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  • O evangelho e o ciclo olímpico: oportunidades para a igreja

    O evangelho e o ciclo olímpico: oportunidades para a igreja

    Pr. Ulisses Souza Torres* 

    No dia 12 de agosto de 2012 encerraram-se as Olimpíadas em Londres e um termo passou a fazer parte do nosso dia a dia: o “Ciclo Olímpico”. Mas o que significa isso? O Ciclo Olímpico inicia-se no encerramento de uma Olimpíada e vai até a cerimônia de encerramento da próxima Olimpíada. Envolve, a preparação do país receptor do evento, a descoberta e qualificação de atletas, construção e melhoria das dependências para prática de diversas modalidades esportivas.

    A próxima Olimpíada ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro em 2016. E os evangélicos poderão ter grande participação em todo esse período de Ciclo Olímpico, servindo ao propósito de Deus nesta geração (At. 13.36a). A grande pergunta que surge é: Qual é a relação entre o evangelho e o Ciclo Olímpico? O voluntariado! Pessoas dispostas a dedicarem tempo em ações de serviço e evangelização em eventos esportivos.

    Paulo afirma em sua carta aos Efésios 2.10: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos”. Enquanto Igreja de Cristo, precisamos nos engajar nesse grande movimento e nos voluntariarmos para que a sociedade perceba o nosso desejo em servi-la. Como Pedro afirma em sua primeira carta, capítulo 4, verso 2: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas”.

    Enquanto servos de Jesus, a igreja brasileira precisa se preparar para poder compartilhar do amor de Jesus através do serviço. As igrejas podem se organizar, ensinando línguas estrangeiras para sua membresia e comunidades antes da realização do evento. Podem preparar suas estruturas para receberem missionários. Despertar e enviar líderes para capacitação em evangelização através dos ministérios esportivos. Nos dias de jogos, oferecer copos com água ou informações através de missionários preparados para tais funções.

    Teremos a oportunidade de evangelizar o mundo, sem sair do nosso país. No nosso bairro, poderemos evangelizar pessoas da Europa, da Ásia, da Oceania, da África e das Américas. Deus está dando uma grande oportunidade para nossa geração. Precisamos nos preparar para compartilhar do amor do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para aqueles “que aguardam com ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus” (Rom. 8.19).

    Eu quero participar de tudo que Deus está fazendo nesse Ciclo Olímpico, e você? Vamos buscar a capacitação da nossa igreja para participarmos desta ação divina em nosso país, cidade, bairro e igreja local. Estamos a disposição para auxiliar na capacitação e auxilio na estruturação deste ministério esportivo na sua igreja.
    Entre em contato conosco (evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br), vamos fazer parte desse time que vai mudar a história.

    *Coordenador de Missões e Evangelização da Convenção Batista Carioca

  • Igrejas plantando igrejas

    Igrejas plantando igrejas

    As igrejas do campo carioca estão se multiplicando e impactando outros estados. Na última semana, recebemos a visita do Pr. Wilson Rodrigues Lourinho Junior, da área de Estratégia Missionária da PIB de Vila Penha, para a apresentação do Pr. Luís Henrique Assis dos Santos, que seguirá para Campos Novos, em Santa Catarina.

    Pr. Luís está se filiando à OPBB-RJ e assumirá a Congregação Batista em Campos Novos, trabalho iniciado em 1987 pelo Pr. Nilton Antonio de Souza, atual diretor executivo da CBC, em parceria com a PIB da Vila da Penha. Esta frente missionária será organizada em igreja no dia 12 de dezembro deste ano.

    Campos Novos localiza-se a oeste da capital do estado. Sua população foi estimada em 2013 em 34.386 habitantes, sendo então o 40º mais populoso do estado. Cerca de 82,44% da população vive na zona urbana.

     

     

  • Conquistas missionárias

    Conquistas missionárias

    Os presídios e unidades socioeducativas experimentaram um grande momento de colheita nos últimos meses. Desde agosto, pelo menos 90 pessoas se converteram ou se reconciliaram com Cristo através do trabalho de capelania realizado por missionários da Convenção Batista Carioca (CBC).

