Categoria: Artigos

  • É preciso planejar para decidir

    É preciso planejar para decidir

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    Visando o desenvolvimento de pastores saudáveis e ministérios relevantes, a Ordem dos Pastores Batistas Cariocas tem realizado nos últimos dois anos uma série de ações que englobam a capacitação e a comunhão de líderes da cidade do Rio de Janeiro. As programações são fruto de pesquisa e análise estratégica da organização, que passou a avaliar cuidadosamente seus objetivos e a formar equipes interessadas em promover um ambiente de integração.

    O Workshop sobre planejamento estratégico, realizado nos dias 31 de julho e 6 de agosto, no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, veio consolidar a visão da OPBB Carioca sobre lideranças fortes e relevantes. Essa preocupação sobre planejamento já havia sido levantada por vários líderes batistas em pesquisa realizada pela Convenção Batista Carioca, há alguns meses, e agora vem sendo, a cada programação, respondida a partir da transmissão de conhecimentos de especialistas no assunto.

    O pastor da Igreja Batista em Heliópolis e mestre em Administração, Davidson Freitas, foi o palestrante do Workshop Planejamento Estratégico para Organizações Eclesiásticas e de Terceiro Setor. Atendendo ao nosso pedido, ele esclareceu dois pontos importantes sobre o assunto, ajudando a clarear a visão daqueles que não conseguiram participar do evento.

     

    Planejamento empresarial X Planejamento para igrejas e organizações religiosas

     

    Existe diferença entre planejamento estratégico empresarial e planejamento para organizações religiosas?

    Pr. Davidson: Considerando que o planejamento é a função administrativa que procura definir antecipadamente objetivos e os passos para atingi-los, definindo a razão de ser da organização, visão e valores, não há diferenças técnicas no processo de planejamento. Assim como as empresas necessitam monitorar o ambiente onde atuam e compreender como todos os atores desse meio se comportam e sofrem transformações, as igrejas e organizações religiosas têm a mesma necessidade.

    Faz parte da realidade de toda organização, inclusive as eclesiásticas, questões relacionadas à liderança, administração e gestão. Nenhuma organização pode fugir ou ignorar todo o arcabouço existente ao seu redor nesses âmbitos.

    A diferença está na essência da atuação desses dois grupos distintos, pois enquanto as empresas buscam maior efetividade em suas ações para obterem maiores lucros, as organizações do ambiente eclesiástico buscam maior efetividade com vistas à expansão do Reino de Deus, através do alcance de mais vidas com a mensagem de esperança em Cristo Jesus.

    Estabelecer um processo de planejamento estratégico para igrejas e organizações religiosas não é transformá-las em empresas, mas buscar realizar tudo da maneira mais efetiva possível. Quanto mais organizados somos, menor é o desperdício dos recursos (financeiros, tempo, vidas, dons e talentos) colocados à nossa disposição para a execução dos ministérios sobre os quais temos responsabilidade.

    Por que o planejamento estratégico é tão importante para os nossos líderes?

    Pr. Davidson: Considerando que o processo de planejamento viabiliza a utilização efetiva (eficácia + eficiência) dos recursos disponíveis e ajuda as igrejas e organizações a manterem o foco em sua missão, contribuindo ainda para um processo mais inteligente de tomada de decisões, cada vez mais é necessário que pastores e líderes não somente conheçam esse processo, mas participem ativamente de forma que as organizações por eles lideradas alcancem níveis de excelência que capacitam as organizações a surpreenderem as pessoas e comunidades com quem se relacionam.

    Líderes precisam compreender que não são especialistas em tudo. No processo de planejamento em que os objetivos e ações estratégicas são definidos, as responsabilidades são compartilhadas possibilitando que mais pessoas participem de todas ações necessárias para o alcance e superação destes objetivos. Colocando tudo isso no papel, cada pessoa com as habilidades necessárias para a excelente execução será acionada e o líder verá que o resultado alcançado será significativamente melhor do que aquele que se alcançaria caso ele centralizasse tudo em suas mãos.

