Autor: Administrador

  • Congresso Summit 2015

    Congresso Summit 2015

    Por todo o mundo, líderes tem se deparado com o imenso desafio de crescer, mas sair da zona de conforto e alcançar novos patamares não é fácil. Por isso a Igreja Batista do Recreio realiza, nos dias 22 a 25 de outubro, o Global Leadership Summit.

    O Global Leadership Summit existe para encorajar líderes a encontrar sua Grande Visão, um propósito maior que fará com que a organização chegue ao topo e conquiste resultados que antes pareciam intangíveis. Participarão como preletores convidados Harvey Carey, da Faith Covenant Church, em Detroit (EUA); e o pastor Tércio Ribeiro, da Primeira Igreja Batista de Maceió, AL.

    Participe do Global Leadership Summit na Igreja do Recreio. Inscreva toda a sua equipe de liderança e encontre sua Grande Visão. Garanta já a sua vaga pelo site https://willowcreek.org.br/eventos/summit-no-rio-de-janeiro-rj/ ou ligue para a Igreja do Recreio: 3434-1200. Há descontos especiais para grupos.

  • Para que existe uma Associação Batista?

    Para que existe uma Associação Batista?

    Pastor Oswaldo Luiz Gomes Jacob

    Esta é uma pergunta pertinente à luz das enormes necessidades individuais e coletivas de uma Igreja batista e do mundo sem Cristo. Associação significa junção, união, conjugação de esforços, relacionamento, sociedade, comunidade, conexão, reunião, ligação, etc. Podemos afirmar que a Associação Batista é a ponta de baixo e a Convenção Batista Brasileira é a de cima. Ela existe para glorificar a Deus por meio do serviço aos seus associados. As igrejas que formam a associação estão empenhadas em sua unidade e serviço. Buscam conjugar os esforços para solução de problemas que envolvem as igrejas e são possíveis de resolução. Seu caráter é de unidade. Ela pode agir em várias áreas. À medida que ela se compromete a realizar o trabalho do Senhor com eficácia e prazer, as igrejas têm contentamento em contribuir. A associação sobrevive de contribuições das igrejas associadas. Estas têm prazer em participar financeiramente à medida que constata que os recursos estão sendo muito bem gestados. É a participação de todos no esforço de cada um. Ela precisa ter metas, estratégias e acompanhamento. Representar muito bem as igrejas. Interpretar de forma eficiente a alma das associadas e empreender atividades pertinentes – inspirativas e desafiadoras.

    A conexão entre as Igrejas forma uma associação visionária e proativa. São muitos os empreendimentos nos quais ela pode se envolver de forma profunda. Há muitas necessidades como trabalho com crianças (colônia de férias); com idosos (Congressos); jovens e adolescentes (Conferências, acampamentos e voluntariado); com os dependentes químicos (centro de recuperação); com os vocacionados (seminário); com os mendigos (albergue); treinamento de liderança; fortalecimento da EBD; congressos missionários (consciência missionária). Tudo isso a partir de uma percepção integral do homem. É o exercício da Missão Integral muito bem ensinada por Jesus nos evangelhos. Por isso, ela deve desenvolver ações comunitárias que atendam às necessidades da população da região. As igrejas, por outro lado, são participativas no Plano Cooperativo, tão importante para a expansão do Reino de Deus. Cada igreja contribuindo com a Associação e com a Convenção estadual. Há compromisso no sustento da obra batista. A cooperação é o segredo para que o trabalho dos batistas seja cada vez mais eficaz e eficiente. As igrejas batistas não podem ser ilhas, mas vivendo em cooperação formam um continente. Paulo ensina que “somos cooperadores de Deus, e dele somos lavoura e edifício” (1 Co 3.9). Juntos somos muito mais fortes. Em Cristo Jesus somos “mais que vencedores” (Rm 8.37). Não há crise que barre ou trave a impetuosidade de um povo unido a Cristo Jesus, no Seu amor e na Sua graça.

    A associação deve promover, em parceria com a ordem dos pastores, política de sustento padrão para todas as igrejas, tendo o mínimo digno de um homem de Deus. As igrejas precisam ter a contrapartida de seus investimentos: Treinamento, excursões, bolsas de estudo, verba para que seus executivos façam cursos de atualização, criação de um fundo de ação social para atender pessoas de dentro e de fora das igrejas que a compõem, etc. A associação deve ser uma consultora das igrejas. Também, um elo entre a Convenção Batista Brasileira, Convenção Batista Carioca e as igrejas locais. Deve ser uma fomentadora de visões, criatividade, excelência… Além de ser serva das igrejas, a associação tem um ministério de encorajá-las. Seus executivos visitam as comunidades batistas para colocar desafios de oração, ações evangelísticas, projetos educacionais e missionários. Eles são motivadores das comunidades batistas.