    A equipe, formada por quatro missionários e vários voluntários oriundos de igrejas cariocas, realizam trabalhos constantes nas unidades, que vão desde os aconselhamentos às ações de assistência médica, psicológica, distribuição de materiais de higiene pessoal, entre outras.

    Uma das mais recentes conquistas dessa capelania foi a inauguração do Espaço Bíblico na biblioteca montada pela CBC no presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão. O acervo foi doado pela Sociedade Bíblica do Brasil, contando com vários exemplares das Bíblias de Estudo produzidas pela SBB e material acadêmico de pesquisa e estudo Bíblico. Ao todo, são 206 exemplares.
    Este projeto foi destaque no site da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária: http://www.rj.gov.br/web/seap/exibeconteudo?article-id=2551137 . Durante a inauguração, os internos encenaram uma peça teatral sobre a Bíblia Sagrada e a vida humana. Com este material, os internos alcançados pelo evangelho de Cristo nesta Unidade Penal certamente crescerão em conhecimento e graça, gerando frutos abençoadores para a glória do nosso Deus.

    Em Bangu, na unidade Jonas Lopes, missionários celebraram o batismo de seis internos. Já na unidade de internação feminina do Degase, Professor Antonio Carlos Gomes da Costa, mais um projeto missionário foi iniciado, alcançando 40 adolescentes.

    Somos gratos a Deus e a você por cada conquista. Sua contribuição, através do projeto PAM (Parceria na Ação Missionária), tem feito com que a igreja chegue a lugares onde a luz de Cristo precisa brilhar.

  • Os batistas e as olimpíadas

    Os batistas e as olimpíadas

    Para aproveitar a oportunidade de evangelização que se apresenta em virtude das Olimpíadas 2016, a Convenção Batista Carioca, através de seu departamento missionário (Missões Rio), já começou a firmar parcerias com igrejas e voluntários que desejam participar das grandes ações que irão alcançar atletas, torcedores e as comunidades do Rio de Janeiro.

    No próximo sábado, pastores e líderes batistas se reúnem para discutir sobre o papel de suas comunidades nesta força-tarefa. O encontro acontecerá na Primeira Igreja Batista da Barra da Tijuca, às 9h. No dia 12, no mesmo horário, o Pr. Ulisses Torres, coordenador de Missões da CBC, se encontra com líderes da Associação Batista Centro-Oeste, na Igreja Batista do Engenho Novo, para compartilhar um pouco das propostas de evangelização nas Olimpíadas e Paraolimpíadas.

    Além dos batistas, outras igrejas e organizações missionárias, incluindo internacionais, se apresentaram para somar forças no movimento de evangelização que acontecerá durante os jogos. São elas: Christians Skater (EUA), IMB (EUA), More Than Gold (EUA), Exército da Salvação, Coalizão Brasileira de Esportes, Atletas de Cristo, Conexão Voluntários em Campo, Igreja Sara Nossa Terra, Assembleia de Deus – Campo Jacarepaguá, Assembleia de Deus – Campo Vila Aliança, Rede Global de Artes (REGAR), Ministério Vida Relevante, Ministério Mestre na Bola, Atletas em Ação, RENAS-RIo, Mc.8.32, Operação Mobilização – OM, Ministério Novos Rumos, Capoeiristas de Cristo, AME Brazil, JOCUM. Esse movimento recebeu o nome de Braços Abertos (www.mba2016.com.br).

    Segundo o pastor Ulisses, a ideia é que as igrejas batistas do Rio atuem na hospedagem de missionários, capacitação de voluntários para a evangelização e discipulado e cadastro de intérpretes que auxiliarão equipes internacionais. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br .

  • A multiplicação de treinadores

    Quem não deseja ver o crescimento saudável de sua igreja? Não estamos nos referindo a números, mas aos processos de evangelização e discipulado que constroem bases seguras para o desenvolvimento do Reino. Essa foi a temática desenvolvida no Congresso Treinamento para Treinadores, que aconteceu nos dias 21 e 22 de agosto, na Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro.

