Tag: carioca

  • O fim da vida

    O fim da vida

    Pr.Sergio Dusilek

    Qual é o fim da vida? Onde ela termina? Onde acaba a sua exuberância, a sua força? Para alguns a vida acaba na morte. Para os que tem fé “a vida nunca tem fim”. Para outros, chacoalhados pelos acontecimentos duros e abruptos, a vida terminou há algum tempo… Bom, de certa forma estas alternativas expressam uma forma de entender o fim, ou mesmo de experimentá-lo. Contudo, queria falar de outro fim. O fim do valor de uma vida. E aqui me reporto a cena mais chocante da semana: a do trem da Supervia.

    Quando um corpo inerte (vivo ou morto?!!) recebe tamanha desconsideração a ponto de um trem receber autorização para passar por cima de uma pessoa, é porque a vida chegou ao fim. Quando uma decisão técnico-administrativa confere força para mover um trem sobre uma pessoa, é porque a vida deixou de ser valorizada e vivida. No momento em que uma máquina “engole” uma pessoa é porque a vida escorreu de nossas mãos, das mãos sócio-culturais. A nossa cultura perdeu a vida.

    Não pense você que isso está restrito ao subúrbio. Uma vez que o fim da vida se torna um valor cultural, somos nós atingidos por isso também. Passamos a aceitar com naturalidade a morte de pessoas e a não ver o menor sinal de tragédia quando os infantes e inocentes são atingidos. Passamos a aceitar que decisões empresariais que literalmente matam são normais… E achamos que o único motivo para passeata em agosto é para derrubar uma acuada presidente e seu inescrupuloso partido. Ledo e perigoso engano. Devíamos ir às ruas não contra a corrupção, mas a favor da correção. Lembrando que toda correção nasce da valorização da vida, e que toda corrupção é uma forma de depreciação dela.

    O fim da vida como valor cultural é o nosso fim como sociedade. Se Giambattista Vico falava de uma Providência divina que propiciou a formação da sociedade quando o homem deixou de ser predador e buscou constituir família, o que vemos hoje é o retorno ao estágio predatório. A vida foi assentada como valor na base da constituição social, uma vez que o predador mata, mas também morre. Foi o desejo de viver, a consciência que passa a amar mais a vida e a temer a morte (como diria Hegel), que propiciou esse lastro social. Contudo, o que vemos hoje é uma volta a tempos pré-sociais.

    Só há um jeito de trazer a vida de volta. Não falo aqui de Ezequiel 37, pois isso depende exclusivamente da ação divina. Falo de sermos agentes. É preciso exigir, não a punição do maniquista, dos operários de “trilho” que deram a ordem para o trem avançar; é preciso punir os gerentes e diretores que deram a ordem. É preciso cancelar esta concessão e repassar para outra empresa, na esperança que nela resida um pouco de humanidade. Que a vida, e não o lucro, seja o maior valor a orientar essa nova empresa.

    É preciso também que as pessoas mais do que um impeachment, lutem pela vida. Que façam passeatas pela vida. Que a valorizem a ponto de não tratar a morte como um elemento comum, mesmo porque Deus mesmo não a vê com naturalidade. Para o Criador, a morte dos seus filhos é “custosa”. Talvez porque ela imprima uma descontinuidade na trajetória de alguém; talvez porque ela deixe um lastro de dor e perplexidade por trás. Fato é que precisamos nos assumir como agentes da História. Chega de relegar ao Diabo, ao Estado e aos outros a culpa pela realidade. Passemos a marchar sobre a História, sobre os acontecimentos. Quem sabe assim a vida não volta e expulsa a morte? Quem sabe não iniciemos um ciclo pela vida e derrotemos a morte?

    Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

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  • Associações definem estratégias durante Olimpíadas

    O departamento de missões da Convenção Batista Carioca (Missões Rio) continua firmando parcerias para o alcance de vidas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o coordenador da área, Pr. Ulisses Torres, se reuniu com o presidente da Associação Centro-Oeste, Pr. Alexandre Nora Leite, para traçar ações que venham gerar o envolvimento das igrejas dessa região.

