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  • Trabalho batista em presídios do Rio

    Trabalho batista em presídios do Rio

    Mais de 100 pessoas se converteram ou se reconciliaram com Cristo no último mês, durante as ações de capelania prisional na cidade do Rio de Janeiro. Os números são reflexos de uma igreja atuante, com semeadores enviados por igrejas batistas e membros-presos que encontraram na fé um novo estilo de vida.

    Os dados fazem parte do relatório do missionário Claudio Barreto, que coordena os trabalhos da Convenção Batista Carioca no âmbito prisional. Ele, ao lado do missionário Laércio Oliveira e de voluntários de igrejas batistas, tem mantido atividades regulares de assistência e proclamação da Palavra em seis presídios cariocas.

    No início de novembro, a capelania prisional realizou o culto de ação de graças pela formação do Grupo Teatral Luz do Mundo. O grupo é formado por irmãos que cumprem pena no Presídio Evaristo de Moraes em São Cristóvão. “O grupo conta com dezoito participantes e eles elaboram os próprios roteiros que encenam, todos com conteúdo bíblico e apresentando de maneira profunda situações muito comuns da vida e nos confrontando com a verdade bíblica, apontando o Caminho a seguir”, explicou Pr. Claudio.

    O grupo teatral tem atuado em atividades religiosas e civis da unidade prisional. A mensagem encenada tem emocionado pessoas e contribuído com a expansão do evangelho. Durante o culto, internos recém-chegados se converteram a Cristo ao final da apresentação da peça baseada na história do filho pródigo. Um dos agentes penitenciários que estavam assistindo à programação confessou que estava impressionado com o que está presenciando desde que foi transferido para trabalhar na ala evangélica.

    “Eles estão presos, mas a Palavra de Deus não está, e mesmo com muitas privações e dificuldades, muitas vezes desanimados, o Senhor os tem ajudado a permanecerem firmes no propósito de anunciar Cristo para a salvação de todo aquele que crê”, afirmou o missionário.

    A crise do Estado amplia os desafios da capelania e por isso os missionários pedem oração.  “A população carcerária do nosso Estado só aumenta. O sucateamento dos aparelhos públicos e a situação a que estão submetidos os servidores tornaram o ambiente prisional ainda pior. Ultimamente estamos enfrentando muito mais dificuldade para realizar as atividades da Capelania, inclusive para distribuir as doações. Por isso pedimos a intensificação das orações do povo de Deus”, comenta o missionário Claudio. Outros motivos de oração são por pessoas que tenham condições de se tornarem mantenedoras deste projeto, bem como pela manutenção dos frutos que surgem a cada dia.

     

    » Seja um parceiro da Capelania Prisional da Convenção Batista Carioca, clicando aqui.

  • Amadurecimento e multiplicação

    Amadurecimento e multiplicação

    Atuar nas unidades prisionais é um grande desafio, mas também uma excelente experiência missionária. É possível ver com muita clareza o agir de Deus, salvando e ensinando aqueles que cumprem penas pelos crimes cometidos.

    Foi numa quarta-feira à tarde, na unidade feminina Oscar Stevenson, que uma presidiária contou um pouco de sua história, após a leitura do texto bíblico de João 15. Ela falou bastante sobre o dia a dia na cadeia, mas a forma como vivia, em condições degradantes, mostra que o evangelho real precisa impactar vidas naquele lugar.

    Condenada há 80 anos de prisão, teve pena reduzida, já tendo cumprido pelo menos 20 anos. Não recebe visitas e os filhos foram levados para outro país. Não recebe nenhuma doação necessária para o mínimo de dignidade dentro de uma unidade prisional. Segundo ela, tudo o que usa é doado pelas próprias internas, que descartam itens ou a ajudam por pena. Falando sobre sua vida antes de conhecer a Cristo, ela confessou, quase gritando: “Eu era o cão chupando manga. Eu era terrível!”. Os olhos esbugalhados refletiam as mazelas de um passado degradante.

    “Fiquei muito impressionada com o nível de angustia dessa mulher. Ela reconhece e afirma que o Senhor Jesus Cristo foi quem a libertou de uma vida tão horrível, mas ainda não consigo vê-la usufruindo da graça de Deus. Há na fala dela sofrimento, humilhação, inconformismo, raiva. Tenho orado intensamente por ela, pedindo ao Senhor que ela possa usufruir da graça e do amor de Deus”, afirmou a missionária Marilena, que pede apoio na doação de materiais de higiene pessoal (sabonete branco Protex, papel higiênico, absorvente, escova e creme dental) para que a personagem dessa história e outras internas vejam a graça de Deus através do amor cristão.

