Categoria: Artigos

  • Plano Cooperativo: dádiva ou dívida?

    Plano Cooperativo: dádiva ou dívida?

    Pr. Nilton Antônio de Souza – Dir. Geral da CBC

    “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa” Ec 4.9-12.

    As raízes do Plano Cooperativo estão na história dos Batistas do Sul dos Estados Unidos. Eles se tornaram muito fortes e começaram a criar as Juntas: de Missões Nacionais, de Missões Estrangeiras, de Escolas Dominicais e de Beneficência. Com essas e outras organizações que reclamavam sustento, surgiu um sistema bastante lógico e apropriado que estava baseado na ideia do “dízimo dos dízimos”.

    Assim, em 1925, quando o trabalho de sua Junta de Missões Estrangeiras tinha vários missionários em outras partes do mundo, inclusive no Brasil, foi criado e oficializado o Plano Cooperativo. Esse era um modelo que, naturalmente, estava latente nas mentes dos missionários americanos que atuavam no Brasil. Mesmo assim o plano só foi introduzido em nosso País 34 anos mais tarde, em 1959.

    Em 1957, numa das salas do Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte, antes de iniciar a Assembleia da Convenção Batista Brasileira, que naquele ano se realizaria naquela cidade, um grupo de Secretários Executivos de diversas Convenções Estaduais se reuniu com a finalidade de estudar um plano de sustento para as nossas instituições. Na verdade, o que se desejava era encontrar uma adaptação do “Cooperative Program” dos Batistas do Sul dos Estados Unidos, que lá estava sendo uma bênção.

    Os debates, em forma de dinâmica de grupo, foram proveitosos. Dali saiu um memorial que foi apresentado à Assembleia Convencional. Ficou decidido que se entregasse a matéria à Junta Executiva da CBB para estudo, cujo resultado seria apresentado na Assembleia seguinte. O memorial ficou registrado nos Anais da Assembleia de 1957: “As igrejas recolhem seus dízimos e ofertas. Do total, retiram uma porcentagem, no mínimo 10%, e a enviam à convenção estadual, conforme o estabelecido pela igreja…”.

    Baseado nisso é que parte dos nossos dízimos alcança a cidade do Rio de Janeiro, o Brasil e o Mundo; é assim que a cooperação de todos frutifica na unidade e crescimento do povo de Deus. Sejamos fiéis a Deus em nossos dízimos e ofertas, para que a nossa igreja possa ser também fiel na entrega do PC para que Deus seja louvado e conhecido em todos os lugares, como preconiza Atos 1.8: “…Jerusalém, Judéia, Samaria e até aos confins da terra”.

    Citando o saudoso Pr. Isaltino: “Cooperação sempre foi uma palavra chave entre nós. Nenhuma igreja, em particular, poderia manter o que a Convenção Batista Brasileira mantém, em termos de missões mundiais e nacionais. Nenhuma igreja, em particular, poderia manter o trabalho de missões estaduais (Missões Rio), como nossas convenções mantêm. Temos mecanismos de promoção do reino que funcionam muito bem quando nos ajuntamos. Por isso que cooperação nos é fundamental. Sem ela ficamos mutilados. Há problemas? Sim, há. E muitos. Mas ao invés de reclamar e de apedrejar, coloquemos os ombros sob a carga, e trabalhemos com afinco. Ela (a Denominação) merece isso de nós.”

    O Plano Cooperativo é uma dádiva ou uma dívida? Mesmo que sua igreja tenha assumido o compromisso de participar do sustento denominacional, soa melhor ao coração de Deus e ao nosso de que ele seja uma dádiva, porque “Deus ama quem dá com alegria”! (2Co 9.6). Vamos nessa?!

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  • Impacto de Carnaval: oportunidade de alcançar vidas

    Impacto de Carnaval: oportunidade de alcançar vidas

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    O carnaval carioca está em constante atualização. Os que se isolam não enxergam tais mudanças e tampouco entendem as oportunidades que todos os anos se apresentam aos que buscam um estilo de vida mais missional.

    Se você realmente deseja a transformação do Rio de Janeiro, então continue lendo este artigo e reflita no mar de possibilidades que sua igreja terá ao fazer parte da nossa rede de parcerias. Ela responsável por impactar não apenas a a região central da capital carioca, mas vários outros bairros.

    O carnaval é bem mais que uma festa de rua ou ambiente de libertinagem. Por trás de uma fantasia, há alguém que tem seus dilemas e que sofre com a dureza da vida. Pessoas que buscam respostas existenciais e que, inclusive, viveram alguma experiência de fé. Seus dramas são desconhecidos pelos diretores das escolas de samba, pelos mestres de bateria e pelos empresários que movimentam financeiramente todo o cenário do samba.

    Sob uma ótica diferenciada pelos que perecem nessa ciranda de ilusões, enxergamos na ação da igreja – no contexto do Carnaval – os sensos de potencial, missão e interdependência. Três aspectos essenciais que precisam estar na mente e coração de quem deseja ser relevante como seguidor de Cristo.

     

    Família recebeu a visita de voluntários em sua residência.

