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  • Experiências de um carioca no Canadá

    Três missionários da Convenção Batista Carioca estão em Toronto, no Canadá, participando de uma equipe de evangelização brasileira que tem como foco a evangelização de atletas, funcionários e torcedores envolvidos nos Jogos Pan-Americanos. Segundo o pastor Ulisses Torres, que coordena o departamento de missões da CBC, a participação de sua equipe visa o aperfeiçoamento das estratégias de evangelização em eventos esportivos, já que em 2016 o Rio será palco dos Jogos Olímpicos.

    Sobre as experiências vividas no Canadá, o pastor ressalta a qualidade da organização, típica de um país de primeiro mundo e a receptividade da população de Toronto. Do ponto de vista espiritual, ressalta o esfriamento e secularização – dois grandes desafios dos cristãos daquele país.

    ulisses evangelizando em toronto“O Canadá é um país chamado de ‘primeiro mundo’ e, realmente é muito organizado. Mas, esse país tão convidativo e aconchegante, passa por um tempo de esfriamento espiritual muito intenso. Templos estão sendo vendidos, igrejas estão esvaziando e todo aquele que se assume ser cristão é rotulado como ignorante ou fundamentalista.

    Por mais paradoxal que seja na terra onde A.W.Tozer foi pastor, a cada uma igreja que é organizada, sete são fechadas. As pessoas têm apoio governamental, recursos financeiros, mas não têm carinho. Os brasileiros chegaram aqui com a função de usar suas brasilidades para proclamar amor e a compaixão do nosso Mestre. Oremos pelos cristãos que permanecem firmes no Canadá, para que consigam testemunhar do amor do nosso Salvador.

    Sobre famílias no Canadá. Ontem (dia 14) nosso grupo saiu para visitar algumas famílias. Apenas fomos emprestar nossos ouvidos, cantar e dar palavras da Verdade e do Amor! O povo aqui é muito tranquilo e, por isso, as conversas são longas e pacificadoras. Que momento maravilhoso com aquele casal já no final da vida (idosos), mas com tanto desejo de compartilhar. A mulher com uma doença que só mexe os olhos e o marido cuidando dela (ele com 80 anos). Mesmo assim o sorriso sempre no rosto dos dois.

    À tarde, enquanto estávamos no transporte público, indo para a Vila do Pan, uma senhora canadense puxou assunto conosco e no desenrolar da conversa ela fala: ‘prefiro os países competindo em jogos do que nas guerras’.

    Duas constatações: os idosos no Canadá ficam sozinhos, sem a presença da família (seja em casa ou asilos). Precisamos dar mais atenção para os mais velhos, eles têm muito o que nos ensinar.”