    Nossas organizações estão inseridas em um contexto que definiu obrigações legais, fiscais, trabalhistas, contábeis, entre outras, que não podem ser ignoradas e sobre as quais os líderes não detém o conhecimento necessário para atende-las. O planejamento estratégico e a governança organizacional, chamada de governança corporativa, com suas práticas viabilizam uma gestão que não trará vergonha para o Evangelho seja por gestão temerária ou por transgressões éticas que podem acontecer.

    Os líderes de nossas organizações precisam conhecer tais desafios e cercarem-se de pessoas que podem ajudar no processo de atuação na sociedade de maneira ética, coerente, efetiva e referencial. Portanto, assuntos ligados ao planejamento estratégico e governança corporativa devem receber especial atenção por parte dos líderes de nossas organizações e igrejas.

     

    Atenção ao planejar

    Se você já percebeu o quanto planejar pode ajudar seu ministério em tomadas de decisões, encerramos por aqui com quatro pontos essenciais para uma boa estratégia. Eles não podem ser deixados para trás em seu planejamento: Missão e Visão, Análise de ambientes, Definição de objetivos e estratégias, Feedback e controle.

    Quer saber mais sobre estes assuntos? Envie sua solicitação para marketing@batistacarioca.com.br . Sua mensagem servirá de base para nossas próximas programações de capacitação.

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  • Esporte como proposta missionária

    Esporte como proposta missionária

    O carioca tem paixão pela prática de esportes. Qual cidade do país possui um ambiente tão propício para a prática de tantos esportes diferentes? Montanhas, praças, praias, ginásios, estádios e etc. A atividade física é algo constante no dia-a-dia do carioca. Não é difícil ver pessoas praticando caminhada, corrida, jogando um vôlei ou futebol.

    A prática esportiva possui uma linguagem singular, onde a classe social, o credo, os posicionamentos políticos são superados pelo desejo do lazer e até mesmo da competição. A essa forma de comunicação chamamos “Linguagem Universal do Esporte”.

    Transmitindo valores

    O esporte tem a incrível capacidade de superar barreiras e comunicar de forma particular as suas verdades. Percebemos isso na Copa do Mundo, nas Olimpíadas e nas Paraolimpíadas realizadas em nossa cidade nos últimos anos. Como o esporte pode unir povos e propósitos! Como o esporte pode ser uma grande ferramenta de comunicação para transmissão de culturas e valores! Por isso, a igreja precisa aprender a falar essa linguagem de forma intencional.

    A prática de esportes conduzidas por cristãos com capacitação específica através da igreja local, que possuam intencionalidade evangelizadora e discipuladora, é uma grande ferramenta de transmissão dos valores do Reino. O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 9.24, usa a figura do corredor em um estádio para aplicar valores do Reino e ser intencional em sua proposta de vida cristã.

    Agregando pessoas

    O esporte nos permite participar de grupos (pequenos ou grandes) onde criamos relacionamentos e podemos conhecer as pessoas verdadeiramente. Na prática esportiva podemos quebrar barreiras religiosas e nos aproximarmos de pessoas que querem conhecer mais de Deus, mas, por algum motivo, não entrariam em uma igreja.

    Nas amizades geradas na prática esportiva podemos evangelizar e discipular pessoas, e ensiná-las a compartilhar o amor de Deus por outras pessoas. Depois das experiências de evangelização nos grandes eventos esportivos que aconteceram na cidade do Rio de Janeiro nos últimos anos, acredito que o esporte pode ser a ferramenta evangelizadora de maior alcance que a igreja brasileira descobriu nas últimas décadas. Busque conhecer mais essa ferramenta, por uma vida missionária através do esporte!

    Pr. Ulisses Torres
    Capelão esportivo de Missões Rio, pastor da Comunidade Batista Vida e coordenador do Movimento Vida Relevante. É professor do Curso de Teologia e do Curso de Mestrado do Seminário Teológico Betel; bacharel e licenciado em Educação Física; Pós Graduado em Coach e Liderança e Gestão de Projetos Sociais. É mestre em Ministérios Globais e atualmente cursa Serviço Social na Universidade Federal Fluminense- RJ.

