Autor: Administrador

  • Convenção carioca prepara seu time

    Convenção carioca prepara seu time

    O clima é de elaboração de estratégias, ajustes… treinamento. À medida que se aproximam os Jogos Olímpicos, grupos evangélicos buscam aprofundar o conhecimento de métodos que utilizam a linguagem esportiva como forma de conduzir pessoas a Cristo.

    A oportunidade de evangelização é única. Durante os jogos, espera-se cerca de 400 mil estrangeiros, de acordo com a Embratur. A grande concentração estará nos bairros cariocas de Copacabana, Deodoro, Maracanã e Barra. No entanto, há uma expectativa de que pelo menos 380 mil turistas visitem outras cidades brasileiras.

    A Convenção Batista Carioca (CBC) acompanha de perto o movimento esportivo e as oportunidades que se formam. Por isso, mantém uma abordagem atualizada através de um grupo de missionários especializados em linguagem esportiva. O nível de capacitação desse grupo, bem como suas conexões com outras organizações esportivas, é fundamental nesse momento, como explica o coordenador dessa equipe, Pr. Ulisses Torres, que na última semana levou sua equipe a mais uma etapa de capacitação no Centro de Formação para Líderes da América Latina (Ceflal):

    “O Ceflal hoje é o principal meio de treinamento e capacitação para ministérios esportivos na igreja. É um curso totalmente relevante para a CBC, para seus missionários e voluntários, porque é um treinamento mais completo, que nos ensina a aplicar essa linguagem esportiva de forma que o evangelho seja pregado para atletas de alto rendimento, amadores ou participantes de atividades recreativas. Ensina a usar essa estratégia como ferramenta de evangelização e discipulado. Hoje, para alguém ser missionário esportivo da CBC, um dos pré-requisitos é ter feito o Ceflal também.”

    Jean Márcio da Silva Coelho, membro da Comunidade Batista Vida, é um dos voluntários de capelania esportiva da Convenção Batista Carioca. O projeto onde atua, no Morro de São João, no bairro do Engenho Novo, Rio de Janeiro, alcança cerca de 80 crianças. Elas se reúnem duas vezes por semana para a prática de atividades esportivas e recreativas, momento quando recebem lições sobre princípios bíblicos e cidadania.

    A ligação entre Jean e a linguagem esportiva vem de berço. Filho de atleta e morador de comunidade carente, aprendeu sobre disciplina, senso de solidariedade e cidadania praticando atividades esportivas. Foi campeão amador de boxe, é faixa preta em boxe tailandês e tem formação como técnico de futebol. Tanto conhecimento hoje vem sendo utilizado para transformar realidades, formar os cidadãos do futuro.

    “Quando entreguei minha vida para Jesus, eu sabia que de alguma forma tinha que utilizar tudo isso como ferramenta não só de ressocialização, mas também de aproximação de crianças a Deus. É maravilhoso poder ver o brilho das crianças, olhá-las nos olhos e de alguma maneira tentar criar um relacionamento com eles, saber da verdade deles, das suas necessidades e tentar ajudar no seu desenvolvimento social, emocional, apoiando, estando perto, discipulando… fazendo como Cristo fez”.

    Outro beneficiado com a visão de capacitação da CBC é o missionário Antonio Paulo de Oliveira. Ele, que também é pastor, há seis anos trabalha com projetos ligados à capoeira. Apesar do tempo dedicado ao esporte, só agora conheceu a visão do Ceflal. “Estou me sentindo ricamente abençoado porque o Ceflal veio para coroar as experiências que tínhamos vivido e agora tenho o lado mais teórico da coisa. Esse curso veio para nos deixar em condições de nos fortalecermos, formar parceiros, focando nos nossos objetivos. Creio, inclusive, que todo cristão, independente de ministério, deveria participar porque é uma capacitação para a vida”.

    Carolina Bossois, também missionária esportiva da CBC em cinco projetos que atendem crianças, adolescentes e idosos, já conhecia o curso, mas decidiu refazê-lo para se atualizar e manter relacionamento com pessoas que possuem a mesma vocação ministerial. “O que mais contribuiu ao ministério foi verificar como os missionários e voluntários podem trabalhar juntos, na mesma visão, levantando líderes para a utilização da estratégia do esporte na pregação do evangelho. Foi o tempo de conhecer novas pessoas, fazer contatos e se relacionar com outros projetos. Tenho certeza que isso nos ajudará a exercer melhor nosso trabalho”.

    Braços Abertos

    Assim como a Convenção Batista Carioca, a Coalizão Brasileira de Esportes, responsável pela realização do Ceflal, faz parte do grupo que está se unindo para a realização de ações conjuntas durante os Jogos Olímpicos. Além de grandes organizações missionárias nacionais e internacionais, esse movimento, denominado Braços Abertos, convoca igrejas interessadas em aproveitar essa oportunidade.

