Categoria: Artigos

  • A ação do Espírito que gera intrepidez, cooperação e transformação

    A ação do Espírito que gera intrepidez, cooperação e transformação

    Atos 4

    A ação do Espírito gera intrepidez

    O texto de Atos 4 descreve a ação da igreja cheia do Espírito Santo, que com intrepidez anunciava o evangelho, curava os enfermos e, além disso, tinham tudo em comum e ninguém tinha falta de coisa alguma. Quando eu penso nesta sequência de ações, logo me vem à mente uma série de explicações teológicas e racionais para este compartilhar de recursos materiais, li alguns textos de comentaristas e pregações de teólogos famosos sobre este tema, mas o que mais me prende a atenção é perceber o Espírito Santo movendo corações para este compartilhar. Que intrepidez desta igreja!

    A ação do Espírito gera a cooperação

    Certamente, aqueles irmãos perceberam que estavam sob a proteção especial de Deus. O mesmo Deus que fez o mundo, que tinha falado pelos profetas, era o Pai de Jesus, agora estava com eles em todo o tempo. Talvez, eles imaginassem que mais milagres de cura promoveriam mais a causa do evangelho, mas, mesmo que não tenham percebido isso naquela época, sua unidade, amor, esperança, vontade de compartilhar seus bens, juntamente com sua intrépida influência, foram seus argumentos mais potentes. A ação do Espírito que gerou esta cooperação incomum, foi capaz de impactar desde os mais simples até mais os poderosos daquela sociedade. Talvez até mais do que outros milagres.

    A ação do Espírito gera a transformação

    A mesma ação do Espírito que gerou na igreja a intrepidez e a cooperação, gerou a transformação de vida de muitos, a começar pelos membros da igreja, e impactou toda aquela sociedade. Imagine o poder que esta ação pode ter hoje! Quanto este agir do Espírito pode transformar vidas na sociedade atual!

    O texto nos leva a concluir que aqueles irmãos tinham a consciência de que era a mão de Deus que estava realizando tudo, embora suas mãos fossem o canal imediato de suas operações beneficentes.

    Oremos por esta ação do Espírito hoje e que gere este impacto em nós e através de nós!

    Pr. Maurício Porto
    Rede Sul – PIB Urca

  • A capitalidade do Rio

    A capitalidade do Rio

    “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa”. (Mt 5:15).

    Brasília pode ser a nossa capital administrativa. São Paulo, por sua vez, pode ser o lugar que movimenta a nossa economia. Contudo, no Brasil, somente o Rio de Janeiro pode ser reconhecido como uma cidade com “capitalidade”.

    Você sabe o que é “capitalidade”? O italiano Giulio Carlo Argan, em seu livro A Europa das Capitais, disse que cidades capitais são aquelas que foram vocacionadas como o coração e o cérebro de seus países. Em sua perspectiva, elas possuem três características singulares: pluralidade, visibilidade e vanguarda. Em outras palavras, uma cidade com capitalidade é multifacetada. É o cartão postal do seu país. É o eixo que irradia as principais mudanças políticas e culturais da nação. Sim! O Rio de Janeiro é uma cidade capital.

    Em nosso distrito temos múltiplas realidades. Afinal, todo carioca sabe que o Rio do Jacarezinho é um e o Rio do Leblon é outro. Além disso, somos a vitrine do Brasil. Toda vez que o nosso país é citado no exterior, as primeiras imagens projetadas sempre são o Cristo Redentor, Arcos da Lapa e Pão de Açúcar. Enfim, somos uma cidade vanguardista. O Rio de Janeiro é um centro de irradiação. Fomos a capital na colônia, no império e na república. Historicamente, tudo que ocorre no país, ou começa ou passa por aqui.

    Tudo isso me faz pensar que não somos uma cidade qualquer. Somos a vitrine do Brasil. Em linhas gerais, toda vez que me pego pensando acerca destas coisas me pergunto: “Quais seriam as dimensões de um avivamento genuíno no Rio de Janeiro?”; “Onde nossas igrejas poderiam chegar se amassem a missão e os perdidos que se encontram nas ruas cariocas?” Deus possui um sonho para a nossa cidade. Repito! Somos a vitrine do Brasil. Somos o coração do nosso país! Que a Luz que um dia nos alcançou irradie as trevas da nossa nação. Amém.

