Tag: pornografia

  • Combate à pornografia

    Combate à pornografia

    O advento da internet transformou a pornografia em um produto amplamente acessível e maximizou seu potencial de dano. A partir dessa constatação, um grupo com mais de mil líderes cristãos se reuniu no evento Set Free na última segunda-feira, 04 de abril, para discutir ações de prevenção e remediação.

    O título do encontro – que traduzido ao português significa “libertar” – dá uma dimensão de como os líderes cristãos estão encarando essa situação: uma epidemia. Dentre os temas abordados nos quatro dias do evento, estão o impacto social, psicológico, neurológico e espiritual da pornografia sobre os dependentes.

    Josh McDowell, escritor e evangelista, está participando do evento e considerou que “a pornografia é um problema de saúde pública e que deve ser tratado como um vício perigoso”. Ele citou com preocupação o resultado de um estudo recente executado pelo Barna Group sobre o alcance e danos causados pela dependência desse produto, e que constatou que 67% dos rapazes e 49% das mulheres jovens consideram que consumir material pornográfico seja um “comportamento aceitável”.

    Segundo informações da divulgação do evento, serão 30 especialistas debatendo e palestrando sobre o assunto, propondo caminhos para combater a dependência da pornografia, e o papel da Igreja nesse cenário.

    O escritor Michael Leahy testemunhou sobre sua superação do vício, e afirmou que a pornografia não depende, necessariamente, dos motivos usuais que levam a outras dependências: “Havia algo sobre a pornografia que agarrou em mim”, afirmou, destacando que sentia-se amado por sua família, mas isso não impediu que ele se tornasse um viciado.

    “Aquilo que você alimenta cresce, e o que você não alimenta morre de fome”, lembrou o escritor, citando uma das ferramentas que usou para superar a dependência de 30 anos.

    Os danos causados pela pornografia o levaram a uma crise conjugal, com sua esposa desenvolvendo tendências suicidas e o posterior divórcio. Um ano após a separação, ele mesmo passou a pensar em tirar a própria vida, e isso o alarmou para a necessidade de ser ajudado.

    O escritor e conselheiro Mark Laaser foi quem exerceu o papel principal de ajuda a Leahy, que hoje se dedica a ajudar pessoas com um problema semelhante, através do ministério Bravehearts (“Corações Valentes”, em tradução livre).

    Fonte: Gospel+

  • Pastores e a pornografia

    Pastores e a pornografia

    O assunto é polêmico. Ano passado, quando um site considerado “pornográfico” teve a segurança comprometida e foram revelados nomes de milhares de usuários. Centenas pastores estavam inscritos. A revelação custou o ministério de alguns e, em pelo menos um caso, a vida.

    Uma nova pesquisa do Grupo Barna, feita nos Estados Unidos indica que 14% dos pastores mais velhos e 21% dos jovens pastores lutam contra a pornografia. O material, com o título de “The Porn Phenomenon” foi encomendado pelo Josh McDowell Ministries e pela organização Covenant Eyes, criadora de um software para “filtrar” conteúdo impróprio na internet.

    Foram entrevistadas 2700 pessoas, divididas em grupos específicos que incluía diferentes faixas etárias, sendo dado atenção especial aos que são pastores ou líderes na igreja. O número de adolescentes e jovens adultos que procuram ativamente a pornografia pelo menos uma vez por mês chamam atenção: 43% dos adolescentes, 57% dos jovens de 18 a 24 anos e 45% dos entrevistados com idade entre 25 e 30.

    Não são apenas os homens que admitem acessar pornografia. Cinquenta e seis por cento das mulheres com idade entre 13 e 24 anos procuram por pornografia ao menos uma vez por mês. Em contraste, são 28% das mulheres a partir de 25 anos.

    Uma das conclusões do estudo é que a exposição à pornografia – tanto a acidental, quanto a intencional – aumentou. Os líderes religiosos que participaram do estudo admitiram que, assim como a maioria dos usuários da internet, já receberam e-mails não solicitados com conteúdo adulto ou viram alguma imagem dessas em janelas “pop up” que abriram sem o seu consentimento.

    Pastores de jovens afirmaram que já visualizaram conteúdo sexual indesejado nas redes sociais como o Twitter ou Instagram.

    A pesquisa do Instituto Barna indica que mais da metade dos pastores (57%) e 64% dos pastores de jovens que participaram do estudo disseram que já tinham lutado com a pornografia no passado ou ainda estão lutando com ela. Mais da metade (55%) deles admitiu que vive constantemente com medo de ser descoberto.

    Do outro lado da questão, 41% dos cristãos adultos entendem que pastores que veem pornografia devem ser demitidos ou devem pedir demissão. Já 29% dos cristãos adultos acreditam que os pastores que assistem pornografia devem tirar uma licença e lidar diretamente com o problema.

    Outros 16% afirmam que os pastores que tem o hábito de ver pornografia devem obter ajuda profissional. Apenas 5 por cento dos entrevistados dizem que nada deveria ser feito contra os pastores que veem pornografia.

    O ministério Josh McDowell tratará amplamente do assunto e revelará os resultados completos deste estudo durante uma Conferência Mundial sobre o tema em abril. Foram enviados convites para 70.000 pastores dos EUA.

    O pastor McDowell manifestou-se sobre o assunto. “Eu vou dizer que não há uma igreja, um líder cristão, um pastor, inclusive eu, que tenha uma resposta para isso. Nenhuma mensagem tradicional que ofereça uma solução irá funcionar.” Ele defende que “obreiros da igreja que mostrarem arrependimento devem receber apoio e acompanhamento de suas igrejas, e não serem simplesmente demitidos”.

    Gospel Prime/Christian Post