Autor: Administrador

  • A multiplicação de treinadores

    Quem não deseja ver o crescimento saudável de sua igreja? Não estamos nos referindo a números, mas aos processos de evangelização e discipulado que constroem bases seguras para o desenvolvimento do Reino. Essa foi a temática desenvolvida no Congresso Treinamento para Treinadores, que aconteceu nos dias 21 e 22 de agosto, na Segunda Igreja Batista do Rio de Janeiro.

    A programação foi realizada pelo Departamento de Missões da Convenção Batista Carioca (Missões Rio), em parceria com a International Mission Board (IMB), e contou com a participação de líderes de várias igrejas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Com uma abordagem prática e um discurso de quebra de paradigmas da evangelização, o chinês Ying Kai, pastor responsável pela estratégia de multiplicação que resultou em mais de 150 mil comunidades de fé em toda a Ásia (e atualmente presente em países das Américas), conduziu os presentes a manterem o foco no discipulado constante de futuros líderes, dando-lhes autonomia para liderarem seus frutos.

    Durante o evento, Pr. Ying Kai trabalhou alguns conceitos que são os pilares do seu trabalho. Um deles é a mudança da metodologia de abordagem que “pede autorização” do ouvinte para o compartilhar da Palavra de Deus. Segundo Kai, a pergunta “posso compartilhar o evangelho com você?” ou “posso lhe falar sobre Cristo?” deve ser evitada, embora a vontade do ouvinte deva ser respeitada. Sendo assim, o ideal é que, quem deseja evangelizar, trate a história de Cristo como continuidade da própria história. Mas isso não é tudo. Ele também abordou assuntos como alvos intencionais de evangelização, oração pela salvação de vidas, entre outros.

    Pr. Kai contou ainda alguns testemunhos de pessoas comuns que seguiram a mesma visão do TPT e puderam desfrutar de grandes resultados. Um deles foi um major do exército americano que em um ano havia batizado mais de 1200 pessoas e implantado cerca de 74 pequenos grupos na Costa do Marfim, enquanto esteve em missão pela embaixada dos EUA. “Ele me escreveu e pediu para que eu contasse sua história por onde eu passasse porque se ele, mesmo mantendo suas atividades, pôde fazer isso, qualquer um pode.”, afirmou o Pr. Kai.

    Foram dois dias intensos que deram um panorama da visão do TPT, mas todas as ações que pautam essa estratégia ministerial estão detalhadas no livro de sua autoria “TpT – Re-revolução do Discipulado”. “Existem apenas dois tipos de pessoas no mundo: os não salvos e os salvos. E queremos encorajar a todos que são autênticos servos de Cristo a fazerem discípulos, compartilhando o amor de Cristo às pessoas e ajudando-as a se tornarem discípulos do mestre. Precisamos treinar as pessoas ao nosso redor para que elas treinem suas pessoas de influência. Por isso o TPT é importante. Porque é uma forma simples de cumprir a Grande Comissão de Jesus Cristo em Mateus 28. 19-20. A minha oração é que todo brasileiro possa se tornar um autêntico discípulo do Mestre e faça mais discípulos, treinando-os para se multiplicarem”, explicou o Pr. Kai.

    Quem foi ao Congresso testemunhou da bênção de receber uma visão segura, biblicamente pautada e de fácil aplicação. Vanuir Torres, da IB do Barreiro em Belo Horizonte, veio de outro estado para conferir essa oportunidade de crescimento ministerial. “Tudo o que aprendemos foi bênção e nosso ministério foi muito enriquecido com a presença do Pr. Kai entre nós. Vale a pena conhecer porque seu ministério será muito abençoado. Nós agradecemos à Convenção Carioca pelo privilégio de ter participado aqui com os irmãos deste treinamento”.

    Um dos líderes representantes das igrejas do Rio foi o Pr. Eraldo Coelho Bernardo, da Igreja Batista Memorial em Manguinhos. Ele ressalta a simplicidade dessa metodologia focada no processo de formação de líderes. “Estamos sendo enriquecidos, confrontados. Estamos vendo que temos que ser simples, práticos… treinar pessoas para que elas possam treinar outras no ministério de ganhar vidas para o Senhor Jesus. É um privilégio estar participando e desejo participar de outros para saber cada vez mais como ganhar vidas para Jesus e instruir outros a fazerem o mesmo”.