    “Sabemos que as olimpíadas são o encontro das nações. A gente crê que a igreja brasileira tem a possibilidade de não só servir às nações, mas apresentar o evangelho a povos fechados ao cristianismo. Por outro lado, a igreja local pode aproveitar esse momento para apresentar o evangelho em suas comunidades locais, utilizando o esporte”, explica Abel Pereira dos Santos, facilitador da Coalizão Brasileira de Esportes na região sudeste.

    O momento é este! Se você deseja aprofundar seus conhecimentos em linguagem esportiva para a evangelização e discipulado, ou até mesmo implantar um ministério esportivo em sua igreja, entre em contato através do e-mail evangelismoemissoes@batistacarioca.com.br ou, se estiver fora da cidade do Rio de Janeiro, escreva para info@cbesudeste.com.br.

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    » Visite o site do departamento de Missões da Convenção Batista Carioca – www.missoesrio.com.br

  • Ritmo da evangelização tende a diminuir

    Ritmo da evangelização tende a diminuir

    Um aumento de mais 3,9 bilhões de pessoas até 2100 pode reduzir o ritmo da evangelização mundial, segundo análise do Centro para o Estudo de Cristianismo Global (CECG), do Seminário Teológico Gordon Conwell (EUA). Os dados da pesquisa foram extraídos da projeção de crescimento populacional feita pela Organização das Nações Unidades (ONU).

    Segundo o seminário, ao longo de dois mil anos o evangelho alcançou 70% da população mundial. Historicamente, o ápice aconteceu no século 20, com 45,7% das pessoas conhecedoras da mensagem de Cristo, culminando em 1999, com mais de 70% de alcance.

    Este crescimento deve-se, em parte, à quantidade de organizações missionárias nas últimas décadas. Em 2015, são mais de 5.100 agências com fins de propagação do evangelho. Outro fator foi o alcance do continente africano, que levou várias tribos a conhecerem Cristo, ainda que nem todas tenham se convertido.

    Mas esse boom evangelístico, de acordo com o estudo da Gordon Conwell, teve uma queda. Agora, por conta do crescimento populacional, esse percentual deve aumentar apenas dois pontos, resultando em 72%. Essa mudança do ritmo da evangelização também está relacionada ao crescimento de outras religiões e à necessidade dos cristãos em formar os que se converteram, focando o trabalho no discipulado.

    Nos últimos anos, o evangelho compete com a ideologia islâmica. Segundo análise do CECG , se compararmos a faixa etária jovem no cristianismo e islamismo, a taxa de crescimento no contexto islâmico já supera em sete pontos percentuais. A taxa de natalidade entre os muçulmanos também é maior, chegando a 3,1 filhos contra 2,7 (de acordo com a Christianity Today). Se nada mudar, em 2050 o islamismo poderá ter mais adeptos que o cristianismo.

     

     

  • Saindo da zona de conforto

    Saindo da zona de conforto

    Por Pr. Eraldo Coelho Bernardo

    O pastor e seu filho adolescente saíam costumeiramente aos domingos à tarde para visitar de casa em casa. Em um domingo que prometia chover o pastor disse ao filho que naquela tarde ele não iria. O filho lhe disse: pai, eu vou então sozinho.

    Chegando a uma determinada casa, tocou a campainha, e aguardou. Tocou pela segunda vez, pela terceira, pela quarta, então, veio ao portão uma senhora e quis saber o que ele queria. Ele então disse: “Eu vim aqui à sua casa para lhe dizer que Deus a ama. Que Ele enviou ao mundo o Seu filho Jesus Cristo para salvá-la, para lhe dar o perdão de todos os seus pecados e que Ele recebe a senhora como está. Jesus lhe dá razão para viver se O aceitar em seu coração”. Entregou-lhe um folheto que continha o endereço de sua igreja e os horários de cultos e foi embora.

    No domingo seguinte, no culto matutino, aquela senhora foi à igreja e assentou-se no primeiro banco. Pediu ao pastor para dar um breve testemunho. Mesmo sem conhecê-la, ele assentiu, e passou-lhe o microfone, ela, então, disse o seguinte: “No domingo passado, na parte da tarde, eu estava em casa preparando-me para suicidar-me com uma corda, quando ouvi a campainha tocar uma, duas, três, quatro vezes. Então, face à insistência de quem estava à porta, fui atender e, apontando para o filho do pastor, disse: ele, como um anjo de Deus, me falou que Deus me amava e que Jesus Cristo perdoaria todos os meus pecados e que havia esperança para mim. Naquele momento quando que ele se despediu de mim, entrei e compreendi que Deus o havia mandado a minha casa naquela hora. Entreguei meu coração a Jesus e desisti de dar cabo à minha vida”.

    Amados, esta história verídica é também a história de muitas outras pessoas que foram salvas, porque alguém, em nome de Deus, chegou na hora certa para desviá-las de propósitos malignos.