     

    Potencial tem tudo a ver com fé

    Enxergar potencial, de acordo com o dicionário, é ver algo que está suscetível de acontecer, mas sem existência real. Pensar no próximo como alguém dotado de potencial é, então, enxerga-lo pela ótica da fé. Se evito a oportunidade de me aproximar de alguém por não compactuar com seu estilo de vida, aniquilo seu potencial de vir a desfrutar do amor de Cristo.

    No Impacto de Carnaval 2018, ao trabalharmos o tema “Pelo Direito à Esperança”, ressaltamos que o Rio de Janeiro tem um grande potencial de vida, de paz, de solidariedade. Esse potencial precisa ser apresentado pela igreja, por todo aquele se identifica com a lógica do evangelho.

    Imagine evangelizar uma única pessoa que, em poucos dias, estará testemunhando o milagre que Cristo fez em sua vida e, com isso, contagiará outros de sua família e seu círculo de amizade. Tudo porque alguém enxergou nela um potencial !

    Enquanto o potencial nos permite abrir o coração para enxergar o próximo, a missão nos leva a seguir em frente. A consciência da missão é o engajamento necessário para dar continuidade aos propósitos de Deus para o próximo e para a nossa própria existência.

    A missão nos ajuda a continuar

    Uma vez ativada, essa consciência tende a nos levar a novos patamares de experiência com Deus e evita o comportamento “fogo de palha”. Essa postura, que também pode ser definida como auto sabotagem, precisa ser combatida a qualquer custo. Por isso você precisa reforçar sua consciência diariamente com períodos devocionais e pequenas tarefas que, no final da semana, resultem em grandes ações.

    Aqui, no Impacto de Carnaval, temos voluntários que mal conseguiam realizar abordagens de rua e hoje lideram grupos, treinam líderes ou fazem parte das estratégias por trás de grandes eventos de evangelização. Eles se tornaram bênçãos para suas próprias igrejas, para o bairro, para a cidade ou para outros países ao redor do mundo.

    Voluntária evangeliza criança na comunidade da Mangueira, no Rio de Janeiro.

    Interdependência porque, sim, precisamos do outro

    Por último, falaremos de Interdependência, que é a realização da mesma finalidade pela ajuda mútua, a parceria. Esse aspecto é realmente responsável pela sobrevivência do Impacto de Carnaval! Porque o Impacto só acontece pelo somatório de pessoas com a mesma finalidade: levar o evangelho a todos que precisam de transformação.

    A cada ano nossa Interdependência se torna mais forte e quero que você entenda isso de uma forma positiva. Porque Cristo assim deseja. O termo “para que sejam um”, em João 17.20-24, revela o desejo de Cristo em nos manter próximos uns dos outros, realizando feitos em parceria para que Deus seja exaltado.

    A interdependência, diferente da consciência da missão [que aqui menciono como uma característica pessoal] , nos leva a ampliar as ações de Cristo a partir do outro. Ela reside nessa aliança em prol de objetivos alinhados, claramente definidos. Exemplo disso é o que vai acontecer em 2019, quando a Convenção Batista Carioca, representada por membros de várias igrejas do Rio de Janeiro, estarão em interdependência, para a realização do Impacto de Carnaval.

    Conheça, analise e coloque em prática

    Convido você a refletir sobre sua participação no Impacto de Carnaval. Utilize como parâmetro de reflexão, os aspectos mencionados acima. Até porque, se você parar para pensar, potencial, missão e interdependência são aspectos aplicáveis a quase tudo na vida. Coloque-os em prática!

     

    Se já tomou a decisão de participar com a gente, acesse www.impactodecarnaval.com.br .

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  • Dádiva

    Dádiva

    Por Roseli Martins Xavier Pinto
    Presidente da UFMBC

    Estamos nos aproximando do quarto mês de Campanha de Cooperação  – Campanha de oração, das Igrejas Batistas Carioca, cujo tema é  “Forças Somadas, Resultados  Multiplicados”. Estamos nos aproximando do quarto mês de Campanha de Cooperação  – Campanha de oração, das Igrejas Batistas Carioca, cujo tema é  “Forças Somadas, Resultados  Multiplicados”. 

    E para este mês  de Setembro  refletiremos sobre  o que é  DÁDIVA

    Dádiva é uma palavra derivada do latim dativa que significa donativo. Uma dádiva representa aquilo que é dado, um presente ou uma oferta.

    Ainda podemos utilizar o termo dádiva como sentido de presente divino, por exemplo, “os filhos são uma dádiva de Deus”. A vida é uma dádiva de Deus.

    Dádiva é tudo aquilo que se recebe gratuitamente. São considerados como dádivas todos os atos de benevolência que naturalmente fazem parte da sociedade, por exemplo, doação de sangue ou de órgãos, doações de roupas ou alimentos para os mais carentes e necessitados, etc.

    A dádiva é um ato simultaneamente espontâneo e obrigatório, completando por ser uma dualidade entre a espontaneidade e a obrigatoriedade, entre o egoísmo e  solidariedade, e pode-se chegar à conclusão que a dádiva une, ela transmite a  união. 

    O Apóstolo Paulo ao escrever sua segunda carta aos Coríntios, no cap. 9:15  disse: “Graças sejam dadas a Deus por Sua indescritível dádiva.” 