    Yan, missionário de uma das últimas turmas apresentadas pela Junta de Missões Mundiais, ficou maravilhado com o que ouviu do Pr. Kai. Suas experiências foram combustível para o início de sua missão, que será evangelizar na Ásia. “Foi maravilhoso participar desse treinamento. A experiência dele… os resultados são simplesmente fantásticos. Sabemos que o Senhor está nos abençoando com essa oportunidade aqui e queremos dar continuidade àquilo que Deus tem realizado lá. Queremos ser os braços e a voz do Senhor aonde quer que ele nos mandar”.
    As expectativas para o crescimento do Reino na cidade do Rio de Janeiro também cresceram, segundo o Pr. Ulisses Torres, coordenador de Evangelismo e Missões da Convenção Batista Carioca. Essa vinda do Pr. Kai é um reforço para as ações missionárias que precisam ser desenvolvidas na capital. “Foi muito interessante. Ele veio falar da experiência dele e vimos na prática como é o movimento do discípulo que faz discípulos até culminar na plantação de novas igrejas. Tivemos a presença de muitos líderes e recebemos material para reproduzir essa metodologia no Rio e em outras cidades como Belo Horizonte. Vimos um movimento tão simples, mas que vai atender à necessidade de plantar igrejas em todo o país, mas especialmente no Rio”.

    O livro TPT – Re-revolução do discipulado pode ser adquirido através do Pr. Bruce Mcbee (missionário da IMB) pelos telefones 21-3649-2905 (fixo); 21-98118-2601 (Claro); 21-99119-1130 (Claro); 21-97285-4120 (Vivo); 21-98878-5880 (Oi); 21-98380-6801 (Tim); ou pelo e-mail mcbee@pobox.com

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  • Deputados votam contra a proposta de multar quem satirizar religiões

    O projeto de lei que prevê multa aos que ridicularizarem qualquer religião recebeu parecer contrário de todas as comissões da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A votação aconteceu ontem e a proposta foi retirada de pauta.

    Apesar do resultado da votação, o texto não foi arquivado. Ele receberá a análise da procuradoria da Casa, que decidirá, em cinco dias úteis, se voltará a ser votado ou não. Foram pelo menos 45 emendas de alterações à proposta original.

    Houve contestação dos deputados contrários à matéria, alegando que o projeto já havia sido derrotado em todas as comissões pelas quais tramitou e, por isso, deveria ser arquivado. Mas, por causa de dois votos favoráveis na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), outros deputados entenderam que ele poderia ser votado.

    “Toda vez que um projeto envolve o movimento LGBT acontece isso. Só que dessa vez foi muito pior”, disse o deputado Fábio Silva, autor do projeto. Ele afirmou que, caso a procuradoria arquive o projeto, entrará com recurso e, inclusive, acionará a Justiça.

    Há grupos sociais se mobilizando contra o texto. Um movimento da ONG Meu Rio, organizado pelo ator do canal Portas dos Fundos, Gregório Duvivier, recolheu mais de 5 mil assinaturas contra o projeto. A mobilização foi toda online e faz com que, a cada adesão, uma remessa de e-mails seja enviada aos deputados. “O que deveria se discutir era o fim dos privilégios das igrejas, e não o aumento deles. Quero que se discuta a tributação das igrejas. É fundamental que as igrejas sejam tratadas com o mesmo respeito destinado a qualquer pessoa ou empresa. Afinal de contas, o Estado é laico. Ou não é?”, comentou Duvivier.

  • Alerj vota projeto que proíbe a ridicularização de religiões

    Alerj vota projeto que proíbe a ridicularização de religiões

    Dependendo do resultado da votação que acontece nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa do Rio, quem fizer piada com qualquer religião poderá ser multado em até R$ 270 mil. O texto tem a autoria do deputado Fábio Silva (PMDB) e proíbe qualquer manifestação pública e cultural que satirize ou ridicularize dogmas e crenças de todas as religiões.