    Tenho tido a alegria de sair aos domingos à tarde com grupos da igreja que pastoreio para fazer o que esse pastor e filho faziam. As experiências têm sido muito gratificantes, voltamos radiantes por saber que quando nos sacrificamos um pouco, saindo de nossa zona de conforto, vidas ouvem de um Jesus, filho de Deus, que veio para nos ajudar e salvar e são salvas e libertas.

    Creio que o que temos que fazer Deus não fará. Nosso Mestre disse que precisaríamos “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura”. Essa é tarefa minha e sua. Podemos visitar uma pessoa ou uma família, não só no domingo à tarde, mas nos demais dias da semana, quando uma história de salvação como essa poderá se repetir.

    Crendo que a solução está em Jesus Cristo e que o que devemos fazer Deus não fará.

     
    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

     

     

  • O justiceiro e o pacificador

    O justiceiro e o pacificador

    Por Mateus Lopes*

    Pensei em uma frase dita pelo talentoso professor Henrique Araújo. Quando pregava numa igreja para jovens, em um congresso, ele dizia:

    – Não tratem as pessoas como elas merecem. Trate-as como elas precisam ser tratadas. Se ela te “fechou” no trânsito, não revide “fechando” ela. Se alguém te maltratou, não maltrate este alguém. Lembre-se de que as pessoas que ainda nos tratam conforme não merecíamos ser tratados, precisam de algo muito maior, a saber: Graça de Jesus.

    Esta frase, de imediato, me insuflou a ler certa vez um artigo mitológico que trata de um herói chamado Xing Tian, cuja fama andava de boca em boca entre todas as populações. Empunhando um machado na mão esquerda e um escudo na mão direita, ele corria por todo o mundo atacando os poderosos na defesa dos fracos e necessitados. Era um homem corajoso e justiceiro, vindo gradualmente a ganhar o respeito e o apoio de todos os habitantes.

    O universo era, então, controlado por um gênio celestial egoísta e preguiçoso que levava uma vida de prazeres incontroláveis, sem se preocupar minimamente com a vida do povo. Acontecia que, frequentes vezes, ele não mandava chover durante meses seguidos e as árvores e plantas murchavam de secas; outras vezes, resolvia mandar chover a cântaros, meses sem fim, provocando enchentes que submergiam e arrastavam árvores e casas. A vida da população de então era uma miséria e ninguém tinha quaisquer garantias de um previsível futuro.

    Um dia, muito indignado com o que estava acontecendo, Xing Tian foi ter com o gênio e disse-lhe:

    – Tu realmente és um gênio malfazejo! O povo sofre muito sob o teu domínio. Se não queres fazer por bem, por que não dás o teu lugar a quem de vontade?

    O cruel gênio que, claro, não tinha quaisquer intensões de renunciar ao seu domínio, dando-lhe um riso amarelo respondeu-lhe:

    – Faço aquilo que me aprouver. O melhor é não te meteres nos negócios alheios, caso contrário, faço você saber quem sou eu!

    A arbitrariedade e a arrogância do gênio provocaram a cólera do herói justiceiro que reagiu instantaneamente, brandindo o seu machado, querendo-lhe cortar a cabeça. Vendo isto, o gênio celestial ficou apavorado e fugiu apressadamente rumo a oeste. Contudo, o herói precipitou-se ao seu alcance, perseguindo-o de perto até que, ao chegarem ao sopé das montanhas de Kunlun, Xing Tian morreu de cansaço.

    À luz desta história mitológica, fica bem compreensível entender que há uma distinção entre promover a paz e fazer justiça. O que vemos por aí, nos dias de hoje mesmo e não nos dias de ontem, são tragédias acontecendo que poderiam muito bem serem evitadas. O mais cômico deste episódio atual é que até observando pelo lado da perspectiva bíblica, cristãos estão se preocupando em serem mais justiceiros do que pacificadores.

    Discutimos por causa governo atual, xinga-se e destrói-se moralmente a figura do árbitro que prejudicou simplesmente seu time no jogo, discutimos por muitas causas. De tanto destas coisas que defendemos, queremos ser justiceiros em vez de agirmos oferecendo a outra face, pacificando as tensões social, econômica, racial e de gênero em altas por aí.

    Deveríamos nos unir juntos pela paz. A paz de Deus que excede todo entendimento necessita estar dentro de nós para que nosso diálogo seja ele teórico ou prático, contra ou a favor, nos leve a uma reação pacífica para que desta forma possamos evitar muitos dissabores, minimizar muitas guerras, e encerrar com os debates que não nos levam a lugar nenhum, somente à beira de um ataque de nervos.

