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  • Vou orar

    Vou orar

    Pr. Eraldo Coelho Bernardo

    Há atitudes lindas e eficazes que se perderam ao longo das últimas décadas no meio do povo de Deus.

    Lembro-me de ouvir, de pronto, dos lábios dos pastores, dos diáconos, dos líderes das organizações da igreja e mesmo de seus membros, ao receberem uma proposta, um convite, o seguinte: “Vou orar sobre isso ao Senhor e, depois, lhe respondo”. Não estou ouvindo mais isto com frequência. Os crentes estão decidindo segundo suas cabeças, segundo as suas vontades. Vivemos o tempo do “rápido”.

    Fico encantado com o rei Davi, servo de Deus, ao ler os livros de 1º e 2º Samuel e os livros das Crônicas. Como ele só acertava! Como conseguia vitórias pelo fato de consultar ao Senhor antes de agir! Veja o que lemos em 1 Crôn.14:10 “Então Davi consultou a Deus, dizendo: subirei contra os filisteus, e nas minhas mãos os entregarás? E o Senhor lhe disse: Sobe, porque os entregarei nas tuas mãos”. No versículo 14, lemos: “Tornou Davi a consultar a Deus, que lhe respondeu: Não subirás atrás deles; mas rodeia-os por detrás e vem sobre eles por defronte dos balsameiros” (IBB, de acordo com os melhores textos).

    Vale à pena consultar e ter o Deus dos Exércitos do nosso lado! Dessa forma Davi ia vencendo os inimigos de Israel. Consultava ao Senhor, Ele lhe respondia e era só vitória.

    Aqui vai uma experiência pessoal. Converti-me ao Evangelho aos 15 anos. Entendi que devia buscar a direção de Deus em tudo. Aos 19 anos transferi-me para outra igreja batista. Alí, já certo da chamada para o Ministério Pastoral, comecei a interessar-me por uma jovem, membro da igreja. Mesmo antes de começarmos oficialmente a namorar consultei insistentemente a Deus em oração e Ele me deu paz e certeza de que ela era a jovem. Então, seria uma questão de tempo o começo de nosso namoro. Em outubro de 1970 começamos a namorar e em maio de 1974 nos casamos e estamos casados e felizes há 38 anos. Formamos uma linda família! Nesse tempo experimentamos turbulências, mas a certeza da vontade de Deus foi uma âncora firme que nos manteve.

    Penso que se os (as) jovens de nossas igrejas consultassem ao Senhor antes de começarem os seus namoros não perderiam tempo e concentração no que estão fazendo. Não trocariam de namorado (a) como se troca de camisa ou de blusa. Consultar ao Senhor é não perder tempo e é caminhar com tranqüilidade e segurança.

    Consultar ao Senhor quando à vocação é algo básico, fundamental, especialmente se é na Obra dEle. Como permanecer frutiferamente em um Ministério Pastoral local ou em um campo missionário sem estar dentro da vontade dEle?…

    Penso que se voltássemos a consultar ao Senhor antes das decisões se evitaria muita tristeza, muita frustração pessoal e coletiva.

    Que tal voltarmos a dizer assim: “Vou orar a Deus sobre isso…” . Que tal resgatarmos essa linda atitude de filhos sábios, obedientes e carinhosos com o Pai?

  • Mês de gratidão

    Mês de gratidão

    Começam, no próximo final de semana, as celebrações do 9° aniversário da Igreja Batista Zona Norte. A igreja, que é presidida pelo pastor Fabiano Fialho, traz uma programação repleta de convidados e ainda fará, no sábado, a inauguração de salas responsáveis por atendimentos sociais na comunidade do Morro dos Macacos.

    As programações do mês de aniversário da Igreja Batista Zona Norte começam no sábado, data do culto de inauguração das alas do Projeto Amar e Impacto Evangelístico e Social. Serão uma manhã e tarde (9h às 17h) de muitas alegrias e testemunho do evangelho.

    No domingo, às 19h, a igreja convida para as noites de celebração que acontecerão no templo situado na Rua Teodoro da Silva, 689, em Vila Isabel. Como mensageiro da noite, participa o pastor Henrique Araújo, da Igreja Batista Comunidade Vida. No dia 11, haverá celebração da Ceia do Senhor e a presença do pastor Adriano Martins, de Foz do Iguaçu. Já no dia 18, haverá batismos de novos membros da Igreja Batista Zona Norte e da Igreja Batista em Libras – projeto de inclusão para o alcance de surdos.