    Caso vire lei, fica proibido casos como o da encenação teatral que aconteceu durante a passeata LGBT em SP, charges e quaisquer formas desrespeitosas vinculadas à religião. Caso aconteça durante um evento público, caberá à Polícia Militar interferir e aplicar multa. Além disso, o grupo responsável ficará impedido de realizar eventos que dependam da autorização do poder público durante cinco anos.

    “Recebi inúmeras ligações de pastores, amigos e eleitores, todos chocados com tamanha falta de respeito e cobrando uma solução para que tamanho descalabro não aconteça no estado”, disse o deputado Fábio Silva, fazendo referência à manifestação ocorrida na passeata gay de São Paulo. “Uma falta de respeito, até mais branda que esta, foi fulcro para uma tragédia que chocou o mundo”, acrescentou, fazendo referência ao atentado ao jornal satírico Charlie Hebdo.

  • Missões atrás das grades

    Missões atrás das grades

    Durante anos, o trabalho missionário desenvolvido pela Convenção Batista Carioca em presídios do Rio é visto como referência pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). O motivo é que essa atuação envolve todas as esferas da vida do presidiário e, agora, de adolescentes em conflito com a lei, levando não só a Palavra, que transforma a mente e o coração, mas os valores do Reino que buscam garantir a dignidade das vidas assistidas.

    O Pr. Claudio Barreto coordena a área de Capelania Prisional e Socioeducativa da CBC. Filho da missionária Adenice Baptista, pioneira neste trabalho como representante dos batistas cariocas, Claudio leva adiante este ministério como uma herança espiritual. Mas as vitórias e derrotas ele faz questão de compartilhar com a equipe de três missionários: Cesar Teixeira da Silva, Laércio de Vasconcelos – ambos atuando em presídios – e Marilena Nascimento – que atua em unidades prisionais femininas e socioeducativas .

    A seguir, Pr. Claudio explica os detalhes deste ministério, seus desafios, necessidades e como fazer para apoiar este trabalho.

    Há quantos anos existe o trabalho de capelania prisional pela CBC e em quantas unidades estamos?
    Desde 1984. Vinte e três Prisionais (sendo três fora de nosso município) e quatro Socioeducativas.

    Em quantas deveríamos estar para alcançar todas as unidades de nossa região de atuação?
    Trinta e uma prisionais (em nosso município, mais onze. No Estado são 52 no total); e das Socioeducativas, nove de restrição de liberdade e 16 de semiliberdade; além das três anunciadas pelo Governo que serão construídas para diminuir a superlotação.

    Descreva como é o dia a dia nesse ministério. Como são desenvolvidas as atividades nessas unidades?
    Diariamente, a equipe de missionários e voluntários da CBC visita as Unidades Prisionais do RJ. Diversas atividades são realizadas de acordo com as necessidades e oportunidades. Entre estas atividades, realizamos: evangelização, cultos, estudos bíblicos, distribuição de literatura bíblica, palestras, festivais de música, peças teatrais, batismos, casamentos, treinamentos e atendimentos individuais. Todas com o objetivo de alcançar a completa regeneração pelo Espírito Santo em cada vida atendida por esta capelania. Muitas vezes atendemos também diretores e funcionários que necessitam de orações e orientações bíblicas por problemas que enfrentam no exercício da função e também crises pessoais.

    A presença dos missionários é aguardada com grande anseio. Alguns homens e mulheres na prisão relatam que a única visita que recebem é da equipe de Missões Rio. Grande parte destas pessoas presas, e principalmente as mulheres, está em completo abandono. A Capelania é a única esperança para suprir suas necessidades até de materiais de higiene pessoal como sabonete, creme dental, barbeador, papel higiênico e absorvente íntimo; demonstrando assim o cuidado de Deus com estas vidas, levando-as ao resgate de sua dignidade em Cristo e a um novo viver de acordo com as Sagradas Escrituras.

