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    Novo App da Bíblia

    Neste mês de maio, as Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) estão promovendo o lançamento global do Biblia Plus, o aplicativo que, efetivamente, coloca a tecnologia digital como suporte para levar a Palavra de Deus a todos os povos. O projeto das SBU – aliança da qual a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) faz parte e que reúne 146 Sociedades Bíblicas no mundo –, oferecerá as Escrituras em suas diferentes traduções, nos idiomas e grafias adotados em mais de 200 países, tudo em uma única plataforma, ao alcance de um smartphone ou tablet. As traduções bíblicas em diferentes línguas serão disponibilizadas em etapas. A expectativa é alcançar mais de 90 países entre 12 e 18 meses e a totalidade em no máximo três anos.

    Presidente da Diretoria Mundial das SBU e diretor executivo da SBB, Rudi Zimmer lembra que as SBU não só se dedicam a traduzir a Palavra de Deus, mas também a disponibilizá-la de todas as formas para que possam alcançar a todas as pessoas. “E não há dúvida de que, hoje, o formato digital é um formato cada vez mais popular e familiar a um número crescente de pessoas”, observa.

    O Bíblia Plus foi lançado globalmente na Assembleia Mundial das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), realizada entre 12 e 18 de maio, na Filadélfia (EUA). No Brasil, teve antes um lançamento em português, com o nome Minha Bíblia SBB – que também passa a chamar Biblia Plus –, oferecendo de forma inédita o download gratuito da popular tradução de Almeida Revista e Atualizada (RA). Agora, traz versões do texto bíblico em espanhol e inglês e, a partir do início de junho, contará com traduções nos 11 idiomas oficiais da África do Sul e os dois idiomas oficiais da Noruega. Também oferecerá uma série de idiomas como francês, alemão, árabe, chinês, coreano e os da Nigéria, como igbo, hausa e yorubá, entre outras línguas faladas por populações atendidas pelas SBU.

    Zimmer reitera a importância de a Bíblia atingir todos os povos e, principalmente, os jovens. “Sem dúvida, é a nova geração que está mais envolvida com o formato digital. Assim, olhando para Jesus, que se tornou um ser humano para alcançar todas as pessoas com a sua Palavra, é fundamental que ela seja disponibilizada em todos os formatos que possam, de alguma maneira, atingir cada ser humano”, destaca.

    A oferta das traduções bíblicas no formato digital faz parte da estratégia de ampliação do acesso às Escrituras e de motivação para o envolvimento da nova geração. A convergência de recursos de várias Sociedades Bíblicas possibilitou, de um lado, um avanço mais acelerado do projeto global. Por outro lado, o lançamento quase que simultâneo do aplicativo em várias partes do mundo proporciona um aprendizado mais rápido. “Tudo isso virá em benefício do aprimoramento e da maior eficácia da utilização do formato digital para a propagação da Palavra de Deus”, conclui Zimmer.

    Equipe enxuta e multicultural
    Uma equipe enxuta, com cerca de 20 pessoas atuando no Brasil, Estados Unidos, Ucrânia, Holanda, Dinamarca e Alemanha, desenvolveu o App Bíblia Plus. O desafio mesmo, como relata Paulo Teixeira, secretário de Tradução e Publicações da SBB e responsável pelo desenvolvimento do projeto-piloto, foi o de estruturar o aplicativo, de modo que pudesse ser bem recebido e funcionasse no maior número possível de línguas e contextos.

    Vários conteúdos e funcionalidades foram desenvolvidos com o objetivo de promover um maior entendimento das Escrituras, incluindo-se definições dos principais termos e expressões na Bíblia, bem como planos de leitura devocionais.

    Nelson Saba, coordenador de Estratégias Digitais das SBU, destaca que o fato de o aplicativo ter recebido uma primeira versão apresentada no Brasil possibilitará que leitores da língua portuguesa que vivem em outros países também sejam alcançados. “Temos observado que 40% dos downloads em português ocorrem fora do País, em locais como Estados Unidos e Japão”, relata Saba. Ele ressalta, ainda, que existe uma grande demanda entre Sociedades Bíblicas para adotarem o aplicativo, e calcula que nos próximos 12 a 18 meses seja possível atender mais de 93 países, podendo-se alcançar todos os 200 em um prazo de dois a três anos.

    Na avaliação de Saba, o maior desafio em adotar uma tecnologia digital é de ordem cultural. Segundo ele, as Sociedades Bíblicas, nos últimos 200 anos, têm sido líderes na disseminação da Bíblia por meio da versão impressa, e agora devem promover mudanças estruturais para desenvolver a sua missão incorporando o digital e obter alcance global. O potencial de sucesso é enorme: “Hoje, temos 45% da população mundial conectada à Internet e projeta-se que em 2020 mais de 80% dos habitantes adultos do Planeta terão um smartphone, que é usado em média entre duas a quatro horas diárias”.