    A associação tem a benção de fortalecer as igrejas pequenas, bem como uma participação, mesmo que tímida, no sustento pastoral. Ela estimula as igrejas a tratarem com amor pastores e diáconos – os seus oficiais. As igrejas são informadas acerca dos investimentos feitos pela associação. Há sempre transparência no uso dos recursos financeiros. As igrejas são encorajadas a contribuírem com amor para que os investimentos sejam feitos tendo como objetivo a expansão do trabalho batista na região e no mundo. A expansão missionária a partir da região é a grande meta a ser atingida. Um trabalho caracterizado pela oração, comunhão e entusiasmo revela o espírito de uma associação batista. Esta não se conforma com o status quo. É inovadora, catalisadora e invasora como sal e luz. Seus dirigentes são homens e mulheres comprometidos com a mensagem da cruz. Ela é uma organização comprometida com a excelência no receber e no investir. Cada dia busca alternativas para servir melhor as igrejas. É uma referência de integridade. Busca a expansão do evangelho de Cristo, a edificação do povo batista e, acima de tudo, a glória do nosso Grande Deus.

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

  • Celebrando 59 anos

    Celebrando 59 anos

    A Igreja Batista da Gávea está comemorando seus 59 anos. É um momento importante para o pastor e seus membros, que aguardam a visita de todos!

    A celebração acontece no próximo sábado, dia 19, às 19h30. O culto de gratidão a Deus pelo aniversário da igreja conta com a participação do Pr. Walmir Vieira,  diretor do Colégio Batista e pastor da Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro; e do grupo musical Essência.

    Para os que desejarem fazer uma visita à igreja, segue o endereço: Rua José de Macedo Soares, 34 – Gávea (junto à Praça Santos Dumont).

  • Tempo de capacitação

    Tempo de capacitação

    A despeito do trabalho realizado pelas instituições de ensino teológico, há um consenso sobre a necessidade de capacitação prática e continuada a pastores que iniciam suas jornadas ministeriais. Por isso, no último sábado (12), a Convenção Batista Carioca realizou o Congresso Beginners (principiantes). O evento, realizado na Igreja Batista do Catete, contou com a presença de cerca de 50 pastores. O foco da programação foi levar aos líderes a experiência de quem soube semear com sabedoria e humildade e que, por isso, hoje colhe os frutos de um ministério abençoado por Deus.

    Participaram como palestrantes os pastores João Luiz de Sá Melo (PIB de Vila da Penha), Josué Campanhã (Presidente da Sepal e Coordenador do projeto Envisionar), Eraldo Sena Campos (IB do Catete), Valdeci Pereira (Igreja Batista no Dona Marta) e Luciano Brito Garcia.

    Abrindo o Congresso Beginners, o Pr. João Melo, que também é vice-presidente da Convenção Batista Carioca, compartilhou suas experiências ministeriais, abordando os momentos de dificuldade e deixando aos presentes princípios para o início da caminhada. “Pastorear é amar pessoas que você não conhece”, declarou o pastor, que destacou ainda que esse amor passa por aqueles que te odeiam e que dificultam seu ministério.

    Pr. João mostrou ainda a importância de se começar um ministério com cautela, sem a afobação típica de iniciante “porque a gente vai acelerado, mas no início do ministério você tem que enfrentar as adaptações da família ao seu ministério e da igreja à sua forma de pastorear. No início, um grupo pode te odiar de graça ao tempo em que outro grupo te ama, e ainda há os indecisos”. O pastor falou também sobre a importância de ser o exemplo de vida cristã para a igreja, de valorização da família e de saber se distanciar dos problemas nos momentos certos para que estes não afetem a vida pessoal.

    Na sequência, as características de um líder-servo foram destaques na palestra do pastor Josué Campanhã. Autor de vários livros sobre liderança e presidente da Sepal, uma organização focada em capacitação de líderes, ele mencionou que muitos líderes não tiveram a oportunidade de aprender que liderar é, na verdade, servir. Pr. Josué revela também que é preciso tomar cuidado com os “símbolos de poder” no ministério, tais como a simbologia do púlpito, a vaga exclusiva na garagem da igreja e outros que fazem com que a função pastoral ganhe tom de status. “Jesus se humilhou a ponto de se submeter à missão. O servo não usa o que faz para se gloriar. O foco de sua vida é ser útil para a comunidade”, declarou.

    Sobre a perspectiva que o Congresso Beginners trouxe aos pastores e a necessidade de mudanças na visão de liderança, o Pr. Josué afirmou: “Dentro desse desafio da igreja brasileira, hoje precisamos, em primeiro lugar, fazer discípulos e torna-los líderes segundo o padrão de Jesus, que é o padrão da bacia e da toalha, que é servir para que a igreja não apenas cresça numericamente, mas em profundidade. Em suas raízes e estrutura de relacionamento entre as pessoas e com Deus”.

