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  • Manifesto de Santos

    Manifesto de Santos

    MANIFESTO DA ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL – SANTOS 2016

    “Quando os crimes não são castigados logo, o coração do homem se enche de planos para fazer o mal.” ‭‭Ecl. ‭8:11‬ ‭NVI‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬‬

    Os Pastores batistas brasileiros filiados à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, reunidos na cidade de Santos-SP, em sua assembleia anual, entendendo que seu papel é conscientizar seus liderados nas inúmeras Igrejas espalhadas pelo País, vem a público manifestar seus pensamentos, sentimentos e compromissos, referente à atual conjuntura ética brasileira, sendo eles:

    1. A natureza contraproducente das práticas aéticas, se manifesta e se prolifera de maneira muito diversa e comprometedora, sendo prejudicial à formação do senso de moralidade e de justiça do povo brasileiro;

    2. Repudiamos toda e qualquer forma de abuso de poder, que permita que a generalização da corrupção e seus escrúpulos éticos, tornem-se raros no seio da sociedade e tomem conta dos vários segmentos sociais e do inconsciente coletivo da sociedade brasileira, destacando-se que neste contexto a corrupção se aplica ao depositário da confiança e ao que instiga ou aceita a fraude;

    3. As Dez Medidas de Combate a Corrupção, apresentadas recentemente ao Congresso pela sociedade civil organizada, visam atuar nas ausências e nos excessos de leis, sendo apenas o primeiro e um dos mais importantes passos, diante da emergencialidade da necessidade de reformas;

    4. Manifestamos publicamente nossa indignação com a dimensão da corrupção que sangra nosso país, sem apego nenhum ao ser humano, cujos direitos devem ser plenamente preservados. Opomo-nos firmemente às práticas corruptas e às nefastas consequências que as mesmas geram sobre a sociedade, inclusive em seus serviços essenciais como educação, saúde e segurança;

    5. Repudiamos toda tolerância existente ao crime institucionalizado, que adquiriu contornos marcantes, diferenciado do crime organizado convencional, merecendo urgente atenção não apenas das autoridades policiais mas do Ministério Público e do Judiciário Brasileiro, sobretudo, da imprensa e da sociedade, bem como, de cada cidadão brasileiro, pois sua sedimentação tem a capacidade de minar as possibilidades de desenvolvimento nacional; esse novo flagelo utiliza-se da plataforma oficial dos três poderes constituídos;

    6. Entendemos ainda que, com o descortinamento da corrupção de forma jamais vista, está se abrindo uma janela de oportunidade histórica, para que as mudanças necessárias e significativas possam ser promovidas;

    7. Conclamamos a todos, as entidades, a sociedade civil organizada, e a sociedade em geral, para que se unam, mesmo com as muitas vozes, visando o efetivo encaminhamento de reformas necessárias e adequadas à transformação do Brasil que desejamos;

    8. Declaramos nosso anseio por reformas que mudem o sistema jurídico e político, fechando as brechas que permitem a corrupção e pelas quais os agentes corruptos ativos e passivos alcançam impunidade. Neste sentido, repudiamos o foro privilegiado, que pode promover a proteção de agentes corruptore e, portanto, lutaremos por um país que não aceite, nem tolere a corrupção.

    9. Conclamamos o Congresso Nacional, nossos representantes eleitos, para que promovam as alterações estruturais e sistêmicas necessárias para prevenir e reprimir a corrupção de modo adequado, aprovando, dentre outras Leis, àquela que abranja e contemple as Dez Medidas Contra a Corrupção e a Impunidade, propostas pelo Ministério Público Federal e pela Sociedade Civil Organizada;

    10. Renovamos nosso compromisso de nos manifestarmos e agirmos, hoje, para que essa janela de oportunidades seja aproveitada do modo mais amplo e democrático possível, a fim de que a fortuna desviada anualmente em decorrência da corrupção no Brasil, possa ser empregada para melhorar as condições de desenvolvimento econômico e social, em proveito de todo brasileiro.

