Autor: Administrador

  • Traduzindo o evangelho para quem mora na rua

    Traduzindo o evangelho para quem mora na rua

    Marcelo Jaccoud da Costa
    Assistente social da Primeira Igreja Batista de Campo Grande

    Tente imaginar o que precisaria acontecer em sua vida para que você fosse morar na rua. Já fiz esse exercício e percebi o quanto pode ser assustadora essa situação. Teria que brigar com minha esposa, pais, irmãos, tios, primos, amigos. E precisaria perder meus dois empregos. Depois de romper com tudo e todos ao meu redor, só sobraria a rua para mim.

    O evangelho é a Boa Nova de reconciliação do homem com Deus. E reconciliação é o que as pessoas que moram na rua mais precisam. Por isso, só pode entender o que é reconciliação com Deus, quem experimenta o que é reconciliação com quem está próximo dele. Para quem mora na rua, o Evangelho pregado por alguém que não se torna seu próximo, que não cuida de suas feridas, que não caminha junto com ele o caminho inverso da sua trajetória de perdas que o levaram para a rua, não fará sentido. É como um pregador explicando o evangelho em português para quem não entende a língua.

    A Casa de Lázaro é um albergue noturno – funciona entre 20h e 7h – que acolhe homens entre 18 e 59 anos para auxiliá-los a seguir seus caminhos para a saída das ruas. Mantido pela Primeira Igreja Batista de Campo Grande – RJ, com apoio da Associação de Igrejas Batistas do Oeste Carioca, a casa tem espaço para receber até 30 homens.

    Os hóspedes têm uma cama e um armário, um endereço de referência, jantar, café da manhã, atendimento social e, principalmente, um ambiente acolhedor, que lhe dá perspectiva de que é possível sair dessa situação. Assim, garantindo meios para que quem mora na rua se reconcilie consigo mesmo, com sua família e a sociedade, a Casa de Lázaro é uma ferramenta importante para que o Evangelho seja entendido por essa parcela da população.

    Funcionando desde novembro de 2013, 38% das 95 pessoas que já passaram pela Casa de Lázaro conseguiram sair das ruas, o que nos tem encorajado a seguir em frente. Colabore com essa iniciativa e faça-nos uma visita.

  • Transformando marginalizados em cidadãos do Reino

    Transformando marginalizados em cidadãos do Reino

    Everton Willian, executivo da Junta de Ação Social Carioca

    Os atuais dias apresentam situações de miséria generalizada. O número de pessoas marginalizadas cresce de acordo com o crescimento populacional. Isso tem conduzido a Junta de Ação Social Carioca (JASC) a realizar ações que gerem mudanças efetivas no contexto em que está inserida.

    Em 2014, a JASC desenvolveu um pequeno portfólio de projetos. São eles: Auxílio Emergencial em Catástrofes; Capacitação das Igrejas em Construção e Gerenciamento de Projetos Sociais; Dia do Impacto Social; Congresso Ação Rio; Programas Sociais na Cidade Batista (Espaço de Educacional Integral, Centro de Treinamento e Acampamento, e Lar do Ancião 2) e Desenvolvimento de Parceria através do uso de parte da Cidade Batista pela JMN (Cristolândia Homens) e do uso do terreno no Carapiá (Cristolândia Mulheres); Gestão do Lar do Ancião LM e realização das festas de maio e outubro em conjunto com a JMN. Deus está realizando maravilhas através da nova JASC.

    Uma nova visão de captação de recursos também surgiu, proporcionando diálogos com universidades, participação em editais de empresas e maior contato com as Igrejas da cidade do Rio de Janeiro. Algumas portas foram abertas, como a concretização parcerias com a Sociedade Bíblica do Brasil, Ordem dos Advogados do Brasil – Barra e Prefeitura de Duque de Caxias. A JASC entende que é hora de buscar convênios e obtenção de recursos que visem o bem-estar da sociedade carioca, encontrando nos diálogos entre instituições, novas formas de disseminar ações alinhadas com a Palavra de Deus.