    No último dia de celebração, dia 25, a igreja recebe o pastor Paulo Guiducci, da Igreja Nova Vida de Olaria. Na mesma noite haverá apresentações de teatro e dança, encerrando este período de gratidão a Deus por tudo quanto tem feito aos irmãos dessa comunidade.

    Se você está livre em uma dessas datas e está próximo à Igreja Batista Zona Norte, aproveite e faça uma visita. Sua presença está sendo aguardada!

  • Igrejas plantando igrejas

    Igrejas plantando igrejas

    As igrejas do campo carioca estão se multiplicando e impactando outros estados. Na última semana, recebemos a visita do Pr. Wilson Rodrigues Lourinho Junior, da área de Estratégia Missionária da PIB de Vila Penha, para a apresentação do Pr. Luís Henrique Assis dos Santos, que seguirá para Campos Novos, em Santa Catarina.

    Pr. Luís está se filiando à OPBB-RJ e assumirá a Congregação Batista em Campos Novos, trabalho iniciado em 1987 pelo Pr. Nilton Antonio de Souza, atual diretor executivo da CBC, em parceria com a PIB da Vila da Penha. Esta frente missionária será organizada em igreja no dia 12 de dezembro deste ano.

    Campos Novos localiza-se a oeste da capital do estado. Sua população foi estimada em 2013 em 34.386 habitantes, sendo então o 40º mais populoso do estado. Cerca de 82,44% da população vive na zona urbana.

     

     

  • Para que existe uma Associação Batista?

    Para que existe uma Associação Batista?

    Pastor Oswaldo Luiz Gomes Jacob

    Esta é uma pergunta pertinente à luz das enormes necessidades individuais e coletivas de uma Igreja batista e do mundo sem Cristo. Associação significa junção, união, conjugação de esforços, relacionamento, sociedade, comunidade, conexão, reunião, ligação, etc. Podemos afirmar que a Associação Batista é a ponta de baixo e a Convenção Batista Brasileira é a de cima. Ela existe para glorificar a Deus por meio do serviço aos seus associados. As igrejas que formam a associação estão empenhadas em sua unidade e serviço. Buscam conjugar os esforços para solução de problemas que envolvem as igrejas e são possíveis de resolução. Seu caráter é de unidade. Ela pode agir em várias áreas. À medida que ela se compromete a realizar o trabalho do Senhor com eficácia e prazer, as igrejas têm contentamento em contribuir. A associação sobrevive de contribuições das igrejas associadas. Estas têm prazer em participar financeiramente à medida que constata que os recursos estão sendo muito bem gestados. É a participação de todos no esforço de cada um. Ela precisa ter metas, estratégias e acompanhamento. Representar muito bem as igrejas. Interpretar de forma eficiente a alma das associadas e empreender atividades pertinentes – inspirativas e desafiadoras.

    A conexão entre as Igrejas forma uma associação visionária e proativa. São muitos os empreendimentos nos quais ela pode se envolver de forma profunda. Há muitas necessidades como trabalho com crianças (colônia de férias); com idosos (Congressos); jovens e adolescentes (Conferências, acampamentos e voluntariado); com os dependentes químicos (centro de recuperação); com os vocacionados (seminário); com os mendigos (albergue); treinamento de liderança; fortalecimento da EBD; congressos missionários (consciência missionária). Tudo isso a partir de uma percepção integral do homem. É o exercício da Missão Integral muito bem ensinada por Jesus nos evangelhos. Por isso, ela deve desenvolver ações comunitárias que atendam às necessidades da população da região. As igrejas, por outro lado, são participativas no Plano Cooperativo, tão importante para a expansão do Reino de Deus. Cada igreja contribuindo com a Associação e com a Convenção estadual. Há compromisso no sustento da obra batista. A cooperação é o segredo para que o trabalho dos batistas seja cada vez mais eficaz e eficiente. As igrejas batistas não podem ser ilhas, mas vivendo em cooperação formam um continente. Paulo ensina que “somos cooperadores de Deus, e dele somos lavoura e edifício” (1 Co 3.9). Juntos somos muito mais fortes. Em Cristo Jesus somos “mais que vencedores” (Rm 8.37). Não há crise que barre ou trave a impetuosidade de um povo unido a Cristo Jesus, no Seu amor e na Sua graça.

