratidão é uma motivação legítima, mas ainda não é a melhor motivação para a contribuição financeira.
    Existem também os que contribuem em razão de seu compromisso com a causa, com a visão, acreditam em uma instituição e querem por seu dinheiro em algo significativo. Muito bom. Devem continuar fazendo isso. Quem diz que acredita em alguma coisa, mas não mete a mão no bolso, no fundo, não acredita. Mas essa motivação está ainda aquém do espírito cristão. Aliás, não são apenas os cristãos que patrocinam o que acreditam.

    Muitos são os que doam por compaixão. Não conseguem não se identificar com o sofrimento alheio, não conseguem viver de modo indiferente ao sofrimento alheio, sentem as dores do próximo como se fossem dores próprias. Seu coração se comove e suas mãos se apressam em serviço. A compaixão mobiliza, exige ação prática. Isso é cristão. Mas ainda não é suficiente.
    Poucos contribuem por generosidade e fazem o bem sem ver a quem. Doam porque não vivem para acumular ou entesourar para si mesmos. Não precisam ter muito. Não precisam ver alguém sofrendo, não perguntam se a causa é digna, não querem saber se o destinatário da doação é merecedor de ajuda. Eles doam porque doar faz parte do seu caráter. Simplesmente, são generosos. Gente rara, mas existe. O relacionamento com Jesus gera esse tipo de gente.

    Finalmente, há os que contribuem por piedade. Piedade, não no sentido de pena ou dó. Piedade, como devoção, gesto de adoração, ato que visa apenas e tão somente manifestar a graça de Deus no mundo. Financiam causas, mantém instituições, ajudam pessoas, tratam suas posses como dádivas de Deus, e por isso são gratos, e são generosos. Mas o dinheiro que doam aos outros, na verdade entregam nas mãos de Deus. Para essas pessoas, contribuir é adorar.

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  • Dia Nacional da Mulher

    Dia Nacional da Mulher

    Em comemoração ao Dia Nacional da Mulher, a Missão Batista do Encontro (Engenho Novo) realiza uma programação especial que contará com atividades voltadas à estética da mulher, palestras, culto, entre outras.

    O evento acontece das 10h às 18h30, na própria igreja, que está localizada à Rua Araújo Leitão, 372 – Engenho Novo – Rio de Janeiro. Será um dia para desfrutar de serviços como limpeza de pele, corte decabelo, sobrancelha, maquiagem; além de palestras sobre zika vírus e chikungunya com a Drª Patrícia Batista.

    O culto está marcado para às 17h e contará com atividades destinadas ao público infantil.

    O evento tem o apoio da Convenção Batista Carioca e do Centro Integrado de Educação e Missões (CIEM).

  • Capacitação de líderes

    Capacitação de líderes

    Dando continuidade à proposta de capacitação de igrejas por meio da linguagem esportiva, Missões Rio abriu inscrições para o CEFLAL Times, um curso elaborado pela Coalizão Brasileira de Esportes e que vai revolucionar a forma como você desenvolve os projetos esportivos de sua igreja.

    O objetivo do curso é formar líderes para o ministério esportivo na comunidade local. Composto por três módulos (Desenvolvimento de times, Ministério Esportivo e Discipulado e Multiplicação), o CEFLAL Times tem uma carga horária abrangente, que não apenas fornece embasamento cristão como técnico.

    A modalidade de curso CEFLAL Times é específico para o treinamento de grupos. Portanto, não faremos inscrições individuais. Para participar, os times deverão ter em sua formação o mínimo de 3 e o máximo de 5 pessoas.

    O treinamento acontece na Igreja Evangélica Batista de Engenho Novo, na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 25 a 30 de janeiro. Teremos apenas 20 vagas para hospedagem econômica (na igreja).
    Para outras informações e inscrições, acesse www.missoesrio.com.br/ceflal-times-2016/ .

  • Jubileu de Prata

    Jubileu de Prata

    IMG_4300Na próxima terça-feira, dia 27, a Primeira Igreja Batista em Vila de Guaratiba comemora seus 25 anos de fundação. O jubileu de Prata terá uma programação especial que conta com preletores e coral convidados.

    As celebrações de aniversário da igreja começam no dia 31 de outubro, quando estará presente o pastor José Maria, da Primeira Igreja Batista da Barra, levando uma mensagem especial aos presentes. Já no dia primeiro de novembro, o Diretor Geral da Convenção Batista Carioca, pr. Nilton Antonio de Souza , será o mensageiro da noite. Na ocasião, também fará participação especial o Coral Dínamus.