    A programação foi realizada pelo Departamento de Missões da Convenção Batista Carioca (Missões Rio), em parceria com a International Mission Board (IMB), e contou com a participação de líderes de várias igrejas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Com uma abordagem prática e um discurso de quebra de paradigmas da evangelização, o chinês Ying Kai, pastor responsável pela estratégia de multiplicação que resultou em mais de 150 mil comunidades de fé em toda a Ásia (e atualmente presente em países das Américas), conduziu os presentes a manterem o foco no discipulado constante de futuros líderes, dando-lhes autonomia para liderarem seus frutos.

    Durante o evento, Pr. Ying Kai trabalhou alguns conceitos que são os pilares do seu trabalho. Um deles é a mudança da metodologia de abordagem que “pede autorização” do ouvinte para o compartilhar da Palavra de Deus. Segundo Kai, a pergunta “posso compartilhar o evangelho com você?” ou “posso lhe falar sobre Cristo?” deve ser evitada, embora a vontade do ouvinte deva ser respeitada. Sendo assim, o ideal é que, quem deseja evangelizar, trate a história de Cristo como continuidade da própria história. Mas isso não é tudo. Ele também abordou assuntos como alvos intencionais de evangelização, oração pela salvação de vidas, entre outros.

    Pr. Kai contou ainda alguns testemunhos de pessoas comuns que seguiram a mesma visão do TPT e puderam desfrutar de grandes resultados. Um deles foi um major do exército americano que em um ano havia batizado mais de 1200 pessoas e implantado cerca de 74 pequenos grupos na Costa do Marfim, enquanto esteve em missão pela embaixada dos EUA. “Ele me escreveu e pediu para que eu contasse sua história por onde eu passasse porque se ele, mesmo mantendo suas atividades, pôde fazer isso, qualquer um pode.”, afirmou o Pr. Kai.

    Foram dois dias intensos que deram um panorama da visão do TPT, mas todas as ações que pautam essa estratégia ministerial estão detalhadas no livro de sua autoria “TpT – Re-revolução do Discipulado”. “Existem apenas dois tipos de pessoas no mundo: os não salvos e os salvos. E queremos encorajar a todos que são autênticos servos de Cristo a fazerem discípulos, compartilhando o amor de Cristo às pessoas e ajudando-as a se tornarem discípulos do mestre. Precisamos treinar as pessoas ao nosso redor para que elas treinem suas pessoas de influência. Por isso o TPT é importante. Porque é uma forma simples de cumprir a Grande Comissão de Jesus Cristo em Mateus 28. 19-20. A minha oração é que todo brasileiro possa se tornar um autêntico discípulo do Mestre e faça mais discípulos, treinando-os para se multiplicarem”, explicou o Pr. Kai.

    Quem foi ao Congresso testemunhou da bênção de receber uma visão segura, biblicamente pautada e de fácil aplicação. Vanuir Torres, da IB do Barreiro em Belo Horizonte, veio de outro estado para conferir essa oportunidade de crescimento ministerial. “Tudo o que aprendemos foi bênção e nosso ministério foi muito enriquecido com a presença do Pr. Kai entre nós. Vale a pena conhecer porque seu ministério será muito abençoado. Nós agradecemos à Convenção Carioca pelo privilégio de ter participado aqui com os irmãos deste treinamento”.

    Um dos líderes representantes das igrejas do Rio foi o Pr. Eraldo Coelho Bernardo, da Igreja Batista Memorial em Manguinhos. Ele ressalta a simplicidade dessa metodologia focada no processo de formação de líderes. “Estamos sendo enriquecidos, confrontados. Estamos vendo que temos que ser simples, práticos… treinar pessoas para que elas possam treinar outras no ministério de ganhar vidas para o Senhor Jesus. É um privilégio estar participando e desejo participar de outros para saber cada vez mais como ganhar vidas para Jesus e instruir outros a fazerem o mesmo”.

