Tag: socioeducativa

  • Vida transformada

    Vida transformada

    É difícil deixar um legado quando se caminha solitário. Manter a árdua tarefa missionária, vencer o desânimo e os índices que teimam em contrariar os planos para o Rio de Janeiro é de um peso enorme, que precisa ser compartilhado com homens e mulheres que não perderam a esperança no evangelho transformador.

    Atuar na Missão Socioeducativa é tentar apagar um grande incêndio com um simples balde de água. Mas é preciso fazer, cada um, a sua parte neste processo para que vidas como a de Lucas de Souza venham testemunhar da graça que o libertou das trevas. A seguir você conhecerá o depoimento desse jovem de apenas 18 anos, que aos 12 foi encaminhado ao Degase, sob a custódia do Estado, para o cumprimento de medidas socioeducativas. Seu final, para a Glória de Deus, foi feliz. Mas, sem o esforço missionário, sua vida poderia ter tido outro rumo.

    “Quando eu completei meus 12 anos de idade, fui apreendido como menor infrator, assinando o artigo 33 do Código Penal (Tráfico de Drogas) e mais alguns artigos que vieram no pacote. Antes de passar pelo Degase, eu tive contato com a igreja. Minha mãe era evangélica, assembleiana e diaconisa. Eu fui criado nesse meio, mas com 10 anos de idade fui me desviando. No começo deixei de ir para a igreja, deixei de estudar para jogar bola… depois nem jogava mais. Aí foi quando eu comecei a parar ao lado de más influências.

    O Degase é um lugar muito difícil de se viver. Um mês lá já é difícil e eu fiquei um ano e seis meses lá. Se, dentro de casa, irmãos já brigam, imagina um monte de internos juntos num lugar quente, no verão… é inquietação, caos e morte. Não desejo isso para ninguém. Mas eu creio que Deus tinha algo na minha vida ali.

    Apesar de tudo, aceitei a Jesus dentro do Degase. As palavras que o missionário lia, interpretava… me ajudaram a manter a calma naquele ambiente, que é um ambiente que tem tudo [de ruim] que você possa imaginar. As partes principais da minha transformação vieram pelo fato de Deus enviar as pessoas certas [para me ajudar].

    Tem pessoas que falam que Deus não liga, não dá a mão. Chegam a perguntar para Deus e Ele responde: e aquela pessoa que eu enviei para te ajudar? Você quer que eu apareça para você ou que eu apareça numa imagem? Não! [risos]

    Missionário Juan, à esquerda, ao lado de Lucas.

    Saí do Degase e fui para um projeto do qual faço parte. Fui batizado e hoje sou membro de uma igreja evangélica. Fui liberado para começar a trabalhar em janeiro de 2018, mas desde 2017 vinha tentando tirar minha carteira de trabalho sem muito sucesso. Fui para a entrevista de emprego pela fé. Felizmente consegui e quando peguei meu primeiro salário na mão eu falei assim: — Nossa…

    Bebi uma água e parecia que a água estava doce! Senti uma alegria no coração em falar:

    — Esse salário eu trabalhei por causa dele. Não foi em zoeira, em movimento… trabalhei por causa dele.

    Mesmo não merecendo Deus está honrando. Sou voluntário na 4.ª Igreja Batista do Rio de Janeiro, ajudando moradores de rua. É um trabalho voluntario. Contribuo, vou para a cozinha e ajudo a preparar almoço. E é uma comida de qualidade que nós oferecemos para eles!

    Em 2017 eu planejei me batizar, começar um namoro santo e consegui. Depois consegui o primeiro emprego, carteira assinada… fiel até o fim e consegui. Daqui para frente estou indo de planos em planos; e Deus está me dando força nisso.

    Deixo um recado para os irmãos não desistirem porque tem muita gente precisando ouvir do evangelho, escutar a palavra de Deus, bíblica, vinda do céu. Peço que não desistam e continuem investindo. De onde eu vim tem pessoas que querem mudar, mas não conseguem. Eu sei que, com a ajuda missionária, tem jeito.”