    Tiago nos diz “Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento (…) e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz (…)’, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta” (Tg 2.15-17). A proclamação do Evangelho, sem a realização das obras, nos conduz ao mesmo erro dos seguimentos religiosos que apenas realizam as obras, sem proclamarem Jesus como Senhor.

    A transformação de marginalizados em cidadãos do Reino deve acontecer onde a Igreja de Cristo estiver implantada. O pastor Carlos Queiroz (diaconia) nos alerta dizendo que “A falta de pão na mesa do pobre pode ser uma denúncia da falta de espiritualidade no altar dos cristãos”. Somos seguidores de Cristo por causa das obras que Ele realizou, ou será que seguiríamos a Jesus se Ele não tivesse realizado tantos milagres que geraram saúde e reinserção social para muitos? Fomos criados para as boas obras, como relata Efésios 2.10 e somente os que são de Cristo podem fazer parte da transformação de marginalizados em cidadãos do Reino, pois leva o Evangelho de Cristo através de palavras e ações que geram saúde física e espiritual a todos os que forem alcançados pelos servos de Jesus.

  • Talavera Bruce, um campo missionário

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  • Pastores cariocas têm nova diretoria

    Pastores cariocas têm nova diretoria

    A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – Seção Carioca apresentou sua nova diretoria após Assembleia Extraordinária realizada no dia 27 de junho, no templo da Igreja Batista do Catete (RJ), ficando assim definida:

    Presidente: David da Silva Curty, pr
    Vice- presidente: Pedro Rodrigues Santos, pr
    2º Vice-presidente: Josias Pereira da Silva, pr
    3º Vice- presidente: Paulo Sexto Bahia, pr
    Secretário: Cleuton Cardoso da Silva, pr
    2º Secretário: Flávio Pereira da Silva, pr
    3º Secretário: Ricardo Vicentino Ribeiro, pr

  • Portal da Transparência

    Portal da Transparência

    Missões Rio lançou nesta terça-feira o Portal da Transparência, um canal para a prestação de relatórios financeiros do departamento missionário da Convenção Batista Carioca. Acessando www.missoesrio.com.br os usuários já terão a possibilidade de visualizar o relatório do mês de maio.

    O Portal da Transparência é um passo importante para a CBC, que a cada dia mostra seu interesse em continuar avançando em unidade e compromisso com as igrejas batistas cariocas.

  • A força da cooperação

    A força da cooperação

    A unidade deu o tom da ação missionária que aconteceu em Vila Kennedy, cidade do Rio de Janeiro, onde a Primeira Igreja Batista do bairro, em parceria com irmãos norte-americanos, abriu suas portas à comunidade para prestação de atendimentos sociais. A mobilização aconteceu em meados de junho e mostrou que a junção de forças é o caminho para melhores resultados.

    Esta já foi a quarta ação missionária realizada com o apoio de irmãos do estado do Tennessee (EUA). Durante a passagem da caravana pela Vila Kennedy, realizam atendimentos médicos no templo e em salas de apoio e doação de medicamentos.

    O fluxo de moradores em busca de atendimento era grande. No geral, pessoas carentes que também traziam seus filhos para as consultas. Os que aguardavam atendimento, recebiam porções da Bíblia e aconselhamento cristão. Para as crianças, brincadeiras, pintura e contação de histórias.

    Irmã Sharon distribui senhas de atendimento médico
    Irmã Sharon distribui senhas de atendimento médico

    Sharon Fairchild é a líder da caravana de americanos. São 21 profissionais que utilizam a medicina para evangelizar. Ela explica que o amor do grupo pelo Brasil é antigo. “ Há pessoas nessa equipe que já fizeram cerca de 15 viagens para o Brasil. O Brasil conquistou o coração da gente”, conta Sharon. Além dos médicos, 16 intérpretes acompanharam o trabalho, facilitando a comunicação da equipe com os moradores.

    Fairchild é experiente em viagens missionárias. Já viajou o mundo inteiro realizando trabalhos de evangelização. Em todas as cidades por onde passou, viu a mesma necessidade: amor e esperança. “Todos nós temos coisas que estão quebradas e só Deus pode consertar. Essa palavra de esperança, não importa onde você está, o que você fez… é isso que uma pessoa quer ouvir”, afirma a missionária.