    Paulo queria que os Coríntios entendessem o valor imensurável da DÁDIVA de Deus, que fora representada pelo ato de dar o seu Filho unigênito à terra. Deus nos deu um presente que é a maior demonstração de amor de toda a História. (João 3:16; 1 João 4:9, 10) O apóstolo Paulo chamou esse presente de “indescritível dádiva”. Por que usou essa expressão?

    Paulo sabia que todas as maravilhosas promessas de Deus têm cumprimento garantido por meio do sacrifício perfeito de Cristo. (2 Coríntios 1:20.) Isso significa que a “indescritível dádiva” de Deus inclui o sacrifício de Jesus e toda a bondade e amor leal que nosso Pai  mostra por nós. Essa dádiva nos comove tanto que não pode ser plenamente descrita em palavras, mas pode, por nós, ser descrita em atos. 

    Essa dádiva que ganhamos de Deus, foi-nos dada sem nada  pedir em troca. Porque Ele disse, “Dar é mais bem-aventurado que receber”. Então, nós, os resgatados por alto preço  recebemos UMA DÁDIVA  ESPECIAL  DE DEUS,  como um presente  de  inestimável valor, sem merecermos  e sem oferecer-lhe  nada em troca. 

    Como nos sentimos quando sabemos que recebemos  um presente tão caro?  Ficamos extasiado num misto de alegria. E muito mais ainda se esse presente veio para mudar nosso estado, nossa condição de vida.  Muitos presentes são tão especiais que promovem uma mudança radical em nossa vida e, essa mudança se estende a outros.  Foi pensando nisso e para isso que Deus nos deu sua indescritível DÁDIVA.  Ele sabia que ficaríamos felizes e que nossa vida mudaria e mudou.

    E agora, que já temos o presente já refletimos na alegria em tê-lo recebido de forma tão gratuita, o que podemos fazer para e dinamizar nossas igrejas com esse nosso entusiasmo e nossa alegria? A conclusão é simples e fácil de ser compreendida: presentear aquilo que recebemos aos outros oferecendo nossas dádivas. E quais são?  Nossas orações, ofertas e dons.  

    Como liderança Batista, e, nesta Campanha em prol do Plano Cooperativo, podemos agir de forma  mobilizadora.  Sim.  Uma liderança  mobilizada  no propósito da doação  de  ofertas, das  nossas dádivas, buscando a visão do  crescimento das Igrejas, refletindo na obra   missionária,  fazendo o  Rio de Janeiro conhecer a Dádiva maior que é Cristo, pois, somente recebe a dádiva de Jesus quem recebe a Ele próprio, e Ele é a dádiva  que nos foi dado,  através  de  uma  entrega total sem nada questionar do meu, do seu  e do nosso merecimento ou não. 

    Portanto, pensemos, em união, pensemos em conjunto, para  um grande avançar de nossas igrejas, através da contribuição do PLANO COOPERATIVO que não é um plano financeiro, mas um plano de sustento da obra, que hoje mais do que nunca precisa ser restaurado  através das novas dádivas, das nossas doações   para o expandir da nossa contribuição  e  vermos o renascer no coração de cada igreja  a alegria  de  se entregar  a aquele que merece receber o que  temos de melhor. 

    Não podemos deixar de registrar as palavras de Khalil Gibran e o que pensava  sobre, a DÁDIVA,  quando assim  se expressou:

    Há os que dão pouco do muito que possuem, e fazem-no para serem elogiados, e seu desejo secreto desvaloriza suas dádivas.
    Há os que pouco têm e dão-nos inteiramente.
    Esses confiam na vida e na generosidade da vida e seus cofres nunca se esvaziam.
    Há os que dão com alegria e essa alegria é sua recompensa.
    Há os que dão com pena, e essa pena é seu batismo.
    E há os que dão sem sentir pena, nem buscar alegria e sem pensar na virtude.
    Dão, como num vale o mirto espalha sua fragrância no espaço.
    Pelas mãos de tais pessoas Deus fala; e através de seus olhos Ele sorri para o mundo.

    Que sejamos como aqueles  que dão sem sentir pena, nem buscar alegria e sem pensar na virtude, espalhando sua fragrância de bondade  no espaço, fortalecendo assim a solidariedade,  reconstruindo  o ato  de  doar  para que  vejamos o crescimento  dessa  dinâmica  praticada,  antes por  Cristo, de forma que sejamos dádivas  na vida de tantos  que não nos conhecem .

    “Graças sejam dadas a Deus por Sua indescritível dádiva.”  Coríntios, no cap. 9:15  

    Oremos:
    1. Pela obra de Ação Social da Convenção Batista Carioca desenvolvida através da Cidade Batista/Lar do Ancião.
    2. Pelas atividades de assistência social desenvolvidas pelas igrejas batistas e pelas Associações.
    3. Pela mobilização da UFMBC através de campanhas de ajuda às diversas Capelanias da Convenção Batista Carioca, Casa Batista da Amizade e Cristolândias.
    4. Para que cada batista carioca tenha suas ações individuais em doar-se a fim de que “sejamos dádivas” para que todos venham a conhecer a Jesus através das “obras de nossas mãos” (Mt 5.16)

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  • Transparência – comprometimento, unidade e cooperação

    Transparência – comprometimento, unidade e cooperação

    José Maria de Souza, Pastor da PIB da Barra da Tijuca e Presidente da CBC

    Transparência é uma palavra que pode ser melhor entendida através de uma outra palavra: integridade. Ser transparente é evidenciar de forma publica o que se faz e se acredita em particular. 