    A associação deve promover, em parceria com a ordem dos pastores, política de sustento padrão para todas as igrejas, tendo o mínimo digno de um homem de Deus. As igrejas precisam ter a contrapartida de seus investimentos: Treinamento, excursões, bolsas de estudo, verba para que seus executivos façam cursos de atualização, criação de um fundo de ação social para atender pessoas de dentro e de fora das igrejas que a compõem, etc. A associação deve ser uma consultora das igrejas. Também, um elo entre a Convenção Batista Brasileira, Convenção Batista Carioca e as igrejas locais. Deve ser uma fomentadora de visões, criatividade, excelência… Além de ser serva das igrejas, a associação tem um ministério de encorajá-las. Seus executivos visitam as comunidades batistas para colocar desafios de oração, ações evangelísticas, projetos educacionais e missionários. Eles são motivadores das comunidades batistas.

    A associação tem a benção de fortalecer as igrejas pequenas, bem como uma participação, mesmo que tímida, no sustento pastoral. Ela estimula as igrejas a tratarem com amor pastores e diáconos – os seus oficiais. As igrejas são informadas acerca dos investimentos feitos pela associação. Há sempre transparência no uso dos recursos financeiros. As igrejas são encorajadas a contribuírem com amor para que os investimentos sejam feitos tendo como objetivo a expansão do trabalho batista na região e no mundo. A expansão missionária a partir da região é a grande meta a ser atingida. Um trabalho caracterizado pela oração, comunhão e entusiasmo revela o espírito de uma associação batista. Esta não se conforma com o status quo. É inovadora, catalisadora e invasora como sal e luz. Seus dirigentes são homens e mulheres comprometidos com a mensagem da cruz. Ela é uma organização comprometida com a excelência no receber e no investir. Cada dia busca alternativas para servir melhor as igrejas. É uma referência de integridade. Busca a expansão do evangelho de Cristo, a edificação do povo batista e, acima de tudo, a glória do nosso Grande Deus.

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  • Tempo de capacitação

    Tempo de capacitação

    A despeito do trabalho realizado pelas instituições de ensino teológico, há um consenso sobre a necessidade de capacitação prática e continuada a pastores que iniciam suas jornadas ministeriais. Por isso, no último sábado (12), a Convenção Batista Carioca realizou o Congresso Beginners (principiantes). O evento, realizado na Igreja Batista do Catete, contou com a presença de cerca de 50 pastores. O foco da programação foi levar aos líderes a experiência de quem soube semear com sabedoria e humildade e que, por isso, hoje colhe os frutos de um ministério abençoado por Deus.

    Participaram como palestrantes os pastores João Luiz de Sá Melo (PIB de Vila da Penha), Josué Campanhã (Presidente da Sepal e Coordenador do projeto Envisionar), Eraldo Sena Campos (IB do Catete), Valdeci Pereira (Igreja Batista no Dona Marta) e Luciano Brito Garcia.

    Abrindo o Congresso Beginners, o Pr. João Melo, que também é vice-presidente da Convenção Batista Carioca, compartilhou suas experiências ministeriais, abordando os momentos de dificuldade e deixando aos presentes princípios para o início da caminhada. “Pastorear é amar pessoas que você não conhece”, declarou o pastor, que destacou ainda que esse amor passa por aqueles que te odeiam e que dificultam seu ministério.

    Pr. João mostrou ainda a importância de se começar um ministério com cautela, sem a afobação típica de iniciante “porque a gente vai acelerado, mas no início do ministério você tem que enfrentar as adaptações da família ao seu ministério e da igreja à sua forma de pastorear. No início, um grupo pode te odiar de graça ao tempo em que outro grupo te ama, e ainda há os indecisos”. O pastor falou também sobre a importância de ser o exemplo de vida cristã para a igreja, de valorização da família e de saber se distanciar dos problemas nos momentos certos para que estes não afetem a vida pessoal.

    Na sequência, as características de um líder-servo foram destaques na palestra do pastor Josué Campanhã. Autor de vários livros sobre liderança e presidente da Sepal, uma organização focada em capacitação de líderes, ele mencionou que muitos líderes não tiveram a oportunidade de aprender que liderar é, na verdade, servir. Pr. Josué revela também que é preciso tomar cuidado com os “símbolos de poder” no ministério, tais como a simbologia do púlpito, a vaga exclusiva na garagem da igreja e outros que fazem com que a função pastoral ganhe tom de status. “Jesus se humilhou a ponto de se submeter à missão. O servo não usa o que faz para se gloriar. O foco de sua vida é ser útil para a comunidade”, declarou.