    Pr. Ramon Oliveira
    Pastor de Jovens e Adolescentes na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (PIBRJ); Professor Tutor no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB); Segundo Presidente da Convenção Batista Carioca (CBC).

  • Viva um verdadeiro Avivamento

    Viva um verdadeiro Avivamento

    No livro de Atos, o Espírito Santo governava a igreja e dirigia a estratégia de avanço missionário, definindo quem iria e para onde iria. A Igreja estava submissa ao Espírito e oferecia o melhor para ser investido na obra. Os discípulos eram cristãos cheios do Espírito, reconhecidos por todos pelo estilo de vida; não recuavam; estavam totalmente focados e comprometidos com a missão. Isso tudo gerava unidade e fortalecia o ânimo. Mesmo tendo desafios bem superiores à capacidade de realização daqueles irmãos e irmãs, eles não desistiam.

    Esse passado se faz presente também em nossos dias. Quantos missionários e missionárias têm rejeitado tantas coisas e honras para estarem em lugares pouco vistos e frequentados, ou lugares de muita tristeza, choro e lágrimas! Dificuldades e desafios da obra missionária também existem no Rio de Janeiro. Ambientes pobres e miseráveis como nunca vi em outro lugar no Brasil ou em algumas partes do mundo. Nossa Jerusalém também tem Judéias, Samarias e confins da terra. Ainda não temos investido o nosso melhor em termos de oração, vida e recursos financeiros. Cada crente precisa entender que todos somos missionários e responsáveis para o exercício da Grande Comissão.

    Ninguém, nem qualquer organização humana é capaz de produzir um avivamento. Este santo derramar do Espírito Santo é algo que só Ele pode realizar. Mas, ao estudarmos a história dos grandes avivamentos, descobrimos que há algo em comum na diversidade de todos eles, apesar de terem acontecido em meio a tantas culturas diferentes e teológicas até divergentes, a única coisa comum em todos eles, era a fome, uma santa busca de Deus que alcançou os seus ouvidos e permitiu que o derramar da graça do altíssimo se revelasse. Precisamos buscar o poderoso Deus pela fé, invocar o seu nome, pedir que nos toque com sua graça e revele a Sua glória em nós e por meio de nós! Que nestes 31 dias de oração, busquemos a face do Senhor a clamar primeiro para que ouçamos sua voz, sermos tocados pelo seu poder e termos a nossa vida transformada pelo derramar da graça do céu.

    Pr. Nilton Antonio de Souza
    Diretor Geral da CBC

  • Missões: um contraponto ao egoísmo

    Missões: um contraponto ao egoísmo

    Se há algo que o ser humano faz bem é nutrir a si mesmo. Alguns se tornam tão especialistas, tão voltados para si, para sua autocontemplação, que são chamados de narcisistas. Sim, o “novo” natural, decorrente da chamada natureza decaída, é um convite ao egoísmo. Quer ver um exemplo? Pouco menos de 2500 pessoas concentram cerca de 50% dos recursos, das riquezas do mundo… tem algo muito errado, não é mesmo?

    Bom, missões é a gramática do autodescentramento. Só se faz missões quando o outro se torna tão importante para nós, que nos dispomos a sacrifícios pessoais. Os mais desprendidos se tornam missionários; vão aos campos, deixam família, país, comodidades, para cumprir um chamado. Os demais, somos convidados a sustenta-los: dispor do tempo em oração pelos missionários e ofertar para mantê-los realizando o ministério que nós, por diversas razões, não temos como fazê-lo.

    Missões é o convite de Deus olhar para fora de nós mesmos. Não por outro motivo, a fala de Jesus é para que levantemos os olhos para vermos os campos prontos para a colheita. Nunca é demais lembrar, que só levanta os olhos quem deixa de olhar para o próprio umbigo.

    Ao realizarmos a campanha em prol de Missões Rio, estamos exercitando esse olhar para fora, buscando uma semelhança com Deus, que, segundo o linguajar bíblico, antes da fundação do mundo (Ap.13:8) já tinha previsto/acontecido o sacrifício do Cordeiro, Jesus Cristo. Nosso Deus é missionário, seu caráter não é autocentrado; por isso Ele é Luz (I João 1:5 – irradia para os outros) e Amor (I João 4:8 – voltado para o outro).