    O Pr. Eraldo, presidente da Igreja Batista do Catete há 37 anos, e Pr. Valdeci, pastor da Igreja Batista Dona Marta – uma comunidade carente do Rio de Janeiro, também deram testemunho de suas jornadas ministeriais. O primeiro mencionou as dificuldades de construção de um templo em um centro urbano, a criação de hábitos saudáveis e o respeito às diferentes visões dos membros. Já o segundo falou sobre os desafios de tornar sua igreja relevante para uma comunidade em fase de mudanças sociais. Uma igreja sem muitos recursos financeiros, mas plena e conectada socialmente.

    Por último, mas não menos importante, o Pr. Luciano Garcia falou sobre os direitos e obrigações legais que permeiam o universo eclesiástico brasileiro. Esclareceu dúvidas sobre os aspectos contábeis e patrimoniais, as tributações e a remuneração pastoral.

    O Beginners é uma realização importante para o campo carioca. Sua concepção é explicada pelo diretor-geral da CBC, Pr. Nilton Antonio de Souza: “Alguém já disse que entre o passado – onde estão as nossas recordações – e o futuro – onde estão as nossas esperanças – existe o presente – onde estão as nossas responsabilidades. Então nós queremos que o obreiro que está começando priorize pelo menos quatros ‘Cs’: priorize o seu Caráter, seu Coração, cuide bem de sua Competência e da Combinação, que nós chamamos de relacionamento”. Segundo ele, o desejo da CBC é que seus obreiros comecem e terminem bem com suas famílias, ministérios e, sobretudo, com Deus.

    Agradecimentos
    Para Flávio Pereira, pastor-presidente da IB de Abolição, o Beginners é a concretização de um sonho. “Como pastor jovem, sempre tive a necessidade e busquei em outros lugares a possibilidade de capacitação. Agora, com a Convenção Batista Carioca oferecendo esse curso a pastores novos do nosso campo, com a presença também do pastor Josué Campanhã, que é uma referência na área, foi tudo de bom. Quero convidar a todos que não estiveram nesta edição a estarem conosco no próximo porque é tempo de capacitação”.

    Emilson Nunes, pastor na PIB no Caju, afirmou que o congresso superou suas expectativas. “Eu vim com uma expectativa e esse evento ultrapassou! O que estou aprendendo aqui, mais sobre o servir, é uma coisa que também tenho trabalhado com a igreja local. Tem sido muito bom ouvir os testemunhos dos pastores, conhecer seus ministérios e ver o que Deus tem feito na vida deles. Quero agradecer à Convenção Batista Carioca por esse convite”.

    Beginners em imagens

  • Os batistas e as olimpíadas

    Os batistas e as olimpíadas

    Para aproveitar a oportunidade de evangelização que se apresenta em virtude das Olimpíadas 2016, a Convenção Batista Carioca, através de seu departamento missionário (Missões Rio), já começou a firmar parcerias com igrejas e voluntários que desejam participar das grandes ações que irão alcançar atletas, torcedores e as comunidades do Rio de Janeiro.

    No próximo sábado, pastores e líderes batistas se reúnem para discutir sobre o papel de suas comunidades nesta força-tarefa. O encontro acontecerá na Primeira Igreja Batista da Barra da Tijuca, às 9h. No dia 12, no mesmo horário, o Pr. Ulisses Torres, coordenador de Missões da CBC, se encontra com líderes da Associação Batista Centro-Oeste, na Igreja Batista do Engenho Novo, para compartilhar um pouco das propostas de evangelização nas Olimpíadas e Paraolimpíadas.

    Além dos batistas, outras igrejas e organizações missionárias, incluindo internacionais, se apresentaram para somar forças no movimento de evangelização que acontecerá durante os jogos. São elas: Christians Skater (EUA), IMB (EUA), More Than Gold (EUA), Exército da Salvação, Coalizão Brasileira de Esportes, Atletas de Cristo, Conexão Voluntários em Campo, Igreja Sara Nossa Terra, Assembleia de Deus – Campo Jacarepaguá, Assembleia de Deus – Campo Vila Aliança, Rede Global de Artes (REGAR), Ministério Vida Relevante, Ministério Mestre na Bola, Atletas em Ação, RENAS-RIo, Mc.8.32, Operação Mobilização – OM, Ministério Novos Rumos, Capoeiristas de Cristo, AME Brazil, JOCUM. Esse movimento recebeu o nome de Braços Abertos (www.mba2016.com.br).

    Segundo o pastor Ulisses, a ideia é que as igrejas batistas do Rio atuem na hospedagem de missionários, capacitação de voluntários para a evangelização e discipulado e cadastro de intérpretes que auxiliarão equipes internacionais. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br .