    O trabalho da Equipe de missionários nas Unidades Socioeducativas é bem diferenciado. Por tratar-se de adolescentes, a equipe faz um trabalho em conjunto com a Capelania Esportiva, acompanha os meninos e meninas através do discipulado bíblico, aborda também a questão educacional nas bibliotecas das Unidades, promove ações na área de saúde, entre outras, atendendo as mais diversas demandas destes adolescentes e seus familiares.

    Sabe-se que uma das grandes necessidades desse trabalho é a participação de pessoas. Mas o que muitos perguntam é: existe um perfil específico para este trabalho?
    Para a visitação interna nas Unidades Prisionais sim. Isto nós abordamos nos treinamentos e no Curso de Capelania. A orientação é que todos façam o curso, pois mesmo que não se enquadrem no perfil de visitador, certamente crescerão em conhecimento missionário e saberão lidar com o assunto com entendimento, tanto no atendimento a pessoas que saíram da prisão como aos familiares, amigos, enfim, estarão preparados para responder à questão de missões nas prisões. Mas existem necessidades deste trabalho que podem ser supridas por todos.
    Precisamos de sustento em oração constante. São muitos desafios enfrentados todos os dias e necessitamos muito que roguem por nós.

    Precisamos de materiais de higiene pessoal (sabonetes brancos, creme dental, barbeadores, papel higiênico, absorventes íntimos, chinelos brancos tipo havaiana, calças e saias jeans e blusas brancas), mas estes materiais precisam ser dentro das especificações de segurança: os sabonetes brancos fora do papel; o creme dental é só o tubo fora da caixa; os barbeadores só os simples sem recarga; o papel higiênico sem aquele rolo interno de papelão. Enfim, precisamos de pessoas que mobilizem a arrecadação nas igrejas, recolham, selecionem e preparem estes materiais para passar pelo crivo de segurança das Unidades Penais, para isto nós oferecemos treinamento e acompanhamento.
    olho-entrevista-claudioQue tipo de preparo a CBC pode fornecer às igrejas para que elas também participem desse ministério?
    A Convenção Batista Carioca em parceria com o Ministério Vida Relevante e o Seminário Teológico Betel oferece o Curso Livre de Capelania Prisional, com duração de cinco meses e que também oferece estágio.

    Inscrições e informações através do site: http://vidarelevante.com.br/capelania-prisional/ . Além disso, a CBC oferece visita dos Missionários às igrejas interessadas para expor o trabalho realizado e as oportunidades de cooperação. Também oferece consultoria de nossa Coordenação e equipe de Capelania Prisional para igrejas que desejam engajar neste ministério.

    As famílias dos presidiários também têm sido alvo desse trabalho. Quais são os problemas enfrentados pela família que tem um ente presidiário? Que tipo de ajuda a CBC tem dado a essas famílias?
    Entre os problemas mais comuns, atendidos pela equipe da CBC, estão a orientação, acompanhamento espiritual e aconselhamento pastoral. A CBC conta com o apoio da Associação Luz da Liberdade que acompanha os familiares, promove encontros mensais, oferece palestras e atende as mais diversas necessidades espirituais e materiais, inclusive nas áreas de saúde, educação e trabalho.

    A Associação Luz da Liberdade também acompanha os egressos do sistema penal; estes se convertem na prisão, mas precisam de ajuda quando saem em liberdade condicional ou plena, pois são muitas as dificuldades enfrentadas para quem quer recomeçar de maneira digna e honesta. A ALL desenvolve projetos nesta área e necessita de apoio das igrejas para executar estes projetos. Conheça mais em www.luzdaliberdade.com .

    Existem crentes que também realizam o trabalho de capelania, mas de forma independente. Quais são as vantagens de se unir à CBC para a realização desse trabalho?
    A CBC possui respaldo de décadas de excelente serviço de assistência religiosa nas prisões do RJ. A Missionária Adenice Baptista deixou um legado de muita competência e resultados que somam hoje para o respeito que a Secretaria de Estado tem para com o trabalho da CBC. A Coordenação da SEAP apresenta a CBC como referência de Capelania Prisional e isto tem um grande peso de glória para o nosso Senhor Jesus. Além disto, o trabalho filiado à CBC é fortalecido porque somamos experiência, conhecimentos, oportunidades, enfim, alcançamos muito mais trabalhando juntos.