    Então, a pergunta que fica é: qual o sacrifício pessoal que você está disposto a fazer para que alcancemos, como Igrejas Batistas Cariocas, como Convenção Batista Carioca, o nosso alvo? Ore, se coloque diante de Deus e deixe que o Espírito indique ao seu coração a oferta a ser dada. Afinal, queremos que a mesma Palavra de salvação que nos alcançou, chegue a outros também.

    Que Deus nos abençoe
    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Missões Rio

    Missões Rio

    Pense:

    1) Em um detento que, ao cumprir sua pena em regime fechado, tem o coração aberto pela Palavra de Deus e muda sua vida, entregando-a para Jesus. Justamente no internato compulsório onde os criminosos são esculpidos (presídio), a vida que há em Jesus é nele gerada. Ao invés de sair pior, ele sai transformado!

    2) Em uma pessoa que, após sofrer um acidente, acorda num hospital sem saber o que aconteceu e nem ter um prognóstico. Assustada, ela encontra ao seu lado uma palavra de conforto e ânimo através da ação de um missionário capelão. Seu medo é trocado pela paz após uma oração.

    3) Em uma família dilacerada pela dor da perda de um ente amado. Sem assistência espiritual, sem pastor, sem sacerdote, sem ninguém para apoiar na hora mais difícil que é a da partida. Nesse momento, um missionário capelão aos enlutados encosta, lê a Bíblia, e as janelas do céu se abrem trazendo bálsamo, cura, e conforto no meio de tanta dor.

    Pensou? Bom, estas ações exemplificam o que ocorre todo dia, em diferentes partes de nossa cidade, através dos missionários das Igrejas Batistas pertencentes à Convenção Batista Carioca. Elas são possíveis porque você e sua igreja participam com ofertas para Missões Rio. Pessoas são abençoadas e outras tantas salvas porque oramos, e também damos suporte financeiro para que estes ministérios sejam desenvolvidos.

    Chegou a época do ano em que precisamos renovar nosso apoio e sustento aos nossos missionários. Trata-se da Campanha de Missões Rio. Qual é seu alvo pessoal? E o alvo de sua Igreja? É possível, inclusive, ultrapassá-lo: mas isso depende de sua sensibilidade ao Espírito Santo e de sua, nossa, participação.

    Participe como puder! Orando e/ou contribuindo com o melhor que você puder fazer em resposta ao que Deus colocar no seu coração.

    Com expectativa debaixo de oração,

    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Igrejas sem pastor & Igrejas com vários pastores

    Igrejas sem pastor & Igrejas com vários pastores

    Eventualmente nossa igrejas entram em processo de sucessão pastoral. É um tempo que precisa ser aproveitado para que a Igreja busque intensamente a direção de Deus sobre seu novo pastor, líder. Processos de sucessão não ungidos, manietados, conduzidos, invariavelmente trazem muita dor para os pastores escolhidos e também para a igreja. É preciso que haja um casamento entre a escolha de Deus e da Igreja.

    Nessas horas de vacância pastoral, não são todas as igrejas que contam com pastores membros no seu rol, a ponto de ajudar a liderança com o púlpito, aconselhamento e, porque não, instruindo o processo de sucessão pastoral. Além dos muitos afazeres que cada irmão e irmã da liderança tem, a ocupação de atividades pastorais costuma sobrecarregar esses queridos líderes e, não poucas vezes, precipitando o processo de sucessão. Os atalhos, a pressa, comprometem a melhor escolha, o melhor discernimento espiritual.

    Por esta razão, a Convenção Batista Carioca se propôs a ajudar as igrejas, sendo a ponte entre as que estão sem pastor e aquelas que possuem pastores no seu rol de membros. O objetivo é que as que possuem pastores no seu rol de membros, uma vez demandadas por igrejas em sucessão pastoral, forneçam uma escala de púlpito pelo tempo que a igreja sem pastor precisar.