    Sobre a perspectiva que o Congresso Beginners trouxe aos pastores e a necessidade de mudanças na visão de liderança, o Pr. Josué afirmou: “Dentro desse desafio da igreja brasileira, hoje precisamos, em primeiro lugar, fazer discípulos e torna-los líderes segundo o padrão de Jesus, que é o padrão da bacia e da toalha, que é servir para que a igreja não apenas cresça numericamente, mas em profundidade. Em suas raízes e estrutura de relacionamento entre as pessoas e com Deus”.

    O Pr. Eraldo, presidente da Igreja Batista do Catete há 37 anos, e Pr. Valdeci, pastor da Igreja Batista Dona Marta – uma comunidade carente do Rio de Janeiro, também deram testemunho de suas jornadas ministeriais. O primeiro mencionou as dificuldades de construção de um templo em um centro urbano, a criação de hábitos saudáveis e o respeito às diferentes visões dos membros. Já o segundo falou sobre os desafios de tornar sua igreja relevante para uma comunidade em fase de mudanças sociais. Uma igreja sem muitos recursos financeiros, mas plena e conectada socialmente.

    Por último, mas não menos importante, o Pr. Luciano Garcia falou sobre os direitos e obrigações legais que permeiam o universo eclesiástico brasileiro. Esclareceu dúvidas sobre os aspectos contábeis e patrimoniais, as tributações e a remuneração pastoral.

    O Beginners é uma realização importante para o campo carioca. Sua concepção é explicada pelo diretor-geral da CBC, Pr. Nilton Antonio de Souza: “Alguém já disse que entre o passado – onde estão as nossas recordações – e o futuro – onde estão as nossas esperanças – existe o presente – onde estão as nossas responsabilidades. Então nós queremos que o obreiro que está começando priorize pelo menos quatros ‘Cs’: priorize o seu Caráter, seu Coração, cuide bem de sua Competência e da Combinação, que nós chamamos de relacionamento”. Segundo ele, o desejo da CBC é que seus obreiros comecem e terminem bem com suas famílias, ministérios e, sobretudo, com Deus.

    Agradecimentos
    Para Flávio Pereira, pastor-presidente da IB de Abolição, o Beginners é a concretização de um sonho. “Como pastor jovem, sempre tive a necessidade e busquei em outros lugares a possibilidade de capacitação. Agora, com a Convenção Batista Carioca oferecendo esse curso a pastores novos do nosso campo, com a presença também do pastor Josué Campanhã, que é uma referência na área, foi tudo de bom. Quero convidar a todos que não estiveram nesta edição a estarem conosco no próximo porque é tempo de capacitação”.

    Emilson Nunes, pastor na PIB no Caju, afirmou que o congresso superou suas expectativas. “Eu vim com uma expectativa e esse evento ultrapassou! O que estou aprendendo aqui, mais sobre o servir, é uma coisa que também tenho trabalhado com a igreja local. Tem sido muito bom ouvir os testemunhos dos pastores, conhecer seus ministérios e ver o que Deus tem feito na vida deles. Quero agradecer à Convenção Batista Carioca por esse convite”.

    Beginners em imagens

  • A filosofia e a existência de Deus

    A filosofia e a existência de Deus

    Foi defendendo a existência de Deus que Francisco de Assis Mariano foi aprovado no curso de mestrado em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba. “Argumento Moral a favor da Existência de Deus” foi o tema escolhido por ele.

    Assis, como é conhecido pelos amigos, havia feito a seguinte declaração em seu perfil no Facebook: “Vou defender a existência de Deus, usando a moralidade humana objetiva como evidência, através das ferramentas da filosofia analítica (Lógica, Informação e Linguística)”.

    Ele, que é cristão, afirmou que a tese foi baseada na fé e que a filosofia não é contrária À existência de Deus. Segundo ele, há uma rica interação entre o conhecimento filosófico e Deus. A falsa fama da filosofia que vai contra o pensamento da existência do Criador tem a ver com a forma como os filósofos vinham sendo educados, numa época onde só se poderia estudar assuntos que pudessem ser verificados pela ciência.