    Yan, missionário de uma das últimas turmas apresentadas pela Junta de Missões Mundiais, ficou maravilhado com o que ouviu do Pr. Kai. Suas experiências foram combustível para o início de sua missão, que será evangelizar na Ásia. “Foi maravilhoso participar desse treinamento. A experiência dele… os resultados são simplesmente fantásticos. Sabemos que o Senhor está nos abençoando com essa oportunidade aqui e queremos dar continuidade àquilo que Deus tem realizado lá. Queremos ser os braços e a voz do Senhor aonde quer que ele nos mandar”.
    As expectativas para o crescimento do Reino na cidade do Rio de Janeiro também cresceram, segundo o Pr. Ulisses Torres, coordenador de Evangelismo e Missões da Convenção Batista Carioca. Essa vinda do Pr. Kai é um reforço para as ações missionárias que precisam ser desenvolvidas na capital. “Foi muito interessante. Ele veio falar da experiência dele e vimos na prática como é o movimento do discípulo que faz discípulos até culminar na plantação de novas igrejas. Tivemos a presença de muitos líderes e recebemos material para reproduzir essa metodologia no Rio e em outras cidades como Belo Horizonte. Vimos um movimento tão simples, mas que vai atender à necessidade de plantar igrejas em todo o país, mas especialmente no Rio”.

    O livro TPT – Re-revolução do discipulado pode ser adquirido através do Pr. Bruce Mcbee (missionário da IMB) pelos telefones 21-3649-2905 (fixo); 21-98118-2601 (Claro); 21-99119-1130 (Claro); 21-97285-4120 (Vivo); 21-98878-5880 (Oi); 21-98380-6801 (Tim); ou pelo e-mail mcbee@pobox.com

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  • Associações definem estratégias durante Olimpíadas

    O departamento de missões da Convenção Batista Carioca (Missões Rio) continua firmando parcerias para o alcance de vidas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o coordenador da área, Pr. Ulisses Torres, se reuniu com o presidente da Associação Centro-Oeste, Pr. Alexandre Nora Leite, para traçar ações que venham gerar o envolvimento das igrejas dessa região.

    O encontro aconteceu na sede da CBC. Durante a reunião foram levantadas questões sobre a capacitação das 18 igrejas da região para a evangelização, cooperação com voluntários dos Jogos e movimentos de oração.

    “Nós vamos ter a definição desse nosso plano de ação para que possamos atingir esse objetivo, que é o objetivo dos pastores da associação. Não tenho dúvidas de que, quando a gente evangeliza, isso já nos faz bem como crentes… faz bem à igreja. Na medida em que a gente cumpre o Ide, a gente, especialmente unidos, atinge o objetivo como um todo que é integrar pessoas ao corpo de Cristo”, afirmou o Pr. Alexandre.

    O presidente da Associação Centro-Oeste também comentou sobre o crescimento da visão missionária da Convenção Batista Carioca. “ A gente percebe este crescimento e este tem sido um dos pontos fortes vivificantes para as igrejas nos últimos anos e a gente agradece a Deus por isso”.

  • O grande problema de missões

    O grande problema de missões

    Pr. Sylvio Raphael Azevedo Macri*
    Antigamente nós tínhamos uma visão muito romântica da obra de missões. Era vista como uma atividade heróica, em que a pessoa partia para uma verdadeira aventura em terras estranhas, para pregar o evangelho a pessoas estranhas, que nunca o teriam ouvido e, muito provavelmente, mostrariam uma forte reação à Palavra de Deus. Os lugares para onde se enviava os missionários, mesmo que fossem cidades, geralmente eram de difícil acesso e sem recursos; ser missionário representava, antes de mais nada, renunciar ao convívio da família e ao conforto do lugar de origem.

    Este conceito mudou radicalmente. Hoje temos uma visão muito mais ampla da obra missionária. Compreendemos agora que ela não se faz somente nos sertões e nos países distantes, mas igualmente bem pertinho da porta da nossa casa. E não estamos falando aqui daquele conhecido argumento que diz que cada um de nós, os crentes, pode ser também um missionário. Referimo-nos a enviar missionários e sustentá-los para trabalhar na nossa própria cidade.

    Mesmo a nossa visão de missões mundiais ampliou-se grandemente, em virtude da globalização da economia, dos transportes e das comunicações; a viagem de avião para qualquer nação do mundo pode ser feita em menos de vinte e quatro horas, e a comunicação via satélite se dá em tempo real. Através do rádio, TV e Internet pode-se penetrar no país mais fechado do mundo. Atualmente, os batistas brasileiros estão fazendo missões em muitas nações no mundo.