  • Por uma vida missionária, somos testemunhas

    Por uma vida missionária, somos testemunhas

    Quanto a você, meu filho, fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus.
    E o que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo
    transmita a homens fiéis, idôneos para instruir a outros.
    (2Tm 2.1-2, NAA)

    Para todo estudioso do Novo Testamento, sobretudo aqueles que se empolgam com a narrativa lucana de Atos, uma pergunta se levanta: o que respondeu pelo vertiginoso crescimento do cristianismo nos primeiros séculos? Sem rádio, sem televisão, sem jornais impressos, sem internet, redes sociais, facebook, whatsapp, ou mesmo uma caneta esferográfica o Evangelho espalhou-se pelo mundo.

    O venerando apóstolo Paulo chamou o momento da entrada de Deus na história de e “a plenitude do tempo”. Muitos analistas do cristianismo decodificam esta expressão paulina com a amplitude do alcance da língua grega, a disciplina política imposta pelo Império Romano e as estradas abertas e mantidas por esse Império.

    Creio que alguma coisa a mais poderia ser incluída na “plenitude do tempo” que de alguma forma Lucas, o médico historiador, deixa evidente no segundo livro dirigido a Teófilo que poderia ser classificado como a anatomia da igreja primitiva.

    Somente quando os crentes já estavam dispersos, foi na cidade de Antioquia que os adeptos da nova fé foram pela primeira vez “chamados cristãos”. Mas o que eles eram nesse intervalo de tempo e, na realidade, continuaram a ser depois deste fato?

    Lucas registra a resposta antecipadamente. A cada oportunidade aberta por Deus o discurso comum dos crentes sempre foi: somos testemunhas. Testemunhas de um fato tanto histórico quanto transcendente: Ele morreu mas Ele também ressuscitou.

    Jesus define o cristianismo como o conjunto das testemunhas dele. Essa foi a instrução por Ele dada em At. 1.8. Esse foi o critério básico para escolha do sucessor de Judas no colégio apostólico. Esse foi o grito de Pedro em todos os seus discursos – “nós somos testemunhas” – testemunhas de um fato. Ele é real, permanece vivo no coração e na mente de todos aqueles que por Ele foram chamados e não resistiram à esse chamado.

    O que Paulo está dizendo a Timóteo é simplesmente isso: eu testemunhei a você diante de muitas outras testemunhas que podiam corroborar meu testemunho. Multiplique este testemunho. Testemunhe com uma alegria e autoridade tal do impacto de Jesus na sua vida que todos percebam que Ele ressuscitou e também se tornem testemunhas desse maravilhoso milagre.

    Neander Kraul de Miranda Pinto
    testemunha e Reitor do Seminário Teológico Betel

  • Por Uma Vida Missionária, proclamamos a reconciliação

    Por Uma Vida Missionária, proclamamos a reconciliação

    “E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros.” 2 Timóteo 2:2

    O apóstolo Paulo é, inegavelmente, um dos escritores mais importantes na composição do Novo Testamento. É dele a orientação que encontramos como divisa desta campanha. Trata-se de uma orientação ao jovem pastor Timóteo que foi deixado em Éfeso para a consolidação do trabalho de implantação daquela igreja e defesa da doutrina dos ataques dos falsos mestres.

    Não se trata de uma orientação qualquer ou de um mero conselho sobre como fazer as coisas na igreja funcionarem. Vai muito mais além. Paulo estava ensinando a Timóteo uma estratégia de propagação e sustentação de uma visão missionária na cidade. Para Paulo, o que se faz na comunicação do evangelho é muito mais do que a implantação e divulgação de uma religião. É a afirmação de uma verdade transformadora. Ao escrever aos irmãos em Corinto, Paulo afirma contundentemente o propósito de Deus em Cristo e o que se deve esperar de um discípulo: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus. 2 Coríntios 5:17-20.

    Essa é a verdade transformadora: Deus reconcilia pessoas consigo mesmo através de Cristo e redime a criação em todas as suas áreas. Isso é o que se espera de um discípulo: Suplicar a todas as pessoas que se reconciliem com Deus. Temos a verdade transformadora e temos a missão. Do que mais precisamos hoje? De homens e mulheres fiéis na cidade do Rio de Janeiro que supliquem em todos os cantos: Reconciliem-se com Deus!

