Autor: Administrador

  • Batistas Cariocas contra a intolerância e o preconceito

    Batistas Cariocas contra a intolerância e o preconceito

    “Não haverá paz no mundo,
    se as religiões não aprenderem a conviver em paz”.
    (Hans Küng, teólogo)

    Nós, batistas cariocas, em face da agressão sofrida por menina de 11 anos que, no domingo 14 de junho, foi vítima de intolerância religiosa, queremos expor publicamente nosso repúdio a qualquer ato contra a dignidade do ser humano, mesmo — e especialmente — em nome de Deus e da religião.

    E o fazemos porque os batistas defendem, desde o século XVII, dois princípios fundamentais para qualquer regime democrático: a liberdade religiosa e a separação entre igreja e Estado.
    Poucos sabem que, se hoje em nosso país uma pessoa tem, por lei, o direito de adotar a confissão religiosa que achar por bem, e se do estado é requerido que mantenha sua posição laica, sem a interferência de uma religião oficial, muito se deve a esses dois princípios que os batistas, desde suas origens na Inglaterra, em 1610, lutam para defender e propagar.

    Qual é o verdadeiro sentido de paz? Não pode ser meramente ausência de problemas ou adversidades. A paz que o Senhor Jesus Cristo nos dá, conforme a revelação do evangelho, existe apesar das aflições, das enfermidades e dos problemas em geral. Não podemos reduzi-la a poucos momentos de tranquilidade, pois ela precisa e pode ser vivenciada em meio às ansiedades desta vida. A Paz que tanto necessitamos como seres humanos não vem de fora, nem pode ser obtida pelo uso de força ou de violência, sob pena de se tornar apenas uma breve tregua que, aguardando por vingança, gerará ainda mais violência, numa espiral sem fim.

    As Escrituras afirmam que “não há paz para o homem sem Deus” (Isaías 57:21) e que Jesus é o Príncipe da Paz (Isaías 9:6). Também nos mostra que cada um deve ter paz consigo mesmo, pois isso é essencial para que haja paz com os outros.

    Daí, a paz com o próximo é um alvo a ser buscado e alcançado todos os dias, pois somos diferentes. Somos oriundos de estilos de criação diferentes, de formação educacional diferente e de orientações religiosas diferentes. No entanto, somos todos seres humanos criados à imagem de Deus, chamados a um relacionamento íntimo com Ele mesmo e com as pessoas que nos cercam. Por essa razão, posicionamo-nos contra toda e qualquer intolerância, seja religiosa, étnica, econômica, social e de outros matizes e formas.

    Jesus veio por amor, viveu e entregou sua vida por amor, ressuscitou e venceu a morte por amor. Aprendemos e cremos que o amor gera a paz, enquanto a intolerância gera a violência. A Palavra de Deus proclama a paz em todo tempo:

    “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12.18).
    “Guardai a paz uns com os outros”(Marcos 9.50).
    “Sigamos as coisas que servem para a paz” (Romanos 14:19).
    “Porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz” (1Coríntios 14.33).
    “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hebreus 12.14,15).
    “O fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz” (Tiago 3.18).
    “Quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano; aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a” (1Pedro 3.10,11).

    Que esse amor de Jesus esteja em todos os corações, fazendo com que de dentro para fora haja paz na terra, como os anjos que anunciaram o nascimento de Jesus proclamaram: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lucas 2.14).

    Convenção Batista Carioca

  • 42ª Assembleia da União Masculina

    42ª Assembleia da União Masculina

    A União Masculina Missionária Batista Carioca realiza, no dia 4 de julho, sua 42ª Assembleia que neste acontece na Igreja Batista Betel em Pavuna. Na edição deste ano, a assembleia da UMMBC traz ano traz ao centro de reflexão o tema Unificados em Cristo, baseado no texto bíblico de 1 Coríntios 12.12 – “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.”

    Das 9h às 17h, o evento divide sua programação entre o momento da Assembleia, conclaves de Embaixadores do Rei e oficinas. O Coro Masculino da IB Betel em Pavuna também terá uma participação especial.