    O que é preciso fazer? Você pastor, que possui outros colegas na membresia de sua igreja e que se dispõe a ajudar igrejas em processo de sucessão pastoral fornecendo uma escala de púlpito, contate o escritório da Convenção Batista Carioca (CBC). Deixe ali seu nome e Igreja, assinalando assim a disponibilidade.

    A você que faz parte da liderança de uma igreja que hoje está sem pastor, e que gostaria de não se preocupar com uma escala de pregação, de púlpito, contate a CBC. A Convenção irá fazer a ponte entre a necessidade de sua igreja e a possibilidade em ajudar de outra igreja. Ela tão somente colocará as duas igrejas em contato. A partir daí a cooperação se estabelece entre as coirmãs.

    Por fim uma dica: no site da Convenção Batista Brasileira há um pdf gratuito fornecendo diretrizes para a sucessão pastoral de uma Igreja.

    Em cooperação,

    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Pastores se cansam

    Pastores se cansam

    Algum tempo atrás presenciei uma conversa em que um membro de igreja evangélica se mostrava surpreso com a informação de que pastor tira férias. Para ele isso era inconcebível… afinal, como um pastor pode deixar de ganhar almas, dar uma pausa nessa magnífica missão? Na sua compreensão havia, logicamente, algumas distorções: a de que o pastor é quem ganha almas (fruto do papel do púlpito no movimento puritano), de que pastor não se cansa até mesmo porque não trabalha (segundo alguns, numa clara confusão de ausência de uma agenda definida com as demandas do ministério.
    Fato é que pastores se cansam. Jesus se cansou. Não foram poucas as vezes que o Mestre se retirou para um monte para orar e descansar da demanda das multidões.

    Mas o cansaço pastoral é bom sinal? Eu diria que sim, caso seja observado como um sinalizador para uma parada. Isso porque uma igreja que tem um pastor que se cansa pode ter consigo o privilégio de ter alguém que é humano e que tem realmente um coração pastoral. Isto posto, gostaria de sugerir uma pequena lista (que não se esgota em si mesma) de fatores que podem levar ao cansaço pastoral:

    1. Peso institucional: há certas comunidades que possuem tanto “script” a ser cumprido que as relações perdem sua naturalidade e se tornam artificializadas. Todos ali cumprindo seus papéis, o que termina fomentando a criação de máscaras. A falta de autenticidade gera perda de combustível emocional, cansando os que ali estão.

    2. O excesso de demanda também cansa. Há comunidades que absorvem demais o pastor. Ou porque são imaturas demais para poder lidar com suas questões, trazendo ao líder tudo que acontece; ou porque o pastor é tão bom que dá vontade de ficar perto dele o tempo todo. Não há “Moisés” que consiga se manter com saúde emocional diante de uma demanda que ultrapassa os limites do que é razoável. Igrejas imaturas não caminham sozinhas.

    3. A crítica desgasta, especialmente aquela que é fruto de incompreensão. Pastores que são “julgados” numa determinada situação, quando os membros não sabem da história e passam a desconsiderar a trajetória daquele líder que diz exatamente o contrário do que se passou a pensar e a verbalizar sobre ele. Essa incompreensão desgasta muito e acaba por drenar a energia emocional do pastor.

    4. Perseguição. Há alguns membros que elencam o pastor como alvo de suas frustrações. Outros, por motivações infernais, passam a perseguir o líder. Como ao pastor não cabe retribuir na mesma moeda, a perseguição o conduz para o enfado e, não raras vezes, à precipitação do tempo de ministério pastoral numa localidade.

    5. Desgaste familiar. A família pastoral é composta de gente. Por esta razão, sofre por vezes com conflitos. Nem o pastor, nem ninguém mais, tem família perfeita; portanto, a igreja precisa ter certa dose de compreensão e apoio para com a família pastoral, especialmente com os filhos. Se o pastor e a esposa estavam cônscios de sua missão como casal, ou mesmo da missão do marido, os filhos por sua vez não foram chamados a opinar. Por vezes o cansaço do pastor advém do seu abatimento ao ver a insana expectativa que é colocada sobre seus filhos, como se “pastorzinhos” fossem.

