Quero me valer desses informes das apresentações musicais com violinos para aplicar à liderança, à administração.
Há muita gente que não sabe tocar o segundo violino, isto é, atuar de vez em quando, quando é necessário, quando é solicitado e ficar feliz por cumprir determinada função.
Quando chega o final de ano em nossas igrejas há a eleição da nova diretoria estatutária, de novos líderes de ministérios , departamentos e comissões. Esses ministérios têm seus coordenadores, vices–coordenadores, membros. As comissões têm seus relatores e respectivos membros. Quantos problemas ocorrem durante os mandatos, quando um coordenador, vice, ou um membro de ministério ou de comissão não sabe “tocar o segundo violino”!
Tem-se observado que os pastores bem sucedidos em seus ministérios souberam tocar o “segundo violino” quando seminaristas. Souberam estar atentos àqueles seus líderes que tinham condições de tocar toda a partitura.
Depreendemos da Palavra de Deus em Isaías 14.12-15(IBB) que a queda de Lúcifer (Portador de Luz), tipificado pelo rei da Babilônia, foi porque quis ir além dos limites. Diz o texto : “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra tu que prostravas as nações! E tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo levado serás ao Seol, ao mais profundo do abismo.”
Um portador de luz que, não sabe se restringir ao papel que lhe foi confiado , pode se tornar em portador de trevas.
Porque quis usurpar a posição do Altíssimo foi desqualificado, amaldiçoado e precipitado à atmosfera da terra com os anjos que caíram com ele.(Gn.3.1/Lc.10.18). Disse Jesus que o inferno foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt.25.41). Nesse lugar serão presos eternamente.
Tive dois pastores nos nove primeiros anos de vida cristã. O primeiro, que me batizou, me apoiou e me estimulou a me desenvolver no seio da Igreja, seu nome, Anthidio Dias da Silveira, chamado à presença do Senhor com mais de 90 anos de idade. Após consagrado ao Ministério, convidou-me algumas vezes a pregar na Igreja que pastoreou por mais de 50 anos, onde nasci espiritualmente. O segundo Pastor, Joaze Gonzaga de Paula, foi assessor da Junta de Missões Estrangeiras, atual, Junta de Missões Mundiais, e, tempo depois, Secretário Executivo da Convenção Batista Carioca. Eu era seu Diretor de Evangelismo na PIB de Higienópolis, Rio.Atualmente, aposentado, mora em Vargem Grande, Rio. A esses dois pastores que me pastorearam sempre fui leal, sabendo, pela misericórdia de Deus, o meu lugar, isto é, o de “tocar o segundo violino”. Por mais de 40 anos trabalhei em empresas nas áreas administrativa e comercial. A gente tem que saber até onde pode ir, sem criar atrito, sem atropelar ninguém. Sem perder o emprego abruptamente.
Temos que estar atentos quanto à Síndrome de Lúcifer. Peçamos a Deus que nos ajude a atuar, dentro de nosso quadrado, até que Ele nos promova ao quadrado mais alto.
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