    A Igreja Batista Betel em Pavuna está localizada à Rua Sargento de Milícias, 580 – Pavuna, Rio de Janeiro (RJ)

  • Atitude com inspiração: uma breve passada pelo Atitude 2015

    Por Comunicação JBC

    “Glórias a Deus, por mais esse congresso!”, com certeza (quase absoluta) essas foram as últimas palavras do Diretor Executivo da JBC, Ronan Lima, e de toda a equipe no fim do congresso Atitude 2015, realizado nos dias 4 a 6 de junho. Foram três dias de grande aprendizado e tremenda motivação, muito bem vividos ali na PIB da Penha, zona Leopoldinense do RJ, onde os jovens foram convidados a já tomarem uma atitude diferente, entregando um quilo de alimento não perecível ou 1l de leite na entrada do congresso.

    O primeiro dia foi iniciado com um fórum sobre “Maioridade Penal”, realizado em parceria com a Juventude Batista Brasileira, com a participação de mais de 100 jovens e as contribuições de Thaiz Nascimento, nossa representante do COJUERJ, Pedro Gabrois, filósofo pela UERJ, e Pr. Everton Willian da JASC (Junta de Ação Social Carioca), representando a RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social). Não tinha como não imaginar que ele traria, além de conhecimento espiritual, um despertamento de uma ATITUDE perante a sociedade. Louvores inexprimíveis foram entoados por cada ministério musical que ali esteve. O Ministério de louvor da JBL (Juventude Batista Leopoldinense), a banda MusicAviva e o Louvor JBC foram responsáveis por momentos marcantes e dignos de muita recordação no coração de cada pessoa que ali esteve. Tinham de desempenhar o papel dos homens de frente de um exército, dando início a um culto desafiador (afinal essa era a proposta do tema), além de desempenhar um papel transitório, em que saímos do momento de reflexão e fomos ao momento de desafio.

    jbc3Neste ano tivemos uma novidade: cada celebração noturna tinha dois momentos para a palavra, chamados “Reflexão” e “Desafio”. Os preletores da primeira parte, “Reflexão”, trouxeram palavras de despertamento e motivação, através de atitudes que eles já têm tomado para transformar o cenário social carioca. Foi notório o movimento de Deus! Gente de qualidade, como Pr. Everton Willian, da JASC, Miss. Pablo, do projeto IDE Missões e Arte e Fabinho Fernandes, levaram cerca de 400 jovens a reflexão sobre “Mazelas sociais da juventude”, “Mundo de Oportunidades” e “Juventude Inspiradora”, respectivamente. Cada mensagem foi especial e transitória para o momento do “Desafio”. Muito além dos jovens, cada pessoa ali presente sentiu-se desafiada a fazer algo para mudar a realidade em que vivemos. Você já pensou em “Os desafios da pós-modernidade”, ou em “Quem te inspira hoje?”, ou como sobre como “Inspiração gera ação”? Temas altamente desafiadores que foram abordados e tratados com maestria, dignidade e base bíblica pelo Pr. Henrique Araujo, da CB Vida, André Myshilin, do SKATEologia, e Pedro do Borel.

    No sábado à tarde, último dia do congresso, foi realizada a eleição do novo conselho e diretoria 2015-2016. Foi a despedida da diretoria 2014-2015 e de alguns conselheiros. Nosso conselho recebeu 14 novos membros eleitos pela Assembleia, que também elegeu Matheus Machado, da PIB Cosmos, como presidente; Pr. Ciro Vinícius, da PIB Sulacap, como 1º Vice-Presidente; Thiago André, da IB Liberdade, como 2º Vice-Presidente; Stella Leão, da PIB Irajá, como 1ª Secretária; Élida Aquino, da PIB parque Anchieta, como 2ª Secretária; e Gustavo Barreto, da IB Tauá, como 3º Secretário. Que o Pai conduza a caminhada de cada um e haja um lindo movimento nesta juventude.

    Sem dúvida, o ATITUDE 2015 nos inspirou, nos despertou e nos gerou o desejo de viver em ação. Agradecemos a equipe PIB Penha que abraçou esta iniciativa, ao Pr. Vitor Hugo que nos deixou a vontade em sua “casa”. Fica um gosto de quero mais, de desejo mais, uma vontade maior de querer ser jovem batista carioca relevante. E que venha o Teu Reino, que o Soberano cumpra seus propósitos através desta geração!