    Amadurecimento da fé
    Com um trabalho de capelania mais solidificado, o Presídio Evaristo de Moraes tem sido palco de verdadeiros milagres de transformação. Em setembro, 46 presos desceram às águas batismais, tendo recebido bíblias novas, doadas pela Sociedade Bíblica do Brasil. Outras 42 estão sendo preparadas para o próximo batismo. Com o avanço do discipulado, onde os mais maduros na fé ajudam os recém-convertidos, o projeto missionário já chegou a 700 membros. Seus testemunhos provocam grande repercussão em todo o sistema prisional. Prova disso são as duas celas evangélicas inauguradas em duas unidades do Rio de Janeiro. “A congregação destes convertidos experimenta grande amadurecimento da fé através do profundo estudo das Sagradas Escrituras e da prática da fé, e o resultado não podia ser outro. Glória sejam dadas ao Cordeiro Santo! Todos os meses realizamos batismos e as classes de novos decididos continua cheia”, celebra o Pr. Claudio Barreto, coordenador da Capelania Prisional da Convenção Batista Carioca.

    Nova biblioteca
    A SBB e a Associação Luz da Liberdade – ambas parcerias nos projetos de Missões Rio – também deram total apoio à inauguração da Biblioteca Bíblica do Instituto Penal Vicente Piragibe. O acervo soma bíblias de estudo, dicionários, atlas bíblico, manuais, etc. Cerca de 2400 homens terão acesso ao estudo aprofundado das escrituras sagradas que certamente trará frutos.

  • No tempo de Deus

    No tempo de Deus

    O Ministério da Justiça divulgava em 2015 um crescimento de 500% do número de presidiárias nos últimos 15 anos. A pesquisa levou em consideração dados de 1.424 unidades prisionais em todo o sistema penitenciário estadual e federal. Mas o que o estudo não revela são as histórias que estão por trás dessas vidas. Sofrimento, decepção e solidão marcam por muito tempo a trajetória de ressocialização. E isso quando este processo se torna possível.

    Felizmente, para Luzinete, a personagem de nossa história, as portas se abriram ao final de um período de cinco anos (resultado de uma apelação para redução de pena de 11 anos). Este tempo, segundo ela, foi importante porque ali, em meio às dificuldades e abusos do sistema carcerário, foi lapidada pelo evangelho que conheceu muito anos antes de sua entrada na prisão.

    Luzinete frequentava igreja evangélica e cantava no ministério de louvor de sua igreja. Mas lembrava que não conhecia o Senhor verdadeiramente. Não havia dedicação pessoal. Apenas frequentava a igreja e fazia o que mais gostava: cantar. Anos depois, adulta e casada, até a rotina religiosa ficou em segundo plano.

    No primeiro casamento tinha uma vida financeira estável. Era mãe de três filhos, mas o problema era que a relação conjugal não se sustentou. Já divorciada, conheceu o segundo marido, por quem nutria grande sentimento. Só que a união entre um pedreiro e uma costureira não lhes renderam tranquilidade financeira. O marido, sentindo-se incapaz de sustentar o lar, decidiu arriscar a vida no tráfico.

    “Ele achava que precisávamos de mais. Foi quando ele arrumou um amigo que era traficante e começou a traficar. Quando descobri que ele estava fazendo isso, já haviam-se passado dois anos”.
    Um desentendimento na vizinhança onde moravam gerou uma denúncia e a consequente investigação policial na residência onde Luzinete vivia. Drogas foram encontradas e ela e o marido foram presos em junho de 2001. Uma nova realidade se apresentava. Tornara-se presidiária. Entretanto, o verdadeiro cárcere estava em seu coração. Presa ao ódio pelo delator e ao sentimento de injustiça que por algum tempo a impediu de enxergar a obra que Deus desejava fazer em sua vida.

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    Luzinete, à esquerda, ao lado de Marilena, capelã da CBC

    “Fiquei revoltada com Deus. Questionava-o sobre o fato de estar comigo ou não por causa da sentença de prisão. Numa oração disse que, se ele não me desse uma prova do seu amor, que eu nunca mais me importaria com ele”. Neste dia, cansada de tanto chorar, adormeceu. Ao acordar, por instinto observou o espelho e ouviu uma voz a dizer: “Você é a prova viva do meu amor”.