    A pacificação é algo que é visto em nossa vida como um todo. Nossos vocábulos não podem mais continuar os mesmos, portanto, tire de sua boca palavras como: matar, ferir, prejudicar e etc. Também nossos comportamentos não podem ser os mesmos, tire de você atitudes como: revidar, tirar satisfação, olho por olho ou dente por dente, pois se levamos a sério nosso compromisso com a bendita Palavra de Deus, devemos mais do que nunca obedecer o conselho de Jesus ao pé da letra: “Eu porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, vota-lhe também a outra”. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

    Tudo pode muito bem ser evitado, portanto somos convidados a confrontar todos os problemas não pela nossa perspectiva de justiça, mas pela perspectiva divina. Xing Tian morreu de cansaço de tanto perseguir com razão o gênio celestial. Talvez estamos perseguindo de igual maneira nossos “gênios celestiais”, atuais em busca da ordem e da justiça, e talvez temos os melhores argumentos, razões e soluções, porém podemos correr o risco de morrer de cansaço, ao ver que nosso esforço não valeu a pena e não nos levou a nenhum lugar. Podemos fazer a diferença, podemos vencer, se humildemente seguirmos os conselhos de Jesus. Não seja justiceiro, seja um pacificador e mantenha esta atitude diante de todos.

    *Mateus representa a geração de jovens batistas engajados na obra missionária e temas sociais. O artigo acima foi um dos escolhidos em concurso literário organizado pela Uol, cujo tema foi “Por uma cultura a favor da paz”.

     

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  • Congresso Beginners (iniciantes)

    Congresso Beginners (iniciantes)

    O Congresso Beginners é um evento destinado a pastores de igrejas da Convenção Batista Carioca que estejam iniciando no ministério. Por isso, como forma de incentivo, a participação de pastores de até 10 anos de ministério ou com, no máximo, 35 anos de idade podem se inscrever gratuitamente. Os interessados devem se apressar, pois as vagas são limitadas!

    O treinamento será realizado no dia 12 de setembro, na Igreja Batista do Catete, das 8h30 às 17h30. Participam como preletores os pastores Josué Campanhã (SEPAL-SP), Pr. João Luiz de Sá Melo (PIB Vila da Penha), Valdeci (Congregação Batista Dona Marta), Eraldo Sena Campos (IB Catete) e Luciano Brito Garcia (Conselheiro Fiscal da CBC).

    Acompanhantes ou pastores que não se enquadram no perfil do evento, deverão pagar a taxa de R$50  (valor garante participação e alimentação, mas sem direito a material didático). O pagamento deve ser feito no local do evento.

    Os objetivos deste encontro são conscientizar os novos pastores da importância da cooperação entre igrejas e organizações, das obrigações legais e fiscais e da formação de novos líderes.

    As inscrições devem ser feitas pelo formulário abaixo ou pelo telefone da Convenção Batista Carioca – (21)2569-0988

     

     

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  • Os batistas e as medidas contra a corrupção

    Os batistas e as medidas contra a corrupção

    Na tarde de ontem, representantes de igrejas batistas de várias regiões do Rio de Janeiro estiveram reunidos no Seminário Batista do Sul do Brasil, na Tijuca, para conhecer as medidas anticorrupção lançadas pelo Ministério Público Federal. A proposta que pretende combater não apenas crimes de colarinho branco, mas uma cultura de corrupção em todas as esferas sociais, foi apresentada pelo Procurador da República Deltan Dallagnol, que integra a força-tarefa da Operação Lava-Jato e é membro da Igreja Batista do Bacacheri (PR).

    O encontro aconteceu na Capela do STBSB. Com lotação máxima, líderes e pastores mostraram que pretendem cooperar com ações que podem gerar grandes transformações a começar com  pequenos gestos, tal como colher cartas de instituições e 1,5 milhões de assinaturas de apoio às 10 medidas do MPF.  Além disso, igrejas estão programando uma série de eventos para fortalecer esse apoio. A ideia é sair às ruas para mobilizações pacíficas em favor dessas medidas que, segundo Dallagnol, “podem mudar o Brasil, se Deus quiser”.

    Muros contra a corrupção
    Tomando como exemplo o profeta Neemias, o procurador mostrou que precisamos construir muros contra a corrupção. Esses muros vão desde ações éticas, que se configuram no cotidiano do brasileiro, a medidas mais rígidas contra crimes que tomam dos cofres públicos bilhões de reais anualmente. Para ser mais específico, o MPF afirma que o país tem um déficit anual de 200 bilhões de reais por conta da corrupção.

    “Poderíamos resolver o problema do SUS, aumentando o investimento federal em saúde e também em educação em três vezes. Seria possível melhorar a segurança em pelo menos cinco vezes em todo o país. Ou ainda, um aspecto muito sensível aos cristãos, poderíamos retirar dez milhões de pessoas da miséria, que não tem dinheiro para comprar comida para sobreviver… e sobraria dinheiro.”, afirmou Dallagnol.