  • Proteção à criança e ao adolescente

    Proteção à criança e ao adolescente

    O departamento de Ação Social da Convenção Batista Brasileira realiza, nos dias 11 e 12 de setembro, um encontro de Capacitação de Política de Proteção À Criança e ao Adolescente. O evento é destinado a líderes de crianças e adolescentes em igrejas e organizações batistas.

    A programação acontece no Auditório da CBB e conta com a participação da coordenadora do PEPE Internacional Terezinha Candieiro. As vagas são limitadas e o valor da taxa de inscrição é R$20.

    Para mais informações e inscrições, entre em contato pelo e-mail acaosocialcbb@batistas.com ou pelo telefone (21) 2157-5562.

  • Para falar do Evangelho e vivê-lo hoje – parte 1

    Para falar do Evangelho e vivê-lo hoje – parte 1

    Pastor José Carlos Torres

    Hoje e em mais quatro breves reflexões vou conversar com vocês sobre alguns assuntos que avalio como de fundamental importância para a formação de cada um de nós, como servos de Cristo, e para contribuir na restauração da relevância da pregação cristã. Nesta primeira reflexão, tomo como referência o texto de Paulo, no capítulo 12 da carta aos Romanos, versos 1 e 2:
    “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que possais experimentar qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

    Começo destacando dois grandes males que muito prejudicam a vida da igreja e, assim, dos cristãos deste nosso tempo: a defasagem e a imprecisão linguísticas, e a indefinição conceitual.
    Para enfrentar a realidade da defasagem e da imprecisão linguísticas que geram a obsolescência do discurso cristão hoje e dificultam sua compreensão, não basta tentar traduzir a Bíblia para a linguagem de hoje. É necessário, também, livrar-nos da pesada carga cultural de conceitos que não servem à boa comunicação do evangelho e, até mesmo, se constituem em duros empecilhos para o entendimento de algumas verdades bíblicas muitíssimo importantes para a compreensão dos ensinos de Jesus e a consequente prática dos mesmos. Vejamos dois exemplos disso.

    O primeiro, estampado na ênfase que ainda se faz na mudança de coração que o crente deve experimentar, sem qualquer consideração à compreensão da fisiologia humana que hoje temos e das funções que coração e cérebro desempenham em nossos corpos e em toda a nossa vida. Hoje, sabe-se sobejamente que coração não pensa, não sente, não é sede de atitudes, não tem vontade, não é sede da memória e não pensa. Se assim é, como mudar o coração, de tal maneira que uma vida seja transformada?

    Vidas não são transformadas mudando corações, mas mudando mentes (isso é coisa que se dá no nosso cérebro), isto é, pensamentos, atitudes e comportamentos, e estes, não por mimetismo ou por imitação, mas pela expressão do que verdadeiramente se é como pessoa.

    Só há uma forma de mudar o coração de uma pessoa, e esta acontece através de um transplante, resultante de uma cirurgia, e isso não leva a mudar a sua vida. O transplantado continua a ser a pessoa que era antes, sem maiores transformações que os benefícios e limitações que alcançam a todos os que passam por este tipo de cirurgia.

    Hoje, sabe-se que as grandes mudanças que ocorrem na vida de qualquer ser humano, em qualquer lugar do mundo, dão-se através da mudança da sua mente e dos pensamentos centrais e seminais que a ela dão forma. Foi esta compreensão que levou o apóstolo a dizer, em Romanos 12:2, aqui numa tradução livre: “Busquem todos vocês a transformação das suas mentes, para que vocês possam discernir e experimentar vivencialmente toda a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

    Em tese, o apóstolo propõe que permitamos que o Espírito Santo (e aí está o que somente o Espírito pode fazer) vá formando em nós uma nova mentalidade, “a mente de Cristo”, como Paulo a chama, e extirpando de nós tudo aquilo que, da nossa mente formada segundo os padrões do nosso mundo e sua cultura, não se harmoniza com o evangelho e nos impede de ser e viver como cristãos genuínos, e nos conduz a viver segundo a mente formada pelo mundo, isto é, pela cultura da sociedade em que vivemos.

    É na mente, onde se dá a grande batalha entre evangelho e cultura, entre a vontade de Deus e o pecado, Esta compreensão nos leva também a um novo entendimento do caminho que o salmista propõe a si mesmo para viver segundo a vontade de Deus, dizendo: “Escondi a tua palavra em minha mente, para eu não pecar contra ti, ó Deus.” É na mente do novo convertido que se decide se Jesus é o Senhor da sua vida, ou se o mundo e sua cultura continuam reinando sobre ele.

    Por isso, é urgente e vital a compreensão desta realidade e com ela, a construção de novas formulações conceituais (especialmente na área da antropologia teológica) e, simultaneamente, uma nova proposta de educação cristã afinada com esta realidade e com as exigências deste novo tempo que estamos vivendo.

    O segundo exemplo de defasagem e imprecisão linguísticas está no inapropriado, equivocado e prejudicial uso da imagem do templo como identificador da igreja, mas este será o nosso assunto na segunda reflexão desta série, a ser postada na próxima semana.