    O encontro aconteceu na sede da CBC. Durante a reunião foram levantadas questões sobre a capacitação das 18 igrejas da região para a evangelização, cooperação com voluntários dos Jogos e movimentos de oração.

    “Nós vamos ter a definição desse nosso plano de ação para que possamos atingir esse objetivo, que é o objetivo dos pastores da associação. Não tenho dúvidas de que, quando a gente evangeliza, isso já nos faz bem como crentes… faz bem à igreja. Na medida em que a gente cumpre o Ide, a gente, especialmente unidos, atinge o objetivo como um todo que é integrar pessoas ao corpo de Cristo”, afirmou o Pr. Alexandre.

    O presidente da Associação Centro-Oeste também comentou sobre o crescimento da visão missionária da Convenção Batista Carioca. “ A gente percebe este crescimento e este tem sido um dos pontos fortes vivificantes para as igrejas nos últimos anos e a gente agradece a Deus por isso”.

  • Jovens Cristãs se reúnem em congresso no Rio

    Jovens Cristãs se reúnem em congresso no Rio

    A União Feminina Missionária Batista Carioca, através de sua organização missionária JCA (Jovens Cristãs em Ação), promoveu no dia 8 de agosto o Congresso das Jovens do Rio de Janeiro. O evento aconteceu na Igreja Evangélica Batista do Engenho Novo e contou com a participação de 102 jovens de nossa cidade.

    Participaram como preletoras do congresso as missionárias Tilda Evaristo da Silva e Thaiz Nascimento (JMN). Tilda, que falou pela manhã, levou as jovens à reflexão sobre uma vida integralmente submissa a Cristo, meditando sobre os recursos que ele oferece para o viver, o agir e o falar de uma jovem abençoadora neste tempo. São eles: o sangue de Cristo, o Espírito Santo e a Palavra de Deus.

    À tarde, a missionária Thaiz desafiou as jovens a fazerem parte do programa de atendimento e evangelização às pessoas envolvidas com a prostituição em nossa cidade através do projeto Casa de Madalena.

    Além das preleções, o congresso contou com grandes períodos de louvor com a banda da JCA Carioca, coreografias, momentos de oração, dinâmicas e estudo do livro de Rute. As fotos a seguir mostram a alegria compartilhada nesta data tão especial.

    Prosseguiremos trabalhando com alegria para que cada JCA desta cidade “venha a tornar-se pura e irrepreensível , filha de Deus inculpável no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual ela brilha como estrela no universo”. (Filipenses 2.15)

     

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  • O grande problema de missões

    O grande problema de missões

    Pr. Sylvio Raphael Azevedo Macri*
    Antigamente nós tínhamos uma visão muito romântica da obra de missões. Era vista como uma atividade heróica, em que a pessoa partia para uma verdadeira aventura em terras estranhas, para pregar o evangelho a pessoas estranhas, que nunca o teriam ouvido e, muito provavelmente, mostrariam uma forte reação à Palavra de Deus. Os lugares para onde se enviava os missionários, mesmo que fossem cidades, geralmente eram de difícil acesso e sem recursos; ser missionário representava, antes de mais nada, renunciar ao convívio da família e ao conforto do lugar de origem.

    Este conceito mudou radicalmente. Hoje temos uma visão muito mais ampla da obra missionária. Compreendemos agora que ela não se faz somente nos sertões e nos países distantes, mas igualmente bem pertinho da porta da nossa casa. E não estamos falando aqui daquele conhecido argumento que diz que cada um de nós, os crentes, pode ser também um missionário. Referimo-nos a enviar missionários e sustentá-los para trabalhar na nossa própria cidade.