    Uma sentença de cinco anos e lições a aprender. A começar por seu relacionamento com Deus. Descobertas, conhecimento e muita paciência. “O meu pensamento era de sair da cadeia, mas, quando fui para o Talavera Bruce, o Senhor me confirmou que eu deveria limpar a casa, a minha vida.”, lembrou Luzinete. Foi aí que o foco mudou e o discernimento veio na medida de seu relacionamento pessoal com Deus, através do estudo das Escrituras.

    O contato com a missionária Marilena Nascimento, capelã prisional da Convenção Batista Carioca, foi a ajuda enviada por Deus para o sustento emocional e crescimento espiritual de Luzinete no período do cárcere. “Se sou a mulher que sou hoje, conhecedora da Palavra, eu agradeço a ela. Ela foi a minha força. Pena que lá tem muita gente que não aproveita a oportunidade, mas eu a aproveitei a cada segundo”.

    Muita coisa acontece no sistema prisional. Como presidiária, Luzinete viu muita coisa ruim, mas até esses momentos serviram de aprendizado. Sem entrar em detalhes, ela se restringiu a dizer que cada experiência foi traduzida em composições musicais. “Cheguei a quase 100 composições de louvores a Deus e usava esses momentos de adversidade ao meu favor. As coisas aconteciam e não me atingiam porque logo o Senhor colocava uma palavra de louvor na minha boca, por mais que me humilhassem”.

    O tempo passou sem que percebesse e, no dia de sua liberdade, Luzinete entrou em contato com os missionários da CBC para que a ajudassem a reencontrar a família. Na ligação a voz saiu trêmula, muito ansiosa, mas feliz em dizer que aquele era o grande dia. A missionária Marilena foi a primeira encontrá-la, trazendo-a para a sede de Missões Rio (o departamento missionário da CBC). Aqui Luzinete recebeu todo o cuidado necessário para recomeçar.

    O dia em que deixou a prisão não foi o início de uma nova história, porque esta começara há muitos anos, ainda em cárcere. Mas foi a continuidade de uma promessa recebida da parte de Deus. A liberdade que começou de dentro para fora e a ajudou a construir novas bases para sua vida.

    Luzinete tem um sonho: quer gravar as composições que recebeu da parte do Senhor. Mas se tem uma lição que aprendeu com louvor foi a da paciência. Aprendeu a identificar e respeitar o tempo de Deus. “Penso muito no tempo de Deus e vivo minha vida assim. No momento de Deus”.

  • Igreja e Missões Rio

    Igreja e Missões Rio

    O apoio da igreja local é fundamental para o crescimento da obra missionária. A Igreja Batista Missionária no Maracanã sabe disso e, no período da campanha de Missões Rio, levou seus PGMs (Pequenos Grupos Multiplicadores) às unidades prisionais femininas Talavera Bruce e Oscar Stevenson.

    Dois grupos realizaram atividades sociais e evangelísticas com pessoas que aguardavam para visitar as presidiárias. O trabalho foi acompanhado pela missionária Marilena Nascimento, que atua nas unidades como capelã prisional da Convenção Batista Carioca.

    “Alguns familiares já estavam no local esperando a entrada às 9h30, com senhas nas mãos. Familiares vindos de Petrópolis, Ilha do Governador, Nilópolis, vários locais do estado do Rio de Janeiro”, comentou Marilena. Assim que chegaram, os voluntários distribuíram café da manhã aos visitantes e organizaram um evangelismo criativo. “Oramos, louvamos ao som de violão, ouvimos vários textos bíblicos do Novo Testamento contados de maneira criativa, de maneira que os ouvintes participavam como se estivéssemos numa roda de contação de histórias”.

    Folhetos foram distribuídos e o evangelho foi comunicado a mais de 100 pessoas. O dia, com certeza, teria sido diferente sem a presença desses irmãos. Deus foi glorificado e a experiência missionária adquirida permanecerá para sempre em seus corações.

    E você? Deseja apoiar o trabalho de capelania prisional ou outro projeto missionário? Entre em contato conosco pelo e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br

    Confira imagens da ação missionária nos presídios

  • Ação em presídios femininos

    Ação em presídios femininos

    Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Capelania Prisional Feminina realizará, no mês de março, várias ações de atendimento social e evangelístico junto às internas das unidades Oscar Stevenson e Talavera Bruce.