    O procurador afirmou ainda que, apesar de sua importância, a operação Lava-Jato não muda o Brasil. O melhor que ela pode fazer é punir os culpados e ressarcir o país do valor mais próximo possível ao prejuízo causado. Mas as medidas propostas pelo Ministério Público podem tratar de um problema que, segundo Dallagnol, já se tornou um câncer. Foi com base nesse pensamento que as 10 propostas surgiram.

    Começamos a pensar em como o sistema pode ser mudado, com base em estudos internacionais, para que tenhamos um país mais justo, com menos corrupção e impunidade. Foi aí que surgiu a ideia das 10 medidas contra a corrupção. A partir daí escrevemos dez medidas e enviamos para vários especialistas do país. Eles nos retornaram com suas considerações e fechamos o pacote.

    Grande parte da população já suspeitava, mas o que se ouviu da boca do procurador, de que hoje “punição à corrupção é uma piada de mal gosto”, reforça a importância da aplicação dessas medidas o mais breve possível.

    Um caso envolvendo crime de colarinho branco demora 5..10…20 anos ou mais na justiça.  A simples demora já gera a sensação de impunidade e estimula a prática do crime. Quando o caso não prescreve é muito difícil de se ter a execução da pena. Quando conseguimos executar, a pena é uma piada de mal gosto. Varia de 2 a 12 anos, só que no Brasil tradicionalmente a pena é fixada próximo ao mínimo legal, ou seja, a pena não passa de 4 anos. E essa pena é executada em regime aberto. Essa pena inferior a quatro anos pode ser substituída por pena restritiva de direitos, como prestação de serviços à comunidade e doação de cesta básica.


    Como apoiar

    No estado do Rio de Janeiro, igrejas batistas de Belford Roxo e Duque de Caxias já estão engajadas no recolhimento de assinaturas. Nos próximos dois meses, haverá cultos especiais enfatizando ética, compaixão e justiça e impactos de rua com o intuito de mostrar os danos da corrupção na sociedade. Confira a agenda que está sendo seguida pelas igrejas que estão apoiando esse movimento:

    08 AGO – igrejas coletam imagens de famílias, adolescentes, jovens, estudantes e profissionais agindo contra a corrupção;

    16 a 23 AGO – Cultos com mensagens sobre ética, compaixão e justiça, desafiando cada membro a coletar, no mínimo, 10 assinaturas;

    29 AGO – Ações na cidade (Flash mob) com esquetes que representem a sociedade e como a corrupção paralisa a vida.

    30 AGO – Entrega, nos cultos, das assinaturas coletadas pelos membros;

    02 SET – A partir das 6h, colorir de verde e amarelo as proximidades da procuradoria da república. Às 9h, haverá a entrega das assinaturas coletadas ao procurador da república.

     

    Veja quais são as 10 medidas propostas pelo MPF

    1. Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos
    2. Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação
    3. Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2
    4. Aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores
    5. Reforma sistêmica de prescrição penal
    6. Celeridade nas ações de improbidade administrativa
    7. Eficiência dos recursos no processo penal
    8. Ajustes nas nulidades penais
    9. Prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado
    10. Recuperação do lucro derivado do crime

     

    Galeria de Fotos

     

     

    » Para conhecer mais detalhes das 10 medidas, acesse o site www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas

    » Para apoiar a causa nas redes sociais: facebook.com/mude.chega

    » Para dúvidas, envie um e-mail para mude.chega@gmail.com

  • Há um preço a pagar – parte 2

    Há um preço a pagar – parte 2

    Pr. José Carlos Torres

    ¨Se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar, orar, me buscar e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, o perdoarei dos seus pecados e sararei a sua terra.¨ (II Crônicas 7:14).

    Na mensagem anterior, antes de considerar as condições postas por Deus para abençoar o seu povo, destacamos três expressões fundamentais que geram e explicam as exigências que lhes são consequentes.

    Quais são as condições que Deus coloca diante do seu povo e de cada servo seu, segundo a mensagem do texto em consideração, para que por ele sejam abençoados nas diferentes dimensões de suas vidas?

    1- A primeira condição é retratada nesta expressão: “Se o meu povo se humilhar”.
    Não parece paradoxal esta exigência e condição para ser abençoado pelo Senhor? Como ser servo sem ser humilde? Mas o paradoxo fomos nós que o criamos, dizendo-nos povo de Deus, mas vivendo sem compromisso real com o seu senhorio sobre nossas vidas.

    A única forma de se viver diante de Deus, como servo, é sendo humilde. Somente sendo humildes, reconheceremos seu senhorio sobre nós e teremos condições de ser-lhe conscientemente obedientes. Chega de soberba, orgulho e vaidade! Chega de hipocrisia, desobediência e vida corrompida pelo pecado!