    Mesmo a nossa visão de missões mundiais ampliou-se grandemente, em virtude da globalização da economia, dos transportes e das comunicações; a viagem de avião para qualquer nação do mundo pode ser feita em menos de vinte e quatro horas, e a comunicação via satélite se dá em tempo real. Através do rádio, TV e Internet pode-se penetrar no país mais fechado do mundo. Atualmente, os batistas brasileiros estão fazendo missões em muitas nações no mundo.

    Também compreendemos que fazer missões não é só enviar missionários, mas, talvez até em muito maior proporção, sustentar obreiros da própria nação ou povo que queremos evangelizar. São os chamados missionários da terra ou autóctones, que têm muito mais facilidade para fazer a obra de missões que os estrangeiros, pois não precisam, como estes, gastar um longo tempo para aprender a língua e os costumes dos povos aos quais são enviados e para ganhar a sua confiança. E há mais uma vantagem: é muito mais fácil sustentar um missionário da terra do que um estrangeiro.

    Outra coisa que contribuiu para mudar a nossa visão missionária é que o mundo tornou-se urbanizado. O nosso próprio país tornou-se tão urbanizado que hoje, segundo a ONU (Folha de São Paulo – 26/2/2008), apenas 15% da população vivem nas áreas rurais. Há verdadeiras megalópoles espalhadas por todo o mundo, onde o tráfico de drogas, o crime organizado, a prostituição, os vícios, as falsas religiões já chegaram, e o evangelho ainda não chegou. Ou se chegou, a sua penetração é ainda insignificante. O grande campo missionário da atualidade são as grandes cidades.

    Mesmo nas grandes concentrações urbanas do Brasil, onde temos tantas igrejas, tornou-se necessário ter pessoas especialmente chamadas por Deus e sustentadas por nós para trabalhar naqueles lugares onde a maioria dos crentes não pode ir por falta de tempo, de oportunidade, de treinamento e de credenciamento ou de licença. São os hospitais, as cadeias, os portos, as casas de internação de viciados, as de internação de menores, os pontos turísticos, as universidades. Há também as atividades arriscadas, como o trabalho nas favelas e com os moradores de rua.

    Realizar missões nessa nossa “aldeia global” é um privilégio e uma responsabilidade sem precedentes, porque, se por um lado o progresso facilitou o acesso a todos os pontos do planeta Terra, assim permitindo que a mensagem do evangelho penetrasse em qualquer lugar, mesmo nos mais fechados, por outro lado, esta oportunidade sem igual precisa ser urgentemente aproveitada, antes que termine a nossa geração, antes que outros milhões de pessoas morram sem ouvir falar de Jesus. Deus deu à nossa geração o que não deu às anteriores: a oportunidade de cumprir o “Ide” de Jesus numa dimensão jamais vista. Está nas nossas mãos fazê-lo, as condições estão dadas.

    Entretanto, é mais fácil para Deus mover a roda da História, como tem feito, criando tantas oportunidades para Missões, do que mover o coração duro dos crentes que não se abre para essa obra. Sim, porque essa é uma questão não só da vontade de Deus, mas também da vontade do homem. O Senhor é soberano, mas espera a nossa participação voluntária na obra, pois este é o seu plano: que homens e mulheres sejam suas testemunhas também onde moram, que se engajem, indo diretamente aos campos ou contribuindo para o sustento dos que vão, e que orem para que a obra dê resultados.

    Portanto, o grande problema da obra missionária neste mundo sem fronteiras não são as barreiras raciais, culturais ou políticas, mas a falta de recursos humanos, financeiros e espirituais. Precisamos de mais gente para ir aos campos, precisamos de mais gente participando financeiramente, precisamos de mais gente orando.

    Recentemente apurou-se que o valor médio ofertado por ano para a obra missionária pelos evangélicos brasileiros era menor que o valor de uma Coca-Cola. Isto mesmo: todo o dinheiro dado para Missões pelos crentes brasileiros dividido pelo número total desses crentes, dá menos que o preço de uma latinha de Coca-Cola por ano. Não nos enganemos, irmãos, todos nós haveremos de comparecer perante o tribunal de Cristo e prestar contas da nossa omissão nesta hora, neste mundo de tantas oportunidades. Que nenhum dos que me lêem seja achado culpado naquele dia!