    6. Falta de descanso programado. Há pastores que não respeitam sua folga semanal, necessária para recarregar baterias. Há muitos irmãos que também não respeitam essa folga, esperando um problema agudizar, explodir, para então chamar o pastor. E como explodem situações nos dias de folga e feriado! Perceba: há coisas que acontecem de modo inesperado, como uma perda. No entanto, há outras que podiam ser tratadas antes, evitando a explosão. O fato que ao ultrapassar os limites do descanso, princípio estabelecido por Deus na Criação, e fazendo-o de modo sistemático, o cansaço se acumula minando a saúde pastoral.

    7. A traição da liderança é outro fator de desgaste. É um componente ético-emocional. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha e que de repente rompem com sua liderança. Pessoas que lhe acompanham ou que você acompanha sobre as quais se descobre posteriormente (daí a estupefação e o cansaço dela decorrente) que elas já estavam rompidas com todo projeto de liderança cristã, de santidade e coerência que o Reino requer. Essa traição é doída, e por ser assim enrijece o coração. O problema é que não há ministério possível com coração endurecido. Essa é uma área de extremo enfado… e deserto.

    8. A imaturidade dos membros que criam tensões desnecessárias. Pequenos choques sem reconciliações ou alguém com uma palavra de sabedoria para contornar essas rusgas acabam respingando no pastor. Ao fazê-lo, há uma perda de energia emocional, a qual vai sendo sugada a conta-gotas. Contudo, o fato de sair aos poucos não desmerece pra onde ela aponta: o esvaziamento do tanque emocional.

    9. Falta de retorno da Igreja. Uma igreja que não responde, nem “sim”, nem “não”, às demandas, provocações e ideias pastorais, pode trazer um profundo desgosto e questionamento de chamado ao pastor. É quando o ralo está dentro do coração pastoral, escoando toda a energia emocional ali presente. Essa frustração ministerial ao lidar com “walkingdeads” eclesiásticos desgasta o coração do pastor.

    10. Uma igreja essencialmente carnal. Lidar com uma igreja que busca o lenitivo espiritual e pastoral, ao mesmo tempo que se fere com o pecado, fere o pastor. Embora ele esteja ali também para escutar os membros mediante aconselhamento pastoral, é muito angustiante para o pastor ver suas ovelhas se machucando nos arames farpados do pecado. Ouvir como algumas, embora com a vida (ou seria sobrevida?) preservadas, tiveram pedaços inteiros arrancados pelas garras de lobos, ursos e leões, dói. Faz o coração chorar! Por fim, cansa ver tanta gente cansada e que insiste nesse projeto de vida que na verdade é um convite à morte diária.

    Ao propor esta lista, não quero dizer que não existam outros fatores que fomentem o cansaço pastoral. Nem tampouco quero dizer que ministério se faz sem se cansar. Aliás, tendo a pensar que pastores que não se cansam são aproveitadores, falsos profetas, sugadores da gordura alheia. Entretanto, ao expor e propor essa lista, convido-lhe:

    a) a orar e a cuidar do seu pastor. Cabe aos membros da igreja este cuidado com o pastor. Está percebendo seu pastor mais irritadiço, mais cansado, menos atento? Sugere a ele e à liderança um tempo de descanso… se a igreja puder, envie o pastor e sua esposa para uma pousada. Investir no cuidado e na família pastoral beneficia a própria igreja.

    b) aos queridos colegas, sugiro que se leiam, se percebam. Uma vez cansados, é melhor parar um pouco, para depois poder terminar a corrida. Em meio de maratona, exausto, não é hora de se dar um “Sprint”. Pare, respire um pouco, volte andando e se sentir condições, corra novamente.

    Um desavisado poderia dizer nesse momento: mas eu não gosto e nem corro maratonas. Para você eu responderia: você é uma pessoa excelente e útil em muitas coisas; contudo, muito possivelmente não sirva para o ministério pastoral.

    Aos pastores que exercem o ministério com dedicação, comprometimento e que por isso estão cansados, minha admiração e oração para que vocês sejam renovados. Há muito mais à nossa frente. Que Deus nos abençoe.