    Também compreendemos que fazer missões não é só enviar missionários, mas, talvez até em muito maior proporção, sustentar obreiros da própria nação ou povo que queremos evangelizar. São os chamados missionários da terra ou autóctones, que têm muito mais facilidade para fazer a obra de missões que os estrangeiros, pois não precisam, como estes, gastar um longo tempo para aprender a língua e os costumes dos povos aos quais são enviados e para ganhar a sua confiança. E há mais uma vantagem: é muito mais fácil sustentar um missionário da terra do que um estrangeiro.

    Outra coisa que contribuiu para mudar a nossa visão missionária é que o mundo tornou-se urbanizado. O nosso próprio país tornou-se tão urbanizado que hoje, segundo a ONU (Folha de São Paulo – 26/2/2008), apenas 15% da população vivem nas áreas rurais. Há verdadeiras megalópoles espalhadas por todo o mundo, onde o tráfico de drogas, o crime organizado, a prostituição, os vícios, as falsas religiões já chegaram, e o evangelho ainda não chegou. Ou se chegou, a sua penetração é ainda insignificante. O grande campo missionário da atualidade são as grandes cidades.

    Mesmo nas grandes concentrações urbanas do Brasil, onde temos tantas igrejas, tornou-se necessário ter pessoas especialmente chamadas por Deus e sustentadas por nós para trabalhar naqueles lugares onde a maioria dos crentes não pode ir por falta de tempo, de oportunidade, de treinamento e de credenciamento ou de licença. São os hospitais, as cadeias, os portos, as casas de internação de viciados, as de internação de menores, os pontos turísticos, as universidades. Há também as atividades arriscadas, como o trabalho nas favelas e com os moradores de rua.

    Realizar missões nessa nossa “aldeia global” é um privilégio e uma responsabilidade sem precedentes, porque, se por um lado o progresso facilitou o acesso a todos os pontos do planeta Terra, assim permitindo que a mensagem do evangelho penetrasse em qualquer lugar, mesmo nos mais fechados, por outro lado, esta oportunidade sem igual precisa ser urgentemente aproveitada, antes que termine a nossa geração, antes que outros milhões de pessoas morram sem ouvir falar de Jesus. Deus deu à nossa geração o que não deu às anteriores: a oportunidade de cumprir o “Ide” de Jesus numa dimensão jamais vista. Está nas nossas mãos fazê-lo, as condições estão dadas.

    Entretanto, é mais fácil para Deus mover a roda da História, como tem feito, criando tantas oportunidades para Missões, do que mover o coração duro dos crentes que não se abre para essa obra. Sim, porque essa é uma questão não só da vontade de Deus, mas também da vontade do homem. O Senhor é soberano, mas espera a nossa participação voluntária na obra, pois este é o seu plano: que homens e mulheres sejam suas testemunhas também onde moram, que se engajem, indo diretamente aos campos ou contribuindo para o sustento dos que vão, e que orem para que a obra dê resultados.

    Portanto, o grande problema da obra missionária neste mundo sem fronteiras não são as barreiras raciais, culturais ou políticas, mas a falta de recursos humanos, financeiros e espirituais. Precisamos de mais gente para ir aos campos, precisamos de mais gente participando financeiramente, precisamos de mais gente orando.

    Recentemente apurou-se que o valor médio ofertado por ano para a obra missionária pelos evangélicos brasileiros era menor que o valor de uma Coca-Cola. Isto mesmo: todo o dinheiro dado para Missões pelos crentes brasileiros dividido pelo número total desses crentes, dá menos que o preço de uma latinha de Coca-Cola por ano. Não nos enganemos, irmãos, todos nós haveremos de comparecer perante o tribunal de Cristo e prestar contas da nossa omissão nesta hora, neste mundo de tantas oportunidades. Que nenhum dos que me lêem seja achado culpado naquele dia!

    *pastor da Igreja Batista Central de Oswaldo Cruz

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

  • Convenção carioca prepara seu time

    Convenção carioca prepara seu time

    O clima é de elaboração de estratégias, ajustes… treinamento. À medida que se aproximam os Jogos Olímpicos, grupos evangélicos buscam aprofundar o conhecimento de métodos que utilizam a linguagem esportiva como forma de conduzir pessoas a Cristo.