    *pastor da Igreja Batista Central de Oswaldo Cruz

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  • Construção de capelas

    Construção de capelas

    Para algumas comunidades, a construção de um templo é uma tarefa muito difícil. Às vezes faltam recursos para a necessidade que se apresenta e o sonho de erguer um local para encontros de adoração acaba não se concretizando.

    A Convenção Batista Carioca, juntamente com a Pioneer Missions, organização coordenada pelo Pr. Tony Gray, traz boas notícias aos que se identificaram com este problema. Por meio dessa parceria, é oferecida aos batistas cariocas a construção de capelas no modelo norte-americano.

    A CBC enfatiza que as demandas serão atendidas conforme disponibilidade da equipe e os pedidos deverão ser encaminhados através das associações. Em caso de dúvidas e mais informações, entre em contato através do e-mail: cbcassociacoes@gmail.com.

  • TPT – Treinamento para Treinadores

    TPT – Treinamento para Treinadores

    Um dos MPIs (Movimentos de plantação de igrejas) mais dinâmicos do mundo está se desdobrando na Ásia por meio da multiplicação de discípulos em grupos pequenos. O processo, chamado TpT (Treinamento para Treinadores), foi desenvolvido pelo chinês Ying Kai. Sua estratégia transformou um pequeno grupo de discípulos em mais de 150 mil novas igrejas e 2 milhões de batismos.

    Essa estratégia chegou ao Brasil e, nos dias 21 e 22 de agosto, na SIB do Rio de Janeiro (Rua Adolfo Bergamini, 158 – Engenho de Dentro), estará sendo apresentada a pastores, missionários, líderes de EBD e facilitadores de pequenos grupos. Para participar, basta se inscrever através do link http://missoesrio.com.br/tpt/ .

    Será uma oportunidade ímpar de ouvir o pr. Ying Kai compartilhar suas experiências na perspectiva da capacitação de treinadores para trabalho com discipulado, células, grupos pequenos e outros. Você ainda poderá adquirir o livro TPT – Re-revolução do discipulado, que será vendido a R$25.
    O evento está sendo realizado pela Convenção Batista Carioca, com o objetivo de abençoar a liderança das igrejas associadas.

    Confira os horários do evento:

    Sexta-feira – 21 de agosto
    8h – 9h – Inscrição
    9h – 10h30 – Sessão 1
    10h30 – 10h45 –  Intervalo
    10h45 –  12h30 – Sessão 2
    12h30 – 13h45 –  Almoço
    13h45 – 15h30 – Sessão 3
    15h30 – 15h45 –  Intervalo
    15h45 – 17h30 – Sessão 4

    Sexta-feira a noite– 21 de agosto
    17h30 – 19h30 – Jantar/ Intervalo
    19h30 – 21h30 – Sessão 5

    Sábado – 21 de agosto, 2015
    8h – 9h – Inscrição/ Livraria
    9h – 10h30 – Sessão 6
    10h30 – 10h45 – Intervalo
    10h45 – 12h30 – Sessão 7
    12h30 – 13h45 – Almoço
    13h45 –  15h30 – Sessão 8
    15h30 – 15h45 – Intervalo
    15h45 – 17h30 – Sessão 9

     

    Em caso de dúvida, entre em contato:

    Pr Ulisses Torres
    (21) 2569-0988 / (21) 97521-4851
    E-mail: evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br

  • Convenção carioca prepara seu time

    Convenção carioca prepara seu time

    O clima é de elaboração de estratégias, ajustes… treinamento. À medida que se aproximam os Jogos Olímpicos, grupos evangélicos buscam aprofundar o conhecimento de métodos que utilizam a linguagem esportiva como forma de conduzir pessoas a Cristo.

