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  • Intolerância religiosa

    Intolerância religiosa

    Casos de intolerância religiosa estão se tornando cada vez mais comum no Rio de Janeiro. No último sábado, uma muçulmana afirmou ter sido agredida duas vezes em Copacabana, enquanto distribuía folhetos com mensagens a favor da paz e respeito religioso.

    Tatiana Galvão, bióloga, teria sido hostilizada por um francês, que jogou o folheto em seu rosto, enquanto xingava e ameaçava. Ela contou ainda que, mais tarde, recebeu tapas de outro homem durante a entrega do mesmo folheto.

    O vice-presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI), Ali Hussein Taha, se reuniu com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para tratar dos casos de discriminação e intimidação de muçulmanos no Brasil. Segundo Taha, a mídia tem um forte papel na estigmatização do muçulmano como terrorista.

    “Na realidade somos brasileiros, somos quase 1,5 milhão e meio de brasileiros muçulmanos no território nacional há várias gerações. Somos brasileiros acima disso e a religião não pode tratar nem mais nem menos os brasileiros e foi essa a questão que viemos tratar aqui com o ministro”, disse Taha.

    Para o ministro Moraes, é inadmissível que todos os muçulmanos sejam confundidos com terroristas. Ele acrescentou que ministérios e as autoridades federais trocarão informações com entidades muçulmanas para o combate ao preconceito.

  • Congresso de Educação Religiosa

    Congresso de Educação Religiosa

    A Associação de Educadores Religiosos Batistas Cariocas realiza, no dia 20 de fevereiro, o 6° Congresso de Educação Cristã. O evento, destinado a professores e líderes da área de ensino religioso abordará o tema “Educação Cristã na Construção de uma Teologia Prática”.

    O congresso contará com a participação dos preletores Pr. Eli Fernandes, falando sobre a “Educação Cristã e a Teologia Pragmática” e o Pr. Wellison Magalhães, que abordará “A relevância do ensino cristão para a transformação de vidas”. Para ampliar a abordagem, serão realizadas oficinas com os seguintes temas:

    Igreja na EBD – Como é possível? (E.R. Eliete Celestino)
    Métodos para o ensino infantil – (Cátia Pires)
    Jovens fortes para uma geração desafiadora (líderes de juniores, adolescentes e jovens) – Thiago Pires
    Programa de Educação Cristã para escolas seculares – E.R. Rúbia Cunto
    Como organizar um Ministério com famílias eficaz – Pr. Nataniel Sabino
    Pequenos Grupos Multiplicadores – Pr. Eli Fernandes

    Para participar do 6° Congresso de Educação Cristã, basta preencher o formulário de inscrição disponível na página do evento e efetuar depósito em conta, no valor de 30 reais (até 30 de janeiro, após R$35), utilizando os seguintes dados: Bradesco – AG 1125-8 / CC: 1683-7 – CBC . Em seguida, envie o comprovante de depósito bancário, com duas opções de oficinas para educadores@batistacarioca.com.br . O valor  cobrirá os custos com o material utilizado nas oficinas. O almoço não está incluso. A cada 4 inscritos no mesmo depósito, a quinta inscrição será gratuita.

  • RJ terá conselho de enfrentamento à intolerância religiosa

    RJ terá conselho de enfrentamento à intolerância religiosa

    Até o final deste ano, o estado do Rio de Janeiro terá um conselho de enfrentamento à intolerância religiosa. O comunicado foi feito na segunda-feira, pela secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Cristina Consentino, em meio a posse de novos integrantes do Grupo de Trabalho de Enfrentamento à Intolerância e Discriminação Religiosa.

    O grupo ganhou mais 44 membros, passando a representar 22 credos religiosos, além de ateus, agnósticos, representantes do poder público. “O conselho será criado por decreto e vai existir independente de secretário A ou B gostar ou não do tema”, declarou Consentino. “Além disso, será um órgão deliberativo. Então, as políticas públicas vão emanar de fato da sociedade civil, dos movimentos que estão na rua, que sentem diariamente o que é o preconceito, a intolerância religiosa”.

    Sobre a ampliação do grupo, o superintendente Cláudio Nascimento afirmou que havia uma necessidade de ampliar o grupo para a entrada de novos segmentos. Anteriormente, muitos participavam apenas como convidados, mas agora passam a ser titulares.

    Com atuação de pelo menos três anos, o grupo concluiu no ano passado o Plano Estadual de Enfrentamento à Intolerância Religiosa. Segundo Nascimento, a proposta será implementada a partir deste ano. “São metas de ações de curto, médio e longo prazos, para enfrentar a intolerância religiosa em diferentes áreas. O grupo vai acompanhar a implantação pelo governo do estado, e verificar se estão sendo seguidas todas as etapas, em um trabalho de controle social”.

    De acordo com o governo federal, a cada três dias surge uma denúncia de intolerância religiosa no país. A maioria feita por pessoas de religiões de matriz africana (35%). Em segundo lugar estão os evangélicos (27%). No Rio de Janeiro, 80% das denúncias estão relacionadas à intolerância contra religiões africanas.

    Para denunciar casos de intolerância religiosa no RJ, a população deve entrar em contato através do número 21 2334-9550, de 9h às 18h, de segunda a sexta-feira.

  • Ensino religioso em escolas

    Ensino religioso em escolas

    Uma discussão sobre a laicidade do Estado e o ensino religioso em escolas públicas tomou conta da agenda do Supremo Tribunal Federal nessa segunda-feira. Uma ação movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) considera inconstitucional o ensino confessional e abriu espaço para a participação de setores da sociedade.

    Foram ouvidas pelo relator da PGR Luís Roberto Barroso, 31 instituições religiosas, de educação, direitos humanos e pesquisa. Houve outras participações, mas enviadas por escrito.
    O presidente da Convenção Batista Brasileira, pr. Vanderlei Marins, defendeu a suspensão do ensino religioso. Segundo ele, este ensino deve estar “na esfera da religião” e o Estado deverá se posicionar de maneira mais clara. “Iniciar alguém em determinada religião é tarefa da família ou da igreja”, pontuou o presidente.

    A ação de inconstitucionalidade do ensino confessional foi proposta em 2010 por Deborah Duprat, então vice-procuradora geral da República. Ela defendia que a rede pública de ensino deveria manter aulas de religião não-confessionais, ou seja,  sem que houvesse tomada de partido por parte dos educadores, exigindo assim a neutralidade das religiões. Segundo Duprat, as aulas devem ser centradas nos aspectos históricos para que o Estado esteja livre de influências provenientes do campo religioso.

    O atual ensino de religião está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e em acordo do Brasil com a Santa Sé, firmado em 2010. Ambos os termos falam de ensino facultativo e múltiplas confissões religiosas.

    O tema ainda não tem data para julgamento. Enquanto isso, fica a sensação de que o modelo confessional é o que ocorre na prática, mas de maneira desproporcional. Thiago Viana, representante da Liga Humanista Secular do Brasil, provocou: “O modelo confessional é na prática o que ocorre. E faço uma pergunta para quem defende isso: satanismo e a religião da maconha vão poder ser ensinados?”.