    Precisam ser fieis a Deus, pois os infiéis produzem escândalos, vergonha e distanciamento. Homens e mulheres fiéis a Deus são sensíveis ao direcionamento do Espirito Santo, sólidos doutrinariamente, humildes, ensináveis e comprometidos. Homens e mulheres fiéis que suplicam através de suas orações; do seu viver moral e ético; do exercício da generosidade e liberalidade, entendendo que seus recursos materiais e financeiros pertencem a Deus e devem ser usados em sua obra; da comunicação do evangelho com palavras e atos de justiça; do engajamento em projetos de desenvolvimento comunitário; do exercício de sua vocação no serviço público, privado, universidades, colégios, presídios, hospitais, etc; do uso do dons espirituais, talentos e criatividade; da disposição em transmitir a visão missionária através do discipulado.

    Que o Espírito Santo desperte na igreja os homens e mulheres fiéis e que a cidade seja abençoada através do conhecimento da verdade transformadora.

    Sergio Mota
    Carioca, casado com a educadora Nara e pai da Vitória. Pastor da Primeira Igreja Batista em Parque União desde 2008; graduado em administração de empresas, teologia e graduando em psicologia.

  • Por uma vida missionária, perseveramos

    Por uma vida missionária, perseveramos

    “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” (2 Tm 2.2).

    Gosto de pensar que a obra missionária precisa de pregadores comprometidos como João Batista, que incessantemente anunciava: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”. (João 1.36).
    Essa mensagem não voltou vazia, frutificou: “Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus”. (João 1.40-42).

    Esse texto registra o momento onde começam a surgir os primeiros seguidores do Cristo. João já havia declarado no dia anterior que Jesus era o Cordeiro de Deus, mas a princípio a mensagem não surtiu muito efeito. Isso me lembra que os frutos da obra missionária nem sempre são imediatos e que devemos insistir na proclamação do evangelho. Para viver uma vida missionária é preciso perseverança.

    Graças a perseverança de João, no dia seguinte, João repete a mesma mensagem: “Eis o Cordeiro de Deus!”, e desta vez algo diferente aconteceu. Os discípulos de João ao ouvirem a mensagem do evangelho tornaram-se agora seguidores de Jesus. E ao ver que agora o seguiam, o Senhor Jesus lhes perguntou o que estavam procurando, e eles após chamar a Jesus de Rabi (Mestre), responderam-lhe perguntando onde Ele estava se hospedando. Em seguida o Senhor Jesus os chamou e mostrou onde estava morando e ficaram com Ele naquele dia. Nesta outra parte, aprendemos que a obra missionária requer também relacionamentos profundos. Não haverá obra missionária sem relacionamentos profundos. É impossível viver uma vida missionária sem desenvolver relacionamentos profundos.

    Um dos que ouviram a proclamação de João e seguiram a Cristo foi André, irmão de Simão. Através do seu exemplo, aprendemos outra importante lição da obra missionária, sobre como devemos compartilhar com os outros a mensagem do evangelho. Ao tornar-se um seguidor de Jesus, a primeira coisa que André fez foi procurar o seu irmão, Simão, para lhe contar que haviam encontrado o Messias (Que é o mesmo que Cristo). E depois de contar ao irmão, o levou para também conhecer ao Senhor Jesus Cristo. O testemunho pessoal é imprescindível na obra missionária.

    Essa deve ser a vida de um missionário: É preciso, assim como João, anunciar a Cristo continuamente, com perseverança e fé. É preciso cultivar relacionamentos profundos com as pessoas. É preciso “imitar” a atitude missionária de André, que logo foi em busca do seu irmão Simão para compartilhar a maravilha de ter encontrado o Salvador tão esperado. Não guarde o Evangelho para si, ele é muito grande para isso. Proclame o Evangelho de Cristo a todos. Espalhe a notícia de que Jesus é o Salvador e Senhor. Exclame em alta voz que o Jesus que te salvou tem poder para salvar a todos os que Nele creem, pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

    Em tempos de Missões Urbanas, que o Senhor nos aqueça o coração para proclamar as Suas verdades a todos. Para cumprir essa missão precisamos de pregadores e missionários como João; carecemos muito de discípulos como André, que confiem aquilo que de Jesus aprenderam aos outros e ensinem as pessoas as verdades do evangelho.