    Depoimentos de jovens que foram ao ATITUDE 2015:

    jbc2“Deus falou muito comigo e falou exatamente o que eu precisava ouvir, sobre ter mais compaixão com aqueles q não conhecem a Deus, e fazer mais para que a Sua palavra e o Seu amor chegue a essas vidas. Foi muito bom ver como Deus trabalha através da vida de algumas pessoas, fazendo coisas incríveis! Agora é ter atitude e colocar em prática tudo aquilo pelo qual Deus nos chamou”. Rebeca Vieira, 18 anos, estudante.

    “Desde o primeiro dia de congresso, Deus martelou a minha cabeça, me mostrando que eu preciso ser mais luz pra quem ainda não viu a Luz, mais relevante em todos os lugares. Refletir tudo que Deus quer mostrar através de mim”. Estevão Sampaio, 26 anos, professor de educação física.

    “Foi uma aventura eu chegar até a igreja, mas foi mega edificante na minha vida este sábado! Foi algo q me trouxe o real sentido da palavra ATITUDE = A TI TUDO, conforme o homem de Deus, Pedro do Borel, revelou… Espero poder participar mais e mais, Deus os abençoe !!” Pamela Messias, 27 anos, designer gráfica.

  • Ação social no presídio feminino Talavera Bruce

    Ação social no presídio feminino Talavera Bruce

    Uma parceria envolvendo a Convenção Batista Carioca (CBC) e um grupo de médicos resultou em uma tarde de atendimentos sociais realizados na última sexta-feira (12), no presídio feminino Talavera Bruce, em Bangu, zona Oeste do Rio de Janeiro. Cerca de 15 profissionais dedicaram o período da tarde para a ação solidária que alcançou 220 mulheres em situação de cárcere.
    A ação contou com a participação dos Médicos de Cristo e Santa Casa da Misericórdia, reunindo 12 profissionais da área de saúde nas seguintes especialidades: dermatologia, nefrologia, infectologia e clínica geral. A presença do grupo no presídio foi coordenada pela missionária Marilena Ribeiro, capelã prisional e socioeducativa da CBC que já atua no local prestando aconselhamento e ensinando sobre a Palavra de Deus às 384 mulheres que cumprem pena nesta unidade. Os movimentos de assistência social são braços deste ministério, mostrando que a compaixão precisa ser exercida para que vidas sejam transformadas.

    Joana Madeira Ferreira, 33 anos, foi presa em 2013, ao tentar entrar com drogas dentro de um presídio. Ela foi uma das mulheres atendidas pelo grupo de médicos e fala sobre a importância da participação da sociedade para quem vive os desafios do cárcere. “Queria agradecer a este grupo que veio aqui. Isso mostra que, independente dos erros cometidos no passado, não estamos abandonadas. Há pessoas prestes a nos ajudar”.

    Desde o dia em que foi presa, Joana não tem recebido visitas de sua família. Ela conta que nunca foi tão próxima dos pais, mas sua voz embargou diante da lembrança de seus dois filhos: uma menina de 12 anos e um menino de 14. “Pretendo ter uma vida bem diferente do que eu tinha antes, quero cuidar dos meus filhos. A princípio, quando sair daqui, quero procurá-los. Pedir perdão por esse tempo, pelos meus erros. Queria dizer para eles que quero construir e ter minha vida de volta.”

    Enquanto aguarda o progresso da pena, Joana nutre o sonho de ser arquiteta. Na cadeia, usa o desenho como ferramenta de esperança e a fé em Deus como base de sua transformação. Na parede da biblioteca do presídio, exibe com orgulho a pintura de um livro com a frase de Clarice Lispector: “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”.