    Pr. Sérgio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Por uma cooperação abrangente

    Por uma cooperação abrangente

    Dentre as muitas razões elencadas e percebidas para que queridos líderes e maravilhosas igrejas não participem da obra denominacional, elenquei somente três para sua reflexão. O desejo é que você reflita e ore sobre o que passará a ler a partir deste momento (garanto a você que não passa de 10 minutos…). Segue então a exposição destes três possíveis (não únicos) e mais comuns motivos para a não participação denominacional:

    1) Quando a igreja é engolida, embevecida por sua autonomia.
    Convenhamos, pouquíssimas são as igrejas do nosso campo carioca
    que foram formadas sem o apoio da Convenção, de uma ou mais igrejas de uma mesma associação, ou ainda de uma ajuda externa, como de uma Junta Missionária da CBB ou de um grupo de americanos, por exemplo. A grande maioria das igrejas, uma vez organizadas, foi estabelecida como fruto de apoio ministerial, financeiro e de recursos humanos oriundos da igreja-mãe. Pastores que ampliaram, pela Graça de Deus, as tendas de um ministério, o fizeram, em sua esmagadora maioria, a partir de um investimento inicial feito. Quantos ministérios não começaram com um lote já comprado, com um templo erguido
    em parceria com grupos de irmãos construtores da América (por exemplo)?

    Ocorre que a necessidade do início por vezes não se traduz na continuidade da ajuda. Ao ter a benção do crescimento, muitas igrejas se
    voltam para si, num movimento de endógeno, até mesmo de entropia negativa. Maximizam sua autonomia sem que ela reconheça a benção da interdependência. Passam a viver para si, confiando somente em si. É o caso de quem não contribui, porque não confia na administração alheia. (se quiser acesse: https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/18/as-contribuicoes-sao-biblicas-2-ou-ainda-quem-administra-o-dinheiro-do-senhor-sou-eu/).

    2) Quando a igreja perde a visão dos princípios batistas
    Trabalhamos em cooperação. Ofertamos por fé e esta nada mais é
    do que uma forma espiritual de visão. Alguns acham que a vida com Deus se faz com a sobra (do tempo, dos recursos, etc.). Pode até ser para uma vida espiritual medíocre. No entanto o vigor espiritual vem da primazia a Deus:

    “Buscai PRIMEIRAMENTE o Reino de Deus…”.

    Quando um crente perde a visão espiritual, ele deixa de contribuir.
    Quando uma igreja perde a visão espiritual, esta que está impregnada nos princípios batistas, ela deixa de contribuir. (se puder, e quiser, leia:
    https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/23/as-contribuicoes-sao-biblicas-3-ou-ainda-nao-contribuo-porque-nunca-sobra/).

    O problema é que isso por vezes é transmitido à membresia. A acomodação colaborativa por vezes desemboca numa acomodação participativa. E perceba: no cálculo do Reino não é o que entrou, mas o que poderia ter entrado na casa do tesouro, porém ficou de fora.

    3) Quando a igreja contraditoriamente não investe em estrutura, mas na missão
    Pensamento louvável, numa primeira análise. No entanto, no mundo em que vivemos, que missão se realiza sem o mínimo de estrutura? Pense na própria igreja local: investir em manutenção de patrimônio, na conta de luz, em zeladoria, em transporte, no próprio ministério pastoral, não é também uma forma de investimento em estrutura? Claro que sim! A questão então é se a estrutura está voltada e adequada para a Missão e não o pressuposto de que a “máquina” não pode receber recursos… Esse discurso de parte da liderança não está muito distante da fala de
    muitos membros (se puder e quiser, leia: https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/28/as-contribuicoes-sao-biblicas-3-ou-ainda-nao-dou-dinheiro-para-pastor/).

    A própria linguagem bíblica fala sobre isso. Condições foram estabelecidas e dadas para que os sacerdotes e levitas pudessem se dedicar ao serviço no Templo. De igual modo, pessoas doaram para manter o itinerante Jesus, assim como pessoas doavam para manter o trabalho apostólico. A contribuição é bíblica (se puder e quiser, leia:
    ( https://sergiodusilek.wordpress.com/2017/04/10/as-contribuicoes-sao-biblicas/). O apoio entre as igrejas também é. Não fique de fora do privilégio que Deus concedeu a todos nós, pastores, diáconos, membros de igrejas, de participarmos do sustento e expansão da Sua obra.