    A oportunidade de evangelização é única. Durante os jogos, espera-se cerca de 400 mil estrangeiros, de acordo com a Embratur. A grande concentração estará nos bairros cariocas de Copacabana, Deodoro, Maracanã e Barra. No entanto, há uma expectativa de que pelo menos 380 mil turistas visitem outras cidades brasileiras.

    A Convenção Batista Carioca (CBC) acompanha de perto o movimento esportivo e as oportunidades que se formam. Por isso, mantém uma abordagem atualizada através de um grupo de missionários especializados em linguagem esportiva. O nível de capacitação desse grupo, bem como suas conexões com outras organizações esportivas, é fundamental nesse momento, como explica o coordenador dessa equipe, Pr. Ulisses Torres, que na última semana levou sua equipe a mais uma etapa de capacitação no Centro de Formação para Líderes da América Latina (Ceflal):

    “O Ceflal hoje é o principal meio de treinamento e capacitação para ministérios esportivos na igreja. É um curso totalmente relevante para a CBC, para seus missionários e voluntários, porque é um treinamento mais completo, que nos ensina a aplicar essa linguagem esportiva de forma que o evangelho seja pregado para atletas de alto rendimento, amadores ou participantes de atividades recreativas. Ensina a usar essa estratégia como ferramenta de evangelização e discipulado. Hoje, para alguém ser missionário esportivo da CBC, um dos pré-requisitos é ter feito o Ceflal também.”

    Jean Márcio da Silva Coelho, membro da Comunidade Batista Vida, é um dos voluntários de capelania esportiva da Convenção Batista Carioca. O projeto onde atua, no Morro de São João, no bairro do Engenho Novo, Rio de Janeiro, alcança cerca de 80 crianças. Elas se reúnem duas vezes por semana para a prática de atividades esportivas e recreativas, momento quando recebem lições sobre princípios bíblicos e cidadania.

    A ligação entre Jean e a linguagem esportiva vem de berço. Filho de atleta e morador de comunidade carente, aprendeu sobre disciplina, senso de solidariedade e cidadania praticando atividades esportivas. Foi campeão amador de boxe, é faixa preta em boxe tailandês e tem formação como técnico de futebol. Tanto conhecimento hoje vem sendo utilizado para transformar realidades, formar os cidadãos do futuro.

    “Quando entreguei minha vida para Jesus, eu sabia que de alguma forma tinha que utilizar tudo isso como ferramenta não só de ressocialização, mas também de aproximação de crianças a Deus. É maravilhoso poder ver o brilho das crianças, olhá-las nos olhos e de alguma maneira tentar criar um relacionamento com eles, saber da verdade deles, das suas necessidades e tentar ajudar no seu desenvolvimento social, emocional, apoiando, estando perto, discipulando… fazendo como Cristo fez”.

    Outro beneficiado com a visão de capacitação da CBC é o missionário Antonio Paulo de Oliveira. Ele, que também é pastor, há seis anos trabalha com projetos ligados à capoeira. Apesar do tempo dedicado ao esporte, só agora conheceu a visão do Ceflal. “Estou me sentindo ricamente abençoado porque o Ceflal veio para coroar as experiências que tínhamos vivido e agora tenho o lado mais teórico da coisa. Esse curso veio para nos deixar em condições de nos fortalecermos, formar parceiros, focando nos nossos objetivos. Creio, inclusive, que todo cristão, independente de ministério, deveria participar porque é uma capacitação para a vida”.

    Carolina Bossois, também missionária esportiva da CBC em cinco projetos que atendem crianças, adolescentes e idosos, já conhecia o curso, mas decidiu refazê-lo para se atualizar e manter relacionamento com pessoas que possuem a mesma vocação ministerial. “O que mais contribuiu ao ministério foi verificar como os missionários e voluntários podem trabalhar juntos, na mesma visão, levantando líderes para a utilização da estratégia do esporte na pregação do evangelho. Foi o tempo de conhecer novas pessoas, fazer contatos e se relacionar com outros projetos. Tenho certeza que isso nos ajudará a exercer melhor nosso trabalho”.