    A estagiária de Odontologia Letícia Ladislau da Silva, 20 anos, fez parte do grupo de atendimento às presidiárias. Ela conta que ficou surpresa pela forma como foram bem recebidos e que essa experiência jogou por terra a visão que tinha do ambiente prisional. “Achei que ia ficar mal por causa do ambiente ‘barra pesada’, mas confesso que saí melhor do que entrei. Todas se mostraram muito sensíveis, sentindo nossos gestos de amor, nossa dedicação em estar ali. Algumas chegaram a chorar, abrindo o coração, e tive a oportunidade de falar de Deus durante os atendimentos. Muitas tinham histórias de vida muito críticas e vi nessas histórias o reflexo da falta da presença do Estado nas comunidades onde viviam. No final já estavam perguntando quando íamos voltar”, afirma Letícia.

    A diretora da unidade prisional Talavera Bruce, Andreia Oliveira, busca, em sua gestão, garantir parcerias em prol da ressocialização das presas. Ela abre as portas de sua unidade para que a sociedade tenha a oportunidade de ver com os próprios olhos o trabalho que vem sendo realizado e, mais que isso, tenham o desejo de contribuir com o que puderem. “Meu modus operandi é acreditar que só com o Estado não temos condições de avançar. Eu acredito na parceria. Então eu convido aqueles que querem conhecer… saber que existe um trabalho sério sendo feito. Como cristã e cidadã, eu acredito que posso fazer a diferença. Ainda que eu consiga fazer pouco, esse pouco faz a diferença na vida de alguém. Então convido a se sensibilizarem com aquilo que pode ser feito”.

    A ação social no Talavera Bruce foi um passo importante para o crescimento do evangelho no universo carcerário. Como explica Marilena, “construir uma parceria junto à direção de uma unidade prisional é muito difícil, pois ela tende a ver o assistente religioso como um usuário do sistema. A parceria no TB com a diretora Andréa Vieira abriu uma oportunidade da CBC ser identificada como parceira para o bem das mulheres e profissionais que estão na unidade”.

    Os trabalhos missionários da CBC são realizados semanalmente nos presídios do Rio de Janeiro. Uma das grandes necessidades dos projetos de Capelania Prisional e Socioeducativa é a participação de voluntários. Se você acredita na transformação do Rio e se sente chamado para esta tarefa, entre em contato conosco pelo e-mail evangelismoemissoes@batistacarioa.com.br .

    Conheça o trabalho dos Médicos de Cristo pelo site www.medicosdecristo.org

  • Parecer da Comissão Ética – OPBB (Seção Carioca)

    Parecer da Comissão Ética – OPBB (Seção Carioca)

    O Presidente da Seção Carioca da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, Pr. João Fraga Filho, no uso de suas atribuições e de acordo com o Estatuto em vigor, vem, através do presente Edital, convocar todos os pastores associados à OPBB – Seção Carioca, para participar da Assembleia Extraordinária a ser realizada no dia 21 de julho de 2015, na Igreja Batista do Rocha, situada à Rua Dr. Garnier, 610 – Rocha – Rio de Janeiro (RJ), com início às 19h, em primeira convocação ou às 19h30, em segunda convocação, para a seguinte ordem do dia:

    1. PARECER da Comissão de Ética;
    Pr. João Fraga Filho
    Presidente

  • PODCAST – O que todo cristão precisa saber antes de evangelizar?

    PODCAST – O que todo cristão precisa saber antes de evangelizar?

     

    Baixar áudio – Clique neste link com o botão direito do mouse e selecione a opção “Salvar como” ou “Salvar destino como”.

  • Ensino religioso em escolas

    Ensino religioso em escolas

    Uma discussão sobre a laicidade do Estado e o ensino religioso em escolas públicas tomou conta da agenda do Supremo Tribunal Federal nessa segunda-feira. Uma ação movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) considera inconstitucional o ensino confessional e abriu espaço para a participação de setores da sociedade.

    Foram ouvidas pelo relator da PGR Luís Roberto Barroso, 31 instituições religiosas, de educação, direitos humanos e pesquisa. Houve outras participações, mas enviadas por escrito.
    O presidente da Convenção Batista Brasileira, pr. Vanderlei Marins, defendeu a suspensão do ensino religioso. Segundo ele, este ensino deve estar “na esfera da religião” e o Estado deverá se posicionar de maneira mais clara. “Iniciar alguém em determinada religião é tarefa da família ou da igreja”, pontuou o presidente.