    Serão atendimentos nas áreas de saúde (ginecologia, dermatologia, psicologia e endocrinologia) e educação (andragogia – educação de adultos – e formação para o mercado de trabalho).
    Em Bangu, no Presídio Talavera Bruce, as ações acontecerão nos dias 3 e 31 de março, das 14h às 16h. Já no Presídio Oscar Stevenson, em Benfica, os atendimentos serão nos dias 02, 09, 16, 23 e 30, das 14h às 16 h.

    A Sociedade Bíblica do Brasil, através do projeto Luz para o Sudeste, também marcará presença, auxiliando em parte dos atendimentos e na distribuição de literaturas evangélicas. Quem desejar contribuir financeiramente com a distribuição desse material, poderá fazê-lo pelo site da SBB – www.sbb.org.br.

    A Convenção Batista Carioca, por meio do departamento de missões, está arrecadando produtos de higiene pessoal para serem distribuídos às internas. As necessidades são:

    – Papel higiênico
    – Sabonete
    – Pasta e escova de dente
    – Absorvente

    Aqueles que quiserem contribuir, poderão entregar doações na sede da CBC, situada à Rua Senador Furtado, 12 – Praça da Bandeira – Rio de Janeiro.
    A falta de material de higiene pessoal é uma realidade nos presídios femininos do Brasil. Em casos extremos, detentas chegam a usar miolo de pão como absorvente. O caso foi denunciado pelo livro “Presos que menstruam”, de Nana Queiroz.

  • Conquistas missionárias

    Conquistas missionárias

    Os presídios e unidades socioeducativas experimentaram um grande momento de colheita nos últimos meses. Desde agosto, pelo menos 90 pessoas se converteram ou se reconciliaram com Cristo através do trabalho de capelania realizado por missionários da Convenção Batista Carioca (CBC).

    A equipe, formada por quatro missionários e vários voluntários oriundos de igrejas cariocas, realizam trabalhos constantes nas unidades, que vão desde os aconselhamentos às ações de assistência médica, psicológica, distribuição de materiais de higiene pessoal, entre outras.

    Uma das mais recentes conquistas dessa capelania foi a inauguração do Espaço Bíblico na biblioteca montada pela CBC no presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão. O acervo foi doado pela Sociedade Bíblica do Brasil, contando com vários exemplares das Bíblias de Estudo produzidas pela SBB e material acadêmico de pesquisa e estudo Bíblico. Ao todo, são 206 exemplares.
    Este projeto foi destaque no site da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária: http://www.rj.gov.br/web/seap/exibeconteudo?article-id=2551137 . Durante a inauguração, os internos encenaram uma peça teatral sobre a Bíblia Sagrada e a vida humana. Com este material, os internos alcançados pelo evangelho de Cristo nesta Unidade Penal certamente crescerão em conhecimento e graça, gerando frutos abençoadores para a glória do nosso Deus.

    Em Bangu, na unidade Jonas Lopes, missionários celebraram o batismo de seis internos. Já na unidade de internação feminina do Degase, Professor Antonio Carlos Gomes da Costa, mais um projeto missionário foi iniciado, alcançando 40 adolescentes.

    Somos gratos a Deus e a você por cada conquista. Sua contribuição, através do projeto PAM (Parceria na Ação Missionária), tem feito com que a igreja chegue a lugares onde a luz de Cristo precisa brilhar.

  • Missões atrás das grades

    Missões atrás das grades

    Durante anos, o trabalho missionário desenvolvido pela Convenção Batista Carioca em presídios do Rio é visto como referência pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). O motivo é que essa atuação envolve todas as esferas da vida do presidiário e, agora, de adolescentes em conflito com a lei, levando não só a Palavra, que transforma a mente e o coração, mas os valores do Reino que buscam garantir a dignidade das vidas assistidas.

    O Pr. Claudio Barreto coordena a área de Capelania Prisional e Socioeducativa da CBC. Filho da missionária Adenice Baptista, pioneira neste trabalho como representante dos batistas cariocas, Claudio leva adiante este ministério como uma herança espiritual. Mas as vitórias e derrotas ele faz questão de compartilhar com a equipe de três missionários: Cesar Teixeira da Silva, Laércio de Vasconcelos – ambos atuando em presídios – e Marilena Nascimento – que atua em unidades prisionais femininas e socioeducativas .