  • Bruna Karla visita trabalho de capelania socioeducativa

    Bruna Karla visita trabalho de capelania socioeducativa

    A cantora Bruna Karla visitou, na última terça-feira (20), a unidade feminina de socioeducação Professor Antônio Carlos Gomes da Costa, na Ilha do Governador. A presença da cantora na unidade foi fruto de uma parceria com a Capelania Socioeducativa da Convenção Batista Carioca, que há cerca de 4 anos tem desenvolvido um trabalho transformador com meninas custodiadas.

    “Foi uma tarde abençoada, de salvação, de cura e libertação. Bruna Karla ministrou aos corações de aproximadamente 45 adolescentes do regime de internação e provisória da unidade, mas também alcançamos muitos agentes e demais funcionários que acompanharam a ministração de Bruna”, disse a missionária Cristina Sant’Anna, que coordena a capelania socioeducativa na unidade feminina.

    Além de conduzir as adolescentes nos momentos de louvor, Bruna Karla testemunhou e ministrou sobre sonhos. No final de sua participação, lançou um desafio às adolescentes para que entregassem suas vidas e planos ao senhorio de Cristo. Durante o apelo, nove adolescentes decidiram-se por Jesus. Na emoção deste momento, uma delas fez um dueto com a cantora em uma das canções.

    Bruna Karla comentou sobre sua visita no Instagram: “Nossa tarde foi muito especial… tarde de louvor, testemunhos, palavra de Deus, libertação , cura, salvação de vidas no DEGASE PACGC – Centro de socioeducação Prof Antônio Carlos Gomes da Costa. Compartilhei com elas o que Deus tem feito em minha vida, meninas preciosas do Senhor, orem por elas.”
    O direção da unidade agradeceu a iniciativa da Capelania Socioeducativa, responsável pela visita de Bruna Karla, e ressaltou a relevância do trabalho desenvolvido pela Convenção Batista Carioca nos últimos anos.

    “Louvamos a Deus por tudo que Ele tem feito e fez, através de servos e servas de Cristo dispostos a fazer a diferença nesta geração e ser exemplo para aqueles que necessitam de uma referência”, finalizou Cristina.

    Desde quando iniciou os trabalhos nas unidades de socioeducação, a Capelania Socioeducativa tem estimulado a participação de voluntários para o apoio das atividades de discipulado dos internos. Se você deseja participar da transformação de vidas, entre em contato pelo e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br .

    Se você deseja apoiar financeiramente esta capelania, acesse missoesrio.com.br/pam e preencha o formulário de parceria.

  • Novos frutos em Capelania Socioeducativa

    Novos frutos em Capelania Socioeducativa

    Temos motivos para agradecer a Deus por tudo quanto ele tem feito por meio da Capelania Socioeducativa da Convenção Batista Carioca. No último mês, quatro adolescentes que cumprem medidas restritivas se entregaram a Cristo durante as atividades missionárias nas unidades de internação feminina PACGC, na Ilha do Governador, e CRIAAD, em Nilópolis.

    Uma das vidas convertidas declarou: “Antes eu estava com o pensamento de fazer muita besteira porque peguei cadeia. Depois de conversar com vocês, e participar dessa oficina aqui, minha cabeça mudou.” A adolescente em questão permanece firme no propósito de sua transformação. Ela explica que tem se afastado de confusões e demonstrado interesse na caminhada com Cristo.

    Pequenas mudanças

    Levar esperança é um ministério laborioso. As sementes crescem vagarosamente enquanto a terra é trabalhada com paciência. Parte das atividades da capelania, de acordo com a missionária Cristina Sant’Anna, está em desafiar os internos a mudanças de comportamento. Esses desafios, apesar de pequenos ao olhar de muitos, são grandes vitórias para quem perdeu grande parte dos referenciais de dignidade e respeito ao próximo.

    “Temos desafiado as meninas semanalmente. Sempre que vão passar o final de semana em casa (no caso de semiliberdade), são desafiadas a manter distância das ações que desagradam a Deus”.
    Renata (nome fictício), viciada em álcool, é uma que tem lutado para se reabilitar. A consciência de que se entregar ao vício desagrada a Deus foi o primeiro passo. O segundo foi regrar seu comportamento. Em um dos finais de semana, voltou com um sorriso nos lábios e a seguinte notícia: “Consegui beber bem menos neste final de semana, acho que um dia eu chego lá”.

