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  • Igreja e política

    Igreja e política

    Pedir votos ou fazer qualquer associação política em templos religiosos são práticas proibidas no Brasil, com sanções que chegam à cassação do registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral. Mas, mesmo assim, alguns líderes religiosos insistem em beneficiar candidatos nas igrejas.

    Foi o que aconteceu em Campinas (SP), quando, no dia 10 de setembro, um pastor foi flagrado pedindo apoio dos fiéis a uma candidata. No vídeo divulgado pelo site da UOL, o ministro religioso declarava:

    “Quantas igrejas já perdemos, foram fechadas e lacradas porque não tivemos quem defendesse a nossa causa? Então, em função disso, Deus deu uma direção ao nosso líder, ao nosso pastor e neste ano, no dia 2 de outubro, nós já temos algo determinado por Deus e pela nossa liderança. Nós vamos daqui até lá fazer 15.444 orações. Diga 15.444”.

    O pastor afirmou também que, se fosse eleita, a candidata seria representante das igrejas na Câmara. A associação clara do número de orações ao número da candidata em questão fez com que o caso fosse denunciado ao Ministério Público.

    Segundo um membro da igreja, que não quis se identificar, o pastor e a candidata ainda percorreram três outras igrejas do mesmo ministério para a continuação do trabalho de divulgação. “Eu achei muito exagerado. Eles interromperam o sermão de um pastor convidado para fazer campanha. Isso atrapalhou o culto e muita gente levantou e foi embora. E depois eu soube que eles fizeram a mesma coisa em outras duas igrejas”.

  • Alerta no Congresso

    O discurso do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, na plenária do Congresso nacional, na última quarta-feira (21), chamou a atenção por seu teor “profético” contra Eduardo Cunha e os membros da bancada evangélica.

    Em seu pronunciamento, levou consigo uma bíblia e exortou Cunha e demais membros da bancada. Segundo ele, Cunha “não está sozinho nesse mar de lama” e que “sinais iriam começar a acontecer” no Congresso. “Vigiem, por que o nosso Deus não está brincando”, afirmou Daciolo.

    Em seu discurso inflamado, o deputado citou os falsos profetas mencionados na Bíblia e, referindo-se a Eduardo Cunha, leu Jeremias 2.17 e 19: “Não foi você mesma a responsável pelo que lhe aconteceu, ao abandonar o Senhor, o seu Deus?… O seu crime a castigará e a sua rebelião a repreenderá. Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim, diz o Soberano, o Senhor dos Exércitos”.

    Daciolo ainda fez outros alertas à bancada evangélica e chamou os membros ao arrependimento. Ao final, fez uma oração e repetiu a frase que ocasionou sua expulsão do PSOL: “Todo poder emana de Deus”.

    Para assistir ao discurso na íntegra, clique aqui.