    Continua…

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

     

  • A filosofia e a existência de Deus

    A filosofia e a existência de Deus

    Foi defendendo a existência de Deus que Francisco de Assis Mariano foi aprovado no curso de mestrado em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba. “Argumento Moral a favor da Existência de Deus” foi o tema escolhido por ele.

    Assis, como é conhecido pelos amigos, havia feito a seguinte declaração em seu perfil no Facebook: “Vou defender a existência de Deus, usando a moralidade humana objetiva como evidência, através das ferramentas da filosofia analítica (Lógica, Informação e Linguística)”.

    Ele, que é cristão, afirmou que a tese foi baseada na fé e que a filosofia não é contrária À existência de Deus. Segundo ele, há uma rica interação entre o conhecimento filosófico e Deus. A falsa fama da filosofia que vai contra o pensamento da existência do Criador tem a ver com a forma como os filósofos vinham sendo educados, numa época onde só se poderia estudar assuntos que pudessem ser verificados pela ciência.

    “Se Deus não existe, valores e deveres morais objetivos não existem”; “Valores e deveres morais objetivos existem”; “Deus existe”. Estes foram os três pontos que fundamentaram a tese de Assis. Ele afirma ainda que a defesa pela existência de Deus no meio filosófico não é novidade em outros países, mas que, no Brasil, esta separação (filosofia/Deus) ainda é marcante, especialmente nas universidades públicas.

  • Autoridade sem autoritarismo

    Autoridade sem autoritarismo

    Sob a perspectiva bíblica, autoridade delegada por Deus é exercida com humildade para o bem dos liderados

     

    Hernandes Dias Lopes*

    Eric Fromm disse que há dois tipos de autoridade: a imposta e a adquirida. Autoridade imposta é autoritarismo. A verdadeira autoridade é adquirida; conquistada pelo exemplo e não pela força. A autoridade é legítima, natural e agradável; o autoritarismo é imposto, é ameaçador, produz tensão e medo. O autoritarismo é o modelo de liderança autocrática e despótica. Nesse estilo de liderança o povo tem medo, vive sob pressão, pois o líder se sente dono do povo e não servo do povo. A liderança bíblica, porém, coloca a pirâmide em ordem invertida. O reino de Cristo é um reino de ponta-cabeça. Ser grande é ser pequeno; ser senhor é ser servo; ser o maior é ser servo de todos. A igreja de Deus só tem uma cabeça, Jesus Cristo, e sua liderança foi timbrada pelo serviço. Não há espaço para caudilhos na igreja de Deus. Liderança cristã não é exercida segundo o modelo do mundo, mas segundo o exemplo de Cristo. Jesus disse que o estilo de liderança do mundo é inspirado na autoridade imposta: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade (Mc 10.42). Porém, a autoridade na igreja deve ser diametralmente oposta: Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser ser o primeiro entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos (Mc 10.43,44). Jesus arremata o assunto, dando seu testemunho pessoal: Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10.45).

    Há uma crise de autoridade no mundo, desde o cimo da pirâmide até sua base. Desde os governantes até os governados. A crise mais aguda que presenciamos é a de integridade. Há líderes fortes em influência, mas fracos em ética. Têm muito poder nas mãos, mas nenhuma consistência moral. Líderes que se servem do povo em vez de servi-lo. Líderes que se abastecem do poder em vez de usá-lo para promover o bem dos liderados. Essa caricatura de autoridade está se aninhando também dentro dasigrejas. Há líderes que têm muito poder e pouco compromisso com a ética cristã. Governam o povo com rigor desmesurado e assentam-se na cadeira dos privilégios, esquecendo-se que o maior de todos os líderes, Jesus Cristo, não veio para ser servido, mas para servir. Sob a perspectiva bíblica, autoridade delegada por Deus é exercida com humildade para o bem dos liderados. No reino de Deus, o conceito de autoridade muda profundamente. Maior é o que serve. Aquele que quiser ser o maior de todos deve servir a todos. Isso não significa confusão ou anarquia. Não significa que o líder vai deixar de lado suas prerrogativas e suas funções. Significa que, ao usar a bacia e a toalha como símbolos de sua autoridade, vai impactar seus liderados não pela força, mas pelo exemplo.