    A humildade é o caminho para que sejamos abençoados pelo Senhor. Esta afirmação está alinhada com o que Jesus nos diz em Mateus 5:3: “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Da mesma forma, está em harmonia com a mensagem colocada pelo profeta Amós sobre o que seja o cerne da vontade de Deus para seus servos e seu povo: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8)

    2- A segunda condição é traduzida nestas palavras: Se o meu povo “se desviar dos seus maus caminhos”.
    É impressionante o realismo bíblico! Fala sobre o povo de Deus e, de forma transparente e honesta, muitas vezes o mostra andando por caminhos que não são os do Senhor, que são caminhos maus! É isso mesmo! Basta que lhe falte humildade e deixe de ver que a vida feliz, como Jesus disse, “consiste em fazer a vontade do Pai que está nos céus.
    E não adianta espernear, pois não há vida em Cristo, aqui na terra, sem a ameaça ou a tentação do pecado, como podemos nos lembrar nos exemplos de Abraão, Jacó, Davi, Salomão, Judas, Paulo e outros mostrados na própria Bíblia.

    Fique a advertência: andar em maus caminhos, fecha os ouvidos de Deus aos nossos clamores e, ao invés das bênçãos que podemos receber dele, restarão apenas as migalhas que o mundo dá, levando-nos ainda ao engano de pensar que essas migalhas são bênçãos do Senhor.

    3- A terceira condição é traduzida nesta outra expressão: “Se o meu povo orar”.
    O Senhor pode escutar nossas orações ou, de outro modo, fechar seus ouvidos às nossas súplicas. Tudo depende de o Senhor nos encontrar ou não no caminho da fidelidade aos seus mandamentos.

    A oração que Deus escuta é a do crente que, comprometido radicalmente com a fidelidade a ele, ora e fala ao Senhor tudo que vai ao seu coração, e lhe pede o que pensa e deseja; do crente que ora e escuta o Senhor falar a sua vontade, até que rápida e paulatinamente dela torna-se consciente; do crente que ora, fala, escuta e, uma vez convencido da vontade divina, apenas diz, como Jesus nos deixou o exemplo: “Seja feito o que Tu queres.”

    4- A quarta e última condição é assim retratada: “Se o meu povo buscar a minha face”.
    Esta expressão significa buscar a comunhão com o Senhor e uma vida vivida na sua santa presença. Isso se torna muito menos difícil de se realizar quanto temos consciência de que nossas vidas foram transformada em templo do Espírito Santo, e ele habita em nós.

    Quando vivemos conscientes desta verdade, logo nos apercebemos de que não há como escapar da presença de Deus, pois o Senhor não apenas está conosco, mas ele vive em nós.
    Por isso mesmo, Paulo nos diz que não devemos “entristecer o Espírito Santo” o que se dá quando pecamos; nem apagar as marcas da sua presença em nossas vidas, o que acontece quando pecamos tão contumazmente que ninguém pode enxergar os frutos da sua presença santificadora em nós.
    Mais ainda, o apóstolo aos gentios nos exorta a buscar uma vida cheia do Espírito Santo, na qual o pecado tenha cada vez menos lugar, e a vontade de Deus seja feita como a coisa mais natural, como deve ocorrer na vida de um cristão, o qual é um seguidor Jesus, o mestre que nos deixou o exemplo que nos vem nestas suas palavras: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou”.

    Creio que a vida do crente e de todo povo de Deus, seria diferente se tivéssemos consciência da morada do Espírito em nossas vidas. Seria muito mais difícil pecar e andar em caminhos que não fossem do Senhor. Seria muito mais fácil resistir e vencer as tentações, esvaziar-nos cada vez mais de pecados, para que assim, vendo realizar-se a vontade de Deus em nós, vivamos mais e mais na plenitude do Espírito Santo?

    Estamos dispostos a pagar o preço? Queremos verdadeiramente ser abençoados por Deus? As condições para tanto estão claramente expostas pelo Senhor neste breve texto da sua Palavra. Aí está o caminho para o verdadeiro avivamento (vida de Deus em nós) e para um novo tempo de comunhão e compromisso com Deus que resulte na glorificação do seu nome no meio do povo seu, por ele abençoado para abençoar vidas.

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  • Em busca do equilíbrio

    Em busca do equilíbrio

    Você ainda pode mobilizar os adolescentes de sua igreja para participarem do Congresso dos Adolescentes Batistas Cariocas (ABC), que acontece desde o dia 21, na Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca. O evento termina amanhã, com um culto especial de aniversário da ABC que trará executivos que marcaram gerações de adolescentes nos últimos 50 anos.

    Tratando do tema Equilíbrio entre a Fé e a Razão, a ABC conta com uma programação contextualizada, com ações que fomentam a comunhão entre participantes e reflexões que fortalecem a vida cristã. Hoje à noite, às 19h, tem culto com a participação especial do pr. Raphael Cheddid, jovem envolvido com um estilo de vida missional e com a denominação.