    A oportunidade de evangelização é única. Durante os jogos, espera-se cerca de 400 mil estrangeiros, de acordo com a Embratur. A grande concentração estará nos bairros cariocas de Copacabana, Deodoro, Maracanã e Barra. No entanto, há uma expectativa de que pelo menos 380 mil turistas visitem outras cidades brasileiras.

    A Convenção Batista Carioca (CBC) acompanha de perto o movimento esportivo e as oportunidades que se formam. Por isso, mantém uma abordagem atualizada através de um grupo de missionários especializados em linguagem esportiva. O nível de capacitação desse grupo, bem como suas conexões com outras organizações esportivas, é fundamental nesse momento, como explica o coordenador dessa equipe, Pr. Ulisses Torres, que na última semana levou sua equipe a mais uma etapa de capacitação no Centro de Formação para Líderes da América Latina (Ceflal):

    “O Ceflal hoje é o principal meio de treinamento e capacitação para ministérios esportivos na igreja. É um curso totalmente relevante para a CBC, para seus missionários e voluntários, porque é um treinamento mais completo, que nos ensina a aplicar essa linguagem esportiva de forma que o evangelho seja pregado para atletas de alto rendimento, amadores ou participantes de atividades recreativas. Ensina a usar essa estratégia como ferramenta de evangelização e discipulado. Hoje, para alguém ser missionário esportivo da CBC, um dos pré-requisitos é ter feito o Ceflal também.”

    Jean Márcio da Silva Coelho, membro da Comunidade Batista Vida, é um dos voluntários de capelania esportiva da Convenção Batista Carioca. O projeto onde atua, no Morro de São João, no bairro do Engenho Novo, Rio de Janeiro, alcança cerca de 80 crianças. Elas se reúnem duas vezes por semana para a prática de atividades esportivas e recreativas, momento quando recebem lições sobre princípios bíblicos e cidadania.

    A ligação entre Jean e a linguagem esportiva vem de berço. Filho de atleta e morador de comunidade carente, aprendeu sobre disciplina, senso de solidariedade e cidadania praticando atividades esportivas. Foi campeão amador de boxe, é faixa preta em boxe tailandês e tem formação como técnico de futebol. Tanto conhecimento hoje vem sendo utilizado para transformar realidades, formar os cidadãos do futuro.

    “Quando entreguei minha vida para Jesus, eu sabia que de alguma forma tinha que utilizar tudo isso como ferramenta não só de ressocialização, mas também de aproximação de crianças a Deus. É maravilhoso poder ver o brilho das crianças, olhá-las nos olhos e de alguma maneira tentar criar um relacionamento com eles, saber da verdade deles, das suas necessidades e tentar ajudar no seu desenvolvimento social, emocional, apoiando, estando perto, discipulando… fazendo como Cristo fez”.

    Outro beneficiado com a visão de capacitação da CBC é o missionário Antonio Paulo de Oliveira. Ele, que também é pastor, há seis anos trabalha com projetos ligados à capoeira. Apesar do tempo dedicado ao esporte, só agora conheceu a visão do Ceflal. “Estou me sentindo ricamente abençoado porque o Ceflal veio para coroar as experiências que tínhamos vivido e agora tenho o lado mais teórico da coisa. Esse curso veio para nos deixar em condições de nos fortalecermos, formar parceiros, focando nos nossos objetivos. Creio, inclusive, que todo cristão, independente de ministério, deveria participar porque é uma capacitação para a vida”.

    Carolina Bossois, também missionária esportiva da CBC em cinco projetos que atendem crianças, adolescentes e idosos, já conhecia o curso, mas decidiu refazê-lo para se atualizar e manter relacionamento com pessoas que possuem a mesma vocação ministerial. “O que mais contribuiu ao ministério foi verificar como os missionários e voluntários podem trabalhar juntos, na mesma visão, levantando líderes para a utilização da estratégia do esporte na pregação do evangelho. Foi o tempo de conhecer novas pessoas, fazer contatos e se relacionar com outros projetos. Tenho certeza que isso nos ajudará a exercer melhor nosso trabalho”.