    Pr. Carlos Elias de Souza Santos
    Pastor Titular da Primeira Igreja Batista de Campo Grande – RJ

  • Precioso Promotor de Missões

    Precioso Promotor de Missões

    “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2Tm 2.2).

    Por que você é precioso? O trabalho que você realiza se torna cada vez mais relevante para a obra missionária. Num passado muito recente, falava-se em tripé missionário: os que oravam, os que ofertavam e os que iam para os campos! Entretanto, além dos joelhos que se dobram, das mãos que ofertam e dos pés que vão, existem os lábios dos que mobilizam para obra missionária.

    Qual seria o pé mais importante dessa “mesa” missionária? Se pensarmos numa orquestra, todos os instrumentos são importantes! É assim mesmo que acontece na economia do divino regente (o Espírito Santo): cada um é mais precioso naquilo para o qual ele tem desafiado o seu coração. Vida bem-sucedida é a gente estar aberto para cumprir o que ele tem para cada um de nós em cada etapa da nossa vida!

    O texto de 1Sm 30.24 diz: ”E quem vos daria ouvidos nisso? Porque qual é a parte dos que desceram à peleja, tal também será a parte dos que ficaram com a bagagem; igualmente repartirão”. Todos somos vocacionados por Deus para uma tarefa e a cada um é dirigida a mesma palavra que está em 2Cr 15.7: “Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa”.

    Com base no tema de Missões Rio para 2018 “Por uma vida missionária” e na divisa de 2Tm 2.2, o plano de Deus é que você seja um discípulo, que faça discípulos, que façam discípulos, até que Jesus volte ou que você vá ao encontre dele. É mister que você tenha uma consciência crescente do chamado de Deus para servi-lo; a convicção de uma jornada fiel neste ministério específico da mobilização missionária e a confiança de que Deus o orientará e lhe dará o poder do Espírito Santo no desenvolvimento desse ministério.

    Nossa oração e expectativa é que você mantenha um excelente relacionamento com o seu pastor e com toda a liderança da igreja, fazendo deles verdadeiros parceiros de Deus, ao seu lado, na oração, no despertar de vocações, no levantamento de ofertas (Dia Especial e PAM Rio) e na mobilização de toda a igreja.

    Com muita oração e gratidão, rogamos que Deus o abençoe.

    Pr. Nilton Antonio de Souza
    Diretor Geral da Convenção Batista Carioca

  • Será que não é para isso que Deus nos permitiu continuar existindo?

    Será que não é para isso que Deus nos permitiu continuar existindo?

    Nos dias 5 a 15 de janeiro de 2018, as convenções batistas Brasileira, Fluminense e Carioca estarão unidas no propósito de evangelizar o estado do Rio de Janeiro. O Pés no Arado, como é conhecido o projeto missionário da Juventude Batista Brasileira (JBB), vem para compartilhar esperança a moradores cansados da violência e da falta de perspectiva.

    Nesse ano, numa das pontas do Pés no Arado está o departamento de missões urbanas da Convenção Batista Carioca (Missões Rio). O pastor Ulisses Torres, coordenador de Missões Rio, responde a questões importantes sobre a unidade denominacional em torno deste projeto, bem como explica os detalhes da participação dos cariocas nessa mobilização que vem marcar o início do próximo ano.