    Ajude-nos a continuar levando esperança a meninas como Renata. Uma pequena ajuda financeira ou sua presença, como voluntário, pode fazer uma grande diferença. Acesse missoesrio.com.br/pam e torne-se um Parceiro na Ação Missionária (PAM).

  • Prêmio Socioeducativo

    Prêmio Socioeducativo

    Em reconhecimento às ações da capelania socioedutiva, que tem sido de grande relevância para o trabalho de recuperação de adolescentes em conflito com a lei no estado do Rio de Janeiro, a Convenção Batista Carioca foi selecionada para receber o Prêmio Oscar Socioeducativo “Guri”, promovido pelo Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) e pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

    Na cerimônia de premiação, que acontecerá na próxima quinta-feira, dia 25, no Museu do Amanhã, a CBC/Missões Rio receberá uma estatueta de cerâmica negra, confeccionada pelas “Mães da Favela da Maré”.

    O trabalho socioeducativo, sob a coordenação do departamento Missões Rio, da CBC, começou há pouco mais de dois anos. O trabalho encontrou abertura graças às estratégias esportivas utilizadas pelos missionários e seus voluntários. Atualmente, é possível levar a Palavra de Deus de maneira abrangente, associando-a a cursos livres profissionalizantes, atividades esportivas e culturais.

    Com a consolidação da capelania socioeducativa, as igrejas batistas cariocas encontraram novas oportunidades de evangelização. É possível, portanto, visitar as unidades do Degase, e cooperar com o trabalho que vem sendo realizado por quatro missionários que se dividem para o atendimento de várias unidades masculinas e femininas. Para isso, basta entrar em contato com a Convenção Batista Carioca e expressar o desejo de conhecer de perto este belíssimo trabalho.

    Pr. Ulisses Torres, coordenador de Missões Rio, comenta sobre o início deste trabalho e parabeniza todos os envolvidos neste processo contínuo de transformação de vidas: “Depois de alguns anos realizando um projeto esportivo na Comunidade do São João, recebemos o convite para iniciar um trabalho semanal semelhante (esportes) na Unidade Socioeducativa Educandário Santo Expedito. Foi desafiador no início, com diversos voluntários participando do projeto. A partir do momento em que o trabalho se consolidou, houve um contato por parte da Coordenação de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (CECEL), na figura de seu coordenador George Fox, para que expandíssemos nossas ações para outras unidades. Deus nos orientou nesse processo e trouxe paz ao nosso coração, permitindo assim que aceitássemos o desafio. Hoje atendemos 7 unidades e nossa pretensão é ter projetos em 13 unidades até o final de 2017. Deus tem nos abençoado com Sua permissão em participar desta obra incrível. Glórias a Deus, parabéns capelães e voluntários que se esforçam para chegar aonde quase ninguém quer ir”.

    Além da capelania socioeducativa, Missões Rio conta com projetos nas áreas de capelania hospitalar, prisional, esportiva, portuária, estudantil, aos enlutados e de prevenção à dependência química. Acesse www.missoesrio.com.br para conhecer mais detalhes destes ministérios.

    Veja a carta-convite

    » Saiba mais sobre Capelania Socioeducativa

  • Ore pela socioeducação

    Ore pela socioeducação

    André Justino é voluntário em Capelania Socioeducativa. Casado com a missionária Cristina Sant`Anna, ele ministra aulas de música a adolescentes na unidade do Degase, em Bangu. Nesta terça-feira, recebemos seu testemunho e o apelo por oração pelos internos da unidade. A superlotação e a falta de estrutura estão trazendo consequências à saúde deles. Confira:

    “Olá, meus queridos irmãos. Graça e paz!
    Após as Olímpiadas, o trabalho foi recomeçado na unidade de Bangu. Os meninos têm sido como sempre bem receptivos e abertos ao ouvir da Palavra. Os missionários voluntários Mario, Leticia, Maria de Loures, Rosana e o Pr. Laércio têm trabalhado na sala de leitura. Enquanto eu e Lenine trabalhamos na área da música. Tudo sob a supervisão da missionária Cristina Sant’Ana que tem nos direcionado quanto ao proceder e na visão espiritual para o trabalho. Trabalhamos com os meninos o texto de Eclesiastes 5, onde enfatizamos o perigo das riquezas e que o nosso maior tesouro está em Jesus Cristo.