    Outro fato de grande importância é a escassez de obreiros qualificados; a CBC capacita e acompanha estes obreiros, e, quando a igreja trabalha sozinha, às vezes o trabalho cessa quando a pessoa que estava à frente por algum motivo se ausenta e a igreja não tem ninguém que substitua; com o trabalho em equipe temos sempre um obreiro pronto a assumir e dar continuidade à obra missionária.

    Oro ao Senhor da seara para que leve seu povo a contribuir com a vida para mudar a sorte de nossa cidade. Igrejas comprometidas com Cristo que não economizem em investir para o avanço deste trabalho, e não falo somente de oferta financeira, falo de unidade com O Cabeça, que é Cristo, e Seu corpo, a igreja.

    Quer saber mais sobre os projetos missionários da CBC? Acesse www.missoesrio.com.br

  • O fim da vida

    O fim da vida

    Pr.Sergio Dusilek

    Qual é o fim da vida? Onde ela termina? Onde acaba a sua exuberância, a sua força? Para alguns a vida acaba na morte. Para os que tem fé “a vida nunca tem fim”. Para outros, chacoalhados pelos acontecimentos duros e abruptos, a vida terminou há algum tempo… Bom, de certa forma estas alternativas expressam uma forma de entender o fim, ou mesmo de experimentá-lo. Contudo, queria falar de outro fim. O fim do valor de uma vida. E aqui me reporto a cena mais chocante da semana: a do trem da Supervia.

    Quando um corpo inerte (vivo ou morto?!!) recebe tamanha desconsideração a ponto de um trem receber autorização para passar por cima de uma pessoa, é porque a vida chegou ao fim. Quando uma decisão técnico-administrativa confere força para mover um trem sobre uma pessoa, é porque a vida deixou de ser valorizada e vivida. No momento em que uma máquina “engole” uma pessoa é porque a vida escorreu de nossas mãos, das mãos sócio-culturais. A nossa cultura perdeu a vida.

    Não pense você que isso está restrito ao subúrbio. Uma vez que o fim da vida se torna um valor cultural, somos nós atingidos por isso também. Passamos a aceitar com naturalidade a morte de pessoas e a não ver o menor sinal de tragédia quando os infantes e inocentes são atingidos. Passamos a aceitar que decisões empresariais que literalmente matam são normais… E achamos que o único motivo para passeata em agosto é para derrubar uma acuada presidente e seu inescrupuloso partido. Ledo e perigoso engano. Devíamos ir às ruas não contra a corrupção, mas a favor da correção. Lembrando que toda correção nasce da valorização da vida, e que toda corrupção é uma forma de depreciação dela.

    O fim da vida como valor cultural é o nosso fim como sociedade. Se Giambattista Vico falava de uma Providência divina que propiciou a formação da sociedade quando o homem deixou de ser predador e buscou constituir família, o que vemos hoje é o retorno ao estágio predatório. A vida foi assentada como valor na base da constituição social, uma vez que o predador mata, mas também morre. Foi o desejo de viver, a consciência que passa a amar mais a vida e a temer a morte (como diria Hegel), que propiciou esse lastro social. Contudo, o que vemos hoje é uma volta a tempos pré-sociais.

    Só há um jeito de trazer a vida de volta. Não falo aqui de Ezequiel 37, pois isso depende exclusivamente da ação divina. Falo de sermos agentes. É preciso exigir, não a punição do maniquista, dos operários de “trilho” que deram a ordem para o trem avançar; é preciso punir os gerentes e diretores que deram a ordem. É preciso cancelar esta concessão e repassar para outra empresa, na esperança que nela resida um pouco de humanidade. Que a vida, e não o lucro, seja o maior valor a orientar essa nova empresa.