    Braços Abertos

    Assim como a Convenção Batista Carioca, a Coalizão Brasileira de Esportes, responsável pela realização do Ceflal, faz parte do grupo que está se unindo para a realização de ações conjuntas durante os Jogos Olímpicos. Além de grandes organizações missionárias nacionais e internacionais, esse movimento, denominado Braços Abertos, convoca igrejas interessadas em aproveitar essa oportunidade.

    “Sabemos que as olimpíadas são o encontro das nações. A gente crê que a igreja brasileira tem a possibilidade de não só servir às nações, mas apresentar o evangelho a povos fechados ao cristianismo. Por outro lado, a igreja local pode aproveitar esse momento para apresentar o evangelho em suas comunidades locais, utilizando o esporte”, explica Abel Pereira dos Santos, facilitador da Coalizão Brasileira de Esportes na região sudeste.

    O momento é este! Se você deseja aprofundar seus conhecimentos em linguagem esportiva para a evangelização e discipulado, ou até mesmo implantar um ministério esportivo em sua igreja, entre em contato através do e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br ou, se estiver fora da cidade do Rio de Janeiro, escreva para info@cbesudeste.com.br.

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    » Visite o site do departamento de Missões da Convenção Batista Carioca – www.missoesrio.com.br

  • Saindo da zona de conforto

    Saindo da zona de conforto

    Por Pr. Eraldo Coelho Bernardo

    O pastor e seu filho adolescente saíam costumeiramente aos domingos à tarde para visitar de casa em casa. Em um domingo que prometia chover o pastor disse ao filho que naquela tarde ele não iria. O filho lhe disse: pai, eu vou então sozinho.

    Chegando a uma determinada casa, tocou a campainha, e aguardou. Tocou pela segunda vez, pela terceira, pela quarta, então, veio ao portão uma senhora e quis saber o que ele queria. Ele então disse: “Eu vim aqui à sua casa para lhe dizer que Deus a ama. Que Ele enviou ao mundo o Seu filho Jesus Cristo para salvá-la, para lhe dar o perdão de todos os seus pecados e que Ele recebe a senhora como está. Jesus lhe dá razão para viver se O aceitar em seu coração”. Entregou-lhe um folheto que continha o endereço de sua igreja e os horários de cultos e foi embora.

    No domingo seguinte, no culto matutino, aquela senhora foi à igreja e assentou-se no primeiro banco. Pediu ao pastor para dar um breve testemunho. Mesmo sem conhecê-la, ele assentiu, e passou-lhe o microfone, ela, então, disse o seguinte: “No domingo passado, na parte da tarde, eu estava em casa preparando-me para suicidar-me com uma corda, quando ouvi a campainha tocar uma, duas, três, quatro vezes. Então, face à insistência de quem estava à porta, fui atender e, apontando para o filho do pastor, disse: ele, como um anjo de Deus, me falou que Deus me amava e que Jesus Cristo perdoaria todos os meus pecados e que havia esperança para mim. Naquele momento quando que ele se despediu de mim, entrei e compreendi que Deus o havia mandado a minha casa naquela hora. Entreguei meu coração a Jesus e desisti de dar cabo à minha vida”.

    Amados, esta história verídica é também a história de muitas outras pessoas que foram salvas, porque alguém, em nome de Deus, chegou na hora certa para desviá-las de propósitos malignos.

    Tenho tido a alegria de sair aos domingos à tarde com grupos da igreja que pastoreio para fazer o que esse pastor e filho faziam. As experiências têm sido muito gratificantes, voltamos radiantes por saber que quando nos sacrificamos um pouco, saindo de nossa zona de conforto, vidas ouvem de um Jesus, filho de Deus, que veio para nos ajudar e salvar e são salvas e libertas.

    Creio que o que temos que fazer Deus não fará. Nosso Mestre disse que precisaríamos “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura”. Essa é tarefa minha e sua. Podemos visitar uma pessoa ou uma família, não só no domingo à tarde, mas nos demais dias da semana, quando uma história de salvação como essa poderá se repetir.

    Crendo que a solução está em Jesus Cristo e que o que devemos fazer Deus não fará.

     
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