Tag: voluntariado

  • Voluntárias dedicam-se a apoiar pequenos pacientes internados na pediatria

    Voluntárias dedicam-se a apoiar pequenos pacientes internados na pediatria

    A atuação de voluntários em Missões Rio é fundamental na execução das ações que geram transformação na cidade do Rio de Janeiro. Toda participação e colaboração fortalece, aprimora e amplia os feitos das capelanias.

    O pastor Miguel Kopanyshyn, missionário da capelania hospitalar, relatou o testemunho de duas voluntárias que se colocam à disposição e colaboram com a obra. Confira:

    “Dentro do Hospital Municipal de Piedade, o trabalho de capelania é constante. Os desafios são enormes diante de uma demanda onde os doentes clamam por socorro.

    Duas voluntárias têm colocado suas vidas no altar do Senhor. Atuam diretamente comigo e desenvolvem o trabalho na pediatria do Hospital de Piedade. Atuam leito-a-leito, trabalhando com as mães e com as crianças internadas. Várias mães já tomaram a decisão por Jesus. As crianças que ali encontravam-se receberam amor e carinho dessas voluntárias através das orações e acolhimento espiritual.

    Essas voluntárias, Maria Célia e Vera Fidelis, têm sido incansáveis na obra do Senhor dentro da capelania hospitalar. Muitas vezes, voltam chorando por ver as condições das crianças por causa das doenças. Alguns desses pequenos pacientes não resistem e vêm a falecer. O que dá a certeza da esperança é que cada uma delas pôde receber Jesus em seus corações.

    Essas irmãs têm sido exemplos de perseverança, levando consolo e conforto a essas crianças e suas famílias. Elas possuem a certeza de que estão fazendo a vontade de Deus em suas vidas. Tenho perguntado a elas se não estão cansadas deste trabalho e se querem mudar de setor. A resposta das duas foi: ‘Pastor, não nos cansamos de fazer o bem’. ”

  • Igreja e Voluntariado

    Igreja e Voluntariado

    Pr. Sérgio Dusilek

    Num tempo de crescente profissionalização, muitos líderes se ressentem de não poderem contar com os voluntários que, ao que tudo indica, antes existiam nas igrejas. Penso que essa dificuldade hodierna se dá por alguns fatores, os quais passo a enumerá-los numa lista não esgotável em si mesma:

    a) além da profissionalização, o perfil de parte das igrejas batistas (para ficar num exemplo) mudou. Sua membresia ascendeu socialmente, muito talvez fruto do próprio evangelho que fez casais priorizarem a formação de seus filhos ao invés de gastar os parcos recursos em outras coisas (bar, mulher, jogo, etc). Esse perfil de membresia acostumou-se a pagar, até mesmo porque pode, pelos serviços. E tal visão foi transferida para a Igreja;

    b) a ausência de abordagem nos púlpitos de ensino sobre dons espirituais e sobre o valor do serviço no Reino, o que normalmente vem acompanhado de falta de sincera busca do Senhor;

    c) a importação de modelos americanos de gestão eclesiástica, país no qual a cultura de se pagar para se ter as coisas é uma realidade. É interessante que líderes importam o modelo até mesmo nas suas expressões vestuais e não querem “pagar a conta” pelo modelo escolhido… ora, o pacote da parafernália eclesiástica, ainda mais de um país que preza pelos modelos organizacionais é completo;

    d) a ausência de inspiração dos líderes, em especial de pastores. Há alguns que servem ao Senhor sem alegria, e sem ela não há contágio voluntário. Você pode ser até sisudo, mas exale prazer, alegria no ministério que exerce;

    e) a inabilidade de líderes que “surram” suas ovelhas quando elas estão em pleno serviço a Deus. Só para ilustrar ouvi certa vez de um pastor que desfez das senhoras da igreja reunidas como MCA. Ora, você pode até não gostar desse tipo de reunião, mas desfazer da mesma? Depois as pessoas não querem mais ajudar e o líder ainda pergunta como conseguir que elas se envolvam…

    f) a importação do modelo IURDiano de sucesso pastoral, baseado nos números, tanto de membros como de receita, e na ostentação dos benefícios pastorais. Ora, quando um membro de igreja percebe que seu pastor não está tendo um sustento digno ou mesmo qualificado no âmbito do merecimento, mas sim que ele está usando o ministério para “se dar bem”, é inevitável que alguns se sintam como que “usados” no voluntariado. Tal sentimento de abuso moral/espiritual tem feito com que grandes valores voltem para dentro da terra, ao invés de serem multiplicados sobre ela (parábola dos talentos);

    g) a falta de exemplo dos líderes. Há líderes que mentem, e ao fazerem isso perdem uma das molas propulsoras da voluntariedade que é o respeito e a fidedignidade daquilo que fazem. Veja só essa expressão que Dostoievski escreveu nos Irmãos Karamazov: “Aquele que mente a si mesmo e escuta sua própria mentira chega ao ponto de não mais distinguir a verdade, nem em si, nem em torno de si; perde, portanto, o respeito de si e dos outros.”

    Seria bom se houvesse uma nova efervescência do mais puro significado de Col.3:23; Hebreus 6:10; I Cor.15:57-58 entre tantos outros textos da Bíblia que apontam para o voluntariado.

    Que Deus nos abençoe!

    Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.