    É preciso também que as pessoas mais do que um impeachment, lutem pela vida. Que façam passeatas pela vida. Que a valorizem a ponto de não tratar a morte como um elemento comum, mesmo porque Deus mesmo não a vê com naturalidade. Para o Criador, a morte dos seus filhos é “custosa”. Talvez porque ela imprima uma descontinuidade na trajetória de alguém; talvez porque ela deixe um lastro de dor e perplexidade por trás. Fato é que precisamos nos assumir como agentes da História. Chega de relegar ao Diabo, ao Estado e aos outros a culpa pela realidade. Passemos a marchar sobre a História, sobre os acontecimentos. Quem sabe assim a vida não volta e expulsa a morte? Quem sabe não iniciemos um ciclo pela vida e derrotemos a morte?

    Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

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  • Associações definem estratégias durante Olimpíadas

    O departamento de missões da Convenção Batista Carioca (Missões Rio) continua firmando parcerias para o alcance de vidas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o coordenador da área, Pr. Ulisses Torres, se reuniu com o presidente da Associação Centro-Oeste, Pr. Alexandre Nora Leite, para traçar ações que venham gerar o envolvimento das igrejas dessa região.

    O encontro aconteceu na sede da CBC. Durante a reunião foram levantadas questões sobre a capacitação das 18 igrejas da região para a evangelização, cooperação com voluntários dos Jogos e movimentos de oração.

    “Nós vamos ter a definição desse nosso plano de ação para que possamos atingir esse objetivo, que é o objetivo dos pastores da associação. Não tenho dúvidas de que, quando a gente evangeliza, isso já nos faz bem como crentes… faz bem à igreja. Na medida em que a gente cumpre o Ide, a gente, especialmente unidos, atinge o objetivo como um todo que é integrar pessoas ao corpo de Cristo”, afirmou o Pr. Alexandre.

    O presidente da Associação Centro-Oeste também comentou sobre o crescimento da visão missionária da Convenção Batista Carioca. “ A gente percebe este crescimento e este tem sido um dos pontos fortes vivificantes para as igrejas nos últimos anos e a gente agradece a Deus por isso”.

  • Jovens Cristãs se reúnem em congresso no Rio

    Jovens Cristãs se reúnem em congresso no Rio

    A União Feminina Missionária Batista Carioca, através de sua organização missionária JCA (Jovens Cristãs em Ação), promoveu no dia 8 de agosto o Congresso das Jovens do Rio de Janeiro. O evento aconteceu na Igreja Evangélica Batista do Engenho Novo e contou com a participação de 102 jovens de nossa cidade.

    Participaram como preletoras do congresso as missionárias Tilda Evaristo da Silva e Thaiz Nascimento (JMN). Tilda, que falou pela manhã, levou as jovens à reflexão sobre uma vida integralmente submissa a Cristo, meditando sobre os recursos que ele oferece para o viver, o agir e o falar de uma jovem abençoadora neste tempo. São eles: o sangue de Cristo, o Espírito Santo e a Palavra de Deus.

    À tarde, a missionária Thaiz desafiou as jovens a fazerem parte do programa de atendimento e evangelização às pessoas envolvidas com a prostituição em nossa cidade através do projeto Casa de Madalena.

    Além das preleções, o congresso contou com grandes períodos de louvor com a banda da JCA Carioca, coreografias, momentos de oração, dinâmicas e estudo do livro de Rute. As fotos a seguir mostram a alegria compartilhada nesta data tão especial.

    Prosseguiremos trabalhando com alegria para que cada JCA desta cidade “venha a tornar-se pura e irrepreensível , filha de Deus inculpável no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual ela brilha como estrela no universo”. (Filipenses 2.15)

     

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  • O grande problema de missões

    O grande problema de missões

    Pr. Sylvio Raphael Azevedo Macri*
    Antigamente nós tínhamos uma visão muito romântica da obra de missões. Era vista como uma atividade heróica, em que a pessoa partia para uma verdadeira aventura em terras estranhas, para pregar o evangelho a pessoas estranhas, que nunca o teriam ouvido e, muito provavelmente, mostrariam uma forte reação à Palavra de Deus. Os lugares para onde se enviava os missionários, mesmo que fossem cidades, geralmente eram de difícil acesso e sem recursos; ser missionário representava, antes de mais nada, renunciar ao convívio da família e ao conforto do lugar de origem.

