Pedir votos ou fazer qualquer associação política em templos religiosos são práticas proibidas no Brasil, com sanções que chegam à cassação do registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral. Mas, mesmo assim, alguns líderes religiosos insistem em beneficiar candidatos nas igrejas.
Foi o que aconteceu em Campinas (SP), quando, no dia 10 de setembro, um pastor foi flagrado pedindo apoio dos fiéis a uma candidata. No vídeo divulgado pelo site da UOL, o ministro religioso declarava:
“Quantas igrejas já perdemos, foram fechadas e lacradas porque não tivemos quem defendesse a nossa causa? Então, em função disso, Deus deu uma direção ao nosso líder, ao nosso pastor e neste ano, no dia 2 de outubro, nós já temos algo determinado por Deus e pela nossa liderança. Nós vamos daqui até lá fazer 15.444 orações. Diga 15.444”.
O pastor afirmou também que, se fosse eleita, a candidata seria representante das igrejas na Câmara. A associação clara do número de orações ao número da candidata em questão fez com que o caso fosse denunciado ao Ministério Público.
Segundo um membro da igreja, que não quis se identificar, o pastor e a candidata ainda percorreram três outras igrejas do mesmo ministério para a continuação do trabalho de divulgação. “Eu achei muito exagerado. Eles interromperam o sermão de um pastor convidado para fazer campanha. Isso atrapalhou o culto e muita gente levantou e foi embora. E depois eu soube que eles fizeram a mesma coisa em outras duas igrejas”.