    Ficamos tristes com a situação física dos meninos. Muitos ainda apresentam doenças de pele. Ficamos sabendo que um menino, aluno de música, está com suspeita de ter contraído AIDS. Ele está muito mal. Está cheio de feridas, mas também está cheio de esperanças e sonhos. Ele disse: – Chega dessa vida! É um menino que precisa de nossas orações e muito amor.

    Que nos unamos em oração para que Jesus restaure e dê a cada um a oportunidade de mudança, para que glorifiquem nosso Deus e sejam bênção em nossa sociedade.
    Um grande abraço e fiquem na paz!”

    Se você deseja se tornar um voluntário dessa capelania, entre em contato com o departamento Missões Rio, pelo e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br

  • MBA no Degase

    MBA no Degase

    Na última terça-feira, dez voluntários do Movimento Braços Abertos visitaram o projeto de capelania socioeducativa que acontece na unidade feminina do Degase, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro (RJ).

    Entre os voluntários estava a atleta Maria Cecília de Almeida Maia, a Ciça do Caratê, que além de outros títulos soma vitórias em três campeonatos mundiais. Ciça testemunhou às adolescentes sobre como Deus pode transformar vidas. Ela, que veio de uma família desestruturada e chegou a se envolver com as drogas, encontrou no Evangelho o amor que faltava. O esporte contribuiu para este processo de ressocialização e hoje é a principal ferramenta utilizada por Ciça para a evangelização de pessoas.

    Após o testemunho da atleta, os voluntários realizaram um Dia de Beleza com as adolescentes. A estratégia teve como objetivo melhorar a autoestima e, ao mesmo tempo, conscientizar para uma vida mais próxima de Deus e sua Palavra. Ao tempo em que recebiam os cuidados estéticos, ouviam exemplos de superação e aprendiam como o amor de Deus pode transformar histórias.

    A visita foi coordenada pela missionária Francine Barbosa que, além de atuar na Capelania de Prevenção à Dependência Química, tem somado ao ministério de socioeducação, aconselhamento meninas e apontando para um futuro de esperança ao lado de Cristo.

    O trabalho também contou com a presença do coordenador de Educação, Cultura, Esporte e Lazer do Degase, George Fox. Satisfeito com a parceira da instituição com a Convenção Batista Carioca, ele declarou:

    “O mais importante é que vocês colaboram com o cerne do objetivo das medidas socioeducativas. É o que o Degase percebe. Vocês nos ajudam muito na ressignificação dos valores do ser humano. Na questão do desenvolvimento humano isso é o mais importante. É o principal objetivo. Não só a CBC, mas principalmente ela que tem colaborado com praticamente todas as unidades da capital. Tem colaborado no processo especificamente porque não se trata de uma atividade isolada. Tem um objetivo muito claro e nos ajuda na aplicação desses conceitos. As unidades estão superlotadas e vocês colaboram imensamente, estando presentes como ações como essas, específicas, que trazem momentos de lazer, de troca de ideias e o contato com pessoas que, através da superação, ressignificaram suas vidas”.

  • Páscoa na Socioeducação

    Páscoa na Socioeducação

    Uma das grandes ações desenvolvidas pelo departamento de Missões da Convenção Batista Carioca (Missões Rio) é o trabalho de capelania socioeducativa. Ontem, dia 23, em comemoração ao período da Páscoa, a capelã Francine Barbosa, com o apoio de voluntárias, realizou uma festa com a finalidade de apresentar o real significado deste período, bem como levar um pouco de amor às meninas da unidade Professor Antônio Carlos Gomes da Costa, na Ilha do Governador.

    As internas assistiram a filmes com mensagens cristãs e receberam chocolates durante um momento de confraternização. Para essas meninas, atividades como essas são preciosas porque abrem espaço para a expressão de sentimentos nobres e trazem lições que elas costumam carregar para toda a vida.

    Intensificar a Capelania Socioeducativa é o desafio de Missões Rio para 2016. As necessidades são ampliar o número de voluntários que dediquem ao menos duas horas semanais em uma das unidades do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), mais missionários de tempo integral e recursos para o sustento de projetos esportivos e culturais.