    Há uma valorização tremenda da integridade nos ensinos bíblicos, a começar por uma das bem-aventuranças que afirma: “Bem-aventurados os puros de coração, por que verão a Deus”. Mateus 5.8

    Quando se trata de cooperação e unidade a transparência aliada da integridade entra como um elemento primeiro de crença. Ou seja, cada batista precisa reafirmar em sua mente estes valores. Temos aprendido que somos e praticamos o que cremos ou na linguagem bíblica o que pensamos. Lemos em Romanos 12.2 que qualquer mudança de comportamento que queremos demonstrar ela acontece primeiro na mente. “Transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Esta transformação ou mudança é algo profundo e radical. 

    Já na origem da entrada de alguém para a membresia de uma igreja batista, a declaração ouvida desta pessoa é que ela vem para somar, para cooperar, para ajuntar e promover a unidade. Ou seja, precisamos enquanto denominação, ainda que sejamos pessoas diferentes, que tenhamos ideias diferentes sobre um mesmo tema, firmar a nossa crença que somos do mesmo “time”, estamos do mesmo lado, temos a mesma bíblia, temos o mesmo Espirito e o inimigo de um é comum a todos. Como crença, unidade e cooperação devem fazer parte da nossa vida.

    As ações da nossa crença são ou serão decorrentes e se mostrarão de variadas formas. Revelar unidade e cooperação ocorre pela forma como nos comprometemos: (a) Em orar por nossa Convenção, por suas ações regulares através das várias organizações, orar por seus lideres incluindo a Diretoria, a direção executiva, os nossos missionários; (b) Em nos manter informados sobre tudo o que esteja sendo realizado em todo o âmbito da Convenção; (c) Em oferecer sugestões para um bom funcionamento deste o daquele setor, desta ou daquela atividade; (d) Em disponibilizar os ambientes da igreja na qual se é membro ou viabilizar para que isso aconteça, de modo que as atividades da Convenção sejam bem acolhidas e bem realizadas; (e) Em nos fazer presentes nas atividades realizadas.

    Estas são algumas sugestões dentre várias outras formas de evidenciarmos unidade e cooperação, que como estas já acontecem, sendo que algumas delas são mais evidentes numa ou noutra igreja por razões as mais diversas. O mais o importante é que tenhamos claro que sem excluir a cooperação financeira, essencial para o bom desempenho das atividades convencionais, temos outras possibilidades tão importantes quanto esta.Que o compromisso de transparência através da cooperação e da unidade esteja presente em cada batista carioca como forma clara de um valor que acreditamos.

    Oremos:
    1. Pela Diretoria da CBC e suas atribuições diante da denominação, Colégio Batista e Junta de Ação Social da CBC.

    2. Pelos membros que compõem o Conselho Administrativo da CBC a fim de que sejam cumpridores da missão que receberam, refletindo com transparência a integridade de Cristo.

    3. Pelo Diretor Geral, Pr. Nilton Antônio de Souza e sua família.

    4. Pelos funcionários que atuam na sede da Convenção Batista Carioca no cumprimento exemplar de suas funções.

    5. Pelo despertamento e comprometimento de cada igreja batista com as ações desenvolvidas no âmbito do campo batista carioca.

     

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  • Fé e compromisso

    Fé e compromisso

    A Graça é uma inciativa divina, chegando como um convite que espera uma resposta: a fé (Efésios 2.7-10). Tendo sido alcançados pela Graça e respondido com a fé, começamos uma jornada que é fortalecida com as promessas publicadas na Bíblia e atestadas por nossa experiência.

    A fé é palavra rica que se desdobra em vários sentidos, sendo o primeiro aquela que faz com que nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida, cujo autor é Deus. Esta fé (que sela a salvação), uma vez abrigada em nossos corações, gera outro outro tipo de fé, que é a fé-confiança, que se alimenta da certeza de que as promessas de Deus para nós vão se tornar reais. Seguros, porque salvos, e animados, a fé cresce em forma de conhecimento, que vem pelo estudo da Bíblia, fonte divina, e de outros materiais, de autoria humana, aprovados pela divina autoridade.

    A fé para a salvação, a fé-confiança e a fé-conhecimento vão nos dando uma visão do presente e do futuro. Com esta visão, somos capacitados para discernir o presente e ver o que Deus ainda fará conosco ou através de nós.

    Todas estas faces da fé desembocam em outra faceta: a fidelidade, que nos faz ficar firmes e manter o amor manifesto no início da jornada, quando respondemos à chamada da cruz (fé para a salvação).

    A fé-fidelidade é uma espécie de compromisso que voluntariamente estabelecemos com Deus. Ela acontece sobretudo na igreja e através da igreja, apresentada pelo apóstolo Paulo como sendo à comunidade pela qual a sociedade conheçe a sabedoria de Deus (Efésios 3.10).

    A esta fé-fidelidade podemos chamar de compromisso, que nos faz viver de tal modo que a fé, que agora esposamos, seja entregue aos que ainda não foram alcançadas pela Graça.
    Nós chegamos à fé pelas mãos da igreja.

    É pelos pés da igreja que a fé chegará a outras pessoas.

    Como as pessoas ouvirão, se o Evangelho da Graça nãos lhes for levado?