    O que motivou a parceria com a JBB na realização do Pés no Arado?
    Pr. Ulisses: Há muitos anos, eu e a irmã Gilciane começamos nossa caminhada em organizações denominacionais, no mesmo período. Ela era executiva da Juberj e eu secretário da JBC. Desde então, nossas vidas e nossas famílias têm se cruzado na caminhada de buscar envisionar adolescentes e jovens a terem uma vida dedicada a Jesus. Quando a irmã Gil informou que estava encerrando o ciclo na JBB, avisei-a que também estava encerrando o ciclo como líder de Missões Rio. E foi uma grande oportunidade de fecharmos esse ciclo em conjunto, fazendo o que mais amamos: levar adolescentes e jovens a uma experiência missionária profunda com Cristo. Missões precisa ser um estilo de vida!

    Qual será a contribuição de Missões Rio em todo o projeto?
    Pr. Ulisses: Enquanto CBC, Missões Rio assumiu toda a articulação administrativa e logística do evento. Toda a parte de comunicação com todos os envolvidos, a gestão dos recursos e orientação na forma de abordagem na cidade. A Convenção Batista Fluminense (CBF) também foi convidada a participar conosco, já que o Estado do Rio de Janeiro precisa de uma intervenção divina, e não só a capital.

    Quais serão as bases de atuação de Missões Rio e como elas foram escolhidas?
    Pr. Ulisses: Na última assembleia da Convenção Batista Carioca, informamos as igrejas sobre a possibilidade de receber o projeto. Explicamos quais seriam as funções de cada parte envolvida e abrimos a possiblidade das igrejas se cadastrarem. Caso a igreja que se cadastrou concorde e atenda as demandas, assinamos um compromisso e começamos os trabalhos.
    Bases de trabalho no RJ:
    – PIB Viva – congregação de Bento Ribeiro
    – CB Vida – congregação no Morro da Providência
    – IB Jardim Arimateia – Morro da Mangueira
    – IB do Sampaio
    – IBM do Mallet

     

    “Dezenas de pessoas são alcançadas e
    discipuladas por dias através dos projetos
    da CBC”

     

    Quais os benefícios deste tipo de projeto para as igrejas locais e para o voluntário?
    Pr. Ulisses: O voluntário é abençoado na sua formação missionária. Em uma experiência prática, ele é preparado para abordar com o evangelho e consolidar com o discipulado. Quando esse voluntário volta para a igreja, uma parte da sua formação cristã recebe grande conteúdo.

    As inscrições já foram encerradas, mas ainda existe alguma possibilidade de participação para os que não conseguiram se inscrever?
    Pr. Ulisses: Não existe.

    Esperança tem sido o foco de Missões Rio durante os últimos dois anos e agora esse termo vem como ênfase do Pés no Arado 2018. Como você analisa o papel dos batistas com relação a esta missão, de levar esperança aos cariocas?
    Pr. Ulisses: Os batistas têm uma obra missionária consolidada e em expansão na cidade do Rio de Janeiro. São cerca de 54 projetos, 21 missionários e mais de 180 voluntários atuando em diversas áreas na cidade. Dezenas de pessoas são alcançadas e discipuladas por dias através dos projetos da CBC. Realmente vivemos um tempo difícil da cidade, mas será que não é para isso que Deus nos permitiu continuar existindo?

    O próximo projeto evangelístico de Missões Rio, o Impacto de Carnaval, já está bem próximo. O que podemos esperar como diferencial para 2018?
    Pr. Ulisses: Também fizemos uma parceria com a CBF, e esse ano teremos nove bases de trabalho. Todas em igrejas locais, perto de espaços onde ocorrem festas de rua. Além disso, teremos uma base voltada só para oração, que ficará orando de 00h do dia 10 até as 10h do dia 13 de fevereiro de 2018. Continuaremos fazendo uma vigília na primeira noite e encerrando com um evangelismo na Av. Presidente Vargas, ao lado do Sambódromo.

    Alguns criticam projetos como o Pés no Arado e o Impacto de Carnaval, afirmando que não há planejamento para os convertidos. O que você diria sobre essa questão?
    Pr. Ulisses: Que todo crente deveria ir uma vez na vida em um evento desse. Vendo pessoas nesses lugares se rendendo a Jesus, superamos quaisquer críticas que possam fazer a esses projetos.