    Identificando e enfrentando os conflitos
    A liderança lida com tensões. É impossível governar bem sem a habilidade de administrar conflitos. Normalmente, os conflitos acontecem quando os líderes ou os liderados exorbitam de suas funções. Na liderança da igreja, os conflitos aparecem quando o pastor tenta governar a igreja sem ouvir os seus presbíteros e diáconos e também quando não tem clareza para onde caminha, deixando o povo confuso. O pastor precisa ter uma visão clara e deve comunicá-la com precisão. Necessita ter a humildade de receber contribuição e estar disposto a aperfeiçoar seu projeto quando alguém lhe apresenta uma ideia melhor. Vivemos hoje uma tendência para o culto à personalidade. Há pastores que querem ser tratados na igreja como astros de cinema. Buscam os holofotes e se colocam acima do rebanho. Querem ser servidos em vez de servir. Querem o bônus do ministério e não o ônus. Tratam a igreja como uma empresa familiar, cujo fim último é o lucro. Outro conflito muito comum na liderança da igreja é a síndrome do dono de igreja. Há líderes que se posicionam como Diótrefes, o homem que se sentia ameaçado com toda pessoa nova que chegava à igreja. Em vez de ser um facilitador, era um estorvo (3 Jo 1.9,10). A igreja não é do pastor nem dos presbíteros. A igreja é de Deus. Precisamos liderá-la com habilidade vinda de Deus, com a humildade de Cristo e no poder do Espírito Santo. Na igreja de Corinto, havia quatro grupos: Uns se diziam de Paulo, outros de Pedro, outros ainda de Apolo e outros de Cristo. Paulo coloca o machado da verdade na raiz dessa insensata tendência, perguntando: Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento (1Co 3.5-7). Na igreja de Deus, todos nós somos nivelados no mesmo patamar. Somos todos servos. Na igreja de Deus não há chefes, caudilhos, donos. O único dono da igreja é o Senhor Jesus. Aquele que comprou a igreja tem cicatrizes nas mãos. O líder precisa ser uma pessoa humilde. Por ser um servo de Deus, não se melindra com as críticas nem depende dos elogios para fazer a obra. O líder cristão tem coragem de pedir desculpas quando erra, tem a humildade de aprender com a experiência dos outros e tem a disposição de valorizar mais os outros do que a si mesmo. A igreja não pode ser uma feira de vaidades – e há muitos conflitos oriundos de vaidade pessoal. A igreja não pode ser uma passarela onde os líderes expõem sua mania de grandeza. O Senhor da igreja cingiu-se com uma toalha e lavou os pés dos discípulos numa bacia. A humildade é o pórtico da honra. Um líder nunca é tão grande como quando se cobre com as vestes da humildade.

    Tenho pregado em mais de 800 igrejas no Brasil, de diferentes denominações. Tenho conversado com centenas de líderes e tenho ouvido os lamentos de muitos liderados. Quando entabulo esses dados, chego às seguintes conclusões. A primeira é que há muitos líderes não convertidos no ministério. Há pastores que pregam o evangelho ao povo, mas nunca foram transformados por esse evangelho. Tornaram-se profissionais da religião. Alguns até ocupam postos de destaque na denominação e aprendem todos os cacoetes da religiosidade, mas jamais experimentaram o toque regenerador do Espírito Santo. Jesus tinha no seu seleto grupo de 12 apóstolos, um que apenas mantinha as aparências. Judas Iscariotes gozava o privilégio de ser o tesoureiro do grupo. Saiu, certamente, muitas vezes para falar das boas-novas de salvação para outras pessoas. Viu e ouviu as coisas mais extraordinárias saindo dos lábios de Jesus. Estava acostumado com o sagrado, mas era um ladrão. Os filhos de Eli eram sacerdotes, mas eram adúlteros e filhos de Belial. Esse é um risco solene: pregar as boas-novas de salvação aos perdidos e ainda ser um perdido. Segunda conclusão: há muitos líderes não vocacionados no ministério. O apóstolo Paulo testemunhou para os presbíteros de Éfeso que recebeu o seu ministério do Senhor Jesus (At 20.24). John Jowett, em seu livro O pregador, sua vida e sua obra, disse que muita gente confunde o que é vocação. Em virtude de não ter conseguido uma vaga na universidade para fazer Medicina, Direito ou Engenharia, chega à brilhante conclusão de que está sendo chamado para o ministério. Até alegam: todas as portas estavam fechadas, então vi aberta a porta do ministério. Vocação é o contrário disso: o indivíduo vê todas as portas abertas, mas só enxerga a porta do ministério. Vocação é como algemas invisíveis. O chamado de Deus é irresistível. Terceira: há muitos líderes preguiçosos na obra.