    Esta fidelidade faz com que nos reunamos, oremos uns pelos outros e nos envolvamos na missão de iluminar o mundo com a verdade libertadora, pela qual Jesus viveu e morreu. E nós nos envolvemos tomando a iniciativa de atravessar fronteiras. Atravessamos fronteiras com nossos próprios pés e o faremos se, ao nosso redor, estiveram irmãos orando por nós. Atravessamos fronteiras quando, por meio de nossas mãos, entregamos nossos dízimos e ofertas, que possibilitam a proclamação da fé-conhecimento que nos foi entregue.

    A devolução de um percentual (10% ou 11%), por nos custar deixar de usar parte que nos foi entregue, é uma demonstração de fidelidade, que só faz sentido para quem responde ao convite da Graça, desenvolveu a confiança em Deus e tem visão do que sua visão pode fazer.

    Israel Belo de Azevedo
    www.prazerdapalavra.com.br

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

  • Uma Utopia para Viver: SEM LEI. SEM LEI?

    Uma Utopia para Viver: SEM LEI. SEM LEI?

    Ao nos depararmos com o trecho final de Gálatas 5:19-23, Paulo fala de um modelo ideal de sociedade construída a partir de indivíduos regenerados por Deus. Ao contrário do que pensavam (e pensam!) os judaizantes, não era a Lei que resolveria o problema da carnalidade em suas mais variadas manifestações; nem tampouco a coibição da liberdade individual pela Lei. É pelo caminho da liberdade, sinal da presença do Espírito Santo (II Cor.3:17) que a exuberante vida espiritual se manifesta.

    Ao longo do citado texto, se fizermos uma leitura honesta diante da Palavra, muitas vezes vamos nos ver nas obras da carne (para nossa vergonha), e outras tantas vezes, conquanto queiramos, não nos veremos nos “sabores”, “gomos”, do Fruto do Espírito. De fato essa tomografia espiritual que Deus faz com todo aquele que lê a Bíblia de coração aberto é chocante, desconcertante. Por vezes descobrimos que temos menos do Novo e mais do Velho e não o ideal inverso.

    Mas não queria aqui, nesse momento, delinear a pequenez humana. Gostaria de convidar você a ter uma outra e nova visão, que ao longo e pela via do texto que se segue, sua mente fosse preenchida por essas santas imagens. É um convite para conhecer um lugar especial… ideal.

    Lugar este onde não há leis. A liberdade é plena, mas sua regulação está no interesse (desinteressado) pelo OUTRO. Lá, nenhuma ação espera retorno, reciprocidade; nem tampouco fazem da gratidão um motivo de espoliação, de dominação. Não há necessitados, pois todos vivem com aquilo que é suficiente. O amor reina, as diferenças se dissipam; a igualdade impera. Violência??? Ela inexiste naquele local. A justiça corre perene. Não meus queridos, a sociedade ideal não vem da Lava-Jato; vem da ausência de posto.

    Lá não há tribunais, juízes, advogados, “partes”. Quando há divergências chega a ser constrangedor… cada um abrindo mão do seu direito… as pessoas resolvem as pendências com mansidão (cada qual abrindo mão do seu direito). Ora, se os “litigantes” abrem mão dos seus direitos, o que fazer?

    Não vi traição da confiança, nem soube da deslealdade nos relacionamentos. A fidelidade é um adorno, um broche lindo e visível em todos, do menor ao maior, do mais velho ao mais tenro.

    Há uma alegria contagiante no ar. As crianças brincam, as pessoas sorriem mesmo sem posarem para foto. É uma alegria sincera, daquelas que brotam do coração e formoseiam todo um rosto.

    Falo a vocês de um lugar onde não há partidos, dissensões, nem contendas. Quando muito, desentendimentos, mas que não chegam ao “status” de conflitos. Lugar no qual o oxigênio parece feito e com gosto de paz. Você não vê, mas sente aquele frescor renovador no ar. Cada esquina, avenida, ruela, é um convite convite ao descanso, ao relaxamento. Não vi redes, porém elas bem poderiam estar por ali…

    Nesse paraíso vi os mais inteligentes dispenderem tempo para explicar coisas realmente difíceis aos menos capacitados. Quando se trata do outro, não há a noção de perda de tempo. Até nisso a paciência podia ser vista. Mas também a vi sendo dispendida na direção daqueles que me pareceram ser mais inconvenientes, “chatinhos” talvez. Sim, havia uma glamourosa paciência, a qual era exercício para a boa convivência.

    Vi pessoas amantes do bem. Vi pessoas PRATICANTES do bem. Não encontrei uma pessoa sequer que não fosse boa. Não havia violência, nem tampouco vingança. Também pudera: naquele local não havia e não há retribuição. Isto porque o amor é vivido, doado, espargido. Não é à toa que as ruas dão grandiosas melancias do bem e doces abacaxis do que é bom.