     

    Inscrições abertas para o Impacto de Carnaval 2018 em www.impactodecarnaval.com.br

  • Dedicação a Missio Dei

    Dedicação a Missio Dei

    Karl Barth, em 1952, na Conferência de Willingen – Alemanha utilizou o termo “Missio Dei” de forma bem clara para explicar a missão como derivada da própria natureza divina. Outro autor, que na mesma conferência utiliza o termo “Missio Dei” é George Vicedon, cujo objetivo foi afirmar que “Deus é o sujeito ativo da missão”.

    A missão de “buscar e salvar aquele que se havia perdido” (Lucas 19.10) é um movimento, desde a criação do mundo, de Deus em direção à humanidade. Deus nos convida a sermos “pescadores de homens” (Mateus 4.19) e a participar desse movimento de forma ativa (Mateus 28.19-20). O Departamento de Evangelismo e Missões da Convenção Batista Carioca tem como objetivo dar continuidade à missão que Deus concedeu aos lavados e remidos pelo sangue do Cordeiro que é “cumprir o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” (Colossenses 1.24). E para
    isso, o projeto Missionário Urbano no Rio de Janeiro é feito a partir da cooperação entre irmãos e instituições.

    Hoje são mais de 50 projetos missionários estabelecidos em diversas áreas de atuação: porto, escolas, hospitais, cemitérios, em comunidades carentes, em igrejas, em presídios e unidades socioeducativas. Mais de 20 capelães e 180 voluntários trabalhando nesses projetos. Para que toda essa ação aconteça, existem vários processos acontecendo: pessoa e igrejas orando, pessoas e igrejas indo, pessoas e igrejas ofertando recursos. O Plano Cooperativo é parte integrante desse movimento. Quando a igreja investe na CBC através do Plano Cooperativo, a igreja esta investindo também em missões.

    Somos gratos a Deus pela fidelidade dos irmãos e das igrejas na contribuição financeira mensal! A sua fidelidade tem feito a obra missionária avançar na cidade do Rio de Janeiro.
    Que nosso Deus missionário possa continuar dando visão e recursos para compartilharmos com aqueles que Ele nos orientar!

    Pr. Ulisses Souza Torres
    Coordenador de Missões Rio

     

    Motivos de Oração:
    1. Pela obra de evangelização na cidade do Rio de Janeiro
    2. Pelos missionários da Convenção Batista Carioca
    3. Pela ampliação da obra de Missões Rio
    4. Pela fidelidade das igrejas ao Plano Cooperativo para fortalecimento da obra
    missionária.

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  • Ser diácono

    Ser diácono

    Comemoramos, no segundo domingo de novembro, o Dia do Diácono Batista. No capítulo 6 de Atos dos Apóstolos, Lucas faz a narrativa de um problema na Igreja de Jerusalém, quando os helenistas estavam murmurando, protestando contra os hebreus, porque as viúvas não estavam sendo devidamente tratadas. Esta murmuração estava colocando em risco a comunhão da Igreja, e era necessária uma rápida resposta dos apóstolos para a solução do problema.

    Os apóstolos ouviram as queixas, identificaram o problema e agiram com rapidez e sabedoria vinda de Deus, decidindo escolher sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para ajudá-los nesta missão.

    O resultado desta sábia decisão foi o crescimento vertiginoso da Igreja. Aqueles primeiros Diáconos, escolhidos pela Igreja, consagrados com a imposição das mãos dos apóstolos, foram chamados para servir e eram cheios do Espírito Santo e nós não podemos ser diferentes.

    Neste tempo em que fomos chamados por Deus para servir como Diáconos, precisamos ser atuantes, não somente no dia da Ceia do Senhor, mas em todo o tempo, apoiando e auxiliando os Pastores nas visitas, caminhando lado a lado com eles, promovendo a paz, agindo sempre com sabedoria e inteligência.

    Precisamos de Diáconos e Diaconisas que sejam fiéis seguidores de Cristo, que estudem a Palavra, que se dediquem a oração, que saibam ir além de suas funções, que sejam corajosos, com disposição para enfrentar as crises, que tenham visão, amor, fé e que sejam pacíficos.