    Braços Abertos

    Assim como a Convenção Batista Carioca, a Coalizão Brasileira de Esportes, responsável pela realização do Ceflal, faz parte do grupo que está se unindo para a realização de ações conjuntas durante os Jogos Olímpicos. Além de grandes organizações missionárias nacionais e internacionais, esse movimento, denominado Braços Abertos, convoca igrejas interessadas em aproveitar essa oportunidade.

    “Sabemos que as olimpíadas são o encontro das nações. A gente crê que a igreja brasileira tem a possibilidade de não só servir às nações, mas apresentar o evangelho a povos fechados ao cristianismo. Por outro lado, a igreja local pode aproveitar esse momento para apresentar o evangelho em suas comunidades locais, utilizando o esporte”, explica Abel Pereira dos Santos, facilitador da Coalizão Brasileira de Esportes na região sudeste.

    O momento é este! Se você deseja aprofundar seus conhecimentos em linguagem esportiva para a evangelização e discipulado, ou até mesmo implantar um ministério esportivo em sua igreja, entre em contato através do e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br ou, se estiver fora da cidade do Rio de Janeiro, escreva para info@cbesudeste.com.br.

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    » Visite o site do departamento de Missões da Convenção Batista Carioca – www.missoesrio.com.br

  • Ritmo da evangelização tende a diminuir

    Ritmo da evangelização tende a diminuir

    Um aumento de mais 3,9 bilhões de pessoas até 2100 pode reduzir o ritmo da evangelização mundial, segundo análise do Centro para o Estudo de Cristianismo Global (CECG), do Seminário Teológico Gordon Conwell (EUA). Os dados da pesquisa foram extraídos da projeção de crescimento populacional feita pela Organização das Nações Unidades (ONU).

    Segundo o seminário, ao longo de dois mil anos o evangelho alcançou 70% da população mundial. Historicamente, o ápice aconteceu no século 20, com 45,7% das pessoas conhecedoras da mensagem de Cristo, culminando em 1999, com mais de 70% de alcance.

    Este crescimento deve-se, em parte, à quantidade de organizações missionárias nas últimas décadas. Em 2015, são mais de 5.100 agências com fins de propagação do evangelho. Outro fator foi o alcance do continente africano, que levou várias tribos a conhecerem Cristo, ainda que nem todas tenham se convertido.

    Mas esse boom evangelístico, de acordo com o estudo da Gordon Conwell, teve uma queda. Agora, por conta do crescimento populacional, esse percentual deve aumentar apenas dois pontos, resultando em 72%. Essa mudança do ritmo da evangelização também está relacionada ao crescimento de outras religiões e à necessidade dos cristãos em formar os que se converteram, focando o trabalho no discipulado.

    Nos últimos anos, o evangelho compete com a ideologia islâmica. Segundo análise do CECG , se compararmos a faixa etária jovem no cristianismo e islamismo, a taxa de crescimento no contexto islâmico já supera em sete pontos percentuais. A taxa de natalidade entre os muçulmanos também é maior, chegando a 3,1 filhos contra 2,7 (de acordo com a Christianity Today). Se nada mudar, em 2050 o islamismo poderá ter mais adeptos que o cristianismo.

     

     

  • Saindo da zona de conforto

    Saindo da zona de conforto

    Por Pr. Eraldo Coelho Bernardo

    O pastor e seu filho adolescente saíam costumeiramente aos domingos à tarde para visitar de casa em casa. Em um domingo que prometia chover o pastor disse ao filho que naquela tarde ele não iria. O filho lhe disse: pai, eu vou então sozinho.