    A ação de inconstitucionalidade do ensino confessional foi proposta em 2010 por Deborah Duprat, então vice-procuradora geral da República. Ela defendia que a rede pública de ensino deveria manter aulas de religião não-confessionais, ou seja,  sem que houvesse tomada de partido por parte dos educadores, exigindo assim a neutralidade das religiões. Segundo Duprat, as aulas devem ser centradas nos aspectos históricos para que o Estado esteja livre de influências provenientes do campo religioso.

    O atual ensino de religião está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e em acordo do Brasil com a Santa Sé, firmado em 2010. Ambos os termos falam de ensino facultativo e múltiplas confissões religiosas.

    O tema ainda não tem data para julgamento. Enquanto isso, fica a sensação de que o modelo confessional é o que ocorre na prática, mas de maneira desproporcional. Thiago Viana, representante da Liga Humanista Secular do Brasil, provocou: “O modelo confessional é na prática o que ocorre. E faço uma pergunta para quem defende isso: satanismo e a religião da maconha vão poder ser ensinados?”.

  • O grito de Raquel, o grito da Igreja

    O grito de Raquel, o grito da Igreja

    Pr. Eraldo Coelho Bernardo

    “Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão eu morro” – Gên.30.1 (IBB – VR, de acordo com os melhores textos em hebraico e grego).
    Raquel, a esposa amada de Jacó. A esposa por quem trabalhara sete preciosos anos de sua juventude e que foram como que poucos dias, pelo muito que a amava (Gên.29.20).

    Ela era estéril. A impossibilidade de uma mulher judia naqueles dias de gerar filhos era tida como um opróbrio, isto é, como desonra, afronta, vergonha, como definem os dicionários. Chegou um momento de sua vida e de seu relacionamento conjugal em que o que estava latente em seu coração não dava mais para segurar , tinha que ser verbalizado de uma forma candente, como expressa o texto sagrado: “Dá-me filhos ou morro”.

    Ela não aceitava mais, pacificamente, aquela situação, vendo que outra (sua irmã) e outras mulheres podiam engravidar e dar à luz filhos e ela não. Se ela em tudo era normal, menos nesse particular. Se ela estava casada com um homem saudável. Se ela estava vivendo numa atmosfera em que Adonai (O Senhor) se fazia sentir, por quê a limitação vivida por ela?

    Creio que este é também o grito da Igreja que pensa, que se autoavalia, que conhece a sua história como igreja local. A igreja que está estéril. A igreja que não produz “filhos espirituais”. A igreja que cresce não como fruto de “dores de parto”, como Paulo escreve às igrejas da Galácia: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”(Gál.4.19), mas pelo remajamento de membros(portabilidade) de uma igreja para a outra, a maioria deles eivados de vícios eclesiáticos.

    Os membros de nossas igrejas desde a década de 60 do século passado desaprenderam de evangelizar , ou melhor, deixaram de obedecer a ordem de Jesus que é: “ vão e façam discípulos…”(Mt.28:19ª – NVI). Vivemos dias em que as igrejas vivem de programas. São os mais diversos. Lindos, maravilhosos. Saímos das reuniões como que andando em nuvens. Colorido variado, arranjos musicais celestiais, coreografia maravilhosa. Mexem com os nossos olhos e com as nossas emoções e com os nossos esqueletos… Nada contra tudo isso de bonito, artístico, que dá muito trabalho para ensaiar, mas, e o resultado prático em “filhos espirituais”, em “novos nascimentos”(Jo.3)?

    Paciente leitor, a Raquel de Gênesis 30 não se contentou com uma série de coisas boas que a rodeavam… Ela queria parir (dar à luz) filho, filhos…. e ela não aceitou a condição que lhe foi imposta… e a Palavra nos diz, no mesmo capítulo, lá nos versículos 22 a 24 o seguinte:  “Também lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a tornou fecunda. De modo que ela concebeu e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus o opróbrio. E chamou-lhe José, dizendo: Acrescente-me o Senhor ainda outro filho”.

