Vivemos uma das maiores festas da humanidade em muitos sentidos: Os Jogos Olímpicos. A vinda de pessoas de todo o mundo para o Rio de Janeiro nos obrigou a uma série de contratempos no dia a dia (trânsito, segurança, obras) a fim de se criasse a estrutura perfeita para a recepção dos atletas, turistas e qualquer outro interessado nos jogos olímpicos.
Muito se discute em qual o legado, em outras palavras, o que de bom isso tudo deixará para os cariocas além do já inegável rombo no orçamento. O levante popular diz que: “não podemos nos preocupar apenas com a festa, é necessário arrumar a casa depois pra quem fica” – tipo nossa mãe obrigando a gente a arrumar a bagunça depois que os amigos vão embora.
E essa discussão, sadia e pertinente para este tempo de festa (não a música) tomou outro significado pra mim, enquanto refletia em um cemitério. Às 11:00 da manhã um amigo de adolescência foi sepultado. Não consegui chegar a tempo da cerimônia graças as Olimpíadas (trânsito), mas quando cheguei vi a mãe do Wesley chorando copiosamente a perda do filho.
Começo a pensar no que dizer, afinal um pastor no velório precisa dizer alguma coisa né? Na dor não se faz Teologia, como diz Ed René Kivitz, então não dava pra dar respostas prontas, mas não podia deixar de abraçar dona Rosângela, afinal, na dor se sofre junto e lá fui eu compartilhar as lágrimas. Contudo, como a boca fala do que o coração está cheio, não me furtei de dizer para aquela mãe que “ao olhos do Senhor, preciosa é a morte dos seus santos”.
Continuei dizendo que ela fez um bom papel ao educar aquele menino. Era um bom amigo, nunca menosprezou ninguém (mesmo sendo jogador de futebol do Fluminense, Porto e outros…), sempre com um sorriso no rosto, gente que vive a vida leve como só Jesus pode proporcionar.
Ela me agradeceu, me deu um beijo e continuou em sua dor, que também continuou – em doses infinitamente menores – em mim. Mas eu pude testemunhar para aquela mãe, que o filho dela deixou um legado positivo na minha vida. Quem sabe, no clamor pelo “legado da Olimpíada”, a sociedade esteja, na verdade, carente do legado da vida do jovem salvo por Jesus (no nosso caso, Batista).
Ao mesmo tempo em que a olimpíada carioca é única, a oportunidade do Jovem Batista Carioca também é. Deixar um legado de vida pra sociedade, Igreja e mundo. Que Deus nos abençoe, nos ajude, nos guarde, e receba o “Nem”.
Em Cristo,
Pr. André Oliveira – TIB Anchieta
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