    Contudo, certa hora vi aquilo que me pareceu ser um acidente. Um senhor, ao que tudo indica, desavisadamente, acabou machucando uma criança com seu veículo. Nada grave. Confesso, porém, que fiquei tenso ao ver o pai correndo para acudi-la. Só que a tensão foi transformada em surpresa, ao perceber que aquele pai não afrontara, não confrontara, nem agredira àquele senhor. No completo domínio de suas emoções, socorreu, ouviu o que acontecera, manifestando compreensão e lamento. Nunca havia visto nada assim…

    Qual é o nome deste lugar? IGREJA. Seu endereço: Av. das Estrelas, S/N (sem número duas vezes: a) primeiro porque não tem mesmo; b) segundo porque ela não tem número pré-estabelecido de integrantes…), Céu. MAS PODERIA SER AQUI, se:

    buscássemos a Deus, seu Espírito Santo;
    Andássemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
    Vivêssemos pelo Espírito Santo (Gl.5:25);
    Déssemos o FRUTO do Espírito Santo.

    Não meu querido, minha querida. Não pense, nem diminua o sacrifício de Jesus à uma bendita salvação individual. Esta é só o começo… Ele quer construir uma sociedade ideal e a ela chamou de REINO DE DEUS. Essa construção começa no momento em que nossa liberdade se curva ao Seu Amor. Sim, porque diante do mais profundo Amor, do Seu Amor, toda liberdade se curva em verdadeira submissão.

    Essa sociedade ideal possui um singelo indicador. Quanto mais próxima dela estivermos, menos Lei (“contra estas coisas não há lei”), ao passo que quanto mais distante dessa sociedade ideal nos dispusermos, menos Fruto do Espírito e mais leis teremos.

    Se é verdade que todos precisamos de uma utopia para viver, posso dizer que a mais doce delas chama-se Reino de Deus. Não, meus caros leitores. A melhor utopia não provém do renascentista Thomas Moore, nem tampouco de socialistas utópicos como Saint-Simon e Louis Blanc. Ela vem da boca de Jesus; e “por-vir” de Deus quem sabe não seja passível de alguma realização na História?

    Pr. Sérgio Dusilek
    *Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

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  • Integridade em pauta

    Integridade em pauta

    Por Thiago André da Costa (Sem. da IB da Liberdade, membro do Conselho da JBC).

    O dicionário traz uma das seguintes definições de integridade:“Caráter, qualidade de uma pessoa íntegra, honesta, incorruptível, cujos atos e atitudes são irrepreensíveis; honestidade, retidão.“Característica de quem é inocente, puro; pureza, inocência”.

    Se no Brasil que hoje clamamos por justiça e honestidade a integridade fosse um desejo de cada cidadão, sem sombras de dúvidas, teríamos um país melhor. Para isso, cabe a cada um a busca por esta atribuição: ser íntegro, “inteiro”, incorruptível. Ao olhar a bíblia, temos exemplos de servos de Deus que não abriram mão dos preceitos e ética de vida. A primeira figura bíblica que me vem à mente é Daniel. Ainda jovem, demonstrou o que é ser íntegro num local desprovido de ética. Daniel não negociou suas verdades e nem o que cria. Diante da injustiça de ter sido levado para fora de seu país, Daniel busca ser diferente, quando levado cativo pelos babilônios e colocado na corte de um rei pagão. Daniel se recusa a se assentar na mesa do rei e comer aquilo que o tornaria impuro.

    “Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles. E Deus fez com que o homem fosse bondoso para com Daniel e tivesse simpatia por ele. Daniel 1:8,9”. A busca pela integridade deve ser uma decisão nossa, ao nos colocarmos diante de Deus em todos os momentos da nossa vida. Devemos nos empenhar por viver de maneira digna, buscando em oração ser íntegros, incorruptíveis, ter os atos irrepreensíveis e assim espelhar o Senhor.O jovem Daniel tomando essa atitude foi reconhecido pela integridade. Ele se recusou a perder sua pureza. Porém essa busca é para todos os dias, e todo tempo, pois já idoso Daniel prova que ainda busca a integridade e se recusa a se corromper. No conhecido relato da cilada armada para Daniel, onde pessoas que o invejavam fizeram o rei Dario emitir uma lei proibindo adoração a qualquer deus que não fosse o próprio Dario, seria jogado na cova dos leões. A bíblia relata o que Daniel fez: “Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém.

    Três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus, como costumava fazer. Daniel 6:10”Daniel não espera nem um momento, ele sabe quem é e se nega a se corromper. De joelhos ele clama a Deus, por esse Deus Daniel vai até o limite e passa pela cova dos leões com vida. Daniel passou a vida numa corte que não conhecia o único Deus, porém através de sua vida ele faz Deus ser conhecido por todos. Uma vida íntegra que não troca seus valores e verdades faz Deus ser conhecido por todos. Oremos para viver uma vida íntegra todos os dias e assim fazer Deus conhecido em nossa volta. 

    Oremos:
    1. Por uma juventude cada vez mais relevante na cidade do Rio de Janeiro, através de suas vidas cristãs na igreja, na denominação e na sociedade.
    2. Pela nova diretoria e conselho da JBC.
    3. Pelos pastores e líderes de juventude das igrejas batistas de nossa cidade.
    4. Pelo envolvimento dos jovens como resultado de trabalho cooperativo entre as igrejas batistas da cidade do Rio de Janeiro.
    5. Pela campanha Missões Rio e o alcance do alvo missionário com resultado da cooperação entre as igrejas no sustento deste projeto desafiador de evangelizar o Rio de Janeiro.
    6. Pela integridade das igrejas na entrega do Plano Cooperativo mensalmente.