    Há um Deus que nos prova, que se lembra, que ouve, que torna fecunda, que possibilita conceber e dar à luz filho e filhos. Creio que só com “dores de parto”, isto é, querendo, com insistência, desconforto, e com “lagrimas” é que a igreja dá à luz “filhos espirituais”. “Os novos nascimentos” não ocorrem com efeitos especiais, luzes e cores… O Salmo 126 fala de “semear “chorando”. As orações da igreja têm sido com olhos secos, enxutos. Só com olhos molhados de lágrimas é que os “filhos espirituais” vão nascer. Só quando, com lágrimas nos olhos, com sentimento em nossos corações dissermos diante de Deus: “Deus, por favor, salve meu irmão “fulano de tal”. Deus, por favor, salve meu filho “João”, salve minha filha “Débora”, salve o ascensorista de meu prédio, “o Manuel”, salve meu professor “Filipe”, objetivamente. Deus ouviu a oração “molhada” de Raquel.

    Tenho constatado nesses meus quarenta anos de Ministério Pastoral que a maioria dos líderes cristãos não é ganhadora de almas, através do evangelismo pessoal. A investidura ministerial é tão pesada e tão santa que eles têm deixado de ser práticos e a maioria não conhece a pescaria “com anzol”. O Deus é o mesmo. Ele não muda. Nós mudamos. ,A igreja tem mudado muito e para pior, no que tange a multiplicar-se e em outras áreas.

    O que Deus fez com Raquel pode e quer fazer com a igreja hoje. E o que me impressiona em Raquel é que ao dar à luz um filho deu-lhe o nome de José, que significa, segundo o dicionário da Bíblia de John D. Davis “possa ele acrescentar”, isto é, “quero outro”, “quero mais”… Esse deve e tem de ser o espírito da igreja, o espírito de Raquel, eu quero mais….eu quero o bairro, queremos ganhar o Brasil para Cristo… e Deus que é generoso deu mais.  Deu Benjamim, ainda que para isso ela tivesse de morrer em meio às “dores de parto” , em meio a um mar de lágrimas.  Deu dois príncipes a Israel. Deu gente de muito valor para o povo e nação de Israel e para o novo Israel, a igreja espalhada por toda a terra.

    A Igreja precisa gerar novas pessoas preciosas , comprometidas com Deus e com sua Obra, menos preocupadas consigo mesmas e mais preocupadas com o Reino, para levar a nossa denominação e as demais denominações evangélicas a um porvir glorioso. José, conhecemos a sua rica, emocionante e inigualável história. Ele tinha o coração de sua mãe, aprendeu a chorar. Chorou ao rever os seus irmãos que o venderam aos Ismaelitas.  Benjamim, foi dele que foi escolhido o primeiro rei de Israel, Saul. Foi de Benjamim que brotou, no tempo de Deus, um menino chamado Saulo, que veio a ser o nosso amorável irmão e apóstolo Paulo. Oh! Glória a Deus!!!

    Lembre-se, eu e você somos igreja. Quantas pessoas você está evangelizando? …Quantos discípulos você tem?… Quais os nomes deles? … Seja esse o grito da igreja hoje, o grito de Raquel: “Dá-me filhos, senão eu morro” . E morre mesmo… Quantas igrejas já morreram no velho continente e em tantos outros lugares do mundo, inclusive no Brasil !

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  • Assembleias das Associações Batistas Cariocas

    Assembleias das Associações Batistas Cariocas

    É preciso construir uma rede de relacionamentos entre igrejas para que o Rio seja alcançado por Cristo. Portanto, abaixo estão relacionadas as datas das Assembleias das Associações Batistas Cariocas. É a chance de conhecer os rumos da denominação na cidade e colocar-se à disposição para a transformação da realidade que nos cerca.