    Que Deus abençoe sua colheita e amplie suas tendas e celeiros.

    Pr. Sergio Dusilek
    Presidente da CBC

  • Ajude a Bahia doando fogões

    Ajude a Bahia doando fogões

    Nossa campanha solidária, em favor dos desabrigados na Bahia, entrou em uma nova fase. Como as primeiras necessidades já estão sendo supridas por irmãos de várias regiões do nosso país, nós, da Convenção Batista Carioca, em apoio à iniciativa da PIB de Cascadura e da IB Itacuruçá, queremos incentivar as demais igrejas e seus membros a focarem seus esforços na aquisição de fogões novos.

    Nosso desejo é que as famílias, ao retornarem para suas casas, possam ter condições dignas de preparo de seus alimentos.

    A PIB de Cascadura – Praça Artur Azevedo, 101 – Cascadura – funcionará como ponto de coleta de fogões novos até o dia 28 de janeiro. No dia seguinte (29), a igreja conduzirá as doações para o ponto de retirada, na Bahia. Para o caso de doações financeiras, disponibilizamos os seguintes dados bancários:

    PIB DE CASCADURA
    PIX: 34.169.821/0001-78
    Itaú: AG: 9290 C/C: 10722-7

    IB ITACURUÇA
    PIX: 42.442.384/0001-42
    Itaú: AG: 3031 C/C: 12353-6

  • Aviva-nos, Espírito Santo, para cumprirmos a Missão!

    Aviva-nos, Espírito Santo, para cumprirmos a Missão!

    1993… eu era um jovem e estava participando do treinamento Missionário da OM (Operação Mobilização). Seria um ano de treinamento teórico e trabalho missionário de campo. Fomos distribuídos em equipes para o estágio prático. Minha equipe foi destinada a trabalhar no litoral da Bahia, em comunidades de pescadores. Tratava-se de um estágio em parceria com a MEAP (Missão Evangélica de Assistência aos Pescadores).

    Eu e mais três missionárias, que formavam a equipe comigo, chegamos numa ilha sem nenhum trabalho evangélico. Era um sábado. Acomodamos nossos pertences na casa onde iríamos ficar hospedados naquele mês e resolvemos fazer um primeiro culto ao ar livre ao final da tarde. A experiência daquele dia foi muito difícil!

    Vivemos naquele final de sábado uma batalha espiritual muito intensa. Homens da comunidade começaram a fazer piadas e a insinuar coisas indevidas em relação ao culto, a Deus e às missionárias. Com nossos corações desanimados e entristecidos, paramos o culto imediatamente, retornando à nossa casa. Fizemos uma reunião de oração e sentimos Deus nos lembrando que a batalha é dEle e que precisaríamos orar e interceder por aquele povo amado por Jesus. Estávamos verdadeiramente tristes e frustrados, estávamos ali para servir e abençoar aquelas pessoas. Um sentimento que já vivi muitas vezes em meus mais de vinte e cinco anos de ministério pastoral. Parece que nós é que estamos sendo ofendidos e rejeitados, mas na verdade, o que Deus nos ensinou na prática era que a luta era dEle.

    Após aquela reunião de oração, decidimos usar o dia seguinte como um dia de jejum e oração. Passamos todo aquele domingo orando e jejuando como equipe, clamando que Deus manifestasse seu poder e Graça sobre aquela ilha. Foi um domingo inesquecível. Deus manifestou Seu amor por aquele povo e nosso coração se renovou de amor e alegria por estarmos ali.

    A partir da segunda-feira, iniciamos o trabalho de evangelização e visitação à comunidade. Grande foi a nossa alegria! Depois de quinze dias trabalhando e visitando as famílias, tivemos um número significativo de conversões, inclusive uma líder espiritual de outra religião que entregou a vida a Jesus dando um grande testemunho para toda a comunidade. Ao término daquele mês, deixamos uma pequena comunidade de cristãos convertidos, para a glória de Deus.

    Compartilho essa história, vivida há aproximadamente 28 anos, para exemplificar a importância da oração e da dependência de Deus para que a obra missionária, evangelizadora, seja realizada. Precisamos da presença sobrenatural de Deus conosco para cumprirmos sua missão.