    Há muita gente que está na liderança, mas não sua a camisa. Gente que dorme em berço esplêndido. Gente que está à frente da igreja para se locupletar, em vez de pastorear o rebanho. Gente que busca os favores e não os labores. Liderança é serviço. O líder cristão é servo.O pregador, por exemplo, é chamado para pregar a Palavra, para se afadigar no estudo da Palavra. Não podemos nos alimentar de leite magro e destilar alimento sólido no púlpito. Não podemos abastecer o povo com o Pão do céu com o vazio da nossa mente e a frouxidão dos nossos braços. Quarta conclusão: há muitos líderes doentes emocionalmente no ministério. Há líderes que deveriam estar sendo tratados e que estão cuidando do povo. O pastor precisa cuidar de si mesmo e, só depois, apascentar o rebanho (At 20.28). O líder precisa cuidar de si mesmo para não repetir os mesmos erros que reprova na vida do povo. O líder precisa viver de forma coerente. Precisa cuidar de si mesmo para não se tornar uma pedra de tropeço para o povo. Se a vida do líder é a vida de sua liderança, os pecados do líder são os mestres do pecado. Os pecados do líder são mais graves, mais hipócritas e mais danosos do que os pecados das demais pessoas. Mais graves porque o líder peca, tendo contra si um maior conhecimento; mais hipócritas, porque o líder combate o pecado em público e, às vezes, o pratica em secreto; mais danosos, porque quando o líder tropeça, mais gente é atingida. Quinta conclusão: há muitos líderes confusos doutrinariamente. Um líder precisa ter convicção acerca do que crê, ensina e vive. Há líderes que mudam de posição doutrinária a cada congresso que participam. Há outros que mudam o rumo na ação pastoral a cada proposta que escutam. Se os próprios líderes estão confusos, quanto mais os liderados! Sexta conclusão: há líderes que alimentam o povo com a palha das tradições humanas, em vez de dar-lhes o trigo da verdade. Colocam fardos e mais fardos sobre o povo, preceitos e mais preceitos. Tornam a vida cristã um peso insuportável, quando Jesus veio para dar alívio. Sétima conclusão: há líderes que olham a igreja como um grande negócio. Abrem igrejas como se abrem franquias. O propósito não é a salvação dos perdidos, mas a arrecadação de gordas somas. Fazem do ministério um comércio e desengavetam as indulgências da Idade Média, mercadejando a Palavra de Deus. Finalmente, há líderes vivendo em pecado no ministério. Gente que já perdeu o temor de Deus, que tem a consciência cauterizada. Só vão parar quando forem flagrados. Como o sumo sacerdote Josué, estão no altar, mas com vestes sujas (Zc 3.1-3).

    Regras de boa convivência

    O relacionamento humano precisa ser pautado por princípios mais do que por regras. Esses princípios são:

    1) Fidelidade com responsabilidade. Não podemos trabalhar juntos sem acordo. Não podemos ser um time, se jogamos contra o patrimônio. Não logramos êxito se não confiamos uns nos outros. A integridade e a confiança mútua são a argamassa da boa convivência. Paulo denuncia, no final de sua vida, o abandono de Demas (2Tm 4.10) e a traição de Alexandre, o latoeiro (2Tm 4.14). A classe pastoral, infelizmente, é pouco unida. Há desconfiança. Por isso, muitos líderes lidam com a multidão, mas vivem na solidão. Cuidam dos outros, mas não são cuidados. Têm medo de abrir o coração, com o propósito de serem mentoreados, porque já sofreram decepções. Os líderes de uma igreja são diferentes uns dos outros, mas precisam trabalhar a unidade na diversidade. Eles não estão competindo, mas cooperando uns com os outros. A igreja é o espelho da sua liderança. Líderes que semeiam a desconfiança colhem conflitos na comunidade.

    2) Exercício da verdade em amor. A verdade sem amor torna-se dura como o granito; porém, o amor sem a verdade tem consistência gelatinosa. Muitos líderes deixam pequenos problemas tornarem-se problemas gigantescos, porque lhes falta a habilidade de confrontar na hora certa, a pessoa certa, com a dosagem certa. Vivemos hoje, tristemente, a realidade da busca do carisma sem o caráter, da performance sem a ética, de resultados sem a integridade. A igreja evangélica brasileira, em muitos redutos, rendeu-se ao pragmatismo filosófico. Está interessada naquilo que funciona e não na verdade. Busca resultados e não integridade. Está atrás daquilo que dá certo e não do que é certo.

    3) Honra com prestação de contas. Precisamos honrar as pessoas que trabalham conosco. Precisamos valorizá-las pessoalmente e também em público. Isso não significa elogiar quando se deveria confrontar. O confronto deve ser reservado, mas o elogio deve ser em público. Os líderes resolvem suas tensões de forma discreta, mas proclamam seu apreço de forma pública. Um líder cristão precisa ter uma vida íntegra e transparente. Precisa prestar contas de suas ações. Cresce o número de pastores e líderes que enriquecem às custas do evangelho. Fazem da igreja uma empresa, do evangelho um produto, do púlpito um balcão, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores. O fim último é o lucro. Esses líderes não aceitam confronto nem prestam contas à comunidade. Colocam-se acima da ética.