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  • Quem vai levar esperança?

    Quem vai levar esperança?

    Imagine um missionário que saiu do bairro onde moramos, no Rio de Janeiro, para evangelizar na Síria. Todas as suas orações e recursos são investidos na missão. Sua comida, casa e contas são essenciais para que o evangelho seja pregado ali. Ele, que agora está longe de sua terra-natal, suplicaria a Deus que enviasse outros obreiros para evangelizar sua família e amigos, pois eles também precisam de esperança. O problema é que muitos de nós permanecemos na cidade encarando a evangelização, a oração, a contribuição e a busca da justiça do Reino de forma eventual. Queremos viver o evangelho e, ocasionalmente, caso haja oportunidade, pregar. Mas Paulo disse que a fé vem por ouvir a mensagem, mediante a palavra de Cristo (Rm 10.17), e que Timóteo, assim como nós, deveria pregar a palavra e estar preparado a tempo e fora de tempo (2 Tm 4.2). Jesus mandou ir pelo mundo e pregar o evangelho a todas as pessoas (Mc 16.15). Ele disse “…vão e façam discípulos (…) ensinando-os a obedecer…” (Mt 28.19-20). Por isso, não basta incluir um tempo do ano na evangelização da cidade. A dedicação deve ser integral e de todos.

    Quem vai levar esperança aos presídios, às escolas, às universidades, aos hospitais e às unidades de socioeducação? Quem vai alcançar os estrangeiros, os enlutados, os dependentes químicos, os moradores de rua, as minorias, enfim, os sem esperança? Reconheçamos que, do mesmo jeito que não vamos à Síria, não iremos a todos estes lugares e pessoas. Então, parte da missão envolve enviar missionários para longe e para perto, sustentando-os financeiramente, conhecendo os desafios de alguns e intercedendo por eles.

    Mas isso é parte da missão, porque se você é discípulo de Jesus, ninguém pode ir em seu lugar. Diariamente, você deve ir ao seu quarto para conhecer mais a Deus e a Sua vontade em oração, arrependimento, confissão de pecados, estudo e meditação na Palavra, sendo conduzido pelo Espírito à santificação. Deve ir ao resto da sua casa, pois sua família faz parte da missão. Deve ir à escola, à universidade, ao trabalho, ao supermercado, à festa, à praia, à reunião, ao ensaio ou ao culto a fim de cumprir a missão de servir e amar em nome de Jesus, para a glória de Deus. Deve ir e levar esperança explicando o evangelho, compartilhando seu testemunho, fazendo discípulos, promovendo justiça e paz. Deve deixar o Espírito conduzir você para servir em alguns lugares onde outros já estão indo e a outros lugares onde ninguém foi, ainda que sejam poucas pessoas em poucos lugares. Deve ir como missionário enviado ao povo do Rio de Janeiro.

    Então, certamente, aquele missionário que deixou o Rio e foi para a Síria ficará em paz, sabendo que Deus enviou outros missionários com dedicação integral para evangelizar, levando a esperança a todos na cidade maravilhosa.

    Paz, alegria, esperança e graça,

    Pr. Anderson Santos Barreto
    pastor da PIB Nova Jerusalém

  • Origem do Dia do Pastor

    Origem do Dia do Pastor

    Otávio Felipe Rosa, publicado na edição de O Jornal Batista de 14 de junho de 1981

    Quem teria instituído o Dia do Pastor? Em 05 de maio de 1955 foi publicado, em O Jornal Batista, um artigo falando sobre o Dia do Pastor. O pedido que se fazia era de uma oferta especial para a Caixa de Socorros para ajudar os pastores aposentados com pequena aposentadoria e outros que nem aposentaria tinham, na Junta de Beneficência. Constando a ineficácia do trabalho, sugeriram que se mudasse o nome “Dia da Junta de Beneficência” para “Dia do Pastor”, visto que tudo girava em torno dos chamados para a obra do Ministério da Palavra de Deus. Como o mês de maio era dedicado às mães, sugeriram que se transferisse o Dia do Pastor para o 2º domingo de Junho e este, então, seria o mês do Pastor.

    A ideia foi aceita e, desde então, começaram a promover o Dia do Pastor no 2º domingo de Junho com os seguintes objetivos: Levantar uma oferta generosa para a Caixa de Socorros a fim de que a Junta pudesse ajudar mais e melhor os pastores aposentados de parcos recursos; comemorar o Dia do Pastor em cada Igreja Batista, homenageando o pastor local e os pastores que haviam pastoreado a mesma Igreja; e proporcionar, através de tais comemorações, o despertamento de jovens chamados por Jesus para a obra do Ministério.

    Temos em nosso poder um recorte de O Jornal Batista de 08 de junho de 1975 com uma nota de autoria de JRP, que assim informa: ‘Quem teria instituído este dia? Parece que a ideia não surgiu nos Estados Unidos, onde os pastores sempre tiveram muita influência. Pelo menos não temos lido nos jornais evangélicos norte-americanos qualquer coisa a respeito de um dia especial consagrado aos pastores. Assim, cremos que a ideia é brasileira e que surgiu entre os Batistas. Indo um pouco mais longe, julgamos que a iniciativa foi da nossa Junta de Beneficência. Nesse caso, então, a ideia é brasileira e Batista. Vamos fazer uma pesquisa e depois daremos o resultado aos nossos leitores’.