    Jesus nos ensinou, em Atos 1.8, que receberíamos poder ao descer sobre nós o Espírito Santo e seríamos suas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra. Esta promessa aos discípulos se cumpriu em Atos 2, no dia de Pentecostes. A partir do derramar do Espírito Santo sobre a Igreja, todos nós recebemos o Parácleto, o ajudador, o Espírito Santo de Deus que nos fortalece, capacita com dons espirituais e nos consola nas horas difíceis. O Espírito Santo, nosso Deus, está ao nosso lado em todo tempo.

    Após a ressurreição, Jesus orientou os discípulos que não saíssem de onde estavam sem antes serem revestidos de poder. Da mesma forma, o apóstolo Paulo vai nos ensinar que o seu ministério não consistia em palavras bonitas, nem de sabedoria humana, mas sim na manifestação do poder de Deus. A Igreja, como uma comunidade de discípulos, tem um chamado para agir neste mundo, estabelecendo o Reino de Deus. Isso é um chamado a guerrear contra o príncipe deste mundo, um chamado que só conseguiremos vencer pelo poder sobrenatural de Deus. Precisamos resgatar uma total dependência do Espírito Santo de Deus para obra do ministério.

    A cidade do Rio de Janeiro está envolvida em uma nuvem de caos com extrema influência de forças espirituais malignas. Temos vivido dias de corrupção, opressão e engano. De fato, o mundo jaz no maligno e ao nosso redor podemos ver uma dominação muito grande sobre mentes e corações que precisam conhecer Jesus, o Cristo que liberta. Muitas famílias destruídas, jovens prisioneiros das drogas e da pornografia, homens agredindo suas esposas, pandemia desestabilizando negócios e relacionamentos. Juntamente com isso, ficamos preocupados com tantas de nossas amadas igrejas batistas enfraquecidas. Igrejas que já fizeram tanto por esta cidade e, que por alguns motivos, enfrentam momentos desafiadores, baixa de membresia, crise financeira, pecado, ameaças do tráfico, etc…

    Jesus, em sua sabedoria, já nos ensinou que não poderíamos entrar na casa do valente e saquear a casa do valente sem antes amarrar o valente. Da mesma forma, não podemos nos enganar, pensando que vamos mudar o que vemos ao nosso redor, sem antes amarrarmos o nosso adversário. Por isso, irmãos, temos um tema tão oportuno em nossa campanha missionária de 2021, um chamado ao avivamento para que possamos realizar a obra missionária Urbana. Somente com o avivar do Espírito Santo em nossas igrejas, em nossos corações, é que poderemos verdadeiramente amarrar o valente e vencê-lo nesta batalha espiritual.

    Não se engane! Algumas vezes, quando falamos “aviva-nos, senhor!”, temos a expectativa de que algo mágico e místico virá sobre nós, de maneira inesperada e instantânea. Precisamos entender que todo e qualquer avivamento começa com corações quebrantados, que reconhecem a sua incapacidade para obra do ministério e curvam-se em total dependência, clamando ao Rei dos reis que venha estabelecer o seu reino. Precisamos voltar ao joelho, ao coração contrito e dependente de Deus. Seja qual for a situação, não importa o tamanho da batalha, nem quão furioso o inimigo se levante contra a Igreja. Jesus é maior, as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Sendo assim, antes de muito trabalho, de estratégias e esforços, curvemos nossas mentes e corações em total dependência do Senhor para que o Espírito Santo venha sobre cada Igreja Batista Carioca, sobre a vida de cada pastor, de cada membro, e que cada um de nós se levante como uma testemunha de Jesus em meio ao caos.

    Quando Josué estava prestes a dominar cidades para o Senhor, recebeu uma orientação: “santificai-vos, pois amanhã o senhor fará maravilhas no meio de vós”. Termino esta reflexão fazendo o mesmo apelo. Todos nós precisamos nos santificar, voltar a nossa mente e coração para que as maravilhas de Deus, pelo poder e agir do Espírito Santo, se manifestem e o Rio de Janeiro seja transformado.

    Que Deus nos abençoe.

    Pr. Lívio Renato Barbosa de Oliveira
    PIB em Vila Valqueire – Igreja ViVa
    @liviorenato @pibviva