    “Se Deus não existe, valores e deveres morais objetivos não existem”; “Valores e deveres morais objetivos existem”; “Deus existe”. Estes foram os três pontos que fundamentaram a tese de Assis. Ele afirma ainda que a defesa pela existência de Deus no meio filosófico não é novidade em outros países, mas que, no Brasil, esta separação (filosofia/Deus) ainda é marcante, especialmente nas universidades públicas.

  • A multiplicação de treinadores

    Quem não deseja ver o crescimento saudável de sua igreja? Não estamos nos referindo a números, mas aos processos de evangelização e discipulado que constroem bases seguras para o desenvolvimento do Reino. Essa foi a temática desenvolvida no Congresso Treinamento para Treinadores, que aconteceu nos dias 21 e 22 de agosto, na Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro.

    A programação foi realizada pelo Departamento de Missões da Convenção Batista Carioca (Missões Rio), em parceria com a International Mission Board (IMB), e contou com a participação de líderes de várias igrejas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Com uma abordagem prática e um discurso de quebra de paradigmas da evangelização, o chinês Ying Kai, pastor responsável pela estratégia de multiplicação que resultou em mais de 150 mil comunidades de fé em toda a Ásia (e atualmente presente em países das Américas), conduziu os presentes a manterem o foco no discipulado constante de futuros líderes, dando-lhes autonomia para liderarem seus frutos.

    Durante o evento, Pr. Ying Kai trabalhou alguns conceitos que são os pilares do seu trabalho. Um deles é a mudança da metodologia de abordagem que “pede autorização” do ouvinte para o compartilhar da Palavra de Deus. Segundo Kai, a pergunta “posso compartilhar o evangelho com você?” ou “posso lhe falar sobre Cristo?” deve ser evitada, embora a vontade do ouvinte deva ser respeitada. Sendo assim, o ideal é que, quem deseja evangelizar, trate a história de Cristo como continuidade da própria história. Mas isso não é tudo. Ele também abordou assuntos como alvos intencionais de evangelização, oração pela salvação de vidas, entre outros.

    Pr. Kai contou ainda alguns testemunhos de pessoas comuns que seguiram a mesma visão do TPT e puderam desfrutar de grandes resultados. Um deles foi um major do exército americano que em um ano havia batizado mais de 1200 pessoas e implantado cerca de 74 pequenos grupos na Costa do Marfim, enquanto esteve em missão pela embaixada dos EUA. “Ele me escreveu e pediu para que eu contasse sua história por onde eu passasse porque se ele, mesmo mantendo suas atividades, pôde fazer isso, qualquer um pode.”, afirmou o Pr. Kai.

    Foram dois dias intensos que deram um panorama da visão do TPT, mas todas as ações que pautam essa estratégia ministerial estão detalhadas no livro de sua autoria “TpT – Re-revolução do Discipulado”. “Existem apenas dois tipos de pessoas no mundo: os não salvos e os salvos. E queremos encorajar a todos que são autênticos servos de Cristo a fazerem discípulos, compartilhando o amor de Cristo às pessoas e ajudando-as a se tornarem discípulos do mestre. Precisamos treinar as pessoas ao nosso redor para que elas treinem suas pessoas de influência. Por isso o TPT é importante. Porque é uma forma simples de cumprir a Grande Comissão de Jesus Cristo em Mateus 28. 19-20. A minha oração é que todo brasileiro possa se tornar um autêntico discípulo do Mestre e faça mais discípulos, treinando-os para se multiplicarem”, explicou o Pr. Kai.

    Quem foi ao Congresso testemunhou da bênção de receber uma visão segura, biblicamente pautada e de fácil aplicação. Vanuir Torres, da IB do Barreiro em Belo Horizonte, veio de outro estado para conferir essa oportunidade de crescimento ministerial. “Tudo o que aprendemos foi bênção e nosso ministério foi muito enriquecido com a presença do Pr. Kai entre nós. Vale a pena conhecer porque seu ministério será muito abençoado. Nós agradecemos à Convenção Carioca pelo privilégio de ter participado aqui com os irmãos deste treinamento”.

    Um dos líderes representantes das igrejas do Rio foi o Pr. Eraldo Coelho Bernardo, da Igreja Batista Memorial em Manguinhos. Ele ressalta a simplicidade dessa metodologia focada no processo de formação de líderes. “Estamos sendo enriquecidos, confrontados. Estamos vendo que temos que ser simples, práticos… treinar pessoas para que elas possam treinar outras no ministério de ganhar vidas para o Senhor Jesus. É um privilégio estar participando e desejo participar de outros para saber cada vez mais como ganhar vidas para Jesus e instruir outros a fazerem o mesmo”.