    Se você deseja ajudar financeiramente, como voluntário ou missionário de tempo integral, cadastre-se pelo site www.missoesrio.com.br/pam .Aparentemente, o cadastro é para parceria financeira, mas logo no primeiro campo você verá uma opção para identificar seu tipo de envolvimento conosco.

  • Missões atrás das grades

    Missões atrás das grades

    Durante anos, o trabalho missionário desenvolvido pela Convenção Batista Carioca em presídios do Rio é visto como referência pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). O motivo é que essa atuação envolve todas as esferas da vida do presidiário e, agora, de adolescentes em conflito com a lei, levando não só a Palavra, que transforma a mente e o coração, mas os valores do Reino que buscam garantir a dignidade das vidas assistidas.

    O Pr. Claudio Barreto coordena a área de Capelania Prisional e Socioeducativa da CBC. Filho da missionária Adenice Baptista, pioneira neste trabalho como representante dos batistas cariocas, Claudio leva adiante este ministério como uma herança espiritual. Mas as vitórias e derrotas ele faz questão de compartilhar com a equipe de três missionários: Cesar Teixeira da Silva, Laércio de Vasconcelos – ambos atuando em presídios – e Marilena Nascimento – que atua em unidades prisionais femininas e socioeducativas .

    A seguir, Pr. Claudio explica os detalhes deste ministério, seus desafios, necessidades e como fazer para apoiar este trabalho.

    Há quantos anos existe o trabalho de capelania prisional pela CBC e em quantas unidades estamos?
    Desde 1984. Vinte e três Prisionais (sendo três fora de nosso município) e quatro Socioeducativas.

    Em quantas deveríamos estar para alcançar todas as unidades de nossa região de atuação?
    Trinta e uma prisionais (em nosso município, mais onze. No Estado são 52 no total); e das Socioeducativas, nove de restrição de liberdade e 16 de semiliberdade; além das três anunciadas pelo Governo que serão construídas para diminuir a superlotação.

    Descreva como é o dia a dia nesse ministério. Como são desenvolvidas as atividades nessas unidades?
    Diariamente, a equipe de missionários e voluntários da CBC visita as Unidades Prisionais do RJ. Diversas atividades são realizadas de acordo com as necessidades e oportunidades. Entre estas atividades, realizamos: evangelização, cultos, estudos bíblicos, distribuição de literatura bíblica, palestras, festivais de música, peças teatrais, batismos, casamentos, treinamentos e atendimentos individuais. Todas com o objetivo de alcançar a completa regeneração pelo Espírito Santo em cada vida atendida por esta capelania. Muitas vezes atendemos também diretores e funcionários que necessitam de orações e orientações bíblicas por problemas que enfrentam no exercício da função e também crises pessoais.

    A presença dos missionários é aguardada com grande anseio. Alguns homens e mulheres na prisão relatam que a única visita que recebem é da equipe de Missões Rio. Grande parte destas pessoas presas, e principalmente as mulheres, está em completo abandono. A Capelania é a única esperança para suprir suas necessidades até de materiais de higiene pessoal como sabonete, creme dental, barbeador, papel higiênico e absorvente íntimo; demonstrando assim o cuidado de Deus com estas vidas, levando-as ao resgate de sua dignidade em Cristo e a um novo viver de acordo com as Sagradas Escrituras.

    O trabalho da Equipe de missionários nas Unidades Socioeducativas é bem diferenciado. Por tratar-se de adolescentes, a equipe faz um trabalho em conjunto com a Capelania Esportiva, acompanha os meninos e meninas através do discipulado bíblico, aborda também a questão educacional nas bibliotecas das Unidades, promove ações na área de saúde, entre outras, atendendo as mais diversas demandas destes adolescentes e seus familiares.

    Sabe-se que uma das grandes necessidades desse trabalho é a participação de pessoas. Mas o que muitos perguntam é: existe um perfil específico para este trabalho?
    Para a visitação interna nas Unidades Prisionais sim. Isto nós abordamos nos treinamentos e no Curso de Capelania. A orientação é que todos façam o curso, pois mesmo que não se enquadrem no perfil de visitador, certamente crescerão em conhecimento missionário e saberão lidar com o assunto com entendimento, tanto no atendimento a pessoas que saíram da prisão como aos familiares, amigos, enfim, estarão preparados para responder à questão de missões nas prisões. Mas existem necessidades deste trabalho que podem ser supridas por todos.
    Precisamos de sustento em oração constante. São muitos desafios enfrentados todos os dias e necessitamos muito que roguem por nós.