    11. Manifestamos também, nosso apoio ao trabalho daqueles que, no Ministério Público Federal, na Polícia, no Judiciário e em outros órgãos, estão atuando para promover a justa responsabilizacão daqueles que cometem tais crimes e busquem o ressarcimento à sociedade, no caso Lava Jato e em outros casos no país.

    Por fim, frente a este triste cenário, nós pastores batistas brasileiros, reunidos em Santos-SP, em nosso Congresso Anual, nos propomos a envidar todos os esforços necessários à construção de uma sociedade mais justa e melhor, através do exemplo e serviço, bem como conclamamos a todos os cidadãos a se unirem a nós neste esforço.

    Que Deus abençoe nosso querido Brasil,

    Santos, 14 de abril de 2016

    A comissão:

    Carlos Elias de Souza Santos
    Jorge de Oliveira Bezerra
    Dejalmir Waldhelm
    Genilson Vaz
    Hilquias da Anunciação Paim

  • Batistas em Brasília

    Batistas em Brasília

    Na última terça-feira, líderes batistas de vários estados estiveram em Brasília (DF) para apoiar o Ministério Público e o pacote de medidas contra a corrupção. Fez parte da caravana o Pr. João Luiz Sá Melo, vice-presidente da Convenção Batista Carioca e pastor da PIB de Vila da Penha.

    Juntamente com o presidente da Convenção Batista Brasileira, Pr. Vanderlei Marins, os líderes acompanharam parte do processo de discussão em torno da aprovação do pacote anticorrupção e conversaram com o coordenador da Operação Lava-Jato, o procurador Deltan Dallagnol. No encontro com o procurador, oraram e declararam apoio ao processo de moralização impulsionado pelas investigações da operação.

    Segundo o pastor João Melo, a representação das igrejas batistas em Brasília é de grande importância e mostra a mobilização da denominação para a moralização do país. “É um movimento da sociedade e nós fazemos parte dessa história. Sentimos que a velha política ainda é muito forte. São deputados que declaram que ‘não estão nem aí’ para a pressão que a sociedade está fazendo. Volto de lá preocupado e enojado, de certa forma, mas também esperançoso por um novo tempo”.

  • Os batistas e as medidas contra a corrupção

    Os batistas e as medidas contra a corrupção

    Na tarde de ontem, representantes de igrejas batistas de várias regiões do Rio de Janeiro estiveram reunidos no Seminário Batista do Sul do Brasil, na Tijuca, para conhecer as medidas anticorrupção lançadas pelo Ministério Público Federal. A proposta que pretende combater não apenas crimes de colarinho branco, mas uma cultura de corrupção em todas as esferas sociais, foi apresentada pelo Procurador da República Deltan Dallagnol, que integra a força-tarefa da Operação Lava-Jato e é membro da Igreja Batista do Bacacheri (PR).

    O encontro aconteceu na Capela do STBSB. Com lotação máxima, líderes e pastores mostraram que pretendem cooperar com ações que podem gerar grandes transformações a começar com  pequenos gestos, tal como colher cartas de instituições e 1,5 milhões de assinaturas de apoio às 10 medidas do MPF.  Além disso, igrejas estão programando uma série de eventos para fortalecer esse apoio. A ideia é sair às ruas para mobilizações pacíficas em favor dessas medidas que, segundo Dallagnol, “podem mudar o Brasil, se Deus quiser”.

    Muros contra a corrupção
    Tomando como exemplo o profeta Neemias, o procurador mostrou que precisamos construir muros contra a corrupção. Esses muros vão desde ações éticas, que se configuram no cotidiano do brasileiro, a medidas mais rígidas contra crimes que tomam dos cofres públicos bilhões de reais anualmente. Para ser mais específico, o MPF afirma que o país tem um déficit anual de 200 bilhões de reais por conta da corrupção.