    Este conceito mudou radicalmente. Hoje temos uma visão muito mais ampla da obra missionária. Compreendemos agora que ela não se faz somente nos sertões e nos países distantes, mas igualmente bem pertinho da porta da nossa casa. E não estamos falando aqui daquele conhecido argumento que diz que cada um de nós, os crentes, pode ser também um missionário. Referimo-nos a enviar missionários e sustentá-los para trabalhar na nossa própria cidade.

    Mesmo a nossa visão de missões mundiais ampliou-se grandemente, em virtude da globalização da economia, dos transportes e das comunicações; a viagem de avião para qualquer nação do mundo pode ser feita em menos de vinte e quatro horas, e a comunicação via satélite se dá em tempo real. Através do rádio, TV e Internet pode-se penetrar no país mais fechado do mundo. Atualmente, os batistas brasileiros estão fazendo missões em muitas nações no mundo.

    Também compreendemos que fazer missões não é só enviar missionários, mas, talvez até em muito maior proporção, sustentar obreiros da própria nação ou povo que queremos evangelizar. São os chamados missionários da terra ou autóctones, que têm muito mais facilidade para fazer a obra de missões que os estrangeiros, pois não precisam, como estes, gastar um longo tempo para aprender a língua e os costumes dos povos aos quais são enviados e para ganhar a sua confiança. E há mais uma vantagem: é muito mais fácil sustentar um missionário da terra do que um estrangeiro.

    Outra coisa que contribuiu para mudar a nossa visão missionária é que o mundo tornou-se urbanizado. O nosso próprio país tornou-se tão urbanizado que hoje, segundo a ONU (Folha de São Paulo – 26/2/2008), apenas 15% da população vivem nas áreas rurais. Há verdadeiras megalópoles espalhadas por todo o mundo, onde o tráfico de drogas, o crime organizado, a prostituição, os vícios, as falsas religiões já chegaram, e o evangelho ainda não chegou. Ou se chegou, a sua penetração é ainda insignificante. O grande campo missionário da atualidade são as grandes cidades.

    Mesmo nas grandes concentrações urbanas do Brasil, onde temos tantas igrejas, tornou-se necessário ter pessoas especialmente chamadas por Deus e sustentadas por nós para trabalhar naqueles lugares onde a maioria dos crentes não pode ir por falta de tempo, de oportunidade, de treinamento e de credenciamento ou de licença. São os hospitais, as cadeias, os portos, as casas de internação de viciados, as de internação de menores, os pontos turísticos, as universidades. Há também as atividades arriscadas, como o trabalho nas favelas e com os moradores de rua.

    Realizar missões nessa nossa “aldeia global” é um privilégio e uma responsabilidade sem precedentes, porque, se por um lado o progresso facilitou o acesso a todos os pontos do planeta Terra, assim permitindo que a mensagem do evangelho penetrasse em qualquer lugar, mesmo nos mais fechados, por outro lado, esta oportunidade sem igual precisa ser urgentemente aproveitada, antes que termine a nossa geração, antes que outros milhões de pessoas morram sem ouvir falar de Jesus. Deus deu à nossa geração o que não deu às anteriores: a oportunidade de cumprir o “Ide” de Jesus numa dimensão jamais vista. Está nas nossas mãos fazê-lo, as condições estão dadas.

    Entretanto, é mais fácil para Deus mover a roda da História, como tem feito, criando tantas oportunidades para Missões, do que mover o coração duro dos crentes que não se abre para essa obra. Sim, porque essa é uma questão não só da vontade de Deus, mas também da vontade do homem. O Senhor é soberano, mas espera a nossa participação voluntária na obra, pois este é o seu plano: que homens e mulheres sejam suas testemunhas também onde moram, que se engajem, indo diretamente aos campos ou contribuindo para o sustento dos que vão, e que orem para que a obra dê resultados.