    Yan, missionário de uma das últimas turmas apresentadas pela Junta de Missões Mundiais, ficou maravilhado com o que ouviu do Pr. Kai. Suas experiências foram combustível para o início de sua missão, que será evangelizar na Ásia. “Foi maravilhoso participar desse treinamento. A experiência dele… os resultados são simplesmente fantásticos. Sabemos que o Senhor está nos abençoando com essa oportunidade aqui e queremos dar continuidade àquilo que Deus tem realizado lá. Queremos ser os braços e a voz do Senhor aonde quer que ele nos mandar”.
    As expectativas para o crescimento do Reino na cidade do Rio de Janeiro também cresceram, segundo o Pr. Ulisses Torres, coordenador de Evangelismo e Missões da Convenção Batista Carioca. Essa vinda do Pr. Kai é um reforço para as ações missionárias que precisam ser desenvolvidas na capital. “Foi muito interessante. Ele veio falar da experiência dele e vimos na prática como é o movimento do discípulo que faz discípulos até culminar na plantação de novas igrejas. Tivemos a presença de muitos líderes e recebemos material para reproduzir essa metodologia no Rio e em outras cidades como Belo Horizonte. Vimos um movimento tão simples, mas que vai atender à necessidade de plantar igrejas em todo o país, mas especialmente no Rio”.

    O livro TPT – Re-revolução do discipulado pode ser adquirido através do Pr. Bruce Mcbee (missionário da IMB) pelos telefones 21-3649-2905 (fixo); 21-98118-2601 (Claro); 21-99119-1130 (Claro); 21-97285-4120 (Vivo); 21-98878-5880 (Oi); 21-98380-6801 (Tim); ou pelo e-mail mcbee@pobox.com

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  • Deputados votam contra a proposta de multar quem satirizar religiões

    O projeto de lei que prevê multa aos que ridicularizarem qualquer religião recebeu parecer contrário de todas as comissões da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A votação aconteceu ontem e a proposta foi retirada de pauta.

    Apesar do resultado da votação, o texto não foi arquivado. Ele receberá a análise da procuradoria da Casa, que decidirá, em cinco dias úteis, se voltará a ser votado ou não. Foram pelo menos 45 emendas de alterações à proposta original.

    Houve contestação dos deputados contrários à matéria, alegando que o projeto já havia sido derrotado em todas as comissões pelas quais tramitou e, por isso, deveria ser arquivado. Mas, por causa de dois votos favoráveis na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), outros deputados entenderam que ele poderia ser votado.

    “Toda vez que um projeto envolve o movimento LGBT acontece isso. Só que dessa vez foi muito pior”, disse o deputado Fábio Silva, autor do projeto. Ele afirmou que, caso a procuradoria arquive o projeto, entrará com recurso e, inclusive, acionará a Justiça.

    Há grupos sociais se mobilizando contra o texto. Um movimento da ONG Meu Rio, organizado pelo ator do canal Portas dos Fundos, Gregório Duvivier, recolheu mais de 5 mil assinaturas contra o projeto. A mobilização foi toda online e faz com que, a cada adesão, uma remessa de e-mails seja enviada aos deputados. “O que deveria se discutir era o fim dos privilégios das igrejas, e não o aumento deles. Quero que se discuta a tributação das igrejas. É fundamental que as igrejas sejam tratadas com o mesmo respeito destinado a qualquer pessoa ou empresa. Afinal de contas, o Estado é laico. Ou não é?”, comentou Duvivier.

  • Alerj vota projeto que proíbe a ridicularização de religiões

    Alerj vota projeto que proíbe a ridicularização de religiões

    Dependendo do resultado da votação que acontece nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa do Rio, quem fizer piada com qualquer religião poderá ser multado em até R$ 270 mil. O texto tem a autoria do deputado Fábio Silva (PMDB) e proíbe qualquer manifestação pública e cultural que satirize ou ridicularize dogmas e crenças de todas as religiões.

    Caso vire lei, fica proibido casos como o da encenação teatral que aconteceu durante a passeata LGBT em SP, charges e quaisquer formas desrespeitosas vinculadas à religião. Caso aconteça durante um evento público, caberá à Polícia Militar interferir e aplicar multa. Além disso, o grupo responsável ficará impedido de realizar eventos que dependam da autorização do poder público durante cinco anos.