    Sua vida é uma lição de vigor e comprometimento. Quando o assunto é resgatar vidas, suas declarações não de rodeios. “Missões não é um lugar. É o que nós estamos fazendo no dia a dia. Você precisa ter uma visão de que o mundo está perdido e é nosso o trabalho de levar a palavra dele a essas pessoas; a palavra de transformação e esperança. O mundo inteiro está procurando por isso. Não quero estar na frente de meu Senhor e ter que dizer que não tive tempo de falar dele para alguém”.

    Unidade para fazer melhor
    Segundo o pr. Antonio Carlos de Jesus Silva, da PIB de Vila Kennedy, a ajuda americana tem sido de grande valor para a comunidade. “A associação de moradores nos agradece e as lideranças políticas nos agradecem. Têm sido um trabalho em que a igreja pode atender o ser-humano como um todo. No espiritual, no físico e emocional”, afirma.

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    Pr. Antonio Carlos defende a unidade denominacional para o alcance de melhores resultados

    Para o pastor, a cooperação de igrejas e organizações é a melhor forma de vencer os desafios de evangelização. Ele espera que a unidade em torno das organizações batistas possa aumentar a fim de que essas ações sejam viáveis a todas as igrejas, especialmente as que estão iniciando seus trabalhos. “Meu sonho é que a gente possa ladear com as nossas associações, convenções e juntas. Fazer algo mais. Talvez uma situação para uma igreja sozinha fica muito difícil, ela não consegue dar conta disso tudo. Imagina o que podemos fazer aqui com as mais de 500 igrejas de nossa Convenção carioca? Vai depender de nossa vontade de fazer”, concluiu.

     

    Confira as imagens da ação missionária

  • O lugar da humildade na vida cristã

    O lugar da humildade na vida cristã

    Pr.Sergio Dusilek

    Está em curso no protestantismo brasileiro, quando se pensa em relação ao poder, uma espécie de feudalismo cristão. Alguns líderes se encastelam exercendo influência nas suas imediações, possuindo inclusive ares de suserano. Aliás quanto mais impositivo e postado for o líder, quanto maior for sua audácia em decretar ordens ao divino, tão mais admirado ele se torna. Se no protestantismo há uma iconoclastia, coa-se as imagens mas deixa-se passar a idolatria à pessoa, uma vez transferida para a figura do líder. Mais do que suserano, o líder se tornou uma espécie de demiurgo.

    Fato é que essa postura rompe com a humildade, virtude básica e imprescindível para o cristianismo e para o cristão. Nada tão estranho quanto ao espírito do cristianismo quanto esse apego pelo poder, pela posição e pelo palco. Vale a pena lembrar que o cristianismo (ou cristandade, como preferiria Heidegger), nasce numa manjedoura e não num palácio…

    É pelo resgate da humildade que sugiro essa reflexão. E quando falo em humildade não abordo o seu estereótipo. A vaidade precisa de estereótipos e se transmuta neles. A humildade não. Aliás qualquer penduricalho que se coloque sobre a humildade a torna descaracterizada. Nesse sentido, destaco que: a) a pobreza pode ser sinal de um tipo de humildade, a financeira, mas não significa humildade cristã. Há muito pobre orgulhoso, com cerviz dura, que resiste a Deus e aos outros; b) a cara de piedade, de auto-comiseração não é sinal de humildade. É de patologia mesmo; c) a voz mansa igualmente não é sinal de humildade. Sob uma voz mansa se escondem muitas vezes corações duros como a pedra. A humildade cristã tem a ver com postura em relação a vida, a Deus, num reconhecimento da finitude pessoal e da necessidade de outros.

    Passemos agora a algumas considerações sobre o lugar da humildade cristã.

    A Humildade Cristã é o meio de compreensão da Relevação (Fil.2:6-8)

    Auerbach bem asseverou que se Cristo viesse em todo seu esplendor e glória não haveria revelação. Primeiro porque ninguém conseguiria compreender o que seria mostrado. Segundo porque impediria o processo de interpretação e registro do conteúdo revelatório. Ao se humilhar, ao encarnar, Cristo tornou a revelação divina acessível aos homens. Sem humildade não é possível compreender nada a respeito de Deus.