    Portanto, o grande problema da obra missionária neste mundo sem fronteiras não são as barreiras raciais, culturais ou políticas, mas a falta de recursos humanos, financeiros e espirituais. Precisamos de mais gente para ir aos campos, precisamos de mais gente participando financeiramente, precisamos de mais gente orando.

    Recentemente apurou-se que o valor médio ofertado por ano para a obra missionária pelos evangélicos brasileiros era menor que o valor de uma Coca-Cola. Isto mesmo: todo o dinheiro dado para Missões pelos crentes brasileiros dividido pelo número total desses crentes, dá menos que o preço de uma latinha de Coca-Cola por ano. Não nos enganemos, irmãos, todos nós haveremos de comparecer perante o tribunal de Cristo e prestar contas da nossa omissão nesta hora, neste mundo de tantas oportunidades. Que nenhum dos que me lêem seja achado culpado naquele dia!

    *pastor da Igreja Batista Central de Oswaldo Cruz

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  • Construção de capelas

    Construção de capelas

    Para algumas comunidades, a construção de um templo é uma tarefa muito difícil. Às vezes faltam recursos para a necessidade que se apresenta e o sonho de erguer um local para encontros de adoração acaba não se concretizando.

    A Convenção Batista Carioca, juntamente com a Pioneer Missions, organização coordenada pelo Pr. Tony Gray, traz boas notícias aos que se identificaram com este problema. Por meio dessa parceria, é oferecida aos batistas cariocas a construção de capelas no modelo norte-americano.

    A CBC enfatiza que as demandas serão atendidas conforme disponibilidade da equipe e os pedidos deverão ser encaminhados através das associações. Em caso de dúvidas e mais informações, entre em contato através do e-mail: cbcassociacoes@gmail.com.

  • TPT – Treinamento para Treinadores

    TPT – Treinamento para Treinadores

    Um dos MPIs (Movimentos de plantação de igrejas) mais dinâmicos do mundo está se desdobrando na Ásia por meio da multiplicação de discípulos em grupos pequenos. O processo, chamado TpT (Treinamento para Treinadores), foi desenvolvido pelo chinês Ying Kai. Sua estratégia transformou um pequeno grupo de discípulos em mais de 150 mil novas igrejas e 2 milhões de batismos.

    Essa estratégia chegou ao Brasil e, nos dias 21 e 22 de agosto, na SIB do Rio de Janeiro (Rua Adolfo Bergamini, 158 – Engenho de Dentro), estará sendo apresentada a pastores, missionários, líderes de EBD e facilitadores de pequenos grupos. Para participar, basta se inscrever através do link http://missoesrio.com.br/tpt/ .

    Será uma oportunidade ímpar de ouvir o pr. Ying Kai compartilhar suas experiências na perspectiva da capacitação de treinadores para trabalho com discipulado, células, grupos pequenos e outros. Você ainda poderá adquirir o livro TPT – Re-revolução do discipulado, que será vendido a R$25.
    O evento está sendo realizado pela Convenção Batista Carioca, com o objetivo de abençoar a liderança das igrejas associadas.

    Confira os horários do evento:

    Sexta-feira – 21 de agosto
    8h – 9h – Inscrição
    9h – 10h30 – Sessão 1
    10h30 – 10h45 –  Intervalo
    10h45 –  12h30 – Sessão 2
    12h30 – 13h45 –  Almoço
    13h45 – 15h30 – Sessão 3
    15h30 – 15h45 –  Intervalo
    15h45 – 17h30 – Sessão 4

    Sexta-feira a noite– 21 de agosto
    17h30 – 19h30 – Jantar/ Intervalo
    19h30 – 21h30 – Sessão 5

    Sábado – 21 de agosto, 2015
    8h – 9h – Inscrição/ Livraria
    9h – 10h30 – Sessão 6
    10h30 – 10h45 – Intervalo
    10h45 – 12h30 – Sessão 7
    12h30 – 13h45 – Almoço
    13h45 –  15h30 – Sessão 8
    15h30 – 15h45 – Intervalo
    15h45 – 17h30 – Sessão 9

     

    Em caso de dúvida, entre em contato:

    Pr Ulisses Torres
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