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  • Capacitação em capelania portuária

    Capacitação em capelania portuária

    A atuação na região portuária necessita de missionários preparados para o atendimento das necessidades dos marinheiros. O aprendizado é constante e visa adequar as ações dos capelães portuários às situações que surgem no decorrer da caminhada ministerial. Por isso, a International Christian Maritime Association, associação que reúne 28 organizações cristãs ligadas ao apoio de marinheiros, realizou, no final de setembro, nas Filipinas, um período de capacitação do qual participaram nossos capelães Bahman Amirazodi e Regina Borges.

    O treinamento aconteceu no período de 23 de setembro a seis de outubro, contando com a presença de 60 capelães portuários de vários países. “A ICMA promoveu esse treinamento no qual tivemos palestras muito ricas em seus conteúdos, pois foram ministradas por professores universitários das Filipinas, Autoridades Portuárias, Representantes de Organizações Marítimas, Sindicatos de Marinheiros, etc”, comentou a missionária Regina. O objetivo desse curso foi especificamente ampliar a visão dos capelães sobre a cultura filipina, passando pelos aspectos econômico, social, emocional, religioso e ético.

    O treinamento da ICMA incluiu uma visita à uma praça onde centenas de marinheiros se encontram para conseguir um novo contrato de trabalho. Um momento de grande alegria foi quando um dos marinheiros filipinos, que já havia passado pelos portos do Rio, reconheceu os missionários vinculados à Convenção Batista Carioca. É o fruto de um trabalho de evangelização que transcende as fronteiras do Brasil e chega a diversas regiões do mundo.

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    Os capelães também visitaram as famílias dos marinheiros. Algumas estão recebendo a Cristo como salvador por meio de projetos que estão focados nas esposas e filhos que sofrem com o longo período de ausência de seus maridos e pais. Algumas famílias recebem apoio de igrejas como a Igreja Batista da Fé, liderada pelo pastor Cyril Agustino – irmão do capitão Ezer Agustino, responsável pela recepção dos missionários cariocas.

    Também foi um momento de troca de experiências entre os capelães. O encontro de várias organizações de mesmo foco ajudou a otimizar a expertise nas ações portuárias através do compartilhamento de diferentes formas de serviço.

    A capelania portuária no Rio de Janeiro funciona em esquema de parceria da Convenção Batista Carioca com a Saylor’s Society, organização cristã interdenominacional que atua em portos de diversos países, contribuindo com o bem-estar de marinheiros e a evangelização dos mesmos.  

  • A missão de levar esperança aos marinheiros

    A missão de levar esperança aos marinheiros

    Certa vez, enquanto um missionário visitava um navio vietnamita, um marinheiro veio até ele e perguntou: “Lembra-se de mim, capelão?”. Antes que pudesse responder, o marinheiro continuou: “Pastor, espere um minuto. Eu vou à minha cabine e já volto”. Minutos depois ele retornou com uma bíblia que trazia uma dedicatória do capelão, que dizia: “Que Jesus esteja sempre nas tuas palavras”.

    A data da dedicatória era de seis anos atrás, ocasião em que o marinheiro havia participado de seu primeiro culto na zona portuária do Rio. O marinheiro contou que ele e sua família haviam se convertido e viviam em Ho Chi Minh, no Vietnã.

    O testemunho acima exemplifica a importância das ações realizadas pela Convenção Batista Carioca através de seu departamento de Missões. O caso específico é fruto do ministério de Capelania Portuária, que há anos alcança pessoas de várias partes do mundo, marinheiros que estão longe de seu lar e que, muitas vezes, estão de corações abertos para palavras de esperança.

    Pr. Bahman em ação no porto do Rio
    Pr. Bahman (de costas) em ação no porto do Rio

    Além do pastor Bahman Amirazodi, o capelão da história acima, a equipe de missionários portuários da CBC é formada por Regina Borges de Paula e Gilvan da Cunha Silva. O trio oferece cuidados e serviços pastorais aos tripulantes a bordo dos navios, tais como: aconselhamentos, realização de cultos e distribuição de bíblias e outras literaturas; transporte de ida e volta ao porto, apoio na comunicação com familiares por meio de telefone, correio e internet móvel; visitação aos marinheiros presos ou hospitalizados; e provisão de roupas e alimento, quando necessário.

    “Eles só passam de três a quatro meses em casa. Na outra parte do tempo estão navegando”, conta a missionária Regina. Segundo ela, a grande necessidade desses marinheiros é fazer contato com suas famílias e foi essa a abertura que o projeto encontrou para focar sua atuação. “Então quando eles chegam ao porto, nós entramos no navio e oferecemos o sinal de wifi gratuito a bordo do navio. Eles vêm. Trazem seus equipamentos e podem falar com seus familiares. A CBC em parceria com a Saylor Society, possui veículos para realizar o transporte desses marinheiros. É uma oportunidade fantástica para, estando em terra, ter contato com outras pessoas”, explica a missionária.

    Apesar da estrutura com a qual o projeto conta, o grande desafio continua sendo a participação de voluntários que possam somar ao grupo para que mais marinheiros sejam alcançados. Atualmente, cerca de 4.900 embarcações passam anualmente pela zona portuária do Rio. Para dar conta desse índice, é preciso um grande esforço missionário. Quem comenta sobre esse desafio é o pastor Bahman: “O trabalho de voluntariado é muito importante e o conhecimento de língua inglesa é a base para se comunicar com os marinheiros. A maioria deles fala inglês e os voluntários precisam desse conhecimento. Por isso temos tanta limitação na área de voluntariado. Precisamos que aqueles que falem essa língua se apresentem”.

    Para se voluntariar ao trabalho de capelania portuária, é preciso entrar em contato através do e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br , informando seu desejo em participar deste projeto.