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  • Por uma vida missionária, somos testemunhas

    Por uma vida missionária, somos testemunhas

    Quanto a você, meu filho, fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus.
    E o que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo
    transmita a homens fiéis, idôneos para instruir a outros.
    (2Tm 2.1-2, NAA)

    Para todo estudioso do Novo Testamento, sobretudo aqueles que se empolgam com a narrativa lucana de Atos, uma pergunta se levanta: o que respondeu pelo vertiginoso crescimento do cristianismo nos primeiros séculos? Sem rádio, sem televisão, sem jornais impressos, sem internet, redes sociais, facebook, whatsapp, ou mesmo uma caneta esferográfica o Evangelho espalhou-se pelo mundo.

    O venerando apóstolo Paulo chamou o momento da entrada de Deus na história de e “a plenitude do tempo”. Muitos analistas do cristianismo decodificam esta expressão paulina com a amplitude do alcance da língua grega, a disciplina política imposta pelo Império Romano e as estradas abertas e mantidas por esse Império.

    Creio que alguma coisa a mais poderia ser incluída na “plenitude do tempo” que de alguma forma Lucas, o médico historiador, deixa evidente no segundo livro dirigido a Teófilo que poderia ser classificado como a anatomia da igreja primitiva.

    Somente quando os crentes já estavam dispersos, foi na cidade de Antioquia que os adeptos da nova fé foram pela primeira vez “chamados cristãos”. Mas o que eles eram nesse intervalo de tempo e, na realidade, continuaram a ser depois deste fato?

    Lucas registra a resposta antecipadamente. A cada oportunidade aberta por Deus o discurso comum dos crentes sempre foi: somos testemunhas. Testemunhas de um fato tanto histórico quanto transcendente: Ele morreu mas Ele também ressuscitou.

    Jesus define o cristianismo como o conjunto das testemunhas dele. Essa foi a instrução por Ele dada em At. 1.8. Esse foi o critério básico para escolha do sucessor de Judas no colégio apostólico. Esse foi o grito de Pedro em todos os seus discursos – “nós somos testemunhas” – testemunhas de um fato. Ele é real, permanece vivo no coração e na mente de todos aqueles que por Ele foram chamados e não resistiram à esse chamado.

    O que Paulo está dizendo a Timóteo é simplesmente isso: eu testemunhei a você diante de muitas outras testemunhas que podiam corroborar meu testemunho. Multiplique este testemunho. Testemunhe com uma alegria e autoridade tal do impacto de Jesus na sua vida que todos percebam que Ele ressuscitou e também se tornem testemunhas desse maravilhoso milagre.

    Neander Kraul de Miranda Pinto
    testemunha e Reitor do Seminário Teológico Betel

  • Parceria entre a OPBBC e a Editora Vida

    Uma parceria firmada entre a OPBB – Seção Carioca e a Editora Vida trouxe vantagens aos pastores batistas do campo carioca.  A partir de agora, todos os filiados da seção terão desconto de 50% na Conferência Teológica Vida Nova, que ocorrerá nos dias 05 a 07 de abril, na PIB Campo Grande.

    Se você tem interesse em participar, e quer garantir o seu desconto, basta preencher o breve formulário a seguir: https://goo.gl/forms/TR0fg4rnUnOyRk3j2

    Para mais informações sobre a Conferência Teológica Vida Nova, acesse:  https://vidanova.com.br/editora/eventos/conferencia-de-teologia-vida-nova-no-rio-de-janeiro-rj

  • O fim da vida

    O fim da vida

    Pr.Sergio Dusilek

    Qual é o fim da vida? Onde ela termina? Onde acaba a sua exuberância, a sua força? Para alguns a vida acaba na morte. Para os que tem fé “a vida nunca tem fim”. Para outros, chacoalhados pelos acontecimentos duros e abruptos, a vida terminou há algum tempo… Bom, de certa forma estas alternativas expressam uma forma de entender o fim, ou mesmo de experimentá-lo. Contudo, queria falar de outro fim. O fim do valor de uma vida. E aqui me reporto a cena mais chocante da semana: a do trem da Supervia.

    Quando um corpo inerte (vivo ou morto?!!) recebe tamanha desconsideração a ponto de um trem receber autorização para passar por cima de uma pessoa, é porque a vida chegou ao fim. Quando uma decisão técnico-administrativa confere força para mover um trem sobre uma pessoa, é porque a vida deixou de ser valorizada e vivida. No momento em que uma máquina “engole” uma pessoa é porque a vida escorreu de nossas mãos, das mãos sócio-culturais. A nossa cultura perdeu a vida.

    Não pense você que isso está restrito ao subúrbio. Uma vez que o fim da vida se torna um valor cultural, somos nós atingidos por isso também. Passamos a aceitar com naturalidade a morte de pessoas e a não ver o menor sinal de tragédia quando os infantes e inocentes são atingidos. Passamos a aceitar que decisões empresariais que literalmente matam são normais… E achamos que o único motivo para passeata em agosto é para derrubar uma acuada presidente e seu inescrupuloso partido. Ledo e perigoso engano. Devíamos ir às ruas não contra a corrupção, mas a favor da correção. Lembrando que toda correção nasce da valorização da vida, e que toda corrupção é uma forma de depreciação dela.

    O fim da vida como valor cultural é o nosso fim como sociedade. Se Giambattista Vico falava de uma Providência divina que propiciou a formação da sociedade quando o homem deixou de ser predador e buscou constituir família, o que vemos hoje é o retorno ao estágio predatório. A vida foi assentada como valor na base da constituição social, uma vez que o predador mata, mas também morre. Foi o desejo de viver, a consciência que passa a amar mais a vida e a temer a morte (como diria Hegel), que propiciou esse lastro social. Contudo, o que vemos hoje é uma volta a tempos pré-sociais.

    Só há um jeito de trazer a vida de volta. Não falo aqui de Ezequiel 37, pois isso depende exclusivamente da ação divina. Falo de sermos agentes. É preciso exigir, não a punição do maniquista, dos operários de “trilho” que deram a ordem para o trem avançar; é preciso punir os gerentes e diretores que deram a ordem. É preciso cancelar esta concessão e repassar para outra empresa, na esperança que nela resida um pouco de humanidade. Que a vida, e não o lucro, seja o maior valor a orientar essa nova empresa.

    É preciso também que as pessoas mais do que um impeachment, lutem pela vida. Que façam passeatas pela vida. Que a valorizem a ponto de não tratar a morte como um elemento comum, mesmo porque Deus mesmo não a vê com naturalidade. Para o Criador, a morte dos seus filhos é “custosa”. Talvez porque ela imprima uma descontinuidade na trajetória de alguém; talvez porque ela deixe um lastro de dor e perplexidade por trás. Fato é que precisamos nos assumir como agentes da História. Chega de relegar ao Diabo, ao Estado e aos outros a culpa pela realidade. Passemos a marchar sobre a História, sobre os acontecimentos. Quem sabe assim a vida não volta e expulsa a morte? Quem sabe não iniciemos um ciclo pela vida e derrotemos a morte?

    Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

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