    Chegando a uma determinada casa, tocou a campainha, e aguardou. Tocou pela segunda vez, pela terceira, pela quarta, então, veio ao portão uma senhora e quis saber o que ele queria. Ele então disse: “Eu vim aqui à sua casa para lhe dizer que Deus a ama. Que Ele enviou ao mundo o Seu filho Jesus Cristo para salvá-la, para lhe dar o perdão de todos os seus pecados e que Ele recebe a senhora como está. Jesus lhe dá razão para viver se O aceitar em seu coração”. Entregou-lhe um folheto que continha o endereço de sua igreja e os horários de cultos e foi embora.

    No domingo seguinte, no culto matutino, aquela senhora foi à igreja e assentou-se no primeiro banco. Pediu ao pastor para dar um breve testemunho. Mesmo sem conhecê-la, ele assentiu, e passou-lhe o microfone, ela, então, disse o seguinte: “No domingo passado, na parte da tarde, eu estava em casa preparando-me para suicidar-me com uma corda, quando ouvi a campainha tocar uma, duas, três, quatro vezes. Então, face à insistência de quem estava à porta, fui atender e, apontando para o filho do pastor, disse: ele, como um anjo de Deus, me falou que Deus me amava e que Jesus Cristo perdoaria todos os meus pecados e que havia esperança para mim. Naquele momento quando que ele se despediu de mim, entrei e compreendi que Deus o havia mandado a minha casa naquela hora. Entreguei meu coração a Jesus e desisti de dar cabo à minha vida”.

    Amados, esta história verídica é também a história de muitas outras pessoas que foram salvas, porque alguém, em nome de Deus, chegou na hora certa para desviá-las de propósitos malignos.

    Tenho tido a alegria de sair aos domingos à tarde com grupos da igreja que pastoreio para fazer o que esse pastor e filho faziam. As experiências têm sido muito gratificantes, voltamos radiantes por saber que quando nos sacrificamos um pouco, saindo de nossa zona de conforto, vidas ouvem de um Jesus, filho de Deus, que veio para nos ajudar e salvar e são salvas e libertas.

    Creio que o que temos que fazer Deus não fará. Nosso Mestre disse que precisaríamos “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura”. Essa é tarefa minha e sua. Podemos visitar uma pessoa ou uma família, não só no domingo à tarde, mas nos demais dias da semana, quando uma história de salvação como essa poderá se repetir.

    Crendo que a solução está em Jesus Cristo e que o que devemos fazer Deus não fará.

     
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  • Há um preço a pagar – parte 2

    Há um preço a pagar – parte 2

    Pr. José Carlos Torres

    ¨Se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar, orar, me buscar e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, o perdoarei dos seus pecados e sararei a sua terra.¨ (II Crônicas 7:14).

    Na mensagem anterior, antes de considerar as condições postas por Deus para abençoar o seu povo, destacamos três expressões fundamentais que geram e explicam as exigências que lhes são consequentes.

    Quais são as condições que Deus coloca diante do seu povo e de cada servo seu, segundo a mensagem do texto em consideração, para que por ele sejam abençoados nas diferentes dimensões de suas vidas?

    1- A primeira condição é retratada nesta expressão: “Se o meu povo se humilhar”.
    Não parece paradoxal esta exigência e condição para ser abençoado pelo Senhor? Como ser servo sem ser humilde? Mas o paradoxo fomos nós que o criamos, dizendo-nos povo de Deus, mas vivendo sem compromisso real com o seu senhorio sobre nossas vidas.

    A única forma de se viver diante de Deus, como servo, é sendo humilde. Somente sendo humildes, reconheceremos seu senhorio sobre nós e teremos condições de ser-lhe conscientemente obedientes. Chega de soberba, orgulho e vaidade! Chega de hipocrisia, desobediência e vida corrompida pelo pecado!