    Dia primeiro de novembro também acontece a celebração de sete anos de posse do pastor da igreja, Marcos Faustino da Silva. Será então uma dupla comemoração regado a um sentimento ímpar de gratidão a Deus.

    A Primeira Igreja Batista em Vila Mar de Guaratiba fica na Rua Compositor Ribamar, N° 27 – Pedra de Guaratiba – RJ.

  • Mês de gratidão

    Mês de gratidão

    Começam, no próximo final de semana, as celebrações do 9° aniversário da Igreja Batista Zona Norte. A igreja, que é presidida pelo pastor Fabiano Fialho, traz uma programação repleta de convidados e ainda fará, no sábado, a inauguração de salas responsáveis por atendimentos sociais na comunidade do Morro dos Macacos.

    As programações do mês de aniversário da Igreja Batista Zona Norte começam no sábado, data do culto de inauguração das alas do Projeto Amar e Impacto Evangelístico e Social. Serão uma manhã e tarde (9h às 17h) de muitas alegrias e testemunho do evangelho.

    No domingo, às 19h, a igreja convida para as noites de celebração que acontecerão no templo situado na Rua Teodoro da Silva, 689, em Vila Isabel. Como mensageiro da noite, participa o pastor Henrique Araújo, da Igreja Batista Comunidade Vida. No dia 11, haverá celebração da Ceia do Senhor e a presença do pastor Adriano Martins, de Foz do Iguaçu. Já no dia 18, haverá batismos de novos membros da Igreja Batista Zona Norte e da Igreja Batista em Libras – projeto de inclusão para o alcance de surdos.

    No último dia de celebração, dia 25, a igreja recebe o pastor Paulo Guiducci, da Igreja Nova Vida de Olaria. Na mesma noite haverá apresentações de teatro e dança, encerrando este período de gratidão a Deus por tudo quanto tem feito aos irmãos dessa comunidade.

    Se você está livre em uma dessas datas e está próximo à Igreja Batista Zona Norte, aproveite e faça uma visita. Sua presença está sendo aguardada!

  • Igrejas plantando igrejas

    Igrejas plantando igrejas

    As igrejas do campo carioca estão se multiplicando e impactando outros estados. Na última semana, recebemos a visita do Pr. Wilson Rodrigues Lourinho Junior, da área de Estratégia Missionária da PIB de Vila Penha, para a apresentação do Pr. Luís Henrique Assis dos Santos, que seguirá para Campos Novos, em Santa Catarina.

    Pr. Luís está se filiando à OPBB-RJ e assumirá a Congregação Batista em Campos Novos, trabalho iniciado em 1987 pelo Pr. Nilton Antonio de Souza, atual diretor executivo da CBC, em parceria com a PIB da Vila da Penha. Esta frente missionária será organizada em igreja no dia 12 de dezembro deste ano.

    Campos Novos localiza-se a oeste da capital do estado. Sua população foi estimada em 2013 em 34.386 habitantes, sendo então o 40º mais populoso do estado. Cerca de 82,44% da população vive na zona urbana.

     

     

  • Há um preço a pagar

    Há um preço a pagar

    Pastor José Carlos Torres

    “Se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar, e orar, e me buscar e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, o perdoarei dos seus pecados e sararei a sua terra.¨ (II Crônicas 7:14).

    Este texto tem sido repetidamente usado por pregadores e escritores que discorrem sobre avivamento ou desejam chamar a igreja para um novo tempo de comunhão e compromisso com Deus.
    Ele foi escrito num contexto de festa e celebrações, mas ao mesmo tempo, de riscos para o povo de Deus. Salomão, o rei, acabara de construir o templo, para o Senhor e o culto do seu nome, bem como o palácio, para o rei – naquele momento, ele mesmo.

    Ao dirigir estas palavras ao coração do seu povo, num momento que parecia pedir apenas festa e celebração, o Senhor chamava a atenção de todos para o risco implícito naquele momento especial. O risco de pensar que, no plano espiritual, o templo era sua exigência maior aos que lhe queriam ser fiéis, e que este teria o poder ¨mágico¨ de, pelo simples pisar no seu chão e reunir-se nele, tornar o povo agradável ao Senhor e digno de ser abençoado.