    4) Respeito à individualidade. Embora sejamos um corpo, temos diferentes membros. Embora trabalhemos juntos na mesma causa, com o mesmo propósito, somos diferentes em personalidade, temperamento e dons. A diversidade não destrói a unidade, antes é sua multifária beleza. Os líderes que abafam as outras lideranças, e colocam-se em um pedestal, estão na contramão da liderança bíblica. Um verdadeiro líder é aquele que descobre novos líderes e investe neles. Não faz uma carreira-solo, mas forma uma orquestra e comanda com sua batuta esses valorosos instrumentos. Moisés treinou Josué. Elias treinou Eliseu. Paulo treinou Timóteo. Jesus deixou 12 homens para levar o evangelho até os confins da terra. Nós precisamos seguir essa mesma esteira.

    5) Disposição de abrir mão das próprias ideias para abraçar ideias melhores. Não somos infalíveis. Não temos a última palavra. Muito embora tenhamos sonhos e projetos, precisamos estar abertos a olhar para a vida na perspectiva do outro. Devemos desistir dos nossos sonhos para abraçar novos projetos, se estes são melhores do que os nossos sonhos. Não podemos negociar o inegociável. Porém, precisamos ter coragem de mudar os métodos. Sabedoria é escolher os melhores processos para alcançarmos os melhores resultados. Precisamos ser fiéis e também relevantes.

    Quando ceder e quando enfrentar
    Liderança é a arte de negociar. Um líder é um articulador, alguém que tem a capacidade de lidar com polos opostos e costurar alianças. Um líder é um influenciador: transforma conflitos em reuniões de fraternidade e crises em oportunidades. Uma coisa que o líder não pode negociar é a verdade. É ledo engano cair nas teias do pragmatismo. O líder cristão não subscreve a ética de que os fins justificam os meios. Ele trabalha com valores absolutos, com princípios absolutos, com a Palavra absoluta de Deus. Hoje, há muitos líderes sacrificando a convicção no altar da conveniência. Gente que abandona sua fé para alcançar os favores imediatos do lucro. Gente que prefere os aplausos do mundo em vez da aprovação de Deus. Sou pastor há 30 anos. Já lidei com tensões na liderança, porém, sempre com respeito às pessoas e sensibilidade à visão dos demais líderes. Pela graça de Deus, sempre olhei para meus líderes como meus grandes amigos. Sempre procurei honrá-los. Mesmo quando tinha discordâncias pessoais, jamais permiti que essas diferenças fizessem sombras no relacionamento interpessoal. Ninguém perde em ser humilde. Quando nos humilhamos, Deus nos exalta. Quando honramos a Deus e valorizamos as pessoas que trabalham conosco, a obra fica mais leve e o trabalho alcança resultados mais promissores.

    O que não quero fazer é tentar manipular as pessoas (…) Quero usar a autoridade genuína a fim de fazer germinar nas pessoas o desejo pelas coisas mais nobres.
    *Diretor executivo da LPC Comunicações, escritor e doutor em Ministério pelo Reformed Theological Seminary, de Mississippi (EUA).

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

    Artigo extraído da revista Administração Eclesiástica.

  • Fé no Clima

    Fé no Clima

    Líderes de 12 comunidades religiosas assinaram na terça-feira (25), no Rio de Janeiro, a Declaração Fé no Clima. O documento manifesta o consenso sobre as mudanças climáticas e pretende ser uma contribuição do segmento religioso brasileiro à 21ª Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), que acontecerá no dia 30 de novembro, em Paris.

    A declaração foi resultado do Encontro Internacional Fé no Clima, promovido pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER), em parceria com a organização Gestão de Interesse Público. A abordagem central do documento é que as mudanças climáticas não podem ser um tema apropriado no campo político e econômico, mas devem tornar evidente a preocupação com questões ambientais, de justiça e igualdade social. Isso não pode ser esquecido entre os países reunidos no COP21. “Muitas vezes, isso vira uma discussão sobre quem emite mais e os mecanismos de pagamento por emissão. Não se deve perder de vista esse aspecto fundamental, que é a preocupação voltada para os ecossistemas e as pessoas mais vulneráveis”, destacou a antropóloga Maria Rita Villela, pesquisadora do Iser e coordenadora do encontro.

    O documento será enviado à presidente Dilma Rousseff e aos ministros do Meio Ambiente e das Relações Exteriores. Outra sugestão levantada é que a declaração seja enviada ao papa Francisco. A ideia é que esta reflexão seja vista como um desdobramento da proposta papal Laudato Si – Sobre o Cuidado da Casa Comum, além das entidades de meio ambiente dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro.

    Segundo os líderes religiosos, o governo brasileiro precisa ser mais ambicioso no tocante À redução de emissão de gases de efeito estufa. Essa redução deve ser compatível com a necessidade de limitar o aumento da temperatura global a 2°C até 2100.

    Os vários segmentos religiosos representados assumiram o compromisso de levar o debate sobre mudança climática às suas comunidades a ponto de fomentar a transformação de estilos de vida a partir da reflexão da relação da humanidade com os outros seres da criação divina.