    “Recebi inúmeras ligações de pastores, amigos e eleitores, todos chocados com tamanha falta de respeito e cobrando uma solução para que tamanho descalabro não aconteça no estado”, disse o deputado Fábio Silva, fazendo referência à manifestação ocorrida na passeata gay de São Paulo. “Uma falta de respeito, até mais branda que esta, foi fulcro para uma tragédia que chocou o mundo”, acrescentou, fazendo referência ao atentado ao jornal satírico Charlie Hebdo.

  • Missões atrás das grades

    Missões atrás das grades

    Durante anos, o trabalho missionário desenvolvido pela Convenção Batista Carioca em presídios do Rio é visto como referência pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). O motivo é que essa atuação envolve todas as esferas da vida do presidiário e, agora, de adolescentes em conflito com a lei, levando não só a Palavra, que transforma a mente e o coração, mas os valores do Reino que buscam garantir a dignidade das vidas assistidas.

    O Pr. Claudio Barreto coordena a área de Capelania Prisional e Socioeducativa da CBC. Filho da missionária Adenice Baptista, pioneira neste trabalho como representante dos batistas cariocas, Claudio leva adiante este ministério como uma herança espiritual. Mas as vitórias e derrotas ele faz questão de compartilhar com a equipe de três missionários: Cesar Teixeira da Silva, Laércio de Vasconcelos – ambos atuando em presídios – e Marilena Nascimento – que atua em unidades prisionais femininas e socioeducativas .

    A seguir, Pr. Claudio explica os detalhes deste ministério, seus desafios, necessidades e como fazer para apoiar este trabalho.

    Há quantos anos existe o trabalho de capelania prisional pela CBC e em quantas unidades estamos?
    Desde 1984. Vinte e três Prisionais (sendo três fora de nosso município) e quatro Socioeducativas.

    Em quantas deveríamos estar para alcançar todas as unidades de nossa região de atuação?
    Trinta e uma prisionais (em nosso município, mais onze. No Estado são 52 no total); e das Socioeducativas, nove de restrição de liberdade e 16 de semiliberdade; além das três anunciadas pelo Governo que serão construídas para diminuir a superlotação.

    Descreva como é o dia a dia nesse ministério. Como são desenvolvidas as atividades nessas unidades?
    Diariamente, a equipe de missionários e voluntários da CBC visita as Unidades Prisionais do RJ. Diversas atividades são realizadas de acordo com as necessidades e oportunidades. Entre estas atividades, realizamos: evangelização, cultos, estudos bíblicos, distribuição de literatura bíblica, palestras, festivais de música, peças teatrais, batismos, casamentos, treinamentos e atendimentos individuais. Todas com o objetivo de alcançar a completa regeneração pelo Espírito Santo em cada vida atendida por esta capelania. Muitas vezes atendemos também diretores e funcionários que necessitam de orações e orientações bíblicas por problemas que enfrentam no exercício da função e também crises pessoais.

    A presença dos missionários é aguardada com grande anseio. Alguns homens e mulheres na prisão relatam que a única visita que recebem é da equipe de Missões Rio. Grande parte destas pessoas presas, e principalmente as mulheres, está em completo abandono. A Capelania é a única esperança para suprir suas necessidades até de materiais de higiene pessoal como sabonete, creme dental, barbeador, papel higiênico e absorvente íntimo; demonstrando assim o cuidado de Deus com estas vidas, levando-as ao resgate de sua dignidade em Cristo e a um novo viver de acordo com as Sagradas Escrituras.

    O trabalho da Equipe de missionários nas Unidades Socioeducativas é bem diferenciado. Por tratar-se de adolescentes, a equipe faz um trabalho em conjunto com a Capelania Esportiva, acompanha os meninos e meninas através do discipulado bíblico, aborda também a questão educacional nas bibliotecas das Unidades, promove ações na área de saúde, entre outras, atendendo as mais diversas demandas destes adolescentes e seus familiares.