    A seguir, Pr. Claudio explica os detalhes deste ministério, seus desafios, necessidades e como fazer para apoiar este trabalho.

    Há quantos anos existe o trabalho de capelania prisional pela CBC e em quantas unidades estamos?
    Desde 1984. Vinte e três Prisionais (sendo três fora de nosso município) e quatro Socioeducativas.

    Em quantas deveríamos estar para alcançar todas as unidades de nossa região de atuação?
    Trinta e uma prisionais (em nosso município, mais onze. No Estado são 52 no total); e das Socioeducativas, nove de restrição de liberdade e 16 de semiliberdade; além das três anunciadas pelo Governo que serão construídas para diminuir a superlotação.

    Descreva como é o dia a dia nesse ministério. Como são desenvolvidas as atividades nessas unidades?
    Diariamente, a equipe de missionários e voluntários da CBC visita as Unidades Prisionais do RJ. Diversas atividades são realizadas de acordo com as necessidades e oportunidades. Entre estas atividades, realizamos: evangelização, cultos, estudos bíblicos, distribuição de literatura bíblica, palestras, festivais de música, peças teatrais, batismos, casamentos, treinamentos e atendimentos individuais. Todas com o objetivo de alcançar a completa regeneração pelo Espírito Santo em cada vida atendida por esta capelania. Muitas vezes atendemos também diretores e funcionários que necessitam de orações e orientações bíblicas por problemas que enfrentam no exercício da função e também crises pessoais.

    A presença dos missionários é aguardada com grande anseio. Alguns homens e mulheres na prisão relatam que a única visita que recebem é da equipe de Missões Rio. Grande parte destas pessoas presas, e principalmente as mulheres, está em completo abandono. A Capelania é a única esperança para suprir suas necessidades até de materiais de higiene pessoal como sabonete, creme dental, barbeador, papel higiênico e absorvente íntimo; demonstrando assim o cuidado de Deus com estas vidas, levando-as ao resgate de sua dignidade em Cristo e a um novo viver de acordo com as Sagradas Escrituras.

    O trabalho da Equipe de missionários nas Unidades Socioeducativas é bem diferenciado. Por tratar-se de adolescentes, a equipe faz um trabalho em conjunto com a Capelania Esportiva, acompanha os meninos e meninas através do discipulado bíblico, aborda também a questão educacional nas bibliotecas das Unidades, promove ações na área de saúde, entre outras, atendendo as mais diversas demandas destes adolescentes e seus familiares.

    Sabe-se que uma das grandes necessidades desse trabalho é a participação de pessoas. Mas o que muitos perguntam é: existe um perfil específico para este trabalho?
    Para a visitação interna nas Unidades Prisionais sim. Isto nós abordamos nos treinamentos e no Curso de Capelania. A orientação é que todos façam o curso, pois mesmo que não se enquadrem no perfil de visitador, certamente crescerão em conhecimento missionário e saberão lidar com o assunto com entendimento, tanto no atendimento a pessoas que saíram da prisão como aos familiares, amigos, enfim, estarão preparados para responder à questão de missões nas prisões. Mas existem necessidades deste trabalho que podem ser supridas por todos.
    Precisamos de sustento em oração constante. São muitos desafios enfrentados todos os dias e necessitamos muito que roguem por nós.

    Precisamos de materiais de higiene pessoal (sabonetes brancos, creme dental, barbeadores, papel higiênico, absorventes íntimos, chinelos brancos tipo havaiana, calças e saias jeans e blusas brancas), mas estes materiais precisam ser dentro das especificações de segurança: os sabonetes brancos fora do papel; o creme dental é só o tubo fora da caixa; os barbeadores só os simples sem recarga; o papel higiênico sem aquele rolo interno de papelão. Enfim, precisamos de pessoas que mobilizem a arrecadação nas igrejas, recolham, selecionem e preparem estes materiais para passar pelo crivo de segurança das Unidades Penais, para isto nós oferecemos treinamento e acompanhamento.
    olho-entrevista-claudioQue tipo de preparo a CBC pode fornecer às igrejas para que elas também participem desse ministério?
    A Convenção Batista Carioca em parceria com o Ministério Vida Relevante e o Seminário Teológico Betel oferece o Curso Livre de Capelania Prisional, com duração de cinco meses e que também oferece estágio.