    A humildade é o caminho para que sejamos abençoados pelo Senhor. Esta afirmação está alinhada com o que Jesus nos diz em Mateus 5:3: “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Da mesma forma, está em harmonia com a mensagem colocada pelo profeta Amós sobre o que seja o cerne da vontade de Deus para seus servos e seu povo: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8)

    2- A segunda condição é traduzida nestas palavras: Se o meu povo “se desviar dos seus maus caminhos”.
    É impressionante o realismo bíblico! Fala sobre o povo de Deus e, de forma transparente e honesta, muitas vezes o mostra andando por caminhos que não são os do Senhor, que são caminhos maus! É isso mesmo! Basta que lhe falte humildade e deixe de ver que a vida feliz, como Jesus disse, “consiste em fazer a vontade do Pai que está nos céus.
    E não adianta espernear, pois não há vida em Cristo, aqui na terra, sem a ameaça ou a tentação do pecado, como podemos nos lembrar nos exemplos de Abraão, Jacó, Davi, Salomão, Judas, Paulo e outros mostrados na própria Bíblia.

    Fique a advertência: andar em maus caminhos, fecha os ouvidos de Deus aos nossos clamores e, ao invés das bênçãos que podemos receber dele, restarão apenas as migalhas que o mundo dá, levando-nos ainda ao engano de pensar que essas migalhas são bênçãos do Senhor.

    3- A terceira condição é traduzida nesta outra expressão: “Se o meu povo orar”.
    O Senhor pode escutar nossas orações ou, de outro modo, fechar seus ouvidos às nossas súplicas. Tudo depende de o Senhor nos encontrar ou não no caminho da fidelidade aos seus mandamentos.

    A oração que Deus escuta é a do crente que, comprometido radicalmente com a fidelidade a ele, ora e fala ao Senhor tudo que vai ao seu coração, e lhe pede o que pensa e deseja; do crente que ora e escuta o Senhor falar a sua vontade, até que rápida e paulatinamente dela torna-se consciente; do crente que ora, fala, escuta e, uma vez convencido da vontade divina, apenas diz, como Jesus nos deixou o exemplo: “Seja feito o que Tu queres.”

    4- A quarta e última condição é assim retratada: “Se o meu povo buscar a minha face”.
    Esta expressão significa buscar a comunhão com o Senhor e uma vida vivida na sua santa presença. Isso se torna muito menos difícil de se realizar quanto temos consciência de que nossas vidas foram transformada em templo do Espírito Santo, e ele habita em nós.

    Quando vivemos conscientes desta verdade, logo nos apercebemos de que não há como escapar da presença de Deus, pois o Senhor não apenas está conosco, mas ele vive em nós.
    Por isso mesmo, Paulo nos diz que não devemos “entristecer o Espírito Santo” o que se dá quando pecamos; nem apagar as marcas da sua presença em nossas vidas, o que acontece quando pecamos tão contumazmente que ninguém pode enxergar os frutos da sua presença santificadora em nós.
    Mais ainda, o apóstolo aos gentios nos exorta a buscar uma vida cheia do Espírito Santo, na qual o pecado tenha cada vez menos lugar, e a vontade de Deus seja feita como a coisa mais natural, como deve ocorrer na vida de um cristão, o qual é um seguidor Jesus, o mestre que nos deixou o exemplo que nos vem nestas suas palavras: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou”.

    Creio que a vida do crente e de todo povo de Deus, seria diferente se tivéssemos consciência da morada do Espírito em nossas vidas. Seria muito mais difícil pecar e andar em caminhos que não fossem do Senhor. Seria muito mais fácil resistir e vencer as tentações, esvaziar-nos cada vez mais de pecados, para que assim, vendo realizar-se a vontade de Deus em nós, vivamos mais e mais na plenitude do Espírito Santo?

    Estamos dispostos a pagar o preço? Queremos verdadeiramente ser abençoados por Deus? As condições para tanto estão claramente expostas pelo Senhor neste breve texto da sua Palavra. Aí está o caminho para o verdadeiro avivamento (vida de Deus em nós) e para um novo tempo de comunhão e compromisso com Deus que resulte na glorificação do seu nome no meio do povo seu, por ele abençoado para abençoar vidas.

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