    Deus levantou os primeiros Diáconos: Estevão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau. Eles nos deixaram marcas de sabedoria e fé. Também levantou Diáconos e Diaconisas que deixaram marcas com suas atitudes de compaixão, envolvimento espiritual, sendo fiéis testemunhas de Cristo.

    Queridos Diáconos e Diaconisas, chamados por Deus para servir, que possamos realizar um ótimo trabalho, conquistando o respeito dos irmãos na fé, deixando marcas relevantes para a Igreja atual.

    “Pois os que servirem bem como Diáconos irão adquirir um lugar de honra e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus.” (1 Timóteo 3.13)

    Que tenhamos todos um feliz e abençoado “Dia do Diácono Batista”.

    Dc. Paulo Penido
    Presidente da Associação dos Diáconos Batistas Cariocas
    1° Secretário da Associação dos Diáconos Batistas do Brasil

  • Glória somente a Deus

    Glória somente a Deus

    “Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.” (Rm.15:7)

    Essa é uma das cinco afirmações basilares da Reforma Protestante. Uma das menos lembradas, faladas, mas ela compõe esse pentágono de teses principais pelas quais eclodiu o movimento reformador. Num momento em que a Igreja se apresentava como a Glória de Deus, como uma máscara gloriosa da Presença de Deus na Terra, coisa que podia ser visto na suntuosidade e vultuosidade de suas construções e projetos de catedrais, como a Basílica de São Pedro; numa época em que os emissários “de Deus” tinham o interesse em brilharem (o termo glória é isso, fulgor, brilho intenso) mais do que Aquele que os iluminava, mais do que o próprio Senhor, você pode imaginar o impacto que esta afirmação teve. E eu emendo: continua tendo!

    Mas por que ela é necessária nos nossos dias?

    Bom, a Glória de Deus continua sendo obliterada pelos ministérios desenvolvidos em nome dEle. Templos suntuosos que não abrigam a Glória de Deus mas o ego dos pastores presidentes. Ministérios que não apontam para Jesus porque são narcisísticos demais para se voltarem para qualquer outro lugar que não seja o próprio umbigo. Sim, nós precisamos revisitar o propósito da vida: a glorificação a Deus!

    Contudo, a Glória de Deus não está perdida somente entre os líderes religiosos. Ela encontra esse paradoxal “eco de sua mudez” na vida de muita gente boa. Gente como você, que vai aos cultos, faz o bem, entrega seus dízimos e ofertas. Aí você se pergunta: “quando faço isso?”. Veja alguns exemplos:

    1) quando você passa numa prova ou termina um curso e chama não só a alegria da vitória, da conquista, para você como também o propósito da conquista. É quando você a promoção para você; quando você a conclusão do curso para você; quando você o aumento dos recursos só para você. Que engano!!! Tudo isso é para a Glória de Deus e se atingimos alguma coisa é pela força e benção de Deus, que aliadas a nossa dedicação produzem os sonhados resultados;

    2) quando você celebra os relacionamentos que são construídos através da especial e singular pessoa que você é e que Deus formou, essa celebração deve ser para a Glória de Deus. Jamais uma pessoa deve ser convertida numa coisa, num objeto para nosso uso. A dignidade da vida humana está sobre as demais formas de apreensão e compreensão da vida, inclusive as chamadas religiosas! Celebre a Deus a vida de quem lhe cerca e de quem voce quer bem. Celebre para Glória de Deus;

    3) quando nossa agenda pessoal suplanta a agenda divina, deixamos de viver para a Glória de Deus. Um pequeno e objetivo exemplo disso é a freqüência/ausência dos cultos. Ora, se tudo o mais substitui nosso momento de devoção, de encontro com o Senhor; se perdemos esse momento em que a Palavra é aberta e somos confrontados sobre nossos rumos em contraponto à Glória de Deus, será que realmente nossa vida é para a Glória de Deus? Se nessa pequenina mostra objetiva isso acontece, imagina o que não deve passar despercebido na nossa interioridade…
    Como bem disse Lutero: “Soli Deo Gloria”

    Deus abençoe cada um de vocês.

    Pr. Sergio Dusilek
    *Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

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