    Inscrições e informações através do site: http://vidarelevante.com.br/capelania-prisional/ . Além disso, a CBC oferece visita dos Missionários às igrejas interessadas para expor o trabalho realizado e as oportunidades de cooperação. Também oferece consultoria de nossa Coordenação e equipe de Capelania Prisional para igrejas que desejam engajar neste ministério.

    As famílias dos presidiários também têm sido alvo desse trabalho. Quais são os problemas enfrentados pela família que tem um ente presidiário? Que tipo de ajuda a CBC tem dado a essas famílias?
    Entre os problemas mais comuns, atendidos pela equipe da CBC, estão a orientação, acompanhamento espiritual e aconselhamento pastoral. A CBC conta com o apoio da Associação Luz da Liberdade que acompanha os familiares, promove encontros mensais, oferece palestras e atende as mais diversas necessidades espirituais e materiais, inclusive nas áreas de saúde, educação e trabalho.

    A Associação Luz da Liberdade também acompanha os egressos do sistema penal; estes se convertem na prisão, mas precisam de ajuda quando saem em liberdade condicional ou plena, pois são muitas as dificuldades enfrentadas para quem quer recomeçar de maneira digna e honesta. A ALL desenvolve projetos nesta área e necessita de apoio das igrejas para executar estes projetos. Conheça mais em www.luzdaliberdade.com .

    Existem crentes que também realizam o trabalho de capelania, mas de forma independente. Quais são as vantagens de se unir à CBC para a realização desse trabalho?
    A CBC possui respaldo de décadas de excelente serviço de assistência religiosa nas prisões do RJ. A Missionária Adenice Baptista deixou um legado de muita competência e resultados que somam hoje para o respeito que a Secretaria de Estado tem para com o trabalho da CBC. A Coordenação da SEAP apresenta a CBC como referência de Capelania Prisional e isto tem um grande peso de glória para o nosso Senhor Jesus. Além disto, o trabalho filiado à CBC é fortalecido porque somamos experiência, conhecimentos, oportunidades, enfim, alcançamos muito mais trabalhando juntos.

    Outro fato de grande importância é a escassez de obreiros qualificados; a CBC capacita e acompanha estes obreiros, e, quando a igreja trabalha sozinha, às vezes o trabalho cessa quando a pessoa que estava à frente por algum motivo se ausenta e a igreja não tem ninguém que substitua; com o trabalho em equipe temos sempre um obreiro pronto a assumir e dar continuidade à obra missionária.

    Oro ao Senhor da seara para que leve seu povo a contribuir com a vida para mudar a sorte de nossa cidade. Igrejas comprometidas com Cristo que não economizem em investir para o avanço deste trabalho, e não falo somente de oferta financeira, falo de unidade com O Cabeça, que é Cristo, e Seu corpo, a igreja.

    Quer saber mais sobre os projetos missionários da CBC? Acesse www.missoesrio.com.br

  • Curso de formação de capelães hospitalares e prisionais

    Curso de formação de capelães hospitalares e prisionais

    Estão abertas as inscrições para os cursos de Capelania Prisional e Hospitalar, desenvolvidos através de uma parceria entre a Convenção Batista Carioca, Seminário Teológico Betel e o Ministério Vida Relevante.

    A palavra Capelania tem sua origem no francês “chapelain”, reconhecimento dado ao ministro religioso autorizado a prestar assistência e a realizar cultos em presídios, hospitais, comunidades religiosas, unidades socioeducativas, colégios, universidades, corporações e organizações militares.

    No Brasil existem leis que dão base ao trabalho dos capelães. São elas:

    Lei Federal 6.923. art. 5o. inciso VII. ” é assegurada nos termos da lei a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva (hospitais, presídios)- Constituição Federal de 1988, Lei Estadual 4.622 – 18/10/2005. Art. 1o. Fica no poder executivo autorizado a criar nos hospitais públicos de cada estado o serviço voluntário de Capelania hospitalar, com vistas ao atendimento espiritual fraterno dos pacientes internados e seus familiares”.
    Os cursos livres de capelanias prisional e hospitalar possuem carga-horária de 100h, sendo 60 horas presenciais e 40h de estágio. Ao final, os alunos terão direito a certificado garantido pelas três organizações parceiras.

    Interessado em participar? Saiba mais em vidarelevante.com.br