    Os umbrais do entendimento humano não conseguem açambarcar a plenitude da Glória de Deus. Da sua Shekinah temos somente emanações, nas experiências espirituais e presença como símbolo salvífico.

    A Humildade Cristã é o meio de compreensão da Palavra (Mt.13:13,23; 5:3)

    Há uma caráter universal na mensagem bíblica. Mas como ela pode ser acessível a todos os homens? Mediante a humildade. O intellectus spiritualis só é acessado pelo caminho da humildade. Quer entender a Palavra de Deus? Seja humilde. E humilde aqui se traduz num coração pronto, como uma terra fofa pronta para receber a semente.

    A Humildade Cristã é o meio para a unidade da Igreja (Col.3:12; Rm.12:16; I Pe.3:8)

    Segundo o dicionário, humildade é “a virtude que nos dá a dimensão de nossa fraqueza”. Ao nos enxergarmos como fracos, reconhecemos a necessidade de ajuda, de andar com o outro, do apoio do outro. Por isso que o autor de Hebreus dizia que não era bom abandonar a congregação (Heb.10:25). Há momentos que essa teia chamada igreja será o recurso que Deus usará para nos segurar, nos sustentar, nos suportar.

    Pela humildade eu posso caminhar junto. É sobre ela que se sedimenta o caro conceito da unidade. Ora, se cada um se bastasse, se cada pequeno grupo se bastasse, para que a Igreja? Mas não, a Igreja está construída num aspecto humano, sobre uma necessidade que é a nossa fraqueza.

    A Humildade Cristã é o canal para Salvação (Mt.19:23-24)

    Por que o camelo passar pelo fundo da agulha? Por que a dificuldade do rico em entrar no Reino de Deus? São figuras que apontam para a necessidade de humildade. O camelo porque a agulha era um limitador de altura na entrada que obrigava o camelo a se ajoelhar, mesmo carregado. E o rico porque se bastava…

    A condição primeira para salvação é humildade. Era o que faltava ao jovem rico. Ele era o retrato da autopretensão. O que mais preciso fazer para ser salvo? – perguntava. Ora, a resposta era nada (porque a salvação fora feita por Deus) e tudo (precisava abdicar de usa posição pretensiosa). Sem humildade não reconhecemos a necessidade de um salvador. Sem humildade não abdicamos dessa postura moderna de tentar resolver tudo, inclusive de ser capaz de efetivar uma auto-salvação. Sem humildade não há descanso em Deus.

    Conclusão:
    Não estamos aqui para sermos senhores, nem tampouco orgulhosos. Estamos aqui por conta da humildade. E saiba que uma pessoa que se afasta da Igreja tem na perda da humildade um de seus motivos fundantes.

    Você “pode” ser maduro espiritualmente para não precisar de igreja; mesmo assim e especialmente nesse caso, a Igreja precisará de você, missão esta que precisa ser acolhida com humildade. Pense nisso.

    Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

    Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do site.

     

  • Pela liberdade de crença

    Uma manifestação contra a intolerância religiosa e o preconceito, realizada na manhã do último domingo, marcou a cidade do Rio de Janeiro. A ação, que contou com a presença de representantes de várias religiões, teve início com uma concentração no Largo do Bicão , na Vila da Penha, seguida de uma passeata em direção ao local onde a menina Kaillane Campos foi apedrejada na cabeça.
    Cerca de mil pessoas participaram do ato de repúdio à violência que chocou o Rio. Entre os representantes religiosos, era expressiva a presença dos evangélicos, que empunhavam cartazes em favor da paz.

    Um dos primeiros a chegar foi o irmão Sinval Viana, da Segunda Igreja Batista de Petrópolis. Ao ouvir o comunicado de que haveria a manifestação, decidiu apoiar essa causa em fazer da liberdade de fé e da paz. Enquanto aguardava o início da manifestação, conversava e tirava foto ao lado de representantes do candomblé, mostrando que ser cristão é ser representante do amor.
    “Hoje temos um fundamentalismo que praticamente exala uma violência que não coaduna com o povo batista e com nenhum cristão. Principalmente não coaduna com os ensinamentos de Jesus Cristo. Então eu acho muito válida essa manifestação, esse ato público. Vi que teria esse ato não em defesa de Deus porque Deus não precisa de defesa, mas que nos reuníssemos para colocar nossa indignação frente a essas questões”, afirmou Sinval.