    Amanhã, a partir das 16h, moças e rapazes participam de um debate sério sobre maioridade penal. A discussão contará com a participação do pr. André Decotelli, pr. Rafael Rocha e Ronilso Pacheco. A programação será transmitida pela internet, através do canal UAI Tube, https://www.youtube.com/channel/UCyOjBXShxmbqDa0AVLhohsQ .

    Ontem também foi um dia de muita reflexão. No período da tarde, houve um workshop sobre Evangelismo Criativo com a equipe do JV na Estrada. O missionário Guilherme Gracindo Pinheiro, da Igreja Batista de Laranjeiras, conduziu este momento. “A gente fala sobre o que é evangelismo, criatividade, um panorama da evangelização, da ação social… A gente traçou um histórico dos três períodos principais da evangelização no Brasil, passando por métodos até chegar ao ponto do evangelismo restaurador que busca restaurar a imagem de Deus no homem; que se dá pelo relacionamento, pelo dia a dia, pelo discipulado. O desafio é que a gente saia daqui assumindo um estilo de vida evangelizador”, comentou Guilherme. À noite, louvor, mais momentos de despertamento missionário com as participações da organização Alfa e Ômega (evangelização de universitários) e do departamento de missões da Convenção Batista Carioca, e mensagem do pr. Henrique Araújo.

    Segundo Marcos Vinicius Chagas Jr, coordenador da ABC, o congresso é um evento que faz parte de uma estratégia com resultados a longo prazo, a partir de temas anuais que se conectam com a vida do adolescente. Para o próximo ano, a ideia é abordar o tema maturidade. “Desde o momento que ele alcança equilíbrio, ele precisa buscar a maturidade. E, se tudo der certo, a meta é para o terceiro ano já levá-los a um degrau a mais no crescimento espiritual”, afirma Marcos.

  • Experiência de uma capelã hospitalar

    Experiência de uma capelã hospitalar

    Lidar com o problema de pessoas enfermas, levando consolo ao coração do doente e seus familiares é um desafio para poucos. Mas, ao longo da história, Deus vocaciona pessoas para esta tarefa e, com isso, vem transformando vidas e operando milagres.

    Uma das unidades assistidas pelo ministério de Capelania Hospitalar da Convenção Batista Carioca (CBC) é o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Devani Alves, missionária que atua no local, vive em seu dia a dia grandes experiências da manifestação do poder de Deus. Como ela costuma contar, algumas dessas ações divinas são verdadeiros “mistérios” para funcionários do hospital e provam que Deus continua zelando por sua Palavra.

    devani

    Uma dessas experiências aconteceu com a paciente “Da Silva”, que deu entrada no hospital em um final de semana. Seu problema era grave e, dentro de três dias, estava prevista a amputação de um pé.

    “O desânimo havia tomado conta de seu coração. Naquele momento oramos e conversamos, li alguns versículos e disse para aquela senhora que Jesus continuava ouvindo as nossas orações como no passado e que para Deus nada era impossível; e que se fosse da vontade dele ela seria curada porque Ele tem o melhor reservado para seus filhos”, disse Devani, deixando a paciente com esta mensagem de consolo.

    Na terça-feira, ainda na portaria do hospital, a missionária notou uma agitação incomum. Indo à enfermaria, percebeu que “Da Silva” não estava mais em seu leito. Ao questionar às enfermeiras sobre o caso da paciente que seria amputada, uma delas informou que havia acontecido algo inexplicável. “Perguntei se a paciente havia falecido, mas, ao contrário, ouvi que ela estava boa. Não tinha mais nada”.

    Quando finalmente encontrou a paciente, Devani a viu andando e glorificando a Deus. Suas lágrimas expressavam sua gratidão pela cura em tão pouco tempo.

    A experiência de Devani também é a experiência de quem investe em missões. Se há alguém indo ao campo é porque outros estão sustentando financeiramente, intercedendo ou mobilizando igrejas. Essa também pode ser a sua experiência. Clicando aqui você pode se tornar um parceiro da Capelania Hospitalar da CBC. Se não pode apoiar financeiramente, acesse www.missoesrio.com.br , baixe nosso material de campanha e mobilize pessoas em sua igreja. Se o Rio é a sua cidade, então é a sua missão.

  • Há um preço a pagar

    Há um preço a pagar

    Pastor José Carlos Torres

    “Se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar, e orar, e me buscar e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, o perdoarei dos seus pecados e sararei a sua terra.¨ (II Crônicas 7:14).

    Este texto tem sido repetidamente usado por pregadores e escritores que discorrem sobre avivamento ou desejam chamar a igreja para um novo tempo de comunhão e compromisso com Deus.
    Ele foi escrito num contexto de festa e celebrações, mas ao mesmo tempo, de riscos para o povo de Deus. Salomão, o rei, acabara de construir o templo, para o Senhor e o culto do seu nome, bem como o palácio, para o rei – naquele momento, ele mesmo.