    Sabe-se que uma das grandes necessidades desse trabalho é a participação de pessoas. Mas o que muitos perguntam é: existe um perfil específico para este trabalho?
    Para a visitação interna nas Unidades Prisionais sim. Isto nós abordamos nos treinamentos e no Curso de Capelania. A orientação é que todos façam o curso, pois mesmo que não se enquadrem no perfil de visitador, certamente crescerão em conhecimento missionário e saberão lidar com o assunto com entendimento, tanto no atendimento a pessoas que saíram da prisão como aos familiares, amigos, enfim, estarão preparados para responder à questão de missões nas prisões. Mas existem necessidades deste trabalho que podem ser supridas por todos.
    Precisamos de sustento em oração constante. São muitos desafios enfrentados todos os dias e necessitamos muito que roguem por nós.

    Precisamos de materiais de higiene pessoal (sabonetes brancos, creme dental, barbeadores, papel higiênico, absorventes íntimos, chinelos brancos tipo havaiana, calças e saias jeans e blusas brancas), mas estes materiais precisam ser dentro das especificações de segurança: os sabonetes brancos fora do papel; o creme dental é só o tubo fora da caixa; os barbeadores só os simples sem recarga; o papel higiênico sem aquele rolo interno de papelão. Enfim, precisamos de pessoas que mobilizem a arrecadação nas igrejas, recolham, selecionem e preparem estes materiais para passar pelo crivo de segurança das Unidades Penais, para isto nós oferecemos treinamento e acompanhamento.
    olho-entrevista-claudioQue tipo de preparo a CBC pode fornecer às igrejas para que elas também participem desse ministério?
    A Convenção Batista Carioca em parceria com o Ministério Vida Relevante e o Seminário Teológico Betel oferece o Curso Livre de Capelania Prisional, com duração de cinco meses e que também oferece estágio.

    Inscrições e informações através do site: http://vidarelevante.com.br/capelania-prisional/ . Além disso, a CBC oferece visita dos Missionários às igrejas interessadas para expor o trabalho realizado e as oportunidades de cooperação. Também oferece consultoria de nossa Coordenação e equipe de Capelania Prisional para igrejas que desejam engajar neste ministério.

    As famílias dos presidiários também têm sido alvo desse trabalho. Quais são os problemas enfrentados pela família que tem um ente presidiário? Que tipo de ajuda a CBC tem dado a essas famílias?
    Entre os problemas mais comuns, atendidos pela equipe da CBC, estão a orientação, acompanhamento espiritual e aconselhamento pastoral. A CBC conta com o apoio da Associação Luz da Liberdade que acompanha os familiares, promove encontros mensais, oferece palestras e atende as mais diversas necessidades espirituais e materiais, inclusive nas áreas de saúde, educação e trabalho.

    A Associação Luz da Liberdade também acompanha os egressos do sistema penal; estes se convertem na prisão, mas precisam de ajuda quando saem em liberdade condicional ou plena, pois são muitas as dificuldades enfrentadas para quem quer recomeçar de maneira digna e honesta. A ALL desenvolve projetos nesta área e necessita de apoio das igrejas para executar estes projetos. Conheça mais em www.luzdaliberdade.com .

    Existem crentes que também realizam o trabalho de capelania, mas de forma independente. Quais são as vantagens de se unir à CBC para a realização desse trabalho?
    A CBC possui respaldo de décadas de excelente serviço de assistência religiosa nas prisões do RJ. A Missionária Adenice Baptista deixou um legado de muita competência e resultados que somam hoje para o respeito que a Secretaria de Estado tem para com o trabalho da CBC. A Coordenação da SEAP apresenta a CBC como referência de Capelania Prisional e isto tem um grande peso de glória para o nosso Senhor Jesus. Além disto, o trabalho filiado à CBC é fortalecido porque somamos experiência, conhecimentos, oportunidades, enfim, alcançamos muito mais trabalhando juntos.

    Outro fato de grande importância é a escassez de obreiros qualificados; a CBC capacita e acompanha estes obreiros, e, quando a igreja trabalha sozinha, às vezes o trabalho cessa quando a pessoa que estava à frente por algum motivo se ausenta e a igreja não tem ninguém que substitua; com o trabalho em equipe temos sempre um obreiro pronto a assumir e dar continuidade à obra missionária.

    Oro ao Senhor da seara para que leve seu povo a contribuir com a vida para mudar a sorte de nossa cidade. Igrejas comprometidas com Cristo que não economizem em investir para o avanço deste trabalho, e não falo somente de oferta financeira, falo de unidade com O Cabeça, que é Cristo, e Seu corpo, a igreja.

    Quer saber mais sobre os projetos missionários da CBC? Acesse www.missoesrio.com.br