    Muito mais recursos
    Para o lançamento global, o Biblia Plus recebeu novos recursos em relação ao aplicativo lançado no Brasil: inclusão de conteúdos adicionais de Bíblias de Estudo, como introduções, quadros e artigos temáticos; um painel de controle de fontes na mesma tela do texto bíblico, permitindo ao leitor alterar o tipo e o tamanho da letra; e controles de fundo de tela, como a preta, para economia de bateria, e a sépia, que dá a sensação de leitura de um livro impresso, por exemplo. Outro recurso adicionado é o navegador de versículos, solicitado pelos usuários do App.

    O aplicativo está em constante melhoria no seu desempenho e na capacidade de leitura off-line dos conteúdos. A partir de agora, todas as atualizações e novos conteúdos estarão disponíveis globalmente.

    Confira os destaques do Bíblia Plus:

    • Painel de controle de texto direto na tela de leitura. O usuário pode mudar a fonte ou aumentar ou diminuir o seu tamanho, mudar o fundo da tela, justificar o texto, ocultar os números de versículos e ativar/desativar a cor vermelha nas palavras de Jesus.
    • Novos conteúdos de Bíblia de Estudo. Foram adicionados novos conteúdos como Introduções aos livros e os tópicos/artigos de estudo, presentes nas Bíblias de Estudo impressas.
    • Modo off-line ainda melhor. Agora o App sabe com mais precisão medir a qualidade de conexão e decidir se deve acessar o conteúdo on-line ou off-line.
    • Ao baixar uma Bíblia o usuário pode cancelar o download e excluir uma Bíblia baixada para economizar espaço.
    • Nas funções de Realce e Compartilhar o usuário pode selecionar mais de um versículo bíblico.
    • Botão copiar na função compartilhar, que permite ao usuário copiar textos para a área de transferência do seu aparelho e colar em qualquer aplicativo para compartilhar o conteúdo.

     

    Veja algumas das traduções disponíveis gratuitamente:

    Em Português:

    • Almeida Revista e Atualizada
    • Almeida Revista e Corrigida
    • Nova Tradução na Linguagem de Hoje
    • Tradução Brasileira

    Em Espanhol

    • Reina Valera Contemporánea
    • Traducción en Lenguaje Actual
    • Biblia Reina Valera 1960

    Em Inglês

    • Contemporary English Version
    • Good News Translation

     

    Conteúdo em Português para compra:

    • Bíblia de Estudo Conselheira – US$ 9,99
    • Bíblia da Família Almeida (RA) – US$ 9,99
    • Bíblia de Estudo Almeida (RA) – US$ 14,99
    • Bíblia Missionária de Estudo (RA) – US$ 14,99
    • Bíblia de Estudo MacArthur (RA) – US$ 14,99
    • Bíblia de Estudo NTLH – US$ 9,99
  • Exemplares da bíblia em escolas

    Exemplares da bíblia em escolas

    Foi julgada como inconstitucional a lei estadual 5.998/11 que obrigava as escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro a terem em sua biblioteca um exemplar da Bíblia. A decisão é do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do estado e foi publicada no Diário da Justiça de terça-feira (6).

    O julgamento é resultado de uma ação direta de inconstitucionalidade do Ministério Público do RJ. Segundo o MP, o projeto que originou a lei deveria ter sido apresentado pelo governador, e não por um deputado. Além disso, devido à laicidade do Estado, a lei fere o princípio da neutralidade entre as religiões.

    Para o relator, o desembargador Carlos Eduardo da Rosa da Fonseca Passos, “ao tornar obrigatória a inclusão de obra específica no acervo de bibliotecas particulares, culminou por disciplinar e restringir o funcionamento daqueles estabelecimentos, cuja matéria relaciona-se ao Direito Civil e, portanto, está reservada à competência da União”.

    O deputado Edson Albertassi (PMDB), autor do projeto de lei,  afirmou que vai recorrer da decisão na Procuradoria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Ele acredita que o órgão foi “autoritário” em seu modo de agir. “Assim como qualquer outro livro, a Bíblia pode ser um objeto de estudo. É rico em cultura e é uma obra amplamente estudada pelo mundo, além de ser a mais vendida. Ninguém tem obrigação de lê-la, mas acho válido as escolas a oferecerem a qualquer aluno que quiser conhecê-la. Minha intenção não é evangelizar”, explica Albertassi.