    Ao dirigir estas palavras ao coração do seu povo, num momento que parecia pedir apenas festa e celebração, o Senhor chamava a atenção de todos para o risco implícito naquele momento especial. O risco de pensar que, no plano espiritual, o templo era sua exigência maior aos que lhe queriam ser fiéis, e que este teria o poder ¨mágico¨ de, pelo simples pisar no seu chão e reunir-se nele, tornar o povo agradável ao Senhor e digno de ser abençoado.

    Um balde de água fria? Não! Apenas uma gota de realismo. Um convite para que o rei e o povo não se deixassem seduzir pelo triunfalismo e andassem com os pés no chão, conscientes das limitações e finitude humanas, da ambiguidade e da vaidade – com as quais o próprio Salomão, por exemplo, teve várias vezes de confrontar-se.

    Uma palavra incômoda, não politicamente correta (os profetas nunca se preocuparam em ser politicamente corretos), tremendamente inconveniente e chata? Com certeza ela o foi para aqueles que, dizendo-se povo de Deus, viviam na prática como se Deus não existisse, e a toda sorte de imoralidade eles se permitiam.

    Nas palavras do texto em análise, o povo de Deus e cada servo seu, se quer ser abençoado pelo Senhor, haverá de pagar o preço para tanto, e este preço impõe exigências de ordem espiritual, moral e ética.

    Vamos a uma breve análise desta passagem bíblica e aos destaques que desejo fazer com foco no tema escolhido:
    I- Em primeiro lugar, e antes de considerar as condições postas por Deus para abençoar o seu povo, destaco três expressões fundamentais do texto, pois são elas que geram e explicam as exigências que lhes são consequentes.

    1- “Se o meu povo que se chama pelo meu nome”.
    O Senhor sempre quer ter um povo seu, um povo santificado para toda a boa obra. Um povo com identidade própria, e que não apenas se comporte de um certo jeito, pensado como agradável a Deus. Além do comportar-se, muito além e diferente disso, Deus quer que, verdadeiramente, sejamos seus filhos, seus servos, seu povo.

    Se isso acontece, dar expressão à nova natureza recebida no novo nascimento, ao fato de sermos filhos de Deus, será algo natural e consequente ao que somos. Tão natural como voar, para um pássaro; tão natural como, em nossa vida no sangue e na carne, andar e falar.

    Não é de qualquer jeito e a qualquer um, diz o Senhor, que ele abençoará. Também não basta dizer-se povo de Deus para ser abençoado. Há condições claras, por ele estabelecidas, para que “abra as janelas do céu” para fazer-se abençoadoramente presente na vida dos que são seus filhos e parte do seu povo. Quem não considerar estas condições ficará também sem as bênçãos que tanto e sempre deseja.

    Isso no coloca diante de realidades muitas vezes destacadas por Jesus, em seus ensinos sobre as novidades que Deus trazia ao mundo por meio dele (evangelho) e sobre o Reino de Deus. Para Jesus, ser povo de Deus é viver sob seu senhorio, isto é, fazendo a sua vontade; não é uma questão que possa limitar-se a um certo e estabelecido discurso, mas que exige, necessariamente, viver radicalmente comprometido com os ensinos, os mandamentos e o Reino do Senhor.

    2- “Eu ouvirei dos céus”.
    Esta afirmação representa uma promessa e uma advertência tremenda: O Senhor tem ouvidos para ouvir um povo fiel e, da mesma forma, para torna-se surdo aos infiéis, como vemos em Isaías, capítulo 1, versículos 1:11-18.

    “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembleias… não posso suportar a iniquidade, junto com ajuntamentos e cultos solenes! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã.”

    Assim, quem verdadeira e sinceramente deseja ser abençoado pelo Senhor, precisa orar ao Senhor e ser por ele ouvido. E nós já sabemos o que isso significa, como se dá e como não deve ser.

    3- “Perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”.
    Que síntese fantástica das bênçãos que o Senhor nos dá!

    “Perdoarei os seus pecados!”, refere-se às bênçãos espirituais que todos desejam e que é pré-condição para que todo e qualquer pecador (e todos o somos) perdoado viva na presença do Senhor e em comunhão com ele.

    “Sararei a sua Terra”, por sua vez, indica as bênçãos materiais com as quais o Senhor responde às necessidades (não a simples desejos e ambições) dos que o amam. Vivendo da terra (agricultura rudimentar) e do pastoreio, o povo sabia da importância de uma terra “sarada”, para a satisfação das suas necessidades materiais.

    O Senhor está sempre pronto para ouvir e responder ao clamor e às orações do seu povo e de qualquer filho seu. Aquele, pois, que deseja receber a resposta de amor, traduzida em bênçãos espirituais e materiais que Deus reserva para os que lhe são fiéis, deve estar atento às condições que, com meridiana clareza, ele impõe.

    Sobre as condições para que o Senhor assim nos abençoe, conversarei com vocês na segunda e última mensagem desta pequena série.

    Continua na próxima semana…

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