    • Associação Norte: Já realizou
    • Associação Centro: Já realizou
    • Associação Oeste: 05/06 – IB. Oswaldo Cruz – 19h
    • Associação Jacarepaguá: 12 e 13 de junho – PIB Jacarepaguá – 19h
    • Associação Sul: 04/07 – 8h às 12h – IB. Cosme Velho
    • Associação Nordeste: PIB Mariópolis – 20/06/2015 – 9h
    • Associação Sinai: 21/06 – 15h00 IB. Benfica
    • Associação Leopoldinense: 25 a 27 de junho – IBC. de Olaria – 19h
    • Associação Real: 25 a 27/06 – IB. Oásis – Santa Cruz (Av. Cesário de Melo, 13152)
    • Associação Ilha do Governador: 27/06 – 18h – IB. Moneró (Estr. Gov. Chagas Freitas, 750)
    • Associação Suburbana: 04/07 – 9h – 12h IB. Filha de Sião
    • Associação Centro Oeste: 05/07 – 15h – Barão do Bom Retiro -15h
    • Associação Oeste Carioca: 15 a 18/07 – 19h00 – PIB. de Jd. Terra Firme
  • Igreja e Voluntariado

    Igreja e Voluntariado

    Pr. Sérgio Dusilek

    Num tempo de crescente profissionalização, muitos líderes se ressentem de não poderem contar com os voluntários que, ao que tudo indica, antes existiam nas igrejas. Penso que essa dificuldade hodierna se dá por alguns fatores, os quais passo a enumerá-los numa lista não esgotável em si mesma:

    a) além da profissionalização, o perfil de parte das igrejas batistas (para ficar num exemplo) mudou. Sua membresia ascendeu socialmente, muito talvez fruto do próprio evangelho que fez casais priorizarem a formação de seus filhos ao invés de gastar os parcos recursos em outras coisas (bar, mulher, jogo, etc). Esse perfil de membresia acostumou-se a pagar, até mesmo porque pode, pelos serviços. E tal visão foi transferida para a Igreja;

    b) a ausência de abordagem nos púlpitos de ensino sobre dons espirituais e sobre o valor do serviço no Reino, o que normalmente vem acompanhado de falta de sincera busca do Senhor;

    c) a importação de modelos americanos de gestão eclesiástica, país no qual a cultura de se pagar para se ter as coisas é uma realidade. É interessante que líderes importam o modelo até mesmo nas suas expressões vestuais e não querem “pagar a conta” pelo modelo escolhido… ora, o pacote da parafernália eclesiástica, ainda mais de um país que preza pelos modelos organizacionais é completo;

    d) a ausência de inspiração dos líderes, em especial de pastores. Há alguns que servem ao Senhor sem alegria, e sem ela não há contágio voluntário. Você pode ser até sisudo, mas exale prazer, alegria no ministério que exerce;

    e) a inabilidade de líderes que “surram” suas ovelhas quando elas estão em pleno serviço a Deus. Só para ilustrar ouvi certa vez de um pastor que desfez das senhoras da igreja reunidas como MCA. Ora, você pode até não gostar desse tipo de reunião, mas desfazer da mesma? Depois as pessoas não querem mais ajudar e o líder ainda pergunta como conseguir que elas se envolvam…

    f) a importação do modelo IURDiano de sucesso pastoral, baseado nos números, tanto de membros como de receita, e na ostentação dos benefícios pastorais. Ora, quando um membro de igreja percebe que seu pastor não está tendo um sustento digno ou mesmo qualificado no âmbito do merecimento, mas sim que ele está usando o ministério para “se dar bem”, é inevitável que alguns se sintam como que “usados” no voluntariado. Tal sentimento de abuso moral/espiritual tem feito com que grandes valores voltem para dentro da terra, ao invés de serem multiplicados sobre ela (parábola dos talentos);

    g) a falta de exemplo dos líderes. Há líderes que mentem, e ao fazerem isso perdem uma das molas propulsoras da voluntariedade que é o respeito e a fidedignidade daquilo que fazem. Veja só essa expressão que Dostoievski escreveu nos Irmãos Karamazov: “Aquele que mente a si mesmo e escuta sua própria mentira chega ao ponto de não mais distinguir a verdade, nem em si, nem em torno de si; perde, portanto, o respeito de si e dos outros.”

    Seria bom se houvesse uma nova efervescência do mais puro significado de Col.3:23; Hebreus 6:10; I Cor.15:57-58 entre tantos outros textos da Bíblia que apontam para o voluntariado.

    Que Deus nos abençoe!

    Extraído do blog pessoal sergiodusilek.worpress.com

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