    Precisamos de materiais de higiene pessoal (sabonetes brancos, creme dental, barbeadores, papel higiênico, absorventes íntimos, chinelos brancos tipo havaiana, calças e saias jeans e blusas brancas), mas estes materiais precisam ser dentro das especificações de segurança: os sabonetes brancos fora do papel; o creme dental é só o tubo fora da caixa; os barbeadores só os simples sem recarga; o papel higiênico sem aquele rolo interno de papelão. Enfim, precisamos de pessoas que mobilizem a arrecadação nas igrejas, recolham, selecionem e preparem estes materiais para passar pelo crivo de segurança das Unidades Penais, para isto nós oferecemos treinamento e acompanhamento.
    olho-entrevista-claudioQue tipo de preparo a CBC pode fornecer às igrejas para que elas também participem desse ministério?
    A Convenção Batista Carioca em parceria com o Ministério Vida Relevante e o Seminário Teológico Betel oferece o Curso Livre de Capelania Prisional, com duração de cinco meses e que também oferece estágio.

    Inscrições e informações através do site: http://vidarelevante.com.br/capelania-prisional/ . Além disso, a CBC oferece visita dos Missionários às igrejas interessadas para expor o trabalho realizado e as oportunidades de cooperação. Também oferece consultoria de nossa Coordenação e equipe de Capelania Prisional para igrejas que desejam engajar neste ministério.

    As famílias dos presidiários também têm sido alvo desse trabalho. Quais são os problemas enfrentados pela família que tem um ente presidiário? Que tipo de ajuda a CBC tem dado a essas famílias?
    Entre os problemas mais comuns, atendidos pela equipe da CBC, estão a orientação, acompanhamento espiritual e aconselhamento pastoral. A CBC conta com o apoio da Associação Luz da Liberdade que acompanha os familiares, promove encontros mensais, oferece palestras e atende as mais diversas necessidades espirituais e materiais, inclusive nas áreas de saúde, educação e trabalho.

    A Associação Luz da Liberdade também acompanha os egressos do sistema penal; estes se convertem na prisão, mas precisam de ajuda quando saem em liberdade condicional ou plena, pois são muitas as dificuldades enfrentadas para quem quer recomeçar de maneira digna e honesta. A ALL desenvolve projetos nesta área e necessita de apoio das igrejas para executar estes projetos. Conheça mais em www.luzdaliberdade.com .

    Existem crentes que também realizam o trabalho de capelania, mas de forma independente. Quais são as vantagens de se unir à CBC para a realização desse trabalho?
    A CBC possui respaldo de décadas de excelente serviço de assistência religiosa nas prisões do RJ. A Missionária Adenice Baptista deixou um legado de muita competência e resultados que somam hoje para o respeito que a Secretaria de Estado tem para com o trabalho da CBC. A Coordenação da SEAP apresenta a CBC como referência de Capelania Prisional e isto tem um grande peso de glória para o nosso Senhor Jesus. Além disto, o trabalho filiado à CBC é fortalecido porque somamos experiência, conhecimentos, oportunidades, enfim, alcançamos muito mais trabalhando juntos.

    Outro fato de grande importância é a escassez de obreiros qualificados; a CBC capacita e acompanha estes obreiros, e, quando a igreja trabalha sozinha, às vezes o trabalho cessa quando a pessoa que estava à frente por algum motivo se ausenta e a igreja não tem ninguém que substitua; com o trabalho em equipe temos sempre um obreiro pronto a assumir e dar continuidade à obra missionária.

    Oro ao Senhor da seara para que leve seu povo a contribuir com a vida para mudar a sorte de nossa cidade. Igrejas comprometidas com Cristo que não economizem em investir para o avanço deste trabalho, e não falo somente de oferta financeira, falo de unidade com O Cabeça, que é Cristo, e Seu corpo, a igreja.

    Quer saber mais sobre os projetos missionários da CBC? Acesse www.missoesrio.com.br