    “Poderíamos resolver o problema do SUS, aumentando o investimento federal em saúde e também em educação em três vezes. Seria possível melhorar a segurança em pelo menos cinco vezes em todo o país. Ou ainda, um aspecto muito sensível aos cristãos, poderíamos retirar dez milhões de pessoas da miséria, que não tem dinheiro para comprar comida para sobreviver… e sobraria dinheiro.”, afirmou Dallagnol.

    O procurador afirmou ainda que, apesar de sua importância, a operação Lava-Jato não muda o Brasil. O melhor que ela pode fazer é punir os culpados e ressarcir o país do valor mais próximo possível ao prejuízo causado. Mas as medidas propostas pelo Ministério Público podem tratar de um problema que, segundo Dallagnol, já se tornou um câncer. Foi com base nesse pensamento que as 10 propostas surgiram.

    Começamos a pensar em como o sistema pode ser mudado, com base em estudos internacionais, para que tenhamos um país mais justo, com menos corrupção e impunidade. Foi aí que surgiu a ideia das 10 medidas contra a corrupção. A partir daí escrevemos dez medidas e enviamos para vários especialistas do país. Eles nos retornaram com suas considerações e fechamos o pacote.

    Grande parte da população já suspeitava, mas o que se ouviu da boca do procurador, de que hoje “punição à corrupção é uma piada de mal gosto”, reforça a importância da aplicação dessas medidas o mais breve possível.

    Um caso envolvendo crime de colarinho branco demora 5..10…20 anos ou mais na justiça.  A simples demora já gera a sensação de impunidade e estimula a prática do crime. Quando o caso não prescreve é muito difícil de se ter a execução da pena. Quando conseguimos executar, a pena é uma piada de mal gosto. Varia de 2 a 12 anos, só que no Brasil tradicionalmente a pena é fixada próximo ao mínimo legal, ou seja, a pena não passa de 4 anos. E essa pena é executada em regime aberto. Essa pena inferior a quatro anos pode ser substituída por pena restritiva de direitos, como prestação de serviços à comunidade e doação de cesta básica.


    Como apoiar

    No estado do Rio de Janeiro, igrejas batistas de Belford Roxo e Duque de Caxias já estão engajadas no recolhimento de assinaturas. Nos próximos dois meses, haverá cultos especiais enfatizando ética, compaixão e justiça e impactos de rua com o intuito de mostrar os danos da corrupção na sociedade. Confira a agenda que está sendo seguida pelas igrejas que estão apoiando esse movimento:

    08 AGO – igrejas coletam imagens de famílias, adolescentes, jovens, estudantes e profissionais agindo contra a corrupção;

    16 a 23 AGO – Cultos com mensagens sobre ética, compaixão e justiça, desafiando cada membro a coletar, no mínimo, 10 assinaturas;

    29 AGO – Ações na cidade (Flash mob) com esquetes que representem a sociedade e como a corrupção paralisa a vida.

    30 AGO – Entrega, nos cultos, das assinaturas coletadas pelos membros;

    02 SET – A partir das 6h, colorir de verde e amarelo as proximidades da procuradoria da república. Às 9h, haverá a entrega das assinaturas coletadas ao procurador da república.

     

    Veja quais são as 10 medidas propostas pelo MPF

    1. Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos
    2. Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação
    3. Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2
    4. Aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores
    5. Reforma sistêmica de prescrição penal
    6. Celeridade nas ações de improbidade administrativa
    7. Eficiência dos recursos no processo penal
    8. Ajustes nas nulidades penais
    9. Prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado
    10. Recuperação do lucro derivado do crime

     

    Galeria de Fotos

     

     

    » Para conhecer mais detalhes das 10 medidas, acesse o site www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas

    » Para apoiar a causa nas redes sociais: facebook.com/mude.chega

    » Para dúvidas, envie um e-mail para mude.chega@gmail.com