    Tivemos o privilégio de trabalhar na Junta de Beneficência da Convenção Batista Brasileira de 03 de março de 1952 a 31 de agosto de 1974; o cargo que ocupávamos era de promoção e propaganda. Naquela época, a Junta tinha um dia especial chamado “Dia da Junta de Beneficência”, comemorado do no 2º domingo de maio, sendo esse o “Dia das mães”; sugerimos ao então secretário executivo da Junta, doutor Antonio Neves de Mesquita, que transferisse o dia da Junta para o 3º domingo de maio. Nessa ocasião, escrevemos um artigo para O Jornal Batista, publicado em 05 de maio de 1955, 8ª página, falando sobre o Dia do Pastor. Estando à frente do departamento da Promoção e Propaganda da Junta, sentimos que “Dia da Junta de Beneficência” não era um bom nome, porque naquele tempo a Junta tinha a fama de ser rica e o pedido que se fazia era uma oferta especial para a caixa de socorro para ajudar os pastores aposentados com pequena aposentadoria e outros que nem aposentadoria tinham.

    Constatando a ineficácia do trabalho, sugerimos ao doutor Mesquita que mudasse o nome “Dia da Junta de Beneficência” para “Dia do Pastor”, visto que tudo girava em torno dos vocacionados para a obra do ministério da Palavra de Deus. Como o mês de maio era dedicado às mães, sugerimos que transferíssemos o Dia do Pastor para o 2º domingo de junho e, este, então, seria o mês do Pastor. O doutor Mesquita sentiu que a ideia era muito boa e aceitou-a integralmente; desde então, começamos a promover o Dia do Pastor no 2º domingo de junho, com os seguintes objetivos: Levantar uma oferta generosa para a Caixa de Socorro a fim de que a Junta pudesse ajudar mais e melhor os pastores aposentados de parcos recursos; comemorar o Dia do Pastor em cada Igreja Batista, homenageando o pastor local e os pastores que haviam pastoreado a mesma Igreja; e proporcionar, através de tais comemorações, o despertamento de jovens vocacionados por Jesus para a obra do Ministério.

    Diante deste fato, que é um marco histórico na denominação Batista Brasileira, afirmamos com humildade que o Dia do Pastor originou-se de uma sugestão do signatário destas linhas. Esperamos e fazemos votos ao Senhor da Seara que este dia seja cada vez mais vitorioso em todas as Igrejas Batistas do Brasil e, quiçá, do mundo, para o crescimento da gloriosa obra do ministério da Palavra de Deus.

    Hoje muitas outras denominações estão também comemorando o Dia do Pastor, o que aumenta a nossa alegria cada vez mais em saber e sentir que a obra de Deus prospera mais e mais em todo o universo. Na esperança que o Dia do Pastor seja comemorado em todas as Igrejas da nossa querida Pátria, a fim muitos outros obreiros se levantem para atender a vocação de Deus para a obra do ministério, continuamos no firme propósito de servir a nosso Mestre à frente da querida Igreja Evangélica Batista em Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro.

  • Dia do Diácono Batista

    Dia do Diácono Batista

    Os Batistas Brasileiros celebram no segundo domingo de novembro o “Dia do Diácono Batista”. A palavra “Diácono” é uma palavra Grega que significa servo. O Diácono, como oficial da igreja, serve a mesa dos órfãos e das viúvas, da ceia do Senhor, e a mesa do Pastor.

    O Diácono não é um crente perfeito, mas se esforça a cada dia para ser um Diácono por excelência, cheio do Espírito Santo, sabedoria e fé, servindo ao Senhor com alegria.
    A função do Diácono é de muita honra e de muita confiança, por isso ele deve caminhar ao lado do seu Pastor, respeitando-o, ajudando-o no desempenho do ministério pastoral, percebendo suas necessidades e promovendo a paz na igreja.

    O Diácono chamado por Deus para servir, precisa ter visão do alto, para enxergar a necessidade do irmão mais humilde e também das viúvas, nunca os desprezando, cumprindo assim sua missão. Ele deve em todo o tempo viver e praticar o amor de Deus para com todos. Precisa ser perseverante em oração e na leitura da Palavra de Deus. Também ser responsável oferecendo o seu melhor, pois seu grande desafio é se apresentar com zelo, dedicação e de forma irrepreensível no Ministério que foi confiado pelo Senhor.

    Ao longo dos anos Deus têm levantado homens e mulheres para servirem no Ministério Diaconal, e que dedicaram suas vidas em suas igrejas e denominação.
    Quero ressaltar para os Batistas Cariocas a importância do Ministério Diaconal em nossas igrejas, onde cada Diácono e Diaconisa sejam fiéis ao Senhor, a igreja e Pastor, agindo sempre com inteligência, buscando desempenhar bem o seu ministério.

    Queridos Diáconos e Diaconisas Batistas Cariocas, que possamos ser vasos nas mãos do oleiro, firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o nosso trabalho não é vão no Senhor. (1 Coríntios 15.58)

    Um feliz e abençoado Dia do Diácono Batista,

    penidoDc. Paulo Marcos Penido da Silva,
    Presidente da Associação dos Diáconos Batistas Cariocas.