    Um balde de água fria? Não! Apenas uma gota de realismo. Um convite para que o rei e o povo não se deixassem seduzir pelo triunfalismo e andassem com os pés no chão, conscientes das limitações e finitude humanas, da ambiguidade e da vaidade – com as quais o próprio Salomão, por exemplo, teve várias vezes de confrontar-se.

    Uma palavra incômoda, não politicamente correta (os profetas nunca se preocuparam em ser politicamente corretos), tremendamente inconveniente e chata? Com certeza ela o foi para aqueles que, dizendo-se povo de Deus, viviam na prática como se Deus não existisse, e a toda sorte de imoralidade eles se permitiam.

    Nas palavras do texto em análise, o povo de Deus e cada servo seu, se quer ser abençoado pelo Senhor, haverá de pagar o preço para tanto, e este preço impõe exigências de ordem espiritual, moral e ética.

    Vamos a uma breve análise desta passagem bíblica e aos destaques que desejo fazer com foco no tema escolhido:
    I- Em primeiro lugar, e antes de considerar as condições postas por Deus para abençoar o seu povo, destaco três expressões fundamentais do texto, pois são elas que geram e explicam as exigências que lhes são consequentes.

    1- “Se o meu povo que se chama pelo meu nome”.
    O Senhor sempre quer ter um povo seu, um povo santificado para toda a boa obra. Um povo com identidade própria, e que não apenas se comporte de um certo jeito, pensado como agradável a Deus. Além do comportar-se, muito além e diferente disso, Deus quer que, verdadeiramente, sejamos seus filhos, seus servos, seu povo.

    Se isso acontece, dar expressão à nova natureza recebida no novo nascimento, ao fato de sermos filhos de Deus, será algo natural e consequente ao que somos. Tão natural como voar, para um pássaro; tão natural como, em nossa vida no sangue e na carne, andar e falar.

    Não é de qualquer jeito e a qualquer um, diz o Senhor, que ele abençoará. Também não basta dizer-se povo de Deus para ser abençoado. Há condições claras, por ele estabelecidas, para que “abra as janelas do céu” para fazer-se abençoadoramente presente na vida dos que são seus filhos e parte do seu povo. Quem não considerar estas condições ficará também sem as bênçãos que tanto e sempre deseja.

    Isso no coloca diante de realidades muitas vezes destacadas por Jesus, em seus ensinos sobre as novidades que Deus trazia ao mundo por meio dele (evangelho) e sobre o Reino de Deus. Para Jesus, ser povo de Deus é viver sob seu senhorio, isto é, fazendo a sua vontade; não é uma questão que possa limitar-se a um certo e estabelecido discurso, mas que exige, necessariamente, viver radicalmente comprometido com os ensinos, os mandamentos e o Reino do Senhor.

    2- “Eu ouvirei dos céus”.
    Esta afirmação representa uma promessa e uma advertência tremenda: O Senhor tem ouvidos para ouvir um povo fiel e, da mesma forma, para torna-se surdo aos infiéis, como vemos em Isaías, capítulo 1, versículos 1:11-18.

    “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembleias… não posso suportar a iniquidade, junto com ajuntamentos e cultos solenes! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã.”

    Assim, quem verdadeira e sinceramente deseja ser abençoado pelo Senhor, precisa orar ao Senhor e ser por ele ouvido. E nós já sabemos o que isso significa, como se dá e como não deve ser.

    3- “Perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”.
    Que síntese fantástica das bênçãos que o Senhor nos dá!

    “Perdoarei os seus pecados!”, refere-se às bênçãos espirituais que todos desejam e que é pré-condição para que todo e qualquer pecador (e todos o somos) perdoado viva na presença do Senhor e em comunhão com ele.

    “Sararei a sua Terra”, por sua vez, indica as bênçãos materiais com as quais o Senhor responde às necessidades (não a simples desejos e ambições) dos que o amam. Vivendo da terra (agricultura rudimentar) e do pastoreio, o povo sabia da importância de uma terra “sarada”, para a satisfação das suas necessidades materiais.

    O Senhor está sempre pronto para ouvir e responder ao clamor e às orações do seu povo e de qualquer filho seu. Aquele, pois, que deseja receber a resposta de amor, traduzida em bênçãos espirituais e materiais que Deus reserva para os que lhe são fiéis, deve estar atento às condições que, com meridiana clareza, ele impõe.

    Sobre as condições para que o Senhor assim nos abençoe, conversarei com vocês na segunda e última mensagem desta pequena série.

    Continua na próxima semana…

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