    A menina Kaillane chegou ao local da concentração por volta das 11h. Caminhava entre sua mãe, que é evangélica, e sua avó, também do candomblé. O turbante em sua cabeça escondia parte do curativo colocado para tratar da ferida em sua cabeça. Ferida esta que continua aberta na mente de todos que defendem a liberdade de culto. “A pedrada da Kaillane foi em todo mundo, foi no Brasil, foi em toda pessoa do bem. Essa pedrada não foi só na Kaillane. Ela foi o veículo para que a gente possa gritar e exigir que achem esses culpados, e eles sejam condenados como bandidos. Eles não são religiosos”, disse Katia Marinho, avó de Kaillane Campos.

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    Pr. João (PIB Vila da Penha) ao lado de Kaillane

    O pastor da 1ª Igreja Batista de Vila da Penha, João Luiz Sá Melo, teve a oportunidade de falar ao público presente. Sua igreja tem sido fundamental nesse momento. Após ter sido procurado pela mãe de Kaillane, Karina Marinho, pr. João tem aconselhado a família e aproveitou a oportunidade para pedir desculpas em nome dos evangélicos.  “A mãe da menina é evangélica e nos procurou. Estivemos inclusive com a menina, pedindo perdão por conta da agressão dessas pessoas que não são evangélicas, são agressores. E nós, como igreja batista, sempre lutamos pela liberdade religiosa para que entendam que nós respeitamos a religião dos outros. Repudiamos qualquer ato de intolerância e anunciamos um Deus que é paz e amor. Nossa presença aqui é para passar a mensagem de que somos de Cristo, somos da paz, contra a violência e contra a intolerância porque Jesus jamais ficaria dentro das quatro paredes… ele estaria perto das pessoas que falam de paz. É ali que ele estaria e é por isso que estamos aqui”, afirmou pr. João.

    Para o babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, intolerância é um fato que acontece todos os dias no país. Ele ressalta que o apedrejamento sofrido por Kaillane foi expressão facista, condenável por uma sociedade que prega a liberdade de culto. “Isso não é uma atitude bem-vinda para ninguém numa sociedade democrática como a nossa. Primeiro vão nos perseguir, mas depois virão os outros. Não quero acreditar que isso é uma postura da maioria dos cristãos porque não é, mas o silêncio da maioria faz com que esses grupos se coloquem da forma como tem se colocado”, explicou Ivanir. Segundo o representante do candomblé, tão fundamental quanto a identificação dos criminosos que apedrejaram a menina, é a identificação de doutrinas que pregam o ódio e o preconceito aos fiéis. “Do ponto de vista religioso isso é uma blasfêmia porque existe o livre-arbítrio. Essa pedra foi muito mais longe do que a gente possa pensar. Ela não foi só na menina, foi na sociedade brasileira, na democracia”.

    Outros representantes da Convenção Batista Carioca (CBC) marcaram presença na manifestação, entre eles Ronan Lima, executivo da Juventude Batista Carioca, e o presidente da CBC, pr. Dejalmir da Cunha Waldhelm. Para eles, esta é uma oportunidade que não pode ser perdida, como explica o presidente: “Entendemos como CBC que não poderíamos ficar de fora para manifestar nosso posicionamento com respeito a essa intolerância, essa atitude que foi tomada contra essa menina. Nós batistas sempre levantamos essa bandeira, no sentido de que cada um possa ter a sua liberdade. Colocamos aqui nosso posicionamento de que não aceitamos essa violência e que propagamos a paz de Cristo. Pra mim é importante participarmos desse momento histórico aqui na cidade do Rio de Janeiro.

    Confira nossa galeria:

    Veja também:

    Batistas emitem nota de repúdio